Efeito da intervenção em esteira motorizada na aquisição da marcha independente e desenvolvimento motor em bebês de risco para atraso desenvolvimental

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Data

2011-03-01

Orientador

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

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Editor

Sociedade de Pediatria de São Paulo

Tipo

Artigo

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

OBJETIVO: Examinar o efeito de intervenção em esteira motorizada na idade de aquisição da marcha independente em bebês de risco para atraso de desenvolvimento. MÉTODOS: Estudo experimental com 15 lactentes a partir do 5º mês de idade, sendo cinco deles com risco de atraso de desenvolvimento submetidos a sessões de fisioterapia e intervenção em esteira motorizada (Grupo Experimental); cinco com risco de atraso de desenvolvimento submetidos apenas a sessões de fisioterapia (Grupo Controle de Risco); e cinco bebês sem risco de atraso (Grupo Controle Típico). As sessões de fisioterapia ocorreram duas vezes por semana, seguidas de intervenção em esteira motorizada para o grupo experimental. Todos os bebês foram avaliados mensalmente pela Alberta Infant Motor Scale e os participantes do grupo experimental foram filmados durante a realização das passadas na esteira. Comparações entre os grupos ao longo do tempo foram realizadas por análise de variância (ANOVA) e de multivariância (MANOVA). RESULTADOS: Os bebês do Grupo Experimental adquiriram a marcha independente aos 12,8 meses e os do Grupo Controle de Risco aos 13,8 meses de idade corrigida, sendo que a aquisição do Grupo Controle de Risco ocorreu mais tarde em relação ao Grupo Controle Típico (1,1 meses; p<0,05). Os bebês do grupo experimental apresentaram padrão alternado das passadas na esteira, que aumentou ao longo da intervenção (p<0,05), e mostraram melhora do desenvolvimento motor global em relação aos bebês do Grupo Controle de Risco. CONCLUSÕES: A esteira pode ser considerada um agente facilitador para a aquisição do andar independente e do desenvolvimento motor global de bebês com risco de atraso de desenvolvimento.

Resumo (espanhol)

OBJETIVO: Examinar el efecto de intervención en caminadora automática en la edad de adquisición de la marcha independiente en bebés de riesgo para retraso de desarrollo. MÉTODOS: Estudio experimental de 15 lactantes a partir del 5º mes de edad, siendo 5 con riesgo de retraso de desarrollo sometidos a sesiones de fisioterapia e intervención en caminadora automática (grupo experimental); 5 de riesgo de retraso de desarrollo sometidos solamente a sesiones de fisioterapia (grupo control de riesgo); y 5 bebés sin riesgo de retraso (grupo control típico). Las sesiones de fisioterapia ocurrieron 2 veces en la semana, seguidas de intervención en caminadora automática para el grupo experimental. Todos los bebés fueron evaluados mensualmente por la Alberta Infant Motor Scale y los del grupo experimental fueron filmados realizando los pasos en la caminadora. Comparaciones entre los grupos a lo largo del tiempo fueron realizadas utilizando análisis de variancia (ANOVA) y de multivariancia (MANOVA). RESULTADOS: Los bebés del grupo experimental adquirieron la marcha independiente a los 12,8 y los del grupo control de riesgo a los 13,8 meses de edad corregida, siendo que la adquisición del grupo control de riesgo ocurrió más tarde que en el grupo control típico (1,1 meses; p<0,05). Los bebés del grupo experimental presentaron estándar alternado de los pasos en la caminadora, que aumentó a lo largo de la intervención (p<0,05) y mostraron mejora en el desarrollo motor global respecto a los bebés del grupo control de riesgo. CONCLUSIÓN: La caminadora puede ser considerada un agente facilitador para la adquisición de la marcha independiente y del desarrollo motor global de bebés de riesgo de retraso de desarrollo.

Resumo (inglês)

OBJECTIVE: To examine the effect of motorized treadmill intervention on independent walking acquisition and other motor milestones in infants at risk of developmental delay. METHODS: Experimental study with 15 infants, observed since the 5th month of age: five infants at risk of developmental delay submitted to both physiotherapy sessions and intervention in motorized treadmill (Experimental Group); five infants at risk of developmental delay submitted to physiotherapy sessions only (Risk Control Group); and five infants without risks of developmental delay (Typical Control Group). Physiotherapy sessions occurred twice a week, followed by motorized treadmill intervention for the Experimental Group. Motorized treadmill intervention began when infants acquired cephalic control and was interrupted by independent walking or at 14 months post-conceptual age. All babies were monthly assessed with Alberta Infant Motor Scale and the Experimental Group was filmed during the exercise on the motorized treadmill. Comparisons among groups and months were performed using analysis of variance (ANOVA) and multivariance (MANOVA). RESULTS: Experimental Group infants acquired independent walking at 12.8 months and the Risk Control Group infants at 13.8 months of corrected age, which was delayed compared to the Typical Control Group (1.1 months; p<0.05). Experimental Group of infants showed alternated walking steps on the treadmill, which increased during the intervention period (p<0,05). They also improved their global motor development compared to Risk Control Group of infants. CONCLUSIONS: Motorized treadmill intervention facilitates independent walking acquisition and improves global motor development of infants at risk of developmental delay.

Descrição

Idioma

Português

Como citar

Revista Paulista de Pediatria. Sociedade de Pediatria de São Paulo, v. 29, n. 1, p. 91-99, 2011.

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