Resiliência psicológica, perfil psicossocial e graduação de dor crônica em pacientes com disfunção temporomandibular
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Data
Autores
Orientador
Gonçalves, Daniela Aparecida de Godoi 

Coorientador
Pós-graduação
Odontologia - FOAR
Curso de graduação
Título da Revista
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Editor
UNESP
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Resumo
Resumo (português)
A disfunção temporomandibular (DTM) é uma condição musculoesquelética prevalente, especialmente em mulheres, associada a dor orofacial e limitações funcionais, frequentemente acompanhada por alterações psicossociais, o que reforça a necessidade de abordagem biopsicossocial. O presente estudo observacional, analítico e transversal investigou o grau de resiliência psicológica em mulheres com DTM dolorosa e comparou com mulheres sem DTM ou outra condição dolorosa, além de verificar associações entre resiliência, sintomas psicossociais negativos e sintomas de sensibilização central, e a relação entre graduação de dor crônica e resiliência. Participaram 103 mulheres (52 com DTM e 51 controles), entre 18 e 50 anos, recrutadas em ambiente universitário e comunidade. A DTM foi diagnosticada pelos Critérios Diagnósticos para Desordens Temporomandibulares, e foram aplicados instrumentos de avaliação psicossocial e funcional, além de escala de resiliência e inventário de sensibilização central. O grupo com DTM apresentou pior perfil clínico e psicossocial, com maiores escores de limitação funcional mandibular, ansiedade, depressão, somatização, comportamentos orais parafuncionais, sintomas de sensibilização central, maior número de áreas dolorosas corporais e maior gravidade de dor crônica, incluindo casos exclusivos de incapacidade moderada e severa. Não se observaram diferenças entre os grupos quanto à resiliência psicológica. Na amostra total, a resiliência associou-se inversamente a sintomas depressivos, ansiosos, somáticos e de sensibilização central; no grupo com DTM, as associações foram mais restritas, principalmente com ansiedade e sensibilização central. Não se identificou relação entre resiliência e graduação de dor crônica. Conclui-se que a resiliência se relaciona mais à adaptação emocional do que às características clínicas da dor, reforçando a importância de abordagens multidisciplinares no manejo da DTM.
Resumo (inglês)
Temporomandibular disorder (TMD) is a prevalent musculoskeletal condition, especially in women, associated with orofacial pain and functional limitations and frequently accompanied by psychosocial alterations, reinforcing the need for a biopsychosocial approach. This observational, analytical, cross-sectional study investigated the level of psychological resilience in women with painful TMD and compared it with women without TMD or other painful conditions, and examined associations between resilience, negative psychosocial symptoms, central sensitization symptoms, and the relationship between chronic pain grade and resilience. A total of 103 women (52 with TMD and 51 controls), aged 18 to 50 years, were recruited from a university setting and the community. TMD was diagnosed according to the Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders, and psychosocial and functional assessment instruments, a resilience scale, and a central sensitization inventory were applied. The TMD group showed a worse clinical and psychosocial profile, with higher scores of mandibular functional limitation, anxiety, depression, somatic symptoms, parafunctional oral behaviors, central sensitization symptoms, greater number of painful body areas, and greater chronic pain severity, including exclusive cases of moderate and severe disability. No differences were observed between groups regarding psychological resilience. In the total sample, resilience was inversely associated with depressive, anxiety, somatic, and central sensitization symptoms; in the TMD group, associations were more limited, mainly with anxiety and central sensitization. No relationship was identified between resilience and chronic pain grade. It is concluded that resilience is more related to emotional adaptation than to clinical pain characteristics, reinforcing the importance of multidisciplinary approaches in TMD management.
Descrição
Palavras-chave
Síndrome da disfunção da articulação temporomandibular, Resiliência psicológica, Dor crônica, Impacto psicossocial, Temporomandibular joint dysfunction syndrome, Psychosocial impact, Chronic pain, Resilience, psychological
Idioma
Português
Citação
Costa CM. Resiliência psicológica, perfil psicossocial e graduação de dor crônica em pacientes com disfunção temporomandibular [dissertação de mestrado]. Araraquara: Faculdade de Odontologia da UNESP; 2026.


