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Contando histórias e florescendo a vida : o encontro dos meninos Zezé, de O meu pé de laranja lima (1968) e Tistou, de O menino do dedo verde (1957)

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Orientador

Callipo, Daniela Mantarro

Coorientador

Pós-graduação

Letras - FCLAS

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

O meu pé de laranja lima (1968), do brasileiro José Mauro de Vasconcelos, (1920-1984) é um livro antigo, que esteve presente em muitas gerações, desde a sua primeira publicação, e que tem como característica principal ser um livro que o leitor não esquece jamais. Nessa mesma linha da memória, se encontra Tistou les pouces verts (1957), obra francesa poeticamente escrita por Maurice Druon (1918-2009), na qual as lições aprendidas pelo menino Tistou são de caráter formativo para o leitor e sua vida. Ambas as narrativas apresentam um grande valor estético pautado no poder das palavras e concedem desde ao leitor comum até ao leitor acadêmico, uma possibilidade de mudança de olhar através da função humanizadora da literatura e o seu fazer viver. Seus autores, por intermédio de recursos da Estilística, criam um ponto de contato e conseguem chegar até o coração daquele que os lê, seja pela dor do menino Zezé ou pela coragem do pequeno Tistou; o que toca o leitor é o discurso poético de Vasconcelos e de Druon, os quais, mesmo com mensagens de grande peso social, não fazem um discurso panfletário. A humanização acontece como a leveza de uma poesia. Os recursos estéticos e estilísticos operam como instrumentos de aprimoração, visto que é por meio das figuras de estilo - metáfora e personificação - que a beleza e a emoção dos textos se concretiza. Em suma, busquei compreender como a poeticidade impregnada nas personagens de dois autores vindos de contextos tão diferentes contribui para o auxílio e desenvolvimento da perspectiva poética do ser para com a vida, isto é, busquei apurar como a arte literária auxilia na edificação de uma vivência mais humanizada e gentil, na qual se estrutura como base primária, a poesia - o olhar o outro. Respaldado pela teoria da Literatura Comparada (Carvalhal (2006); Genette (2010); Kristeva (2005); Samoyault (2008)) e pelas noções de Estilística (Melo (1976); Martins (1997)) percebo que tanto em Vasconcelos, quanto em Druon, é por meio dos pensamentos das personagens que o discurso poético transforma e edifica a perspectiva do leitor, fazendo com que assim ele seja capaz de reconstruir o seu olhar - de um modo mais humanizado - em relação à sociedade que o cerca.

Resumo (francês)

O meu pé de laranja (1968) de l'écrivain brésilien José Mauro de Vasconcelos (1920-1984) est un livre ancien qui a été présent dans la vie de plusieurs générations depuis sa première publication et qui a comme caractéristique principale celle d’être un livre que le lecteur n’oublie jamais. Dans cette même ligne de la mémoire, se trouve Tistou les pouces verts (1957), œuvre française poétiquement écrite par Maurice Druon (1918-2009), dans laquelle les leçons apprises par le garçon Tistou sont de caractère formatif pour le lecteur et sa vie. Les deux récits présentent une grande valeur esthétique basée sur le pouvoir des mots et donnent au lecteur commun comme au lecteur académique, la possibilité de changer son regard à travers la fonction humanisante de la littérature et sa manière de faire vivre. Ses auteurs, à travers les ressources de la Stylistique, créent un point de contact et peuvent atteindre le cœur de celui qui les lit, soit par la douleur du petit Zezé ou par le courage du petit Tistou; ce qui touche le lecteur est le discours poétique de Vasconcelos et de Druon, qui, même avec des messages de grand poids social, ne font pas un discours pamphlétaire. Les ressources esthétiques et stylistiques agissent comme des instruments d’amélioration, puisque c’est à travers les figures de style – la métaphore et la personnification - que la beauté et l’émotion des textes se concrétisent. Bref, j’ai cherché à comprendre comment la poésie imprégnée dans les personnages des deux auteurs venant de contextes si différents contribue à l’aide et au développement de la perspective poétique de l’être pour la vie, c’est-à-dire, j’ai cherché à déterminer comment l’art littéraire aide à la construction d’une expérience plus humanisée et gentille, dans laquelle se structure comme base primaire, la poésie. Soutenu par la théorie de la Littérature Comparée (Carvalhal (2006); Genette (2010); Kristeva (2005); Samoyault (2008)) et par les notions de Stylistique (Melo (1976); Martins (1997)) je vois que chez Vasconcelos comme chez Druon, c’est à travers les pensées des personnages que le discours poétique transforme et édifie la perspective du lecteur, lui permettant ainsi de reconstruire son regard par rapport à la société qui l’entoure.

Descrição

Palavras-chave

Vasconcelos, José Mauro de, 1920-1984. O meu pé de laranja lima., Druon, Maurice, 1918-2009. Tistou les pouces verts. O menino do dedo verde., Literatura comparada - Francesa e brasileira, Recursos Estéticos, Littérature Comparée, Ressources Esthétiques, Mon bel oranger, Tistou les pouces verts

Idioma

Português

Citação

BATALHA, Bentô Soares. Contando histórias e florescendo a vida: o encontro dos meninos Zezé, de O meu pé de laranja lima (1968) e Tistou, de O menino do dedo verde (1957). 2025. 146 p. Dissertação (Mestrado em Letras) - Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Assis, 2025.

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