Efeito de fontes de energia (amido, pectina ou gordura) e da suplementação com cromo, em dietas com alta densidade energética, nas concentrações séricas de glicose, insulina e ácidos graxos não esterificados em vacas de leite lactantes

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Data

2018-06-13

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Dois experimentos foram conduzidos para avaliar o efeito de diferentes fontes de energia e da suplementação com cromo nas variáveis relacionadas a resistência à insulina, produção de leite e índices reprodutivos de vacas leiteiras lactentes consumindo excesso de energia que foram distribuídas em um arranjo fatorial 2 × 2. No primeiro estudo, vacas foram designadas a receber: 1) concentrado a base de milho moído (CRN; n = 13) ou polpa cítrica (PLP; n = 13) e 2) suplementação (n = 14) ou não (n = 12) de 10 mg/vaca/dia de propionato de cromo. No segundo estudo vacas receberam: 1) concentrado a base de milho moído (CRN; n = 20) ou com inclusão de 8% (matéria seca) de gordura de palma protegida (CSPO; n = 20), e suplementação (n = 20) ou não (n = 20) de 10 mg/dia de propionato de cromo. Para a condução de ambos os estudos, foram utilizados animais não gestantes, Holandeses × Gir, lactantes (dias de leite inicial = 80 ± 3), alimentados com silagem de milho oferecida de maneira ad libitum e concentrado visando atender 160% dos requerimentos energéticos de mantença. Amostras de leite e sangue foram colhidas semanalmente e produção de leite foi mensurada diariamente. Para o primeiro estudo, escore de condição corporal (ECC) e peso corporal (PC) foram avaliados semanalmente ao longo do estudo (D0 ao 182), enquanto que no segundo estudo ECC e PC foram avaliados no primeiro e no último dia (d0 e d203, respectivamente) do estudo. Ingestão de matéria seca foi avaliada apenas no segundo estudo através da diferença entre o ofertado e a sobra. Para tal, vacas foram distribuídas em cinco grupos de oito vacas (duas vacas de cada grupo experimental) e alocadas individualmente em 8 baias por 3 dias. No final desse período os animais retornavam aos piquetes e um novo grupo de animais passavam pelo mesmo processo. Testes de tolerância a glicose (TTG; 0,5g de glicose/kg de PC) foram realizadas no d -3, 60, 120, e 180 para o primeiro estudo, e nos dias -3, 100 e 200 para o segundo estudo. Aspiração folicular para produção de embrião in vitro foi realizada nos d -1, 82 e 162 para o primeiro estudo e nos d -1, 98 e 198 para o segundo estudo. Os resultados obtidos no primeiro estudo foram: não foram detectadas diferenças (P ≥ 0,25) para PC e ECC durante o experimento. Dentro das colheitas semanais de sangue, concentrações séricas de insulina e glicose assim como relação insulina:glicose foram similar entre os tratamentos (P ≥ 0,19). Animais do grupo CRN tiveram menor (P < 0,01) concentrações plasmáticas de ácidos graxos não esterificados comparados com PLP (0,177 × 0,215 mmol/l, respectivamente; EMP = 0,009). Durante o TTG não foram detectadas diferenças (P ≥ 0,16) para concentrações de glicose, taxa de desaparecimento de glicose, tempo de meia vida de glicose e relação insulina:glicose. Concentrações séricas de insulina foram menor (P = 0,04) em vacas CRN suplementadas com propionato de cromo compradas com vacas CRN não suplementadas com propionato de cromo (8.2 × 13,5 μUI/ml, respectivamente; EMP = 1,7), enquanto que a suplementação com propionato de cromo não impactou (P = 0,70) concentrações séricas de insulinas em vacas PLP. Produção de leite, gordura no leite e concentrações de sólidos totais foram similares (P ≥ 0,48) entre os tratamentos. No entanto, CRN tiveram maior (P < 0,01) concentrações de proteína no leite comparadas com PLP (3,54 × 3,14%, respectivamente; EMP = 0,08). Não foram encontradas diferenças (P ≥ 0,35) no número de oócitos coletados e embriões produzidos dentro de cada aspiração. Concluindo, fornecimento de concentrado contendo polpa cítrica peletizada para vacas leiteiras lactantes consumindo excesso de energia não melhorou as variáveis relacionadas com resistência à insulina, produção de leite e índices 0,03) concentrações séricas de glicose, insulina, ácidos graxos e relação insulina:glicose comparadas com vacas CSPO, sugerindo aumento na sensibilidade a insulina em vacas CRN. Durante o TTG, variáveis relacionadas a sensibilidade a insulina foram maiores em vacas CRN quando comparadas a vacas CSPO. Suplementação com propionato de cromo resultou em menores (P ≤ 0,09) concentrações séricas de insulina e relação insulina:glicose apenas em vacas CRN, indicando que suplementação com propionato de cromo melhora a sensibilidade a insulina em vacas CRN mais não em vacas CSPO. Durante o TTG, no entanto, suplementação com propionato de cromo reduziu as concentrações de insulina e a relação insulina:glicose em vacas CSPO e CRN. Produção de leite, assim como número de oócitos viáveis coletados e embriões produzidos dentro de cada aspiração não foram afetados (P ≥ 0,24) pelos tratamentos. Em conclusão, utilização de gordura de palma protegida não melhorou a sensibilidade a insulina em vacas Holandesas x Gir consumindo excesso de energia durante o meio e o final da lactação, enquanto que suplementação com propionato de cromo foi efetivo em melhorar a sensibilidade basal da insulina em vacas CRN.

Descrição

Palavras-chave

Resistência à insulina, energia, cromo, vacas leiteiras, insulin resistence, chromium, dairy cows, energy

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