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ISTs em pessoas sob PrEP: relações com comportamento de risco e percepção das formas de prevenção

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Orientador

Tasca, Karen Ingrid

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Botucatu - IBB - Ciências Biomédicas

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é um método extremamente eficiente de prevenção a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Entretanto, estudos recentes observaram que o uso da PrEP se tornou um fator de risco para a aquisição de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Desse modo, o objetivo desse estudo foi verificar quais outros comportamentos podem ser considerados de risco para a infecção por ISTs por pessoas que fazem uso da medicação, além de investigar a percepção que esses indivíduos têm sobre a temática. Para tal, foi aplicado um questionário para os homens que fazem uso da PrEP e estão em acompanhamento no SAEI-DAM em Botucatu, acerca dos aspectos sociocomportamentais e demográficos de suas vidas, além de perguntas sobre o conhecimento deles em relação às ISTs. Adicionalmente, foram analisados os prontuários médicos eletrônicos para associar a ocorrência de ISTs com a respostas oriundas do questionário. Os resultados mostraram que 97% dos entrevistados eram homens que fazem sexo com homens (HSH) e que 65% deles utilizavam a PrEP pois possuíam múltiplos parceiros sexuais. Ainda, mais de 60% dos entrevistados afirmaram ter diminuído o uso do preservativo após o início do uso da PrEP. O total de ISTs adquiridas pelos 70 entrevistados após o início do uso da PrEP foi de 39, aumento de quase 40% em relação a quantidade de ISTs adquiridas pelos mesmos indivíduos em período anterior ao uso da medicação. Observou-se, ainda, associação significativa (p=0,03) entre aquisição de alguma IST e a quantidade de parceiros sexuais nos últimos meses. A auto percepção dos homens sobre a problemática indicou que 62% deles afirmaram acreditar que possuem um bom ou ótimo conhecimento sobre o assunto. No entanto, 41% das pessoas não sabiam explicar o que era “prevenção combinada” e, quando perguntados sobre outros métodos de prevenção contra ISTs além da PrEP e dos preservativos, menos de 11% soube listar algum. Em conclusão, a alta incidência de ISTs nesta população, em conjunto com a “falsa percepção de segurança” e a manutenção de hábitos de risco – reforçadas pelo uso da PrEP -, demonstram a necessidade de adoção de medidas assertivas de prevenção combinada, de conscientização dos riscos para essa população, de rastreio constante, e tratamento destas infecções nos ambulatórios de PrEP e demais serviços de saúde e centros de testagem e aconselhamento.

Descrição

Palavras-chave

PrEP, Prevenção, ISTs, Risco

Idioma

Português

Citação

CAMILO, Vitória Beatriz. ISTs em pessoas sob PrEP: relações com comportamento de risco e percepção das formas de prevenção. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso ( Bacharel em Ciências Biomédicas) Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2024.

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