Quando o estigma territorial reforça a fragmentação socioespacial: Jardim Morada do Sol e Vila Marina em Presidente Prudente/ SP
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Data
Orientador
Sposito, Maria Encarnação Beltrão 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
Presidente Prudente - FCT - Geografia
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Esta monografia apresenta, a partir de um estudo comparativo, o estudo de dois bairros em Presidente Prudente/SP, investigando aspectos relativos às desigualdades socioespaciais, associadas ao residir em territórios estigmatizados, o que acaba se refletindo no sentido prático do habitar a cidade. À medida em que as relações espaciais se tornam mais complexas, a ideia de fragmentação socioespacial constitui uma ferramenta conceitual importante para a análise das lógicas que orientam a produção do espaço. A pesquisa foi orientada pelo objetivo de compreender as desigualdades socioespaciais comparando e relacionando o cotidiano de moradores da Vila Marina e do Jardim Morada do Sol e como elas se expressam em diferentes perspectivas, com foco em práticas espaciais que afetam os citadinos tanto objetivamente quanto subjetivamente. O estudo fundamenta-se nos conceitos de fragmentação socioespacial, estigma territorial e mobilidade urbana, que ajudam a apreender a lógica de divisão social do espaço, que gera ou reforça estigmas e imaginários sociais. Do ponto de vista metodológico, o encaminhamento da pesquisa ocorreu por meio de procedimentos qualitativos. A inserção de informações sistematizadas e representadas cartograficamente também foi valorizada na pesquisa. Como resultado da pesquisa, concluímos que a estigmatização dos territórios estudados não surge do acaso, ela se apoia em desigualdades históricas, reforçadas e ampliadas por políticas públicas. A combinação entre condições objetivas de precariedade e representações negativas de um imaginário social, molda o modo como os moradores vivenciam a cidade. Enquanto a Vila Marina enfrenta o estigma associado à linha férrea, como barreira material e simbólica, o Jardim Morada do Sol representa uma perspectiva de conteúdos mais objetiva do estigma, orientada pela distância e as dificuldades de acesso ao conjunto do espaço urbano.
Resumo (inglês)
This monograph presents, through a comparative study, the analysis of two neighborhoods in Presidente Prudente/SP, investigating aspects related to socio-spatial inequalities associated with living in stigmatized territories, which ultimately reflects on the practical sense of inhabiting the city. As spatial relationships become more complex, the idea of socio-spatial fragmentation constitutes an important conceptual tool for analyzing the logics that guide the production of space. The research was guided by the objective of understanding socio-spatial inequalities by comparing and relating the daily lives of residents in Vila Marina and Jardim Morada do Sol, examining how these inequalities are expressed across different perspectives, with a focus on spatial practices that affect citizens both objectively and subjectively. The study is grounded in the concepts of socio-spatial fragmentation, territorial stigma, and urban mobility, to apprehend the logic of social division of space that generates or reinforces social stigmas and imaginaries. From a methodological standpoint, the research was conducted through qualitative procedures. The inclusion of systematized information represented cartographically was also prioritized. As a result of the research, we conclude that the stigmatization of both territories does not arise by chance; it is supported by historical inequalities, reinforced and amplified by public policies. The combination of objective conditions of precariousness and negative representations within a social imaginary shapes how residents experience the city. While Vila Marina faces the stigma associated with the railway line as a material and symbolic barrier, Jardim Morada do Sol represents a more objective perspective of stigma, driven by distance and the difficulties of accessing the urban space as a whole.
Descrição
Palavras-chave
Estigma territorial, Fragmentação socioespacial, Mobilidade urbana, Presidente Prudente, Territorial stigma, Socio-spatial fragmentation, Urban mobility
Idioma
Português
Citação
FONSECA, Amanda Beatriz Carrara da. Quando o estigma territorial reforça a fragmentação socioespacial: Jardim Morada do Sol e Vila Marina em Presidente Prudente/ SP. Orientadora: Maria Encarnação Beltrão Sposito. 2025. 145 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Geografia) – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2025.


