Índice Bovespa (Ibovespa), Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e variáveis macroeconômicas: análise de cointegração e causalidade

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Data

2021-11-24

Orientador

Muniz Junior, Jorge
Cavenaghi, Vagner

Coorientador

Pós-graduação

Engenharia de Produção - FEG

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

O Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3 – Brasil, Bolsa, Balcão, ao reunir ações de empresas comprometidas com práticas de sustentabilidade, serve como referência para analisar se companhias identificadas com essas causas apresentam performance diferente da média do mercado, representada pelo Índice Bovespa (Ibovespa), termômetro da bolsa brasileira. A análise da trajetória desses indicadores frente a choques provocados por quatro variáveis macroeconômicas – taxa básica de juros, câmbio, inflação e atividade econômica –, permite observar se o comportamento de ambos difere ao longo do tempo. Procede-se um estudo quantitativo que testa a causalidade e a cointegração (conceito ligado à presença de equilíbrio de longo prazo para um grupo de elementos) dos já citados índices com as variáveis macroeconômicas. Para tanto, a estacionariedade das séries é verificada, a ordem de defasagens para estimação do modelo é determinada e os testes de cointegração são realizados. Estabelecido o modelo, aplicam-se alguns diagnósticos voltados a assegurar sua qualidade. Os dados utilizados, de periodicidade mensal, partem de novembro de 2005, data em que foi divulgada a 1ª carteira do ISE. A análise se encerra em dezembro de 2019, em virtude da situação atípica vivida pelos mercados de capitais, afetados pela pandemia de Covid-19 a partir de 2020. O teste de causalidade de Granger revela que as variáveis selecionadas em conjunto causam, no sentido de Granger, ambos os índices. Os resultados da função de impulso resposta ortogonal mostram que os índices, frente a choques nas variáveis consideradas, comportam-se de forma semelhante. A decomposição da variância, por sua vez, indica que o câmbio, ao término do oitavo período da análise, figura como fator que melhor explica as variações nos dois índices. Para o espaço de tempo considerado, não se vê diferenciação expressiva no comportamento dos indicadores bursáteis, o que sugere que práticas de sustentabilidade ainda não se reverteram em ferramentas efetivas para a diferenciação da performance de companhias frente às variáveis macroeconômicas escolhidas. Visando expandir o arcabouço que trata do tema, trabalhos futuros podem utilizar índices do mercado local ou internacional, além de outras variáveis, macroeconômicas ou não. Uma possibilidade seria considerar indicadores que permitam verificar a aderência das práticas corporativas à Agenda 2030, estabelecida pela United Nations com o intuito de engajar governos e empresas na adoção de estratégias voltadas a erradicar a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e promover a paz e a prosperidade.

Resumo (português)

The Corporate Sustainability Index (ISE in the Portuguese original) maintained by B3 – Brasil, Bolsa, Balcão lists shares of companies committed to sustainability practices and serves as a reference to analyze whether companies identified with such themes perform differently from the market average, represented by the Bovespa Index (Ibovespa), the main thermometer for the Brazilian market. The trajectory analysis of these indexes in relation to shocks produced by four different variables – the base interest rate, foreign exchange rate, inflation, and economic activity – allows us to observe their performance over time. What follows is a quantitative study testing the causality and cointegration (a concept indicating a long-term equilibrium among a group of elements) of the indexes cited above against a set of macroeconomic variables. To that end, the stationarity of the series is verified, the lag length is determined for purposes of estimating the model, and the cointegration test is undertaken. Once the model is set, some diagnostics are applied to assure its quality. The data utilized, based on monthly reporting, begins in November 2005, the date when the first ISE portfolio was launched. Because of the atypical situation affecting capital markets since 2020, due to the Covid-19 pandemic, the analysis ends with data up to December 2019. Application of the Granger causality test shows that the variables, taken as a whole, cause both indexes in Granger's sense. Orthogonal impulse response function results demonstrate that the indexes, when confronted by the chosen variables, both behave in similar fashion. The variance decomposition, in its turn, shows that foreign exchange, after the lapse of the eight periods under analysis, was the factor that best explained variations in the two indexes. Given the period under consideration, there was no significant differentiation in the behavior of the market indexes, which suggests that practices underpinning sustainability have not yet become an effective mechanism for determining differentiated performance among companies in relation to the macroeconomic variables considered. Aiming to expand the framework that addresses the topic, future works may use local or international market indexes, in addition to other variables, whether macroeconomic or not. One possibility would be to consider indicators that allow verifying the adherence of corporate practices to the 2030 Agenda, established by the United Nations with the aim of engaging governments and businesses in the adoption of practices that contribute to the eradication of poverty, protection of the environment and the climate, and promotion of peace and prosperity.

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Português

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