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Dinâmica espacial da produção aquícola brasileira: um estudo espacial e temporal

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Orientador

Flores, Edilson Ferreira

Coorientador

Firetti, Ricardo

Pós-graduação

Curso de graduação

Presidente Prudente - FCT - Estatística

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

A piscicultura de água doce consolidou-se como um dos segmentos mais dinâmicos da produção de alimentos no Brasil, mas sua expansão ocorre de forma fortemente desigual no território. Este trabalho teve por objetivo caracterizar e analisar a dimensão territorial da produção de peixes de aquicultura nas microrregiões brasileiras entre 2013 e 2021, quantificando especialização, intensidade produtiva, concentração espacial e dependência entre regiões. Para isso, foram utilizados dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (produção e valor da piscicultura) e das Contas Regionais (valor adicionado bruto da agropecuária), a partir dos quais se construíram indicadores locacionais clássicos, quociente locacional (LQ), índice de participação relativa (RPI), preço médio implícito, e um índice proposto de intensidade aquícola (AII), que relaciona a piscicultura ao valor adicionado agropecuário regional. A desigualdade espacial foi mensurada por índices de Gini, Theil, Atkinson, Gini ponderado e coeficiente de localização, complementados por curvas de Lorenz e análise de sensibilidade normativa. A dimensão espacial foi explorada por meio do Moran’s I global, do índice General G de Getis–Ord e de seus análogos locais (LISA, Gi de Getis–Ord e estatística local de Geary), com matriz de contiguidade queen padronizada em linha. Os resultados evidenciam elevada e persistente concentração territorial do valor da produção aquícola e do AII, com poucos polos, notadamente no Oeste do Paraná, em Rondônia, na bacia do São Francisco e em partes do Nordeste, respondendo por parcela desproporcional da piscicultura nacional. Verificou-se desalinhamento relevante entre a distribuição da piscicultura e a do valor adicionado agropecuário, indicando que a atividade se apoia em bases produtivas específicas e não simplesmente “segue” a agropecuária tradicional. A presença de autocorrelação espacial positiva, embora moderada, confirmou a existência de clusters de alta e baixa intensidade, bem como zonas de transição territorial. Ao articular medidas globais de desigualdade, indicadores locacionais e estatísticas espaciais locais, o estudo oferece um diagnóstico estatisticamente robusto da organização territorial da piscicultura brasileira e um arcabouço metodológico replicável para outros setores agropecuários.

Resumo (inglês)

Freshwater aquaculture is one of the fastest-growing food production sectors in Brazil, yet its territorial expansion reveals pronounced spatial heterogeneity. This study characterizes and statistically analyzes the spatial organization of aquaculture production across Brazilian microregions from 2013 to 2021, quantifying specialization, production intensity, spatial inequality and interregional dependence. Using data from the Pesquisa da Pecuária Municipal (aquaculture production and value) and from the Regional Accounts (agricultural gross value added), we computed classical locational indicators such as the Location Quotient (LQ), the Relative Participation Index (RPI) and the implicit price, together with a proposed Aquaculture Intensity Index (AII) that relates aquaculture output to the regional agricultural value added. Spatial inequality was evaluated through Gini, Theil, Atkinson, weighted Gini and the Location Coefficient, complemented by Lorenz curves and sensitivity analyses. Spatial dependence was examined with the global Moran’s I, the Getis–Ord General G and their local counterparts (LISA, Gi and Local Geary), using a queen contiguity matrix with row standardization. The results indicate a high and persistent spatial concentration of aquaculture value and AII, with a restricted group of microregional production poles concentrated mainly in Western Paraná, Rondônia, the São Francisco basin and selected areas of the Northeast. These poles account for a disproportionately large share of national output. The weak alignment between aquaculture indicators and agricultural GVA suggests that aquaculture responds to territorial dynamics that do not necessarily follow the broader agricultural structure. The presence of positive but moderate spatial autocorrelation confirms the existence of clusters of high and low production intensity, as well as transition areas. By integrating global measures of inequality, locational indicators and local spatial statistics, this study provides a statistically rigorous diagnosis of the territorial structure of Brazilian aquaculture and advances a methodological framework that is robust, replicable and suitable for broader applications within spatial agricultural analysis.

Descrição

Palavras-chave

Piscicultura, Estatística espacial, Quociente locacional, Desigualdade regional, Sistemas locais de produção, Aquaculture, Spatial statistics, Location quotient, Regional inequality, Local production systems

Idioma

Português

Citação

PEREIRA, Ryan Novaes. Dinâmica espacial da produção aquícola brasileira: um estudo espacial e temporal. Orientador: Edilson Ferreira Flores. 162 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Estatística) - Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Estadual Paulista, Presidente Prudente, 2025.

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Faculdade de Ciências e Tecnologia
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