Da espetacularização da histeria à histeria nos espetáculos: um estudo sobre o corpo histérico em cena
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Data
Autores
Orientador
Storolli, Wânia Mara Agostini 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
São Paulo - IA - Arte-Teatro
Título da Revista
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Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Esta pesquisa reflete sobre a espetacularização da histeria, patologia historicamente associada ao feminino e instrumentalizada para o controle dos corpos e discursos das mulheres. Por meio de um estudo histórico, o trabalho traça a evolução do diagnóstico, desde os "espetáculos" de Jean-Martin Charcot no século XIX até os estudos de Sigmund Freud com a "cura pela fala".
Analisando ambas as abordagens, é evidente a ausência de um estudo conjunto entre corpo e fala: Charcot concentrou-se no físico, e Freud, no verbal. Contudo, nenhum reconheceu a potência dos discursos dissonantes do corpo daquelas mulheres. Assim, o estudo estabelece o questionamento central: Como o corpo histérico, historicamente espetacularizado e regido por códigos externos, pode ser ressignificado no fazer teatral contemporâneo, subvertendo a narrativa que o posiciona meramente como objeto e espetáculo?
Em resposta a este problema e apoiando-se no Teatro da Crueldade (Artaud), no Estranhamento (Brecht) e na Mimese Feminista (Diamond), buscamos a apropriação do corpo histérico em cena. A metodologia utiliza a exploração consciente das manifestações físicas da histeria — torções, gritos e movimentos expansivos — como ferramentas de atuação para um teatro radical que foge da lógica naturalista.
Resumo (inglês)
This research reflects on the spectacularization of hysteria, a pathology historically associated with the feminine and instrumentalized for the control of women’s bodies. Analyzing the evolution of its diagnosis—from Jean-Martin Charcot’s “spectacles”, focused on the physical body, to Sigmund Freud’s “talking cure”, centered on the verbal—the work demonstrates the historical absence of a perspective that recognized the potency of the hysterical body’s dissonant discourses. Based on this, the central research problem questions how this body, historically spectacularized and governed by external codes, can be re-signified in contemporary theatrical practice, subverting the narrative that merely positions it as an object. In response to this question, and anchored in the Theatre of Cruelty (Artaud), Estrangement (Brecht), and Feminist Mimesis (Diamond), the study proposes a methodology for transgressive performance that uses the conscious exploration of hysteria’s physical manifestations—such as contortions and cries—as tools for a radical theatre that appropriates the body to escape naturalistic logic and reclaim the performer's agency.
Descrição
Palavras-chave
Teatro, Histeria, Corpo como suporte da arte
Idioma
Português
Citação
MENDES, Gabriela Santana. Da espetacularização da histeria à histeria nos espetáculos: um estudo sobre o corpo histérico em cena. 2025. 39f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Arte-Teatro) – Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista (UNESP), São Paulo, 2025.


