Avaliação da eficácia da utilização da Dispersina B e Papaína na degradação de biofilmes de Staphylococcus aureus causadoras de mastite bovina
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Data
Autores
Orientador
Oliveira Neto, Mário 

Coorientador
Pós-graduação
Biotecnologia - IBB
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Dissertação de mestrado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Biofilmes de bactérias geram complicações em tratamentos de saúde para humanos, animais e perdas financeiras. Bactérias formadoras de biofilme recorrentemente estão associadas a infecções persistentes cujo tratamento se torna desafiador. A mastite bovina é uma inflamação do tecido mamária que ocorre no gado leiteiro, muito associada ao patógeno Staphylococcus aureus. Essa infecção causa perda financeira estimada entre 19,7 e 32 bilhões de dólares no mundo entre gastos veterinários, perdas de produção e até abate de animais. Quando a doença é subclínica, ela não pode ser facilmente identificada, o que indica que o impacto pode ser ainda maior sem que seja identificado. O biofilme produzido por S. aureus possui, dentre outros componentes, o polissacarídeo poli-N-acetilglicosamina (PNAG), com ligações glicosídicas β-1,6, e proteínas que se ancoram covalentemente a peptideoglicanos presentes na parede celular. Esses componentes são cruciais para a formação e estrutura do biofilme, que é um importante fator de virulência que torna as infecções de S. aureus persistentes e de difícil tratamento. A utilização de enzimas que atuam especificamente nesses componentes tem potencial para ser um relevante tratamento em sinergia a antibióticos para aumentar a eficiência no combate a essas infecções. Foi realizada expressão heteróloga da enzima Dispersina B de A. actinomycetemcomitans para ser utilizada na erradicação e inibição de biofilmes produzidos por 3 isolados de S. aureus causadores de mastite bovina em. A enzima papaína, obtida de maneira comercial, também foi utilizada para realizar esses mesmos testes. A eficácia dos ensaios de erradicação utilizando a dispersina variou a depender do isolado, chegando a 92,58% de redução de biofilme. Já no ensaio de inibição, a dispersina inesperadamente causou aumentou da formação de biofilme nas maiores concentrações do tratamento em todos os isolados, porém foi capaz de inibir a formação em concentrações reduzidas, chegando a 57,67% de redução. A papaína obteve performance consistente em ambos os ensaios, obtendo redução de até 97,40% na erradicação e 96,26% na inibição. O uso de enzimas como estratégia complementar no tratamento de infecções causadas por bactérias formadoras de biofilmes exibe elevado potencial, mas exige validação quanto à segurança de sua aplicação, já que foram associadas a respostas imune indesejadas e potencialmente perigosas.
Descrição
Palavras-chave
Biofilmes, Dispersina B, Papaína, Resistência antimicrobiana, Staphylococcus aureus, Resistência microbiana a medicamentos
Idioma
Português
Citação
LONGO, Eduardo Faustino. Avaliação da eficácia da utilização da Dispersina B e Papaína na degradação de biofilmes de Staphylococcus aureus causadoras de mastite bovina. 2026. Dissertação (Mestrado em Biotecnologia) - Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2026.


