Prevalência de cárie dentária de crianças em situação de vulnerabilidade social e impacto na qualidade de vida e na rotina familiar
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Data
Autores
Orientador
Martins, Ronald Jefferson 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Araçatuba - FOA - Odontologia
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Os grupos sociais vulneráveis apresentam menor acesso a serviços odontológicos educativos, preventivos e curativos, predispondo-os a ocorrência da cárie dentária, que apresenta etiologia complexa envolvendo fatores biológicos, ambientais e sociais. A doença leva a experiências negativas como a dor, o que pode afetar na qualidade de vida, tanto do indivíduo, quanto da família. Baseado no exposto, o estudo teve por objetivo analisar aspectos sociodemográficos, a higienização bucal, prevalência de cárie dentária, necessidade de tratamento e o percentual de indivíduos livres de cárie, nas crianças e adolescentes atendidos na Associação Beneficente Amor e Cuidado (ABAC) de Araçatuba-SP. Além disso, verificar a percepção dos pais ou responsáveis em relação ao impacto da doença na qualidade de vida dos filhos e na rotina familiar. Analisou-se a Ficha Cadastral do Aluno da Secretária Municipal de Educação e a Ficha de Cadastro das Famílias do Projeto Social, o Índice de Higiene Oral Simplificado (IHOS) e o Índice de Cárie Dentária e Necessidade de Tratamento (ceod e CPOD). Também foram aplicados o questionário “Parental-Caregiver Perceptions Questionnaire (P-CPQ) para avaliar a percepção dos pais ou responsáveis sobre os impactos das doenças bucais na qualidade de vida dos seus filhos e, o questionário “Family Impact Scale – FIS” para avaliar o impacto das doenças bucais e orofaciais dos adolescentes na rotina familiar. A maioria das famílias recebia de 1 a 2 salários-mínimos (43,9%) e algum auxílio econômico do governo (46,9%). 41 (91,1%) das crianças de 2 a 4 anos apresentavam o índice ceod=0, 2 (4,4%) ceod=1, 1 (2,2%) ceod=8 e 1 (2,2%) ceod=11, sendo o componente “cariado” o único presente no índice e a principal necessidade de tratamento era restauração de duas ou mais faces (60,9%). As crianças e adolescentes de 6 a 14 anos apresentavam higienização regular (84,8%), 33 (50%) índice ceod=0 e 47 (71,2%) CPOD=0. O principal componente dos dois índices era o “cariado” (72,6% e 65,4%; respectivamente) e a maior necessidade de tratamento era restauração de duas ou mais faces (48,5%). Em relação ao questionário P-CPQ, 83,3% dos pais responderam que o bem-estar geral do filho era afetado “nem um pouco” ou “só um pouquinho”. Quanto ao FIS, a subescala que mais interferiu foi “Atividade dos pais/família”. Conclui-se que o nível socioeconômico das famílias é baixo, a higienização bucal das crianças “regular”, a prevalência de cárie dentária é baixa, estando a doença concentrada na dentição decídua e necessitando de tratamento de média complexidade; o percentual de crianças livres de cárie (CPO+ceo=0) é pequeno. A percepção dos pais sobre o impacto das doenças bucais na qualidade de vida dos filhos é baixa, com maior percepção na subescala “Bem-estar emocional”. Houve impacto na rotina familiar, destacado na subescala “Atividade dos pais/família”.
Resumo (inglês)
Socially vulnerable groups have reduced access to educational, preventive, and curative dental services, predisposing them to the development of dental caries, a disease with a complex etiology involving biological, environmental, and social factors. Dental caries leads to negative experiences such as pain, which may affect the quality of life of both the individual and the family. Based on this context, the aim of the present study was to analyze sociodemographic aspects, oral hygiene practices, prevalence of dental caries, treatment needs, and the percentage of caries-free individuals among children and adolescents assisted by the Beneficent Association Amor e Cuidado (ABAC) in Araçatuba, São Paulo, Brazil. In addition, the perception of parents or caregivers regarding the impact of the disease on their children’s quality of life and on family routine was assessed. The Student Registration Form from the Municipal Department of Education and the Family Registration Form from the Social Project were analyzed, along with the Simplified Oral Hygiene Index (OHI-S) and the Dental Caries and Treatment Needs Index (dmft and DMFT). The Parental-Caregiver Perceptions Questionnaire (P-CPQ) was applied to evaluate parents’ or caregivers’ perceptions of the impact of oral diseases on their children’s quality of life, and the Family Impact Scale (FIS) was used to assess the impact of oral and orofacial diseases of adolescents on family routine. Most families had a monthly income of one to two minimum wages (44%) and received some form of government financial assistance (47%). Among children aged 2 to 4 years, 41 (91.1%) presented dmft = 0, 2 (4.4%) dmft = 1, 1 (2.2%) dmft = 8, and 1 (2.2%) dmft = 11, with the “decayed” component being the only one present in the index, and the main treatment need being restorations involving two or more surfaces (60.9%). Children and adolescents aged 6 to 14 years showed regular oral hygiene (84.8%), 33 (50%) had dmft = 0, and 47 (71.2%) had DMFT = 0. The main component of both indices was “decayed” (72.6% and 65.4%, respectively), and the greatest treatment need was restorations involving two or more surfaces (48.5%). Regarding the P-CPQ, 83.3% of parents reported that their child’s overall well-being was affected “not at all” or “only a little.” In the FIS, the subscale that most interfered was “Parental/family activities.” It can be concluded that the families’ socioeconomic level is low, children’s oral hygiene is regular, the prevalence of dental caries is low, with the disease concentrated in the primary dentition and requiring treatment of moderate complexity; the percentage of caries-free children (DMFT + dmft = 0) is small. Parents’ perception of the impact of oral diseases on their children’s quality of life is low, with greater perception in the “Emotional well-being” subscale. There was an impact on family routine, highlighted in the “Parental/family activities” subscale.
Descrição
Palavras-chave
Crianças, Cáries dentárias, Fatores socioeconômicos, Qualidade de vida, Dental caries
Idioma
Português
Citação
Carneiro ALP. Prevalência de cárie dentária de crianças em situação de vulnerabilidade social e impacto na qualidade de vida e na rotina familiar. 2025. 44p. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Odontologia)– Faculdade de Odontologia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Araçatuba, 2025.


