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Efeitos da exposição perinatal a uma mistura de ftalatos sobre a próstata dorsolateral de ratos: aspectos inflamatórios e oxidativos

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Orientador

Scarano, Wellerson Rodrigo

Coorientador

Pinho, Cristiane Figueiredo

Pós-graduação

Biologia Geral e Aplicada - IBB

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso restrito

Resumo

Os ftalatos constituem o principal grupo de plastificantes utilizados pela indústria atualmente, sendo caracterizados, também, como importantes poluentes ambientais. Estudos demonstram que esses compostos são capazes de atuar como desreguladores endócrinos, interferindo com a sinalização hormonal e alterando a homeostase de órgãos hormônio-dependentes, como a próstata. Dessa forma, a exposição aos plastificantes, sobretudo de maneira perinatal, programa o órgão e promove diversas alterações morfológicas e metabólicas, dentre elas o estresse oxidativo e as reações inflamatórias que aumentam a susceptibilidade do desenvolvimento de doenças mais tarde na vida. Essa relação entre a programação in utero e o desenvolvimento de doenças mais tarde na vida é a base da teoria DOHaD ou Origens Desenvolvimentistas da Saúde e da Doença. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo avaliar os efeitos da exposição perinatal a uma mistura composta de seis ftalatos, em diferentes concentrações, sobre a estrutura prostática, bem como analisar marcadores moleculares teciduais envolvidos com os processos de inflamação e estresse oxidativo. Para isso, ratas prenhes da linhagem Sprague-Dawley receberam uma mistura de seis ftalatos, [DEHP (Bis(2-etilexil) ftalato), DEP (Dietil ftalato), DBP (Di-n-butil ftalato), DiBP (Diisobutil ftalato), BBP (Butilbenzil ftalato) e DiNP (Diisononil ftalato)], (por gavagem, do dia gestacional 10 ao dia pós-natal 21, sendo separados nos respectivos grupos Controle (C - óleo de milho), T1 (20 µg/kg/dia da mistura) e T2 (200 mg/kg/dia da mistura). No dia pós-natal 120, a prole foi eutanasiada e a próstata dorsolateral foi processada para as análises morfológicas, de expressão gênica (RT-qPCR) e de perfil oxidativo. Como resultado, observou-se que a mistura de ftalatos foi capaz de desorganizar a arquitetura glandular prostática, ocasionando o surgimento de lesões teciduais proliferativas e pré-malignas. A exposição aos plastificantes também promoveu desorganização do compartimento estromal, com aumento na deposição de fibras colágenas na matriz extracelular no grupo T2 e aumento do recrutamento e ativação de mastócitos em ambos os grupos expostos. A análise de genes relacionados ao processo inflamatório revelou que a mistura ocasionou o aumento dos genes Ifnb1 e Ticam1 no grupo T1, em relação ao Controle, bem como aumentou a síntese proteica de IFN-β no grupo T2. A atividade da enzima antioxidante Glutationa-S-Transferase mostrou-se elevada no grupo T2, em relação ao Controle. Dessa maneira, os resultados indicam que a exposição perinatal à referida mistura de ftalatos compromete a integridade prostática, promovendo alterações histológicas e respostas inflamatórias e oxidativas compensatórias.

Descrição

Palavras-chave

Plastificantes, Citocinas, Metabolismo oxidativo, Inflamação

Idioma

Português

Citação

MARIA, Vinícius Luís Rocha da Silva. Efeitos da exposição perinatal a uma mistura de ftalatos sobre a próstata dorsolateral de ratos : aspectos inflamatórios e oxidativos. 2026. Dissertação (Mestrado em Biologia Geral e Aplicada) - Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2025.

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