A relevância da categoria histórica superexploração da força de trabalho: para compreender a contribuição de Ruy Mauro Marini na teoria da dependência

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Data

2022-03-20

Orientador

Adoue, Silvia Beatriz

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Ciências Econômicas - FCLAR

Título da Revista

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Trabalho de conclusão de curso

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

Nesta pesquisa, abordei a Teoria Marxista da Dependência (TMD) e fundamentalmente as contribuições de Ruy Mauro Marini. Estudei suas categorias basilares: transferência de valor, divórcio entre a estrutura produtiva e a verdadeira necessidade das massas, e, em especial, a superexploração da força de trabalho. Realizei uma breve recapitulação histórica do desenvolvimento do subdesenvolvimento da América Latina e em especial do Brasil. A intenção era compreender a contribuição de Marini no século XX e desdobramentos no século XXI. Depois, estudei os pilares da superexploração da força de trabalho e seus efeitos deletérios na classe trabalhadora, suas relações com a transferência de valor e desgaste prematuro da força de trabalho. Visto isto, a intenção era responder sobre a atualidade (ou não) da manifestação da superexploração da força de trabalho e o que propriamente ela é. Logo depois, estudei suas diferenças com a teoria da interdependência de Fernando Henrique Cardoso (FHC) e ocorreu a necessidade de entender a superexploração pelo estudo do que ela não é. A partir daí busquei identificar se existiam (ou não) correlações entre o racismo e a superexploração da força de trabalho. Nesta pesquisa defendo as hipóteses: a superexploração é uma forma de compensar as transferências de valor e, ao mesmo tempo, é uma forma de aumentar o grau de exploração. E, também, defendo que a TMD traz contribuições essenciais ao entendimento da estrutura dos países dependentes e que a manutenção do racismo é de interesse do capitalismo.

Resumo (português)

In this research, I approached the Marxist Theory of Dependence (TMD) and fundamentally the contributions of Ruy Mauro Marini. I studied its basic categories: transfer of value, divorce between the productive structure and the real needs of the masses, and, in particular, the overexploitation of the workforce. I carried out a brief historical review of the development of underdevelopment in Latin America and especially in Brazil. The intention was to understand Marini's contribution in the 20th century and developments in the 21st century. Then, I studied the pillars of the overexploitation of the workforce and its deleterious effects on the working class, its relationship with the transfer of value and premature wear and tear of the workforce. Given this, the intention was to answer about the actuality (or not) of the manifestation of the overexploitation of the workforce and what it really is. Soon after, I studied its differences with Fernando Henrique Cardoso's (FHC) theory of interdependence and there was a need to understand overexploitation by studying what it is not. From there, I sought to identify whether there were (or not) correlations between racism and the overexploitation of the workforce. In this research, I defend the hypotheses: overexploitation is a way to compensate for value transfers and, at the same time, it is a way to increase the degree of exploitation. I also argue that TMD brings essential contributions to the understanding of the structure of dependent countries and that the maintenance of racism is in the interests of capitalism.

Resumo (espanhol)

En esta investigación, abordé la Teoría Marxista de la Dependencia (TMD) y fundamentalmente las contribuciones de Ruy Mauro Marini. Estudié sus categorías fundamentales: transferencia de valor, divorcio entre la estructura productiva y la verdadera necesidad de las masas y, en especial, la superexplotación de la fuerza de trabajo. Hice una breve recapitulación histórica del desarrollo del subdesarrollo de América Latina y en especial de Brasil. La intención era comprender la contribución de Marini en el siglo XX y desdoblamientos en el siglo XXI. Después, estudié los pilares de la superexplotación de la fuerza de trabajo y sus efectos deletéreos para la clase trabajadora, sus relaciones con la transferencia de valor y el desgaste prematuro de la fuerza de trabajo. Visto esto, la intención era responder sobre la actualidad (o no) de la manifestación de la superexplotación de la fuerza de trabajo y en qué propiamente consiste. Enseguida, estudié sus diferencias con la teoría de la interdependencia de Fernando Henrique Cardoso (FHC) y apareció la necesidad de entender la superexplotación por medio del estudio de lo que ésta no es. A partir de ahí, busqué identificar si existían (o no) correlaciones entre el racismo y la superexplotación de la fuerza de trabajo. En esta investigación defiendo las hipótesis: la superexplotación es una forma de compensar las transferencias de valor y, al mismo tiempo, es una forma de aumentar el grado de explotación. E, también, defiendo que la TMD trae contribuciones esenciales a la comprensión de la estructura de los países dependientes y que la manutención del racismo es de interés del capitalismo.

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Português

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