Análise do perfil hemostático e do risco tromboembólico em cães submetidos ao tratamento com prednisona

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Data

2012-06-29

Orientador

Takahira, Regina Kiomi

Coorientador

Pós-graduação

Medicina Veterinária - FMVZ

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Os distúrbios trombóticos e tromboembólicos aparentemente são menos comuns em felinos e caninos do que em humanos. A trombose foi reconhecida clinicamente associada a algumas doenças, como o hiperadrenocorticismo (HAC). Vários fármacos podem alterar o equilíbrio hemostático; dentre elas a prednisona, corticosteroide amplamente utilizado na medicina veterinária principalmente por seus efeitos imunossupressivos e anti-inflamatórios. Além disso, sabe-se que o hipercortisolismo pode estimular a formação de trombos pelo aumento de fatores de coagulação e diminuição da fibrinólise. O objetivo do presente estudo, portanto, foi demonstrar o efeito da prednisona sobre o perfil hemostático. Para tanto, foram constituídos dois grupos experimentais, sendo o grupo I, composto de 10 cães hígidos que receberam a dose de 1,0 mg/kg/BID por 15 dias, e ogrupo II, composto de 10 cães hígidos que receberam a dose de 2,0 mg/kg/BID por 15 dias. Houve diminuição significativa dos níveis de antitrombina em ambos os grupos, aumento da agregação plaquetária e diminuição do fator de von Willebrand no grupo II. Não foram observadas alterações estatisticamente significativas em relação ao tempo de sangramento da mucosa oral (TSMO), tempo de protrombina (TP), tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA), tempo de trombina (TT), contagem plaquetária, e dos valores de fibrinogênio, fator VIII e produtos de degradação da fibrina (PDFs) em nenhum dos grupos. Pode-se concluir que a prednisona pode aumentar o risco tromboembólico especialmente por diminuição de fatores anticoagulantes, não importando a dose utilizada

Resumo (inglês)

Thrombotic and thromboembolic disorders apparently are less common in cats and dogs than in humans.Thrombosis was clinically recognized associated with some diseases, such as hyperadrenocorticism (HAC). Several drugs can change the hemostatic balance, such as the corticosteroid prednisone, widely used in veterinary medicine mainly by its immunosuppresive and anti-inflammatory effects. In addition, it is known that hypercortisolism can stimulate the thrombi formation by the increase of coagulation factors and reduced fibrinolysis.The aim of this study, therefore, was to demonstrate the effect of prednisone on haemostatic profile. For this purpose, two experimental groups were set up, the group I composed by 10 higid dogs, which received a dose of 1,0 mg/kg/BID for 15 days, and group II, composed by 10 higid dogs that received the dose of 2,0 mg/kg/BID for 15 days.There was a significant decrease on antithrombin levels in both groups, increase on platelet aggregation and decrease of von Willebrand factor activity on group II. No statistically significant changes were observed in relation to oral mucosal bleeding time (OMBT), prothrombin time (PT), activated partial thromboplastin time (APTT), thrombin time (TT), platelet count, plasmatic fibrinogen values,factor VIII activityand fibrin degradation products (FDPs) in both groups. It can be concluded that the prednisone can increase the thromboembolic risk, especially by the decrease of anticoagulant factors, regardless of the dosage

Descrição

Idioma

Português

Como citar

ROMÃO, Felipe Gazza. Análise do perfil hemostático e do risco tromboembólico em cães submetidos ao tratamento com prednisona. 2012. 65 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, 2012.

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