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Análise dos impactos ambientais gerados pelo E-commerce no Brasil

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Orientador

Urban, Rodrigo Custodio

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

São José dos Campos - ICT - Engenharia Ambiental

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Resumo (português)

O presente trabalho analisa de forma crítica os impactos ambientais gerados pelo comércio eletrônico no Brasil, com ênfase nas práticas de sustentabilidade de cinco grandes empresas: Amazon, Mercado Livre, Shopee, Magazine Luiza e DHL. Metodologicamente, a pesquisa utilizou uma abordagem mista, combinando análise documental de relatórios corporativos e dados secundários de órgãos governamentais e estudos acadêmicos. A pesquisa evidencia que, embora o e-commerce representa um vetor de crescimento econômico e de ampliação do acesso ao consumo, sua expansão acarreta sérios desafios ambientais relacionados às emissões de gases de efeito estufa, ao consumo energético, à intensificação da logística e ao aumento do volume de resíduos sólidos. Os resultados demonstram que a Amazon apresenta o maior volume de emissões, reflexo de sua escala global e da operação de data centers, mas também lidera investimentos em energia renovável e embalagens sustentáveis, alinhada à meta de neutralidade de carbono até 2040. O Mercado Livre destaca-se pela combinação de crescimento e sustentabilidade, com projetos de reflorestamento e ampliação da frota elétrica, conseguindo reduzir a intensidade de suas emissões. A Shopee, por outro lado, expõe sua pegada de carbono de maneira transparente, mas ainda não consolidou metas claras de mitigação, revelando fragilidades em sua agenda climática. Já o Magazine Luiza demonstra menor impacto relativo, investindo em eficiência energética e economia circular, embora careça de metas públicas mais ambiciosas. Por fim, a DHL, apesar de ser uma das maiores emissoras de transporte aéreo e rodoviário, possui um dos programas mais robustos de descarbonização do setor logístico, com investimentos bilionários em combustíveis sustentáveis e tecnologia de monitoramento ESG. Conclui-se que não existe um padrão único de sustentabilidade no setor. Empresas globais enfrentam desafios maiores pela escala de suas operações, enquanto atores regionais conseguem adotar práticas mais adaptadas ao contexto local. A análise evidencia ainda que a logística reversa e a gestão de resíduos permanecem como pontos críticos no Brasil, dada a baixa taxa de reciclagem nacional. Assim, a sustentabilidade no e-commerce depende tanto do fortalecimento de estratégias corporativas quanto da implementação de políticas públicas mais rigorosas, capazes de integrar competitividade econômica e preservação ambiental.

Resumo (inglês)

This study critically analyzes the environmental impacts generated by e-commerce in Brazil, focusing on the sustainability practices of five large companies: Amazon, Mercado Livre, Shopee, Magazine Luiza, and DHL. Methodologically, the research utilized a mixed-methods approach, combining documentary analysis of corporate reports and secondary data from government agencies and academic studies. The research shows that, although e-commerce represents a driver of economic growth and expanded access to consumption, its expansion entails serious environmental challenges related to greenhouse gas emissions, energy consumption, logistics intensification, and the increased volume of solid waste. The results demonstrate that Amazon accounts for the highest volume of emissions, reflecting its global scale and data center operations, but it also leads investments in renewable energy and sustainable packaging, aligned with its goal of carbon neutrality by 2040. Mercado Livre stands out for its combination of growth and sustainability, with reforestation projects and the expansion of its electric fleet, managing to reduce its emissions intensity. Shopee, on the other hand, discloses its carbon footprint transparently but has not yet consolidated clear mitigation targets, revealing weaknesses in its climate agenda. Magazine Luiza shows a lower relative impact, investing in energy efficiency and circular economy, although it lacks more ambitious public targets. Finally, DHL, despite being one of the largest emitters due to air and road transport, has one of the most robust decarbonization programs in the logistics sector, with multi-billion investments in sustainable fuels and ESG monitoring technology. It is concluded that there is no single standard for sustainability in the sector. Global companies face greater challenges due to the scale of their operations, while regional actors are able to adopt practices better suited to the local context. The analysis also highlights that reverse logistics and waste management remain critical points in Brazil, given the low national recycling rate. Thus, sustainability in e-commerce depends on both strengthening corporate strategies and implementing stricter public policies capable of integrating economic competitiveness and environmental preservation.

Descrição

Palavras-chave

Comércio eletrônico, Sustentabilidade, Impacto ambiental, Electronic commerce, Sustainability, Environmental impact statements

Idioma

Português

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