Como tornar-se uma espectadora feminista? Teatro de grupo paulistano, formação de público e feminismos na trajetória da Cia. Matita de Teatro.
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Data
Autores
Orientador
Romano, Lúcia Regina Vieira 

Coorientador
Pós-graduação
Artes - IA
Curso de graduação
Título da Revista
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Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Esta pesquisa investiga as relações entre recepção teatral, formação de público e feminismos, a partir da trajetória da Cia. Matita de Teatro, grupo fundado em 2011 na cidade de São Paulo. Com base na análise das peças Há Mulheres (2016), Marias (2019) e As cores de Lorca (2020), o trabalho discute as estratégias artístico-pedagógicas desenvolvidas pelo coletivo com vistas à construção de uma espectadora feminista. A reflexão parte da experiência direta da autora, integrando metodologias de pesquisa-ação e autoetnografia, e articula dimensões éticas, estéticas e políticas que atravessam os modos de fazer e de receber teatro. Ao entrelaçar práticas de formação de público com abordagens do Teatro do Oprimido, jogos teatrais e pedagogias críticas, o estudo propõe uma concepção relacional da cena, na qual os papéis sociais de gênero incidem tanto na criação quanto na fruição artística. Os escritos de Lúcia Romano, Oyeronke Oyewumi, Marta Baião e Vanessa Biffon Lopes, entre outras, fundamentam a noção de cena feminista. Já Flávio Desgranges, Augusto Boal e Bertolt Brecht embasam a discussão dos processos formativos, em diálogo com entrevistas realizadas com as artistas da própria Cia. Matita. Por fim, Laura Mulvey, Patrice Pavis, Jill Dolan, Leonel Carneiro e Jorge Dubati sustentam a interlocução com os estudos da recepção teatral. A pesquisa pergunta: como o teatro feminista se configura a partir do encontro entre palco e plateia? Que práticas pedagógicas favorecem a emergência de espectadoras engajadas? E o que significa, afinal, tornar-se uma espectadora feminista?
Resumo (inglês)
This research investigates the relationships between theatrical reception, audience development, and feminisms, based on the trajectory of Cia. Matita de Teatro, a group founded in 2011 in São Paulo. Drawing on the analysis of the plays Há Mulheres (2014), Marias (2019), and As cores de Lorca (2020), the study discusses the artistic-pedagogical strategies developed by the collective toward the formation of a feminist spectator. The reflection emerges from the author's direct experience, combining action research and autoethnography, and articulates ethical, aesthetic, and political dimensions that permeate theatrical creation and reception. By intertwining audience formation practices with approaches such as the Theatre of the Oppressed, theatrical games, and critical pedagogies, the research proposes a relational conception of the stage, where social gender roles shape both creation and spectatorship. Theoretical contributions by Lúcia Romano, Oyeronke Oyewumi, Marta Baião, and Vanessa Biffon Lopes ground the concept of a feminist stage. Flávio Desgranges, Augusto Boal, and Bertolt Brecht support the discussion on formative processes, in dialogue with interviews conducted with members of Cia. Matita. Lastly, Laura Mulvey, Patrice Pavis, Jill Dolan, Leonel Carneiro, and Jorge Dubati sustain the interlocution with reception theory. This research asks: How is feminist theatre configured through the encounter between stage and audience? What pedagogical practices encourage the emergence of engaged spectators? And what does it mean, after all, to become a feminist spectator?
Descrição
Palavras-chave
Recepção teatral; Teatro Feminista; Formação de público; Espectadora crítica feminista; Pedagogia da encenação
Idioma
Português
Citação
BARROSO, Poliana Piteri. Como se tornar uma espectadora feminista? : teatro de grupo paulistano, formação de público e feminismos na trajetória da Cia. Matita de Teatro. Orientadora: Prof.ª Dr.ª Lúcia Regina Vieira Romano. 2025. 193 f. Dissertação (Mestrado em Artes) – Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista (UNESP), São Paulo, 2025.


