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dc.contributor.advisorCastilho-Noll, Maria Stela Maioli [UNESP]
dc.contributor.authorBomfim, Victor Hugo Sant'Ana
dc.date.accessioned2018-03-29T15:02:41Z
dc.date.available2018-03-29T15:02:41Z
dc.date.issued2018-02-23
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11449/153286
dc.description.abstractOs reservatórios são ecossistemas artificiais, que apesar de constituírem uma fonte significativa de recurso hídrico para a população em várias cidades, estão, muitas vezes, sujeitos a impactos ambientais. A urbanização e a poluição por matéria orgânica são fatores que podem comprometer a qualidade da água, alterando também a biota ali presente. Torna-se assim necessário um monitoramento biológico para avaliar as condições desses reservatórios. Uma das maneiras de se fazer esse monitoramento é através das análises dos organismos do zooplâncton, sendo que vários pesquisadores já comprovaram que esta comunidade pode ser um bom bioindicador pois apresenta alta sensibilidade a alterações nos recursos ou nas condições do ambiente aquático. O objetivo deste estudo foi descrever as variações na composição e densidade do zooplâncton na Represa Municipal e verificar quais fatores ambientais apresentam maior influência sobre tais variações. O que se espera com os dados adquiridos é que diferenças de densidade e diversidade ao longo do ano sejam causadas por alterações nos fatores da água provocadas por impactos antrópicos, podendo estar ligados à eutrofização. A Represa Municipal de São José do Rio Preto está localizada na região urbana da cidade e foi formada com o represamento do Rio Preto. É dividida em três lagos, sendo responsável pelo abastecimento de 30% a 40% da água que chega à população. As amostragens foram realizadas trimestralmente ao longo de um ano em seis pontos distribuídos na zona limnética do Lago 3. As coletas dos organismos foram realizadas por meio de arrastos verticais com rede de plâncton de 45 µm de malha. Nos mesmo pontos foram avaliados os fatores físicos e químicos, tais como profundidade e transparência por meio de um disco de Secchi, temperatura, ph, condutividade e oxigênio dissolvido por meio da sonda multiparâmetros YSI 556, além de clorofila-a e material em suspensão. Por meio dos dados de clorofila foi calculado o Índice do Estado Trófico. A comunidade zooplanctônica foi analisada segundo a composição de espécies de Cladocera e de Copepoda. Além destas espécies, Rotifera e Tecameba foram avaliados quantitativamente para determinação das abundâncias dos grupos. Por meio de medidas do comprimento do corpo, as classes de tamanho – micro, meso e macrozooplâncton – foram determinadas e suas abundâncias estimadas. Índices de diversidade de espécies de microcrustáceos foram determinados utilizando a riqueza de espécies, diversidade de Shannon~Winer, dominância de Simpson e equabilidade de Jaccard. Por meio de análise de variância, os dados, tanto dos 2 parâmetros físicos e químicos quanto os da comunidade, foram comparados entre os meses para detectar variações significativas. A correlação de Spearman foi realizada para verificar quais fatores ambientais poderiam estar relacionados com variações na comunidade. Os fatores físicos e químicos apresentaram variações significativas ao longo do ano e a represa pôde ser classificada como mesotrófica na maioria dos meses. Foram encontradas 11 espécies de cladóceros e 2 de copépodos, dando um total de 15 táxons registrados, contando com rotífero e tecameba. As densidades variaram ao longo do ano (p<0,05), exceto para rotíferos, sendo que o mês de novembro foi o mais abundante. Copepoda foi o grupo com os maiores valores de densidade, tendo a forma de náuplio como a mais numerosa. Dentre os cladóceros, Daphnia gessneri foi a espécie mais abundante, seguida de Moina micrura. Quanto às classes de tamanho, macrozooplâncton foi a mais numerosa, principalmente nos meses de agosto e novembro. A presença de espécies de cladóceros de tamanho grande como as do gênero Daphnia em elevadas densidades sugere que o ambiente não oferece condições de elevada eutrofização, como confirmado pelo Índice do Estado Trófico. As condições ambientais, mesmo apresentando variações ao longo do ano não demonstraram ser impróprias para o desenvolvimento da comunidade zooplanctônica.pt
dc.description.abstractReservoirs are artificial ecosystems, which, while constituting a significant source of water resources for the population in several cities, are often subject to environmental impacts. Urbanization and pollution by organic matter are factors that can compromise the water quality, also altering the biota present there. Biological monitoring is therefore necessary to evaluate the conditions of these reservoirs. One of the ways to do this monitoring is through the analysis of zooplankton organisms, and several researchers have already proven that this community can be a good bioindicator because it has high sensitivity to changes in conditions of the aquatic environment. The objective of this study was to describe the variations in the composition and density of the zooplankton in the Represa Municipal de São José do Rio Preto and to verify which environmental factors present greater influence on such variations. What is expected from the data is that differences in density and diversity throughout the year are caused by changes in water factors caused by anthropic impacts and may be linked to eutrophication. The Represa Municipal of São José do Rio Preto is located in the urban area of the city and was formed with the impoundment of the rio Preto. It is divided into three lakes, being responsible for the supply of 30% to 40% of the water that reaches the population. Samplings were performed quarterly over a year at six points distributed in the limnetic zone of Lake 3. The organisms were collected by vertical trawls with 45 μm mesh of plankton. In the same points, the physical and chemical factors such as depth and transparency were evaluated by means of a Secchi disc, temperature, pH, conductivity and oxygen dissolved by means of the YSI 556 multiparameter probe, as well as chlorophyll-a and suspended material. Through the data of chlorophyll was calculated the Index of the Trophic State. The zooplankton community was analyzed according to the composition of Cladocera and Copepoda species. In addition to these species, Rotifera and Tecameba were evaluated quantitatively to determine the abundances of the groups. By means of body length measurements, size classes - micro, meso and macrozooplankton - were determined and their abundances estimated. Diversity indexes of microcrustaceans species were determined using species richness, Shannon-Winer diversity, Simpson dominance and Jaccard equability. By means of analysis of variance, the data of both the physical and chemical parameters as well as those of the community were compared between the months to detect significant variations. Spearman correlation was performed 4 to verify which environmental factors could be related to variations in the community. The physical and chemical factors presented significant variations throughout the year and the dam could be classified as mesotrophic in most months. Eleven species of cladocerans and two species of copepods were found, giving a total of 15 registered taxa, with rotifer and tecameba. The densities varied throughout the year (p <0.05), except for rotifers, and November was the most abundant. Copepoda was the group with the highest values of density, having the form of nauplio as the most numerous. Among the cladocerans, Daphnia gessneri was the most abundant species, followed by Moina micrura. As for size classes, macrozooplankton was the most numerous, especially in the months of August and November. The presence of large cladocera species such as those of the Daphnia genus at high densities suggests that the environment does not offer conditions of high eutrophication as confirmed by the Trophic State Index. Environmental conditions, even showing variations throughout the year, have not been shown to be unfit for the development of the zooplankton community.en
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (UNESP)
dc.subjectBioindicadorpt
dc.subjectEutrofizaçãopt
dc.subjectFatores físicos e químicospt
dc.subjectBioindicatoren
dc.subjectEutrophicationen
dc.subjectPhysical and chemical factorsen
dc.titleVariação sazonal do zooplâncton em uma represa urbana do estado de São Paulopt
dc.title.alternativeVariations of the zooplankton in an unban reservoir in São Paulo stateen
dc.typeDissertação de mestrado
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (UNESP)
dc.rights.accessRightsAcesso aberto
unesp.graduateProgramBiologia Animal - IBILCEpt
unesp.knowledgeAreaBiologia animalpt
unesp.researchAreaEcologia e comportamento animalpt
unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas, São José do Rio Pretopt
unesp.embargoOnlinept
dc.identifier.aleph000899067
dc.identifier.capes33004153072P6
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