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Escola neoliberal: entre a governamentalidade democrática e o culto à pulsão de morte

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Orientador

Pagni, Pedro Angelo.

Coorientador

Pós-graduação

Educação - FFC

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Esta dissertação – apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação como parte das exigências para obtenção do título de Mestre em Educação pela Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Marília – pretende analisar a educação escolar como instrumento da biopolítica e como ela tem sido reconfigurada a uma tanatopolítica a partir da regência da governamentalidade neoliberal. Objetiva-se investigar como a governamentalidade neoliberal esvazia a democracia escolar por meio da subjetivação de sujeitos super obedientes a essa racionalidade em oposição aos corpos lançados à margem da biopolítica. Especificamente, tratar-se-á, da análise do sofrimento produzido por esse processo biopolítico, e tanatopolítico, gerado por uma governamentalidade neoliberal. Este estudo desenvolver-se-á por meio de reflexão qualitativa de estudos na área da filosofia da educação adotando um estilo ensaístico, para situar-se nesse campo de reflexões teóricas. Recorre para tanto a um procedimento parcialmente genealógico, de modo a investigar as proveniências e contingências a partir da colaboração da escola democrática para um culto à pulsão de morte no neoliberalismo, revelando as redes de poder que moldam as subjetividades e argumentando que a proposta de uma educação neoliberal causa dor e morte entre os atores escolares. Em termos conceituais se recorre às noções foucaultianas de “biopolítica” e “governamentalidade neoliberal”, juntamente com a análise de Christian Laval sobre a escola neoliberal e à interpretação de Frédéric Gros acerca da “inversão da monstruosidade”, tomando como elementos fundamentais para lançar olhar aos sujeitos obedientes a governamentalidade neoliberal. Com esses conceitos a dissertação se acerca do sofrimento gerado por esse maquinismo, examinando o culto à pulsão de morte presente na escola neoliberal, utilizando o ponto de vista de Roberto Esposito sobre a política de morte ou a “tanatopolítica”. Por fim, discute-se o sofrimento recorrendo-se aos aportes de Suely Rolnik, especialmente suas reflexões sobre a “cafetinagem”. Conclui-se esta dissertação assinando-se a vivência da monstruosidade da escola neoliberal e o cultivo da pulsão de morte, não apenas para debater as possibilidades da democracia e da inclusão nessa instituição, mas também para elucidar a dor e o sofrimento dos atores escolares ante a tendência tanatopolítica da biopolítica na atual governamentalidade neoliberal.

Resumo (inglês)

This dissertation – submitted to the Postgraduate Program in Education as part of the requirements for obtaining the Master’s degree in Education at the Philosophy and Sciences Faculty, São Paulo State University (UNESP), Marília campus – aims to analyze schooling as an instrument of biopolitics and how it has been reconfigured into a thanatopolitics under the rule of neoliberal governmentality. It seeks to investigate how neoliberal governmentality drains the democratic potential of schooling by producing subjects who are hyper-obedient to this rationality in opposition to bodies cast to the margins of biopolitics. Specifically, the dissertation examines the suffering generated by this biopolitical and thanatopolitical process shaped by neoliberal governmentality. The study develops through qualitative reflection in the field of the educational philosophy, adopting an essayistic style to situate itself within this theoretical domain. It therefore employs a partially genealogical approach to investigate the origins and contingencies behind the democratic school’s collaboration in fostering a worship of the death drive within neoliberalismo, revealing the networks of power that shape subjectivities and arguing that the neoliberal educational project produces pain and death among school actors. Conceptually, it draws on Foucaultian notions of “biopolitics” and “neoliberal governmentality”, together with Christian Laval’s analysis of the neoliberal school and Frédéric Gros interpretation of the “inversion of monstrosity”, using these as fundamentals elements for examining subjects obedient to neoliberal governmentality. With these concepts, the dissertation investigates the suffering produced by this machinery, examining the cultivation of the death drive within the neoliberal school through Roberto Esposito’s perspective on the politics of death or “thanatopolitics”. Finally, it discusses suffering by engaging Suely Rolnik’s contributions, especially her reflections on “pimping”. The dissertation concludes by affirming the lived experience of monstrosity of the neoliberal school and its cultivation of the death drive, not only to debate the possibilities of democracy and inclusion within this institution, but also to elucidate the pain and suffering endured by school actors in the face of the thanatopolitical tendency of biopolitics in the current neoliberal governmentality.

Resumo (espanhol)

Esta disertación —presentada al Programa de Posgrado en Educación como parte de los requisitos para la obtención del título de Magíster en Educación de la Facultad de Filosofía y Ciencias de la Universidad Estadual Paulista (UNESP), campus de Marília— pretende analizar la educación escolar como instrumento de la biopolítica y cómo ha sido reconfigurada en una tanatopolítica bajo la regencia de la gubernamentalidad neoliberal. Se propone investigar cómo la gubernamentalidad neoliberal vacía la democracia escolar mediante la subjetivación de sujetos hiperobedientes a esta racionalidad, en oposición a los cuerpos arrojados a los márgenes de la biopolítica. Específicamente, se abordará el análisis del sufrimiento producido por este proceso biopolítico y tanatopolítico generado por una gubernamentalidad neoliberal. Este estudio se desarrollará por medio de una reflexión cualitativa apoyada en investigaciones en el campo de la filosofía de la educación, adoptando un estilo ensayístico para situarse en este ámbito de reflexiones teóricas. Para ello recurre a un procedimento parcialmente genealógico, con el fin de investigar las proveniencias y contingencias derivados de la colaboración de la escuela democrática en un culto a la pulsión de muerte en el neoliberalismo, revelando las redes de poder que moldean las subjetividades y argumentando que la propuesta de una educación neoliberal produce dolor y muerte entre los actores escolares. En términos conceptuales, se recurre a las nociones foucaultianas de “biopolítica” y “gubernamentalidad neoliberal”, junto con el análisis de Christian Laval sobre la escuela neoliberal y la interpretación de Frédéric Gros acerca de la “inversión de la monstruosidad”, tomándolos como elementos fundamentales para analizar a los sujetos obedientes a la gubernamentalidad neoliberal. Con estos conceptos, la disertación se aproxima al sufrimiento generado por este maquinismo, examinando el culto a la pulsión de muerte presente en la escuela neoliberal, a partir del punto de vista de Roberto Esposito sobre la política de muerte o “tanatopolítica”. Finalmente, el sufrimiento es discutido recurriendo a los aportes de Suely Rolnik, especialmente sus reflexiones sobre la “cafetinaje”. La disertación concluye afirmando la vivencia de la monstruosidad de la escuela neoliberal y el cultivo de la pulsión de muerte, no solo para debatir las posibilidades de la democracia y la inclusión en esta institución, sino también para esclarecer el dolor y el sufrimiento de los actores escolares ante la tendencia tanatopolítica de la biopolítica en la actual gubernamentalidad neoliberal.

Descrição

Palavras-chave

Gestão democrática, Neoliberalismo, Educação e Estado, Educação - Filosofia, Biopolítica, Democratic management, Neoliberalism, Education and state, Education - Philosophy, Biopolitics

Idioma

Português

Citação

SANTIAGO, Laura Silveira. Escola neoliberal : entre a governamentalidade democrática e o culto à pulsão de morte. 2026. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Marília, 2025.

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