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dc.contributor.advisorFalleiros, Flávia Cristina de Sousa Nascimento [UNESP]
dc.contributor.authorDezen, Rômulo Titton
dc.date.accessioned2018-05-04T21:21:15Z
dc.date.available2018-05-04T21:21:15Z
dc.date.issued2018-03-23
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11449/153873
dc.description.abstractDenis Diderot, the author of a vast and multidimensional work, is a renowned personality to the Human Sciences. Promenade Vernet, an integral part of the 1767 Salon, reflects the complexity of the work of the philosopher in its entirety as we can observe some traces of genres such as fiction, essay, and criticism. The short text is a "walk" in which Diderot masterfully describes a series of seven "sites" under the pretext of questioning various subjects of a philosophical and aesthetic nature. What the reader does not have access to - and only learns at the end - is that descriptions of landscape elements do not refer to seven campaigns, but to seven paintings by the famous French landscape artist, Joseph Vernet. During the "Walk", Diderot and the abbé, his interlocutor and fictitious character, discuss dramatically, in long journeys, the beliefs about art, the position of man in the world and morality. This research aims to highlight the rhetorical devices used by the author, especially ekphrasis and hieroglyph, both associated, directly or indirectly, with the relationship between verbal and imagery (ut pictura poesis). For the development of the research, authors from different periods are used, such as Horace (18 b.C.), who coined the term ut pictura poesis; Lessing (1768), which was fundamental to the development of rhetoric; and Lichtenstein (1994), whose work traces an in-depth journey into the history of rhetoric of figures and on which this memoir is based with a certain accent. In Diderot's text, we note a significant importance of classical texts in other that articles that enlighten this perspective in Diderot’s work were chosen to constitute the research. Apart from this theoretical apparatus, it is appealed to texts composing the work of Diderot which are not part of the 1767 Salon, as well as the Letter on the Deaf and Dumb, for the Use of those who hear and speak, in which we find the expression "hieroglyph" for the first time. In addition to the texts of the critic philosopher, we use a rich critical and essentially French fortune that applies to the study of the work of Diderot, including Bukdahl (1980), Chouillet (1987), Starobinski (1991) and Delon (1995). In this work is also possible to find some exploration of aesthetics and painting, given the plural nature of the text that has been object of study. After this research, one can have a further understanding of the relationships between the visual and the written. Finally, and therefore, the examination of this author and his text highlights what the Salons was, a literary genre created in the eighteenth century, which has caused significant duplication towards modern art and literature despite its one-century duration.en
dc.description.abstractDenis Diderot, auteur d'une oeuvre vaste et pluridimensionnelle, est une personnalité très reconnue et importante aux Sciences Humaines. La Promenade Vernet, partie intégrante du Salon de 1767, reflète bien la complexité de l'oeuvre du philosophe dans son intégralité car on peut observer des traits caractéristiques à plusieurs genres de texte tel que la fiction, l'essai et la critique. Le court texte est une « promenade » dans laquelle Diderot décrit avec maîtrise une série de sept « sites » sous prétexte de mettre en cause diverses sujets de nature philosophique et esthétique. Ce que le lecteur n'a pas d'accès — et arrive à apprendre seulement à la fin — est au fait que les descriptions des éléments des paysages ne font pas référence à sept campagnes, mais à sept tableaux d'un célèbre paysagiste français, Joseph Vernet. Pendant la « Promenade », Diderot et l'abbé, son interlocuteur et personnage fictif, débattent, dramatiquement, en longues journées, les convictions quant à l'art, à la position de l'homme dans le monde et aux moeurs. Cette recherche vise mettre en évidence les dispositifs rhétoriques utilisés par l'auteur, spécialement l'ekphrasis et le hiéroglyphe, tous les deux associés, directe ou indirectement, au rapport entre le verbal et l'imagerie (ut pictura poesis). Pour le développement de la recherche, des auteurs des époques variés sont utilisés, tel que Horace (18 a.C.), qui a inventé le terme ut pictura poesis ; Lessing (1768), qui a été fondamental au développement de la rhétorique ; et Lichtenstein (1994), dont l'oeuvre trace un parcours approfondi de l'histoire de la rhétorique visuelle et sur laquelle ce mémoire se base avec un certain accent. Dans le texte de Diderot, on remarque une importance significative de références classiques, ainsi, des articles qui éclairent-ils l'oeuvre de Diderot par ce point de vue ont été choisis pour constituer la recherche. À part cet apparat théorique, il est fait appel à textes composant l'oeuvre de Diderot qui ne font pas partie du Salon de 1767, ainsi que la Lettre sur les sourds et muets à l’usage de ceux qui entendent et qui parlent, dans laquelle on trouve l'expression « hiéroglyphe » pour la première fois. En plus des textes du critique philosophe, on se sert d'une riche fortune critique et essentiellement française qui s'applique à l'étude de l'oeuvre de Diderot, y compris Bukdahl (1980), Chouillet (1987), Starobinski (1991) et Delon (1995). Dans ce travail il est aussi possible de trouver une certaine exploration de l'esthétique et de la peinture, compte tenu de la nature plurielle du texte qui a été objet d'étude. Après cette recherche, on peut avoir une compréhension plus importante des rapports établis entre le visuel et l'écrit. Finalement, et par conséquence, l'examen de cet auteur et de son texte met en lumière ce qui a été les Salons, genre littéraire créé au XVIIIème siècle, qui, malgré sa courte duration (n'a survécu que pendant un siècle), a provoqué des importants dédoublements vers l'art et la littérature modernes.fr
dc.description.abstractDenis Diderot, autor de uma obra vasta e multifacetada, é tido como uma personalidade muito importante para as ciências humanas. La Promenade Vernet, trecho integrante do Salão de 1767, reflete bem a complexidade da obra do filósofo como um todo, pois é nele em que se observam traços de diferentes gêneros como ficção, ensaio e crítica. Esse curto texto é um “passeio” em que Diderot descreve com maestria uma série de sete “sítios”, com o pretexto de discutir diversas questões de natureza filosófica e estética. O que o leitor não sabe — e só vem a saber no final — é que as descrições dos elementos das paisagens não fazem referência a sete campanhas, mas sim a sete quadros de um famoso paisagista francês, Joseph Vernet. No “Passeio”, Diderot e o Abade, seu interlocutor e personagem fictício, discutem, dialogicamente, em longas jornadas, sobre suas convicções quanto à arte, ao lugar do homem no mundo e a questões morais. Esta pesquisa visa colocar em foco os dispositivos retóricos utilizados pelo autor, especialmente a ekphrasis e o hieróglifo, ambos associados, direta ou indiretamente, à relação entre o verbal e o imagético (ut pictura poesis). Para o desenvolvimento da pesquisa, são utilizados autores de variadas épocas, como Horácio (18 a.C.), que cunhou o termo ut pictura poesis; Lessing (1768), que foi determinante para o desenvolvimento da retórica; e Lichtenstein (1994), cuja obra traça um percurso aprofundado da história da retórica pictórica e na qual esta dissertação se apoia com certo destaque. No texto de Diderot, nota-se significativa importância de referências clássicas, portanto, alguns artigos que esclarecem a obra de Diderot por esse olhar também foram elencados para a constituição da pesquisa. Além desse aparato teórico, recorre-se a alguns textos da obra de Diderot que não são especificamente o Salão de 1767, como a Carta para os surdos-mudos ao uso daqueles que ouvem e falam, no qual o termo “hieróglifo” aparece pela primeira vez. Junto a textos do crítico-filósofo, faz-se uso de uma fortuna crítica rica e predominantemente francesa que se aplica ao estudo da obra diderotiana, entre eles Bukdahl (1980), Chouillet (1987), Starobinski (1991) e Delon (1995). Neste trabalho também é possível encontrar algum aprofundamento sobre estética e sobre a pintura, dada a natureza plural do texto que foi objeto de estudo. Há, a partir desta pesquisa, uma maior compreensão das relações estabelecidas entre o visual e o escrito. Finalmente, e por consequência, o exame desse autor e de seu texto traz à luz um pouco do que foram os Salões, gênero literário criado no século XVIII que, embora tenha sido de curta duração (sobreviveu por cerca de um século, apenas), teve desdobramentos importantes para a arte e a literatura modernas.pt
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (UNESP)
dc.subjectDiderotpt
dc.subjectSalon de 1767fr
dc.subjectRetóricapt
dc.subjectUt pictura poesispt
dc.subjectEkphrasispt
dc.subjecthieróglifopt
dc.subjectSalão de 1767pt
dc.subjectRhétoriquefr
dc.subjectHiéroglyphefr
dc.subject1767 Salonen
dc.subjectRhetoricen
dc.subjectHieroglyphen
dc.titleEstudo dos dispositivos retóricos em La promenade Vernet, de Denis Diderotpt
dc.title.alternativeÉtude des dispositifs rétoriques dans La promenade Vernet, de Denis Diderotfr
dc.title.alternativeEstudio de los dispositivos retóricos en La promenade Vernet, de Denis Diderotes
dc.typeDissertação de mestrado
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (UNESP)
dc.rights.accessRightsAcesso aberto
unesp.graduateProgramLetras - IBILCEpt
unesp.knowledgeAreaOutrapt
unesp.researchAreaPerspectivas teóricas no estudo da Literaturapt
unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas, São José do Rio Pretopt
unesp.embargoOnlinept
dc.identifier.aleph000901131
dc.identifier.capes33004153015P2
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