Perspectivas interseccionais na medicalização : o uso de antidepressivos por mulheres de meia-idade
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Data
Autores
Orientador
Teixeira Filho, Fernando Silva 

Coorientador
Pós-graduação
Psicologia - FCLAS
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Partindo da perspectiva biopolítica de Michel Foucault, sobre a aplicação de dispositivos e discursos de poder que produzem verdades sobre os corpos, Gênero como categoria analítica (Zanello, 2018; Lauretis, 1987/1994, Butler, 1998/1990; Wittig, 1980/2022; Scott, 1986/1990; hooks, 1984/2019; Davis, 1981/2016), que compreende o processo de inferiorização e subalternização da mulher nas relações heteronormativas, e a abordagem teórica de críticos da medicalização (Foucault, 1976/1988; Szasz, 1970/1980; Illich, 1975, Amarante, 1995/2013, Canguilhem, 1966/2009, Hacking, 2002/2009), esta pesquisa propõe investigar, a partir dos relatos de mulheres cisgêneras de meia-idade (45-59 anos), vivências e processos de subjetivação que contribuíram durante as suas vidas para que um sofrimento psíquico, marcado por questões de gênero, raça e classe, as conduzisse a receber prescrição médica para uso de antidepressivos na Unidade Básica de Saúde do Jd. Herculano, Zona Sul de São Paulo. Foi utilizado o método da Análise Temática (Braun e Clarke, 2006) e, como instrumento de coleta de dados, 1(uma) entrevista semidirigida com perguntas sobre a relação das mulheres e o uso do antidepressivo, tendo como foco seus relacionamentos sociais nos vários contextos de suas vidas, tais como a família, o trabalho, e os serviços de saúde. Destacaram-se 5 (cinco) categorias de análisE: 1) Medicalização e os antidepressivos; 2) A
rede de cuidados; 3) Os dispositivos amoroso e materno; 4) A violência contra as mulheres; e 5) O trabalho doméstico. Tratam-se de temas intercambiantes, porém com aspectos distintos a serem analisados. Desta forma, procurou-se denunciar o aspecto patologizante da subjetividade das mulheres, destacando gênero, raça e classe como epistemes revolucionárias e subversivas, para a compreensão do sofrimento humano.
Resumo (inglês)
Starting from Michel Foucault's biopolitical perspective on the application of devices and discourses of power that produce truths about bodies, Gender as an analytical category (Zanello, 2018; Lauretis, 1987/1994, Butler, 1998/1990; Wittig, 1980/2022; Scott, 1986/1990; hooks, 1984/2019; Davis, 1981/2016), which includes the process of the degradation and subordination of women in heteronormative relations, and the theoretical approach of critics of medicalization (Foucault, 1976/1988; Szasz, 1970/1980; Illich, 1975; Amarante, 1995/2013; Canguilhem, 1966/2009; Hacking, 2002/2009), this research aims to investigate, based on the experiences of middle-aged cisgender women (45-59 years), the experiences and subjectivation processes that
contributed during their lives to psychological suffering, marked by issues of gender, race, and class, leading them to receive medical prescriptions for antidepressant use at the Basic Health Unit of Jd. Herculano, South Zone of São Paulo. The Thematic Analysis method (Braun and Clarke, 2006) was used, and as a data collection instrument, one semi-structured interview was conducted with questions about women's relationship with antidepressant use, focusing on their social relationships in various contexts of their lives, such as family, work, and health services. Five categories of analysis stood out: 1) Medicalization and antidepressants; 2) The care network; 3) The loving and maternal devices; 4) Violence against women; and 5) Domestic work. These
are interconnected themes, yet with distinct aspects to be analyzed. Thus, the study sought to denounce the pathologizing aspect of women's subjectivity, highlighting gender, race, and class as revolutionary and subversive epistemes for understanding human suffering.
Descrição
Palavras-chave
Mulheres de meia-idade, Medicalização, Interseccionalidade, Antidepressivos, Middle-aged women, Medicalization, Intersectionality, Antidepressant
Idioma
Português
Citação
BELLOTTI, Patricia. Perspectivas interseccionais na medicalização : o uso de antidepressivos por mulheres de meia-idade. 2026. 191 p. Mestrado (Dissertação em Psicologia) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2025.


