Repository logo

FREQUÊNCIA DOS POLIMORFISMOS NOS GENES ECA I E ECA II EM ANEMIA FALCIFORME

dc.contributor.authorBorin, MC [UNESP]
dc.contributor.authorBonini-Domingos, CR [UNESP]
dc.contributor.authorMalerba, DP [UNESP]
dc.contributor.authorPereira, L Ramos [UNESP]
dc.contributor.authorOkumura, JV
dc.date.accessioned2026-06-19T18:02:16Z
dc.date.issued2025-10-01
dc.description.abstractIntrodução A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia causada pela herança do genótipo homozigoto da hemoglobina S (Hb SS), que promove distúrbios vasculares, hemólise crônica e inflamação sistêmica. A gravidade e as manifestações clínicas variam entre os indivíduos, podendo ser influenciadas por fatores genéticos e ambientais. Entre esses, destacam-se os polimorfismos no gene da Enzima Conversora de Angiotensina (ECA), como o ECA I e ECA II, os quais têm sido estudados por apresentar possível relação na modulação da resposta inflamatória, pressão arterial e função endotelial. Reconhecer o papel desses polimorfismos em pacientes com Hb SS pode contribuir para um aprimoramento do prognóstico e tratamento, assim como na predisposição para eventos cardiovasculares e respiratórios. Objetivos Este estudo teve como objetivo analisar a frequência dos polimorfismos nos genes ECA I e ECA II em indivíduos com anemia falciforme (Hb SS) e identificar associações com manifestações clínicas. Material e métodos Trata-se de um estudo observacional conduzido com 432 pacientes com diagnóstico confirmado de anemia falciforme (Hb SS) por PCR-RFLP. Para classificar a gravidade clínica dos pacientes com anemia falciforme foram utilizados três critérios: número de crises, internações e infecções no último ano, sendo classificado como leve (0 a 2 eventos), moderada (3 a 5 eventos) e grave (mais de 6 eventos). Também foi realizada a genotipagem dos polimorfismos nos genes da Enzima Conversora de Angiotensina (ECA I – II, ID, DD; e ECA II – AA, AG, GG). Resultados Os resultados indicam que os polimorfismos dos genes ECA I e ECA II podem influenciar a gravidade clínica na anemia falciforme, com destaque para o genótipo GG do ECA II, que apresentou maior significância entre os casos considerados graves, sugerindo que essa variante pode intensificar a piora do quadro clínico. Discussão e conclusão Entre os 432 pacientes com anemia falciforme analisados, o polimorfismo do gene ECA I, inserção/deleção (I/D), não demonstrou associação estatisticamente significativa com a gravidade clínica da doença (p = 0,347). O genótipo heterozigoto ID foi o mais frequente entre os pacientes 207 (47,92%) casos, sendo 62 (29,95%) casos classificados com clínica grave, seguido por DD, com 146 (42,69%) casos, sendo 54 (36,99%) deles classificados com gravidade grave e II, com 79 (18,29%) casos, sendo 24 (30,38%) deles classificados, também, com clínica grave. Apesar de estudos apontarem que indivíduos com o genótipo DD apresentam maior predisposição a manifestações cardiovasculares, quando comparados aos genótipos II (manifestações respiratórias) e ID, os dados obtidos não mostraram significância estatística para essa associação. Em relação ao gene ECA II, o genótipo GG foi o mais frequente, com 192 (50,39%) casos, seguido por AG com 90 (23,62%) casos. Dentre os pacientes que possuem genótipo GG, 65 (33,85%) casos possuem sintomatologia grave, seguido por 16 (17,78%) casos graves com genótipo AG. Neste caso, houve associação estatisticamente significativa entre o genótipo e a gravidade clínica (p = 0,0083), sugerindo que o genótipo GG pode estar relacionado a um maior risco de evolução grave.
dc.description.affiliationUniversidade Estadual Paulista (UNESP), São José do Rio Preto, SP, Brasil
dc.description.affiliationCentro Universitário de Jales (UNIJALES), Jales, SP, Brasil
dc.description.affiliationUnespUniversidade Estadual Paulista (UNESP), São José do Rio Preto, SP, Brasil
dc.identifierhttps://app.dimensions.ai/details/publication/pub.1194407398
dc.identifier.dimensionspub.1194407398
dc.identifier.doi10.1016/j.htct.2025.104148
dc.identifier.issn2531-1379
dc.identifier.issn2531-1387
dc.identifier.orcid0000-0002-4603-9467
dc.identifier.orcid0009-0001-8258-389X
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/11449/326296
dc.publisherElsevier
dc.relation.ispartofHematology Transfusion and Cell Therapy; v. 47; p. 104148
dc.rights.accessRightsAcesso abertopt
dc.rights.sourceRightsoa_all
dc.rights.sourceRightsgold
dc.sourceDimensions
dc.titleFREQUÊNCIA DOS POLIMORFISMOS NOS GENES ECA I E ECA II EM ANEMIA FALCIFORME
dc.typeArtigopt
dspace.entity.typePublication
relation.isOrgUnitOfPublication43c38943-bd6f-4fb6-a9a5-8482a1f632c0
relation.isOrgUnitOfPublication.latestForDiscovery43c38943-bd6f-4fb6-a9a5-8482a1f632c0
unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, São José do Rio Pretopt

Files

Original bundle

Now showing 1 - 1 of 1
Loading...
Thumbnail Image
Name:
FREQUÊNCIA DOS POLIMORFISMOS NOS GENES ECA I E ECA II EM ANEMIA FALCIFORME.pdf
Size:
525.05 KB
Format:
Adobe Portable Document Format