Preditores de complicações em pacientes submetidos ao transplante cardíaco
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Data
Autores
Orientador
Zornoff, Leonardo Antônio Mamede 

Coorientador
Brito, Flávio de Souza 

Pós-graduação
Fisiopatologia em Clínica Médica - FMB
Curso de graduação
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Tese de doutorado
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Resumo (português)
Introdução: Nos últimos anos, o transplante cardíaco vem se tornando uma estratégia terapêutica atraente para o tratamento dos estágios mais avançados de insuficiência cardíaca. No entanto, pouco é conhecido sobre as associações entre as alterações funcionais e morfológicas nesse cenário clínico. Adicionalmente, variáveis funcionais e morfológicas cardíacas como fatores preditores de complicações após o transplante cardíaco permanecem por ser avaliadas. Objetivos: Análise da associação entre variáveis funcionais avaliadas pelo ecocardiograma pré-transplante, com variáveis morfológicas (histopatológicas) avaliadas no coração explantado. Adicionalmente, verificamos o papel das variáveis funcionais e histopatológicas cardíacas pré e póstransplante como preditores de complicações. Métodos: Estudo observacional, realizado na Enfermaria de Cirurgia Cardíaca do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu. Nosso protocolo utilizou, como critério de inclusão, todos os pacientes, após assinarem o termo de consentimento, submetidos à cirurgia de transplante cardíaco. Foram excluídos os pacientes que não aceitaram participar do estudo. Baseado em dados da literatura, foram incluídos 61 pacientes. Conforme protocolo do serviço de Transplante Cardíaco do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu - HCFMB, foram realizados ecocardiogramas antes da cirurgia, aproximadamente no 3º e 15º dias após o transplante, ou conforme a demanda do quadro clínico do paciente. O exame histopatológico foi realizado do coração explantado. Portanto, o estudo não modificou os procedimentos feitos de rotina nos pacientes submetidos ao transplante cardíaco de nossa instituição. Resultados: Considerando as variáveis histopatológicas, nosso estudo observou que a fração de ejeção apresentou associação com a inflamação. Desse modo, a presença de inflamação determinou menores valores de fração de ejeção. Não foi encontrada associação entre a massa indexada do ventrículo esquerdo e variáveis histopatológicas, o mesmo ocorrendo para o diâmetro basal do ventrículo direito, diâmetros diastólico e sistólico do ventrículo esquerdo.Com relação a etiologia da insuficiência cardíaca, foram consideradas as mais prevalentes neste estudo, como miocardite, genética, alcoólica e dilatada (MGAD), separadas em um único grupo, sendo as demais causas isquêmica, chagásica, hipertrófica e valvar. Encontramos associação de cicatriz na etiologia isquêmica, tendo ainda a doença de Chagas associação com as variáveis inflamação e esorganização.Com relação as variáveis clínicas, observamos maior mortalidade com o aumento da idade. As variáveis histopatológicas não apresentaram associação com os óbitos, bem como as variáveis ecocardiográficas. Conclusão: Podemos concluir que a inflamação determina menores valores de FE. Adicionalmente, inflamação é mais frequente na cardiopatia chagásica. Finalmente, variáveis ecocardiográficas obtidas antes do transplante não foram preditoras de morte.
Resumo (inglês)
Introduction: In recent years, heart transplantation has emerged as an increasingly attractive therapeutic strategy for the treatment of advanced stages of heart failure. However, little is known about the associations between functional and morphological changes in this clinical setting. Additionally, the role of cardiac functional and morphological variables as predictors of posttransplant complications remains to be fully elucidated. Objectives: To analyze the association between functional variables assessed by pretransplant echocardiography and morphological (histopathological) variables assessed in the explanted heart. Furthermore, to investigate the role of both pre- and post-transplant functional and histopathological cardiac variables as predictors of complications. Methods: This observational study was conducted in the Cardiac Surgery Ward of the Hospital das Clínicas, Faculty of Medicine of Botucatu. The inclusion criteria comprised all patients undergoing heart transplantation surgery who signed the informed consent form. Patients who declined to participate were excluded. Based on data from the literature, 61 patients were included. According to the institutional heart transplantation protocol, echocardiographic evaluations were performed preoperatively, and approximately on the 3rd and 15th postoperative days, or as clinically indicated. Histopathological analysis was conducted on the explanted heart. Therefore, the study did not interfere with the routine procedures carried out in heart transplant patients at our institution. Results: Regarding histopathological variables, our study observed that left ventricular ejection fraction was associated with myocardial inflammation. Specifically, the presence of inflammation was linked to lower ejection fraction values. No significant associations were found between indexed left ventricular mass and histopathological findings, nor between histopathology and right ventricular basal diameter, or left ventricular diastolic and systolic diameters. As for heart failure etiology, the most prevalent causes—myocarditis, genetic, alcoholic, and dilated cardiomyopathy (grouped as MGAD)—were analyzed as a single category, while other etiologies included ischemic, Chagasic, hypertrophic, and valvular cardiomyopathy. We identified an association between myocardial scarring and ischemic etiology. Additionally, Chagas disease was associated with both inflammation and myocardial disarray. Among the clinical variables, increased age was associated with higher mortality. However, no significant associations were found between histopathological or echocardiographic variables and mortality. Conclusion: We can conclude that inflammation is associated with lower ejection fraction values. Additionally, inflammation is more frequently observed in Chagas cardiomyopathy. Finally, pre-transplant echocardiographic variables were not predictors of mortality.
Descrição
Palavras-chave
Insuficiência cardíaca, Remodelação, Inflamação, Fibrose, Transplante cardíaco
Idioma
Português
Citação
TARDIVO, M.T. Preditores de complicações em pacientes submetidos ao transplante cardíaco. Orientador: Leonardo Antonio Mamede Zornoff. 2025. Tese (Doutorado em Fisiopatologia em Clínica Médica) - Faculdade de Medicina, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Botucatu, 2025.


