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Modelo bioeconômico para a gestão de pragas na Cana-de-açúcar

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Supervisor

Santos, David Ferreira Lopes

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Título da Revista

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Relatório de pós-doc

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

A presença de pragas em culturas agrícolas é um componente inerente do ecossistema, com efeitos tanto positivos quanto negativos. Os efeitos negativos são críticos na redução da produtividade e da viabilidade econômica, especialmente no cultivo da cana-de-açúcar, onde as mudanças nos sistemas de produção têm apresentado novos desafios para o manejo de pragas. Desde o início da década de 2020, Sphenophorus levis tornou-se a principal praga de preocupação econômica na cana-de-açúcar no Brasil, causando perdas econômicas significativas. Seu manejo tem se baseado principalmente em agrotóxicos, cuja eficácia no controle da praga é limitada, além de causar efeitos adversos ao meio ambiente e à saúde humana. A literatura tem apresentado resultados contraditórios ao modelar o efeito da infestação por S. levis na produtividade da cana-de-açúcar, com base em estudos que tratam variáveis ​​ambientais, biológicas e de manejo isoladamente. Para abordar essa complexidade, este artigo integra os achados de três estudos complementares por meio de uma revisão sistemática da literatura científica indexada no Scopus e uma análise empírica com modelos bioeconômicos. O primeiro estudo consistiu em uma revisão sistemática abrangente de S. levis, cujos resultados destacam o potencial das enzimas digestivas do inseto como moléculas sinalizadoras para inibidores enzimáticos. Isso poderia facilitar o desenvolvimento de abordagens biotecnológicas, incluindo o melhoramento genético da cana-de-açúcar. O estudo mostra que métodos isolados de controle de pragas (químicos, biológicos ou práticas culturais) demonstraram baixa eficácia. Em contrapartida, o manejo integrado de pragas (MIP), priorizando o controle biológico com bioinseticidas (nematoides, Bacillus thuringiensis) e práticas agrícolas, reservando os pesticidas para surtos severos, deve apresentar melhores resultados. De uma perspectiva de ecologia aplicada, propõe-se a modificação do habitat, explorando interações bióticas por meio de semioquímicos e inimigos naturais. A identificação do (S)-2-metil-4-octanol na sinalização química de insetos abre oportunidades para o uso de feromônios e cairomônios em estratégias ecológicas, enquanto a biotecnologia (plantas Bt) oferece soluções inovadoras que expandem os limites dos métodos convencionais. Uma segunda análise, por meio de uma revisão sistemática de modelos bioeconômicos em culturas agrícolas, identificou uma lacuna científica na aplicabilidade de referenciais teóricos como a teoria dos jogos e a economia comportamental, que são fundamentais para a compreensão de problemas de ação coletiva entre agricultores. Essa necessidade orienta futuras pesquisas multidisciplinares. A superioridade do Manejo Integrado de Pragas (MIP) sobre o uso isolado de qualquer tática de controle é reafirmada, reconhecendo-se que não existe uma solução única, visto que a eficácia depende das condições ambientais, dos fatores socioeconômicos e do comportamento do agricultor. Modelos dinâmicos e bioeconômicos, que incorporam a dimensão temporal e as compensações econômicas e ecológicas, mostram-se essenciais, uma vez que as estratégias mais rentáveis ​​no curto prazo podem se revelar insustentáveis ​​no longo prazo. Para superar as limitações de estudos isolados, a terceira componente desta pesquisa apresenta um modelo bioeconômico empírico estruturado em torno de duas análises de regressão por mínimos quadrados generalizados. Utilizando um extenso banco de dados com 2.772 pontos observados, o modelo inicialmente mensura os danos causados ​​por *S. levis* à cana-de-açúcar (tocos infestados), considerando variáveis ​​ambientais e densidade populacional, e posteriormente mensura o impacto desses danos na produtividade, incorporando variáveis ​​ambientais, agronômicas e de manejo de pragas. Os resultados mostraram que a umidade relativa e a velocidade do vento afetaram negativamente a produtividade (-5,92% e -12,67%, respectivamente), mas paradoxalmente aumentaram os danos causados ​​pela praga à cultura (+0,15 e +0,22 unidades, respectivamente). A temperatura, por sua vez, reduziu a extensão dos danos (-0,31 unidades). No modelo de produtividade, o manejo de pragas com defensivos químicos não resultou em aumento da produtividade (-1,20%), e os danos causados ​​pela praga diminuíram 2,55% para cada toco atacado. Decisões agronômicas como idade mais avançada do campo e o uso de sistemas de plantio mecanizado diminuíram a produtividade (-5,70% e -2,23%), enquanto o plantio no primeiro semestre e um ambiente de produção mais favorável contribuíram positivamente (+3,45% e +7,38%). No modelo de danos, a densidade populacional da praga em todos os estágios apresentou efeitos positivos (larva: +2,26, pupa: +2,13, adulto: +2,00 unidades). Em conjunto, esses resultados demonstram que a compreensão do impacto de S. levis e o desenvolvimento de estratégias de controle eficazes exigem uma abordagem holística.

Descrição

Palavras-chave

Biotecnologia, Controle de pragas, Produtividade agrícola, Sustentabilidade, Bibliometria, Revisão sistemática, Manejo integrado de pragas

Idioma

Espanhol

Citação

ROJAS, A. R. - Modelo bioeconômico para a gestão de pragas na Cana-de-açúcar - 2026, 71f - Relatório Pós Doutorado Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Jaboticabal, 2026.

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Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias
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Campus: Jaboticabal


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