O design de artefatos monetários: um estudo sobre a experiência do idoso e sua autonomia financeira
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Data
Autores
Orientador
Pasquarella, Luís Carlos 

Coorientador
Campos, Lívia Flávia de Albuquerque
Cunha, Maria Paula Trigueiros da Silva
Pós-graduação
Design - FAAC
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
As transformações socioeconômicas ocorridas nos séculos XX e XXI elevaram a esperança de vida, resultando em trajetórias mais longas de interação com artefatos ao longo da longevidade. No contexto financeiro, a transição acelerada dos meios físicos, como moedas e cédulas, convergindo para os digitais, como Pix, cartões e aplicativos, ocorre frequentemente em descompasso com as experiências prévias da população idosa, gerando insegurança e resistência. Como objetivo, este estudo investigou a transição da experiência do usuário idoso entre artefatos monetários analógicos e digitais, analisando como memórias e práticas singulares influenciam a adoção de novas tecnologias financeiras. Foi utilizada uma metodologia de caráter qualitativo e comparativo, que envolveu grupos de idosos em Portugal e no Brasil. Adotou-se uma abordagem inclusiva inspirada no Teatro do Oprimido para estimular o engajamento e a expressão das subjetividades dos participantes. Os resultados revelaram distinções culturais significativas: enquanto o grupo português demonstrou maior desconfiança nas instituições bancárias, privilegiando a guarda doméstica de dinheiro e o valor simbólico do físico, o grupo brasileiro exibiu maior confiança no sistema bancário e flexibilidade na incorporação de meios digitais,
motivada em parte pela busca por segurança pública. Conclui-se que a memória monetária construída ao longo de décadas distingue os idosos das gerações mais jovens, evidenciando que este público não deve ser submetido aos mesmos pressupostos projetuais aplicados a jovens adultos. O estudo reforça a necessidade de design inclusivo e soluções interativas que respeitem as vivências históricas e as necessidades específicas dessa população.
Resumo (inglês)
The socioeconomic transformations that occurred in the 20th and 21st centuries have increased life expectancy, resulting in longer trajectories of interaction with artifacts throughout longevity. In the financial context, the accelerated transition from physical means, such as coins and banknotes, converging to digital ones, such as Pix, cards, and apps, often occurs out of sync with the previous experiences of the elderly population, generating insecurity and resistance. This study aimed to investigate the transition in the elderly user experience between analog and digital monetary artifacts, analyzing how memories and unique practices influence the adoption of new financial technologies. A qualitative and comparative methodology was used, involving groups of elderly people in Portugal and Brazil. An inclusive approach inspired by the Theatre of the Oppressed was adopted to stimulate engagement and the expression of the
participants' subjectivities. The results revealed significant cultural distinctions: while the Portuguese group demonstrated greater distrust in banking institutions, favoring the safekeeping of money at home and the symbolic value of physical currency, the Brazilian group exhibited greater confidence in the banking system and flexibility in incorporating digital means, motivated in part by the search for public safety. It is concluded that the monetary memory built up over decades distinguishes the elderly from younger generations, highlighting that this demographic should not be subjected to the same design assumptions applied to young adults. The study reinforces the need for inclusive design and interactive solutions that respect the historical experiences and specific needs of this population.
Descrição
Palavras-chave
Envelhecimento, Inclusão, Educação financeira, Artefatos monetários, Experiência do usuário, Aging, Inclusive Design, Financial education, Monetary artifacts
Idioma
Português
Citação
CASTRO, Erika Veras de. O design de artefatos monetários: um estudo sobre a experiência do idoso e sua autonomia financeira. 2026. Tese (Doutorado em Design) - Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Bauru, 2026.


