Vertigem e tontura após COVID-19 em adultos: revisão sistemática.
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Data
Autores
Orientador
Cardoso, Ana Cláudia Vieira Cardoso 

Coorientador
José, Maria Renata 

Pós-graduação
Ciências da Saúde e Comunicação Humana - FFC
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
A infecção por SARS-CoV-2 tem sido associada a diversas manifestações neurossensoriais, incluindo sintomas e alterações audiovestibulares. Esta revisão sistemática teve como objetivo sintetizar as evidências disponíveis sobre o impacto da COVID-19 no sistema audiovestibular, analisando tanto queixas subjetivas (zumbido, vertigem, tontura) quanto achados objetivos obtidos por VNG, vHIT, VEMP, audiometria e posturografia. Nove estudos observacionais foram incluídos e avaliados pelo ROBINS-I, que indicou predomínio de risco de viés sério ou crítico, especialmente nos domínios de confundimento, seleção dos participantes e mensuração dos desfechos. A heterogeneidade metodológica substancial entre os estudos — envolvendo diferenças nos instrumentos diagnósticos, delineamentos, populações, tempos pós-infecção e ausência de medidas quantitativas comparáveis — inviabilizou a realização de meta-análise e a aplicação formal do GRADE. Apesar dessas limitações, observou-se um padrão consistente sugerindo possível comprometimento audiovestibular após a COVID-19, compatível com mecanismos neuroinflamatórios, microvasculares e disfunção vestibular periférica ou central. Contudo, a certeza da evidência permanece limitada, e a inferência causal deve ser interpretada com cautela. Conclui-se que a COVID-19 pode afetar o sistema audiovestibular, reforçando a importância da avaliação clínica e do monitoramento desses pacientes. Estudos futuros, com protocolos padronizados, controle rigoroso de confundidores e delineamentos mais robustos, são necessários para estabelecer a magnitude e a persistência dessas alterações.
Resumo (inglês)
SARS-CoV-2 infection has been associated with various neurosensory manifestations, including audiovestibular symptoms and alterations. This systematic review aimed to synthesize the available evidence on the impact of COVID-19 on the audiovestibular system, analyzing both subjective complaints (tinnitus, vertigo, dizziness) and objective findings obtained by VNG, vHIT, VEMP, audiometry, and posturography. Nine observational studies were included and assessed using ROBINS-I, which indicated a predominance of serious or critical risk of bias, especially in the domains of confounding, participant selection, and outcome measurement. The substantial methodological heterogeneity among the studies—involving differences in diagnostic instruments, designs, populations, post-infection times, and the absence of comparable quantitative measures—prevented meta-analysis and the formal application of GRADE. Despite these limitations, a consistent pattern was observed suggesting possible audiovestibular impairment after COVID-19, compatible with neuroinflammatory and microvascular mechanisms and peripheral or central vestibular dysfunction. However, the certainty of the evidence remains limited, and causal inference should be interpreted with caution. It is concluded that COVID-19 can affect the audiovestibular system, reinforcing the importance of clinical evaluation and monitoring of these patients. Future studies, with standardized protocols, rigorous control of confounders, and more robust designs, are needed to establish the magnitude and persistence of these alterations.
Resumo (espanhol)
La infección por SARS-CoV-2 se ha asociado con diversas manifestaciones neurosensoriales, incluyendo síntomas y alteraciones audiovestibulares. Esta revisión sistemática tuvo como objetivo sintetizar la evidencia disponible sobre el impacto de la COVID-19 en el sistema audiovestibular, analizando tanto las quejas subjetivas (acúfenos, vértigo, mareos) como los hallazgos objetivos obtenidos mediante VNG, vHIT, VEMP, audiometría y posturografía. Se incluyeron nueve estudios observacionales, evaluados mediante la escala ROBINS-I, que indicó un predominio de riesgo de sesgo grave o crítico, especialmente en los dominios de factores de confusión, selección de participantes y medición de resultados. La considerable heterogeneidad metodológica entre los estudios —que incluye diferencias en los instrumentos de diagnóstico, diseños, poblaciones, tiempos posinfección y la ausencia de medidas cuantitativas comparables— impidió el metanálisis y la aplicación formal de GRADE. A pesar de estas limitaciones, se observó un patrón consistente que sugiere un posible deterioro audiovestibular tras la COVID-19, compatible con mecanismos neuroinflamatorios y microvasculares, así como disfunción vestibular periférica o central. Sin embargo, la certeza de la evidencia sigue siendo limitada, y la inferencia causal debe interpretarse con cautela. Se concluye que la COVID-19 puede afectar el sistema audiovestibular, lo que refuerza la importancia de la evaluación clínica y el seguimiento de estos pacientes. Se necesitan estudios futuros, con protocolos estandarizados, un control riguroso de los factores de confusión y diseños más robustos, para establecer la magnitud y la persistencia de estas alteraciones.
Descrição
Palavras-chave
COVID-19 (Doença), Vestíbulos (Ouvidos), Sistema vestibular, Tontura, Vertigem, COVID-19 (Disease), Vestibular system
Idioma
Português
Citação
ABUSIO, Marcia. Vertigem e tontura após COVID-19 em adultos: revisão sistemática. 2026. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde e Comunicação Humana) - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Marília, 2026.


