O rio Paraguai no megaleque do Nabileque, sudoeste do Pantanal Mato-Grossense, MS

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Data

2011

Orientador

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

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Editor

Sociedade Brasileira de Geologia

Tipo

Artigo

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (inglês)

The Nabileque fluvial fan is a Quaternary depositional system located along the southwestern border of the Pantanal, covering an area of approximately 9,100 km2. It is a peculiar alluvial system because it is not associated with inflow from adjacent plateaus. The Nabileque megafan is formed by the Paraguay River at the exit of the Pantanal wetland, coalescing with the Pilcomayo megafan of the Chaco basin. A geomorphological zonation analysis was performed making use of remote sensing data with field verification. Most of the area is a vast alluvial plain made of Pleistocene deposits, whose surface is marked by the presence of an intricate network of distributary paleochannels. Areas blanketed by Pleistocene deposits are dissected by erosional streams and subject to frequent flooding events. The Paraguay River flows in a meander belt constrained by NE fractures associated with the Transbrasiliano Lineament, but deflects towards the SSE after the Negro River confluence composing the system’s peripheral drainage. An abandoned meander belt is preserved within a remarkable N-S incised-valley that is interpreted as the ancient Paraguay River course. Processes of avulsion and river capture are suggested to explain the observed changes of the river course. The Nabileque River is an underfit stream within the incised-valley, cutting paleomeanders and point bars of the previous Paraguay River course.

Resumo (português)

O megaleque fluvial do Nabileque é um sistema deposicional que vem sendo construído pelo rio Paraguai na borda sudoeste do Pantanal Mato-Grossense desde tempos pleistocênicos. É um sistema aluvial peculiar, pois não está associado a rios oriundos de relevos altos situados nos planaltos adjacentes à planície. Trata-se de um megaleque fluvial construído pelo rio Paraguai, rio-tronco coletor das águas de todo sistema hidrográfico do Pantanal, na saída do rio para a planície do Chaco, onde coalesce com o megaleque do Pilcomayo. Fazendo uso de dados de sensores remotos, com verificação de campo, foi possível compartimentar e caracterizar geomorfologicamente o megaleque, que ocupa área aproximada de 9.100 km2. A maior parte da área é uma vasta planície aluvial desenvolvida sobre depósitos pleistocênicos, marcada pela presença de intrincada rede de paleocanais distributários e de tributários a eles superimpostos. Feições erosivas evidenciam que as áreas de ocorrência dos depósitos pleistocênicos se encontram em degradação, mas sujeitas a frequentes inundações responsáveis pela existência de delgadas e irregulares coberturas de sedimentos recentes. Um aspecto notável de sua geomorfologia é a existência de dois cinturões de meandros, um ativo e outro abandonado. O vale corta o megaleque longitudinalmente, ajustado a padrões de fratura NE do lineamento Transbrasiliano, com deflexão para SSE ao se encontrar com o rio Negro (Bolívia), com o qual compõe a drenagem periférica do leque. O rio Nabileque corre num vale inciso de direção norte-sul e empresta seu nome ao megaleque e à região (Pantanal do Nabileque). Processos de avulsão fluvial e de captura são aventados e discutidos para explicar a notável mudança de curso do rio Paraguai e a configuração do rio Nabileque como um rio subajustado. O rio Nabileque é um rio com dimensões muito inferiores às paleogeoformas encontradas na sua planície, o que permite ser reconhecido como um rio subajustado.

Descrição

Idioma

Português

Como citar

Brazilian Journal of Geology. Sociedade Brasileira de Geologia, v. 41, n. 04, p. 642-653, 2011.

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