Associação do estado metabólico sobre os desfechos reprodutivos em éguas idosas
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Data
Autores
Orientador
Meira, Cezinande de 

Coorientador
Ignácio, Fernanda Saules 

Pós-graduação
Biotecnologia Animal - FMVZ
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
A síndrome metabólica equina (SME) e a obesidade em éguas idosas podem comprometer a eficiência reprodutiva por meio da desregulação insulínica (DI) e de alterações no microambiente reprodutivo. Este estudo teve como objetivo avaliar a associação entre obesidade e SME com os parâmetros reprodutivos de éguas idosas doadoras de embriões. Foram avaliadas 14 éguas (18–30 anos), classificadas como SME− (n = 6) ou SME+ (n = 8) com base nas concentrações basais de glicose e insulina e na resposta ao teste oral de tolerância à glicose (TOTG). Foram mensuradas glicose, insulina, triglicerídeos e ACTH. Indicadores reprodutivos retrospectivos (2022–2025) foram analisados por Equações de Estimação Generalizadas, considerando medidas repetidas por égua. As éguas SME+ apresentaram concentrações basais e pós-desafio de insulina significativamente maiores que as SME− (p < 0,05). A glicose não diferiu no tempo basal (p = 0,085), porém foi maior no grupo SME+ aos 60 min (p = 0,0005), 90 min (p < 0,0001) e 120 min (p = 0,0065) após o desafio. Os triglicerídeos não diferiram entre grupos (p = 0,1426). Não houve associação significativa entre SME e ovulação, recuperação embrionária ou sucesso reprodutivo (ovulação associada à recuperação embrionária no mesmo ciclo), embora éguas SME− tenham apresentado maiores probabilidades estimadas de resultados favoráveis. O grau de edema uterino associou-se positivamente à recuperação embrionária (OR = 1,42 por unidade; p = 0,020). Conclui-se que a SME em éguas idosas está associada a DI e resposta glicêmica exacerbada, com tendências de melhor desempenho reprodutivo em éguas metabolicamente saudáveis.
Resumo (inglês)
Equine metabolic syndrome (EMS) and obesity in aged mares may impair reproductive efficiency through insulin dysregulation (ID) and alterations in the reproductive microenvironment. This study aimed to evaluate the association between obesity, EMS, and reproductive parameters in aged embryo donor mares. Fourteen mares (18–30 years) were evaluated and classified as EMS− (n = 6) or EMS+ (n = 8) based on basal glucose and insulin concentrations and their response to the oral sugar test (OST). Glucose, insulin, triglycerides, and ACTH concentrations were measured. Retrospective reproductive indicators (2022–2025) were analyzed using Generalized Estimating Equations, accounting for repeated measures per mare. EMS+ mares showed significantly higher basal and post-challenge insulin concentrations compared with EMS− mares (p < 0.05). Basal glucose concentrations did not differ between groups (p = 0.085); however, they were higher in EMS+ mares at 60 (p = 0.0005), 90 (p < 0.0001), and 120 min (p = 0.0065) after the challenge. Triglyceride concentrations did not differ between groups (p = 0.1426). No significant association was observed between EMS and ovulation, embryo recovery, or reproductive success (defined as ovulation associated with embryo recovery in the same cycle), although EMS− mares showed higher estimated probabilities of favorable reproductive outcomes. Uterine edema score was positively associated with embryo recovery (OR = 1.42 per unit; p = 0.020). These findings indicate that EMS in aged mares is associated with insulin dysregulation and an exacerbated glycemic response, with trends toward improved reproductive performance in metabolically healthy mares.
Descrição
Palavras-chave
Desregulação insulínica, Teste oral de tolerância à glicose, Hiperinsulinemia, Recuperação embrionária, Edema uterino, Testes de tolerancia a glicose
Idioma
Português
Citação
SILVA, Deborah Freitas. Associação do estado metabólico sobre os desfechos reprodutivos em éguas idosas. 2026. Tese (Doutorado em Biotecnologia Animal) - Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.


