Revisitando a cidade: uma oficina de passeio
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Pós-graduação
Curso de graduação
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Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Tipo
Resumo
Direito de acesso
Acesso aberto

Resumo
Introdução: O presente trabalho compartilha uma experiência vivenciada semanalmente no Centro Integrado de Atenção Psicossocial (C.I.A.P.S.) do município de Assis/SP. Trata-se da Oficina de Passeio oferecida aos usuários do Programa de Atenção Intensiva (P.A.I.) destinado a pessoas com intenso sofrimento psíquico. Objetivos: O passeio, como possibilidade de tratamento, favorece a socialização, amplia a rede de contatos, estimula a construção da sensação de pertencimento em relação ao fora. O grupo se apossa dos lugares visitados demonstrando maior espontaneidade para transitar nos espaços sociais cotidianos e vai aos poucos descobrindo novas ofertas. Método: Os lugares visitados eram escolhidos pelos usuários, as visitas agendadas às segundas-feiras pela manhã e o transporte era feito por um ônibus cedido pela Prefeitura Municipal, o que dava um tom de "excursão escolar", dificultando a re/inclusão do sujeito no espaço social. A partir desta observação, pudemos re/configurar a oficina vinculando-a à Agenda Cultural da cidade, possibilitando verdadeiros encontros, ampliando as redes de contato social. Através do recurso da fotografia é possível registrar os acontecimentos vivenciados nos passeios, imprimindo marcas e auxiliando-os na construção de uma imagem de si e do momento. Resultados: Sair em excursão pela cidade dá maior visibilidade à loucura ou estigmatiza ainda mais essas pessoas? Visitar os ambientes em grupo está de fato auxiliando o fortalecimento da autonomia do indivíduo em relação ao fora? As dúvidas são muitas, as respostas nos indicam o caminho de reflexões constantes, da não institucionalização das práticas, da eterna re/invenção do cotidiano e da necessidade de compartilharmos estas questões com os próprios usuários. Mediante este novo momento em que se encontra a oficina, incluímos nos encontros um espaço de discussão de questões relacionadas ao preconceito, à exclusão social, ao desejo de continuarmos ou não re/descobrindo o fora. Além deste espaço, estamos vivenciando novos contatos com o mundo, utilizando o transporte coletivo urbano, flexibilizando os horários, experimentando viver sem hora marcada.
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Palavras-chave
Idioma
Português



