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Adote a artista, não deixe ela morrer: identidade docente e resistência de mulheres no graffiti

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Orientador

Riccioppo, Carlos Eduardo

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

São Paulo - IA - Artes Visuais

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

O presente trabalho investiga a construção da identidade docente de mulheres que atuam na intersecção entre a arte urbana — especificamente o graffiti — e a educação, seja em contextos formais ou não-formais. Partindo da premissa de que o espaço urbano e o ambiente escolar são territórios historicamente marcados por hierarquias de gênero, raça e classe, a pesquisa analisa como a figura da "artista-professora" tensiona e ressignifica esses espaços. O referencial teórico central apoia-se na dissertação de mestrado "Adote o artista, não deixe ele virar professor: reflexões em torno do híbrido professor-performer" (2013), de Denise Pereira Rachel, que utiliza o panfleto-manifesto homônimo do artista Ivald Granato (1977) como ponto de partida para discutir o hibridismo e os conflitos inerentes à dualidade entre a criação poética transgressora e a docência institucionalizada. A metodologia adota uma abordagem qualitativa, utilizando entrevistas narrativas com três artistas-educadoras atuantes em São Paulo, Itapevi e no Rio de Janeiro. As narrativas coletadas revelam que a prática do graffiti, quando aliada a uma perspectiva feminista interseccional, atua não apenas como ferramenta estética, mas como instrumento pedagógico de resistência e empoderamento. Os resultados apontam que, longe de se anularem, as identidades de artista e professora podem compor uma "docência performática" capaz de subverter currículos engessados e promover uma educação emancipatória, embora enfrentem desafios estruturais que ameaçam constantemente a manutenção da prática artística pessoal.

Resumo (espanhol)

Este estudio investiga la construcción de la identidad docente de mujeres que trabajan en la intersección del arte urbano — específicamente el graffit i— y la educación, tanto en contextos formales como informales. Partiendo de la premisa de que el espacio urbano y el entorno escolar son territorios históricamente marcados por jerarquías de género, raza y clase, la investigación analiza cómo la figura del "artista-docente" desafía y redefine estos espacios. El marco teórico central se basa en la tesis de maestría "Adote o artista, não deixe ele virar professor: reflexões em torno do híbrido professor-performer" (2013), de Denise Pereira Rachel, que utiliza el panfleto-manifiesto homónimo del artista Ivald Granato (1977) como punto de partida para discutir la hibridez y los conflictos inherentes a la dualidad entre la creación poética transgresora y la enseñanza institucionalizada. La metodología adopta un enfoque cualitativo, mediante entrevistas narrativas con tres artistas-educadoras que trabajan y viven en São Paulo, Itapevi y Rio de Janeiro. Las narrativas recopiladas revelan que la práctica del graffiti, al combinarse con una perspectiva feminista interseccional, actúa no solo como una herramienta estética, sino también como un instrumento pedagógico de resistencia y empoderamiento. Los resultados indican que, lejos de anularse mutuamente, las identidades de artista y docente pueden conformar una docencia performativa capaz de subvertir currículos rígidos y promover una educación emancipadora, a pesar de que enfrentan desafíos estructurales que amenazan constantemente el mantenimiento de la práctica artística personal.

Descrição

Palavras-chave

Mulheres na educação, Feminismo e arte, Educação, Territorialidade, Territorialidade, Mulheres na educação

Idioma

Português

Citação

PAULINO, Isabel Lichand. Adote a artista, não deixe ela morrer: identidade docente e resistência de mulheres no graffiti. 2025. 219 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Artes Visuais) - Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista (UNESP), São Paulo, 2025.

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