As árvores que sabiam que eu existia: narrativas imagéticas entre o sonho e a vigília
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Data
Autores
Orientador
Spaniol, José Paiani 

Coorientador
Pós-graduação
Curso de graduação
São Paulo - IA - Artes Visuais
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Trabalho de conclusão de curso
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
O Trabalho de Conclusão de Curso “As árvores que sabiam que eu existia” propõe uma reflexão a respeito dos mecanismos legitimadores da História, abordando as lacunas na memória familiar como resultado das políticas coloniais. Entre o sonho e a vigília, esta pesquisa-criação tem enfoque nas relações entre corpo-território, o quintal de minha bisavó e avó maternas, árvores, fantasmas e a cidade de São Paulo, enquanto articuladoras de memória no espaço de deslocamento e diáspora. Para tal, tensiono o arquivo tradicional, o álbum de família, ao evocar o sonhar como prática política, estética e criativa, dialogando com os saberes Yanomami e conceitos propostos por Armando Silva, Walter Benjamin e Georges Didi-Huberman, além da produção de artístas como Rosana Paulino, Eustáquio Neves, Lebohang Kganye, Uýra Sodoma e Frans Krajcberg. A pesquisa se aprofunda na materialização de imagens que encontram no cotidiano da cidade desdobramentos de narrativas familiares, em especial, a ação de remoção de árvores. Ao manipular múltiplos tempos e espaços, a pesquisa sugere que a memória permanece, ativamente, apesar do apagamento e do vazio, de modo a articular instâncias coletivas de agência frente a finitude e os desafios da contemporaneidade. Ao ressignificar nossa relação com o passado e o presente, as práticas e procedimentos artísticos convocam todas nós a continuar imaginando e sonhando mundos possíveis.
Resumo (inglês)
The undergraduate thesis “As árvores que sabiam que eu existia” (The trees that knew I existed) proposes a reflection on the legitimizing mechanisms of History, addressing the gaps in family memory as a result of colonial policies. Between dream and wakefulness, this research-creation focuses on the relationships between body and territory, the backyard of my great-grandmother and maternal grandmother, trees, ghosts, and the city of São Paulo, as articulators of memory in the space of displacement and diaspora. To this end, it challenges the traditional archive, the family album, by evoking dreaming as a political, aesthetic, and creative practice, engaging with Yanomami knowledge and concepts proposed by Armando Silva, Walter Benjamin, and Georges Didi-Huberman, as well as the production of artists such as Rosana Paulino, Eustáquio Neves, Lebohang Kganye, Uýra Sodoma and Frans Krajcberg. The research delves into the materialization of images that find family narratives that unfold in the daily life of the city, especially at the act of removing trees. By manipulating multiple times and spaces, the research suggests that memory actively persists despite erasure and voids, articulating collective instances of agency in the face of finitude and the challenges of contemporaneity. By signifying our relationship with the past and the present, artistic practices and procedures call upon us all to continue imagining and dreaming of possible worlds.
Descrição
Palavras-chave
Arte e sociedade, Memória na arte, Memória - Aspectos sociológicos, Imagens
Idioma
Português
Citação
PAULIUK, Isabelle Trombine. As árvores que sabiam que eu existia: narrativas imagéticas entre o sonho e a vigília. Orientador: José Paiani Spaniol. 2025. 90 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Artes Visuais) - Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, São Paulo, 2025.


