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Impact of risk perception on the behavior of an endangered primate in a fragmented environment

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Orientador

Bufalo, Felipe Soares

Coorientador

Culot, Laurence Marianne Vincianne

Pós-graduação

Curso de graduação

Rio Claro - IB - Ciências Biológicas

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

A percepção de risco é um fator determinante nas interações animal-ambiente, influenciando o uso do espaço e dos recursos. Animais que interpretam de forma eficaz os sinais do ambiente e ajustam seus padrões comportamentais podem minimizar a exposição ao risco e aumentar sua probabilidade de sucesso. Neste estudo, investigamos como a percepção de risco em micos-leões-pretos (BLTs – Leontopithecus chrysopygus) varia ao longo do dia e das estações em um fragmento de floresta de 100 ha. Especificamente, examinamos se: a frequência de vocalizações de alarme aumenta em resposta à maior atividade de predadores aéreos e à variação sazonal da cobertura foliar; se o uso vertical da floresta é alterado em resposta à percepção de risco; e se o movimento silencioso é estratégia para evitar detecção por predadores terrestres. Nossos resultados indicam que as vocalizações de alarme foram mais frequentes pela manhã, período em que a atividade de aves de rapina é maior. Na estação seca, houve também maior número de emissões de alarmes. Além disso, observamos que BLTs utilizaram menos os estratos superiores da floresta na estação seca e em períodos de maior percepção de risco (i.e., maior número de alarmes) na estação chuvosa. Por fim, BLTs manifestaram movimentos crípticos com maior frequência no amanhecer e entardecer, comportamentos preditos pelo aumento da atividade de predadores terrestres. Nossos resultados sugerem que BLTs ajustam seu comportamento em resposta a diferentes riscos de predação, reforçando o papel da percepção de risco no uso do espaço e no comportamento em diferentes escalas temporais.

Resumo (inglês)

Risk perception is a key factor for the interactions between animals and their environment, directly shaping the use of space and resources. Animals that can effectively read environmental signals and adjust their behavioral patterns could minimize exposure to risk and thus enhance their probability of success. In this study, we investigated how black-lion-tamarins (BLTs - Leontopithecus chrysopygus) perceived risk of aerial and terrestrial predators and if they accordingly adjusted their behaviors along the day and between seasons in a 100ha forest fragment. We specifically examined whether: the frequency of alarm calls increased in response to higher aerial predator activity and seasonal variation on leaf coverage; if the vertical use of the forest changed in response to perception of risk; and if silent movement is a strategy to avoid detection by terrestrial predators. Our findings suggest that alarm calls were more frequent in the morning, period when raptors activity is higher, and in the dry season, when leaf coverage in the canopies is lower. Additionally, BLTs used the higher strata of the forest less frequently in the dry season and in periods with higher number of alarm calls in the rainy season. Finally, we found that cryptic movements are more prevalent during dawn and dusk and are predicted by increases in the probability of terrestrial predators activity. Thus, our results indicate how BLTs adjust their behavior in response to different predation risks, reinforcing the role of risk perception in shaping space use and behavior in different time scales.

Descrição

Palavras-chave

Paisagem do medo, Mico leão preto, Comportamento animal, Percepção de risco

Idioma

Inglês

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