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dc.contributor.advisorZuin, João Carlos Soares [UNESP]
dc.contributor.authorGaiad, Maraisa Gardinali [UNESP]
dc.date.accessioned2019-06-24T19:34:33Z
dc.date.available2019-06-24T19:34:33Z
dc.date.issued2019-03-26
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11449/182377
dc.description.abstractO trabalho investiga como a condição autônoma dos indivíduos, na sociedade capitalista contemporânea, promove um sentido de liberdade essencialmente utilitarista e privado, que gera a tendência da redução das emoções à forma de mercadoria e de bens de consumo. Pretende-se analisar como a psicologia e os livros de autoajuda voltados para o indivíduo contemporâneo passaram a ter uma importância fundamental na sociedade capitalista atual e como colaboram com o processo de transformação dos afetos e dos sentimentos em produtos notáveis do capitalismo na era global. Em outras palavras, deseja-se discutir, por meio da análise do papel da literatura de autoajuda, como a sociedade capitalista tem transformado paixões e psique ao promover um amplo processo de mercantilização, alienação e reificação das relações amorosas. Nesse sentido, o presente trabalho observa qual subjetividade feminina a literatura de autoajuda voltada para relacionamentos amorosos determina. Metodologicamente, a investigação se deu pela compreensão dos conceitos trabalhados na sociologia das emoções de Eva Illouz, aliados ao emprego da teoria crítica da primeira geração. A teoria crítica foi aplicada tanto na análise de como as “potências formativas” constroem indivíduos, valores e processos sociais que promovem a estabilidade e a reprodução das estruturas sociais das quais necessitam quanto na análise da fragilidade da vida privada, como produto das instituições integrantes do “mercado afetivo”. A pesquisa ainda analisou três livros de autoajuda, best-sellers no Brasil, voltados para a temática de relacionamentos amorosos – Mulheres inteligentes, relações saudáveis; Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor? e Casamento blindado –, com o objetivo de apreender o padrão comportamental feminino que esta potência formativa peculiar, a literatura de autoajuda, procura estabelecer. Por sua vez, ela reitera o esforço de seus autores na manutenção do status quo machista e sexista.pt
dc.description.abstractThe work investigates how the autonomous condition of individuals in contemporary capitalist society promotes an essentially utilitarian and private sense of freedom, which generates the tendency to reduce emotions to the form of commodities and consumer goods. It is intended to analyze how psychology and self-help books geared towards the contemporary individual have come to have a fundamental importance in today's capitalist society and how they collaborate with the process of transformation of affections and feelings into remarkable products of capitalism in the global era. In other words, it aims to discuss, through the analysis of the role of self-help literature, how capitalist society has transformed passions and psyche by promoting a broad process of commodification, alienation, and reification of love relationships. In this sense, the present work observes which female subjectivity the literature of self-help focused on amorous relationships determines. Methodologically, the investigation came about by the understanding of the concepts worked in the sociology of the emotions of Eva Illouz allied to the use of the critical theory of the first generation. Critical theory was applied not only in the analysis of how the "formative powers" construct individuals, social values and processes that promote the stability and reproduction of social structures they need, but also in the analysis of the fragility of private life as a product of institutions of the "affective market". Besides, the survey reviewed three best-seller self-help books in Brazil, focused on romantic relationships – Mulheres inteligentes, relações saudáveis; Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor? and Casamento blindado – with the purpose of apprehending the female behavioral pattern that this peculiar formative power, the self-help literature, seeks to establish. In turn, it reiterates the author’s efforts to maintain the male chauvinism and sexist status quo.en
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (UNESP)
dc.subjectAutoajudapt
dc.subjectSelf-helpen
dc.subjectEva Illouzpt
dc.subjectSociologiapt
dc.subjectSociologyen
dc.titleA sociologia das emoções em Eva Illouz: o fenômeno da literatura de autoajudapt
dc.title.alternativeThe sociology of emotions in Eva Illouz: the self-help literature phenomenonen
dc.typeDissertação de mestrado
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (UNESP)
dc.rights.accessRightsAcesso aberto
dc.description.sponsorshipId1690427
unesp.graduateProgramCiências Sociais - FCLARpt
unesp.knowledgeAreaCiências sociaispt
unesp.researchAreaCultura, democracia e pensamento socialpt
unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências e Letras, Araraquarapt
unesp.embargoOnlinept
dc.identifier.aleph000917901
dc.identifier.capes33004030017P7
unesp.examinationboard.typeBanca públicapt
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