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Performance e (re)performance no espaço público, para desaprender certezas na cidade de São Paulo: “Compro sua história, pago quanto EU achar que ela vale” e “Ouço histórias e escrevo cartas sobre suas chegadas e partidas. Grátis”

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Orientador

Romano, Lucia Regina Vieira

Coorientador

Pós-graduação

Artes - IA

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

A presente pesquisa analisa a potência da performance na produção de pedagogias críticas nutridas na relação entre quem propõe a ação e quem dela participa, a partir de duas performances de rua, nomeadas “Compro sua história, pago quanto EU achar que ela vale” e “Ouço histórias e escrevo cartas sobre chegadas e partidas - Grátis”, realizadas pela pesquisadora junto ao coletivo Núcleo Barro 3. Busca-se questionar a dimensão dialógica dessas duas criações, que tematizaram migração, memória e mercantilização de narrativas pessoais. Como essas performances apresentam os temas e convidam à participação? Como operam no ambiente da rua, afetando o público? Como se amplia a noção de ensino-aprendizado, voltado ao conhecimento e transformação do contexto sociopolítico, nesse tipo de troca que os exemplos instauraram? As invenções do coletivo paulistano serão expostas ao exame a partir de táticas de (re)performance, a fim de estudar os programas performativos (Fabião, 2013) criados e destacar os elementos que estabilizaram o acontecimento, na trama entre artista, público e contexto. A partir da análise de outras performances que estabelecem interlocuções com os casos de estudo, bem como das entrevistas realizadas com o público após as (re)performances, dá-se contorno ao que definimos como uma pedagogia nascida da desestabilização provocada pelas ações. A discussão está embasada em teorizações de Taylor (2013) sobre performance como linguagem e performance social, com foco na Latinoamérica, e em discussões de Martins (2023), Maricato (2015) e Jacques (2014) sobre o espaço urbano e a rua como encruzilhada, visando investigar o vigor do espaço público na produção de conhecimento. Freire (2015) contribui com os conceitos de “denúncia-anúncio” na análise dos programas performativos, e Mignolo (2007), Palermo (2014) e Cusicanqui (2021) auxiliam na noção de (des)aprendizagem. Esse conjunto de autores contribui para o tratamento dos limites éticos da ação performativa e a formulação sobre a obra interativa, sua finalidade e os efeitos relativos a esse tipo de produção em artes.

Resumo (espanhol)

La presente investigación analiza la potencia de la performance en la producción de pedagogías críticas nutridas en la relación entre quienes proponen la acción y quienes participan de ella, a partir de dos performances de calle, denominadas “Compro tu historia, pago lo que yo crea que vale” y “Escucho historias y escribo cartas sobre llegadas y partidas - Gratis”, realizadas por la investigadora junto al colectivo Núcleo Barro 3. Se busca cuestionar la dimensión dialógica de estas dos creaciones, que tematizaron la migración, la memoria y la mercantilización de narrativas personales. ¿Cómo presentan estos performances los temas y invitan a la participación? ¿Cómo operan en el ambiente de la calle, afectando al público? ¿Cómo se amplía la noción de enseñanza-aprendizaje, orientada al conocimiento y la transformación del contexto sociopolítico, en este tipo de intercambio que los ejemplos instauraron? Las invenciones del colectivo paulistano serán expuestas a examen a partir de tácticas de (re)performance, con el fin de estudiar los programas performativos (Fabião, 2013) creados y destacar los elementos que estabilizaron el acontecimiento, en la trama entre artista, público y contexto. A partir del análisis de otras performances que establecen interlocuciones con los casos de estudio, así como de las entrevistas realizadas con el público después de las (re)performances, se da contorno a lo que definimos como una pedagogía nacida de la desestabilización provocada por las acciones. La discusión está fundamentada en teorizaciones de Taylor (2013) sobre la performance como lenguaje y la performance social, con foco en Latinoamérica, y en discusiones de Martins (2023), Maricato (2015) y Jacques (2014) sobre el espacio urbano y la calle como encrucijada, buscando investigar el vigor del espacio público en la producción de conocimiento. Freire (2015) contribuye con los conceptos de “denuncia-anuncio” en el análisis de los programas performativos, y Mignolo (2007), Palermo (2014) y Cusicanqui (2021) ayudan en la noción de (des)aprendizaje. Este conjunto de autores contribuye al tratamiento de los límites éticos de la acción performativa y a la formulación sobre la obra interactiva, su finalidad y los efectos relativos a este tipo de producción en artes.

Descrição

Palavras-chave

Performance (Arte), Espaços públicos, Educação

Idioma

Português

Citação

ANDRADE, Rosana Leci. Performance e (re)performance no espaço público, para desaprender certezas na cidade de São Paulo: “Compro sua história, pago quanto EU achar que ela vale” e “Ouço histórias e escrevo cartas sobre suas chegadas e partidas. Grátis”. 2025. 169 f. Orientador: Prof.ª Dr.ª Lúcia Regina Vieira Romano. Dissertação (Mestrado em Artes) – Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista (UNESP), São Paulo, 2025.

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