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Instrumento de identificação de risco para gagueira do desenvolvimento: versão revisada

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Orientador

Oliveira, Cristiane Moço Canhetti de

Coorientador

Correia, Débora Vasconcelos

Pós-graduação

Ciências da Saúde e Comunicação Humana - FFC

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Tese de doutorado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Introdução: Os transtornos da fluência com início na infância mais conhecidos são a gagueira e a taquifemia. Ambos os transtornos surgem no período do neurodesenvolvimento a partir de uma interação dinâmica e complexa de múltiplos fatores. Quando não identificados precocemente, podem desencadear impactos comunicativos, psicossociais e funcionais significativos. Os instrumentos de rastreamento são ferramentas importantes para a prevenção do agravamento dos sintomas por facilitarem a identificação precoce. No cuidado à saúde comunicativa da fluência na fala na primeira infância, apenas o Instrumento de Rastreio para Gagueira do Desenvolvimento (IRGD) atende às características de um instrumento de rastreamento para a saúde pública brasileira. É importante, todavia, que os instrumentos de rastreamento sejam revisados e atualizados periodicamente, tendo em vista o avanço natural das evidências científicas e o controle de qualidade para evitar potenciais danos com resultados falsos. Objetivo: Desenvolver a versão revisada do Instrumento de Identificação de Risco para Gagueira do Desenvolvimento (IRGD-R), alinhando-o aos domínios da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) e ampliando seu escopo para o rastreamento dos transtornos da fluência com início na infância. Método: Trata-se de um estudo teórico, descritivo e metodológico, caracterizado como uma revisão de escopo e de revisão de um instrumento. O estudo foi desenvolvido em duas fases: I Investigação na Literatura - Realizou-se uma revisão de escopo, conduzida segundo o protocolo metodológico do Instituto Joanna Briggs (JBI) e diretrizes Preferred Reporting Items for Systematic reviews and MetaAnalyses extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR), para mapear fatores de risco e métodos de avaliação utilizados no rastreio dos transtornos da fluência em pré-escolares; II Revisão teórico-conceitual, reorganização estrutural e refinamento dos itens do IRGD - Realizou-se análise crítica do IRGD, identificando convergências e lacunas em relação às evidências atuais e ao modelo teórico de Yairi e Seery (2023), bem como às diretrizes da CIF; Seguiu-se com a revisão e reconstrução do instrumento, incluindo reorganização dos domínios, reformulação de itens, criação de indicadores específicos para taquifemia, redefinição da escala de pontuação (0–3) e elaboração de um modelo matemático para o cálculo do escore total revisado. Todos os ajustes foram documentados e fundamentados teoricamente. Resultados: Com relação à Fase I da pesquisa, identificaram-se 2.091 publicações, após remoção de duplicatas e aplicação dos critérios, 11 artigos foram incluídos. Não foram encontrados estudos sobre fatores de risco para taquifemia em pré-escolares. Para a gagueira, mapeou-se 14 fatores de risco evidenciados como os mais preditivos e relacionados às funções e estruturas do corpo e fatores contextuais. Apenas dois instrumentos padronizados de rastreamento foram identificados, ambos brasileiros: Protocolo de Risco para Gagueira do Desenvolvimento e Instrumento de Rastreio para a Gagueira do Desenvolvimento. Com relação à Fase II da pesquisa, a versão revisada ampliou o instrumento para abarcar tanto a gagueira quanto a taquifemia, incluindo itens exclusivos e itens comuns aos dois transtornos. Foram incorporados fatores de risco em todos os quatro domínios do instrumento e reorganizados segundo a hierarquia de fatores primários, secundários e terciários. A escala Likert foi reduzida de 1–5 para 0–3, eliminando a categoria “sempre”. O IRGD-R passou a incluir 10 fatores de risco primários, 11 secundários e 13 terciários, além das variáveis suplementares “sexo” e “queixa”, compondo um escore máximo teórico de 200 pontos. Conclusão: A presente pesquisa possibilitou a conclusão das Fases I e II. O IRGD foi revisado, resultando no IRGD-R, um instrumento ampliado, teoricamente atualizado e funcionalmente orientado. A nova versão incorporou fatores de risco relevantes não contemplados originalmente, integrou manifestações linguísticas e motoras específicas da taquifemia e alinhou-se ao modelo biopsicossocial da CIF ao incluir indicadores de participação e impacto comunicativo.

Resumo (inglês)

Introduction: The most well-known fluency disorders with onset in childhood are stuttering and cluttering. Both disorders arise during neurodevelopment as a result of a dynamic and complex interaction of multiple factors. When not identified early, they can trigger significant communicative, psychosocial, and functional impacts. Screening instruments are important tools for preventing the worsening of symptoms by facilitating early identification. In the care of communicative health related to speech fluency in early childhood, only the Developmental Stuttering Screening Instrument (IRGD) meets the characteristics of a screening instrument for Brazilian public health. It is important, however, that screening instruments be reviewed and updated periodically, considering the natural advancement of scientific evidence and quality control to avoid potential harm from false results. Objective: To develop a revised version of the Developmental Stuttering Risk Identification Instrument (IRGD-R), aligning it with the domains of the International Classification of Functioning, Disability and Health (ICF) and expanding its scope to screen for fluency disorders with onset in childhood. Method: This is a theoretical, descriptive, and methodological study, characterized as a scoping review and a review of an instrument. The study was developed in two phases: I. Literature Review - A scoping review was conducted, following the methodological protocol of the Joanna Briggs Institute (JBI) and the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR) guidelines, to map risk factors and assessment methods used in screening for fluency disorders in preschoolers; II. Theoretical-conceptual review, structural reorganization, and refinement of IRGD items - A critical analysis of the IRGD was carried out, identifying convergences and gaps in relation to current evidence and the theoretical model of Yairi and Seery (2023), as well as the ICF guidelines; This was followed by the revision and reconstruction of the instrument, including reorganization of domains, reformulation of items, creation of specific indicators for tachyphemia, redefinition of the scoring scale (0–3), and development of a mathematical model for calculating the revised total score. All adjustments were documented and theoretically grounded. Results: Regarding Phase I of the research, 2,091 publications were identified; after removing duplicates and applying the criteria, 11 articles were included. No studies on risk factors for cluttering in preschoolers were found. For stuttering, 14 risk factors were identified as the most predictive and related to body functions and structures and contextual factors. Only two standardized screening instruments were identified, both Brazilian: the Developmental Stuttering Risk Protocol and the Developmental Stuttering Screening Instrument. Regarding Phase II of the research, the revised version expanded the instrument to encompass both stuttering and tachyphemia, including items exclusive to and common to both disorders. Risk factors were incorporated into all four domains of the instrument and reorganized according to the hierarchy of primary, secondary, and tertiary factors. The Likert scale was reduced from 1–5 to 0–3, eliminating the “always” category. The IRGD-R now includes 10 primary, 11 secondary, and 13 tertiary risk factors, in addition to the supplementary variables “sex” and “complaint,” resulting in a maximum theoretical score of 200 points. Conclusion: This research allowed for the completion of Phases I and II. The IRGD was revised, resulting in the IRGD-R, an expanded, theoretically updated, and functionally oriented instrument. The new version incorporated relevant risk factors not originally considered, integrated specific linguistic and motor manifestations of tachyphemia, and aligned with the ICF biopsychosocial model by including indicators of participation and communicative impact.

Descrição

Palavras-chave

Gagueira, Distúrbios da fala nas crianças, Revisão, Método de rastreio, Crianças - Desenvolvimento - Testes, Stuttering, Speech disorders in children, Child development - Testing, Review

Idioma

Português

Citação

LIMA, Mayra Maria Oliveira de. Instrumento de identificação de risco para gagueira do desenvolvimento: versão revisada. 2026. Tese (Doutorado em Saúde e Comunicação Humana) – Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Marília, 2025.

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