Estudos sistemáticos de biocompatibilidade e potencial osteogênico de membranas bioativas em coelhos machos

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data

2013-08-27

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

O latéx ou Borracha natural (BN) oriundo da seringueira possui diversas características que o tornam uma excelente biomaterial que favorece o crescimento e reparação de tecidos, pele e ossos. Porém, a maioria das pesquisas encontradas na literatura com membranas da BN utiliza mistura de diferentes clones ou conservantes químicos, a fim de evitar a coagulação da BN na coleta. Neste trabalho, comparou-se a BN proveniente de cinco clonos de seringueira, buscando identificar diferenças na biocompatibilidade e bioatividade, comparando métodos de coleta convencionais e sem utilização de conservantes, visando encontrar a BN ideal para produção de biomateriais. Após a coleta da BN, as membranas foram preparadas de forma asséptica e esterelizadas. Nos testes de biocompatibilidade in vitro, as membranas permaneceram em contato direto com as culturas por três períodos. E nos testes in vitro, as membranas foram implantadas no tecido subcutâneo de coelhos adultos machos. Os testes de bioatividade foram realizados por meio de implantes das membranas de BN com melhor desempenho nos testes de bioatividade, associado ao selante de fibrina em defeitos críticos no crânio de coelhos adultos. Os resultados apontam a biocompatibilidade das membranas de BN obtidos de todos os clones. Alguns induziram maior proliferação celular, sugerindo maior bioatividade. O método de coleta influenciou na resposta do biomaterial. Amostras conservdas com hidróxido de amônio apresentaram efeitos citotóxicos e genotóxicos em culturas e necrose, aumento de células inflamatórias nos tecidos implantados. As membranas testadas são bioativas e favoreceram a regeneração tecidual, apresentando um resultado superior ao PTFE. Os dois clones testados não apresentam diferenças na bioatividade. Concluímos que todos os clones são biocompatíveis...
The latex derived from rubber trees has several features that make it an excellent biomaterial to promote the growth and repair of tissues, skin and bones. Most research with latex membranes uses a mixture of different clones or chemical preservations in the collection process. In this study, we compared five clones of latex rubber, seeking to identify their diferences in bioactivity and biocompatibility in order to find a latex that is ideal for the production of biomaterials, as well to compare smapling methods with and without the use of preservatives. After collection, the latex membranes were prepaerd aseptically and sterilized. In the in vitro tests, the membranes remained in direct contact with crops for three periods. In the in vivo tests, the membranes were implanted subcutaneously in rabbits. The results indicated the biocompatibility of the membranes obatined from all clones. Some induced greater cell proliferation, suggesting greater bioactivity. Regarding the collection method, we found that the biomaterial samples preserved with ammonia showed cytotoxic and genotoxic effects in cultures, necrosis, and increased inflammatory cells inflammatory cells in tissues implanted. The membranes are bioactive and promote the tissue regeneration, an outcome superior to PTFE. The two clones tested did not show differences in bioactivity. We conclude that all clones are biocompatible and non-genotoxic. The two clones selected for bioactivity test not show significant in the bioactivity. The collection of BN without the use of preservatives is the most suitable for the production of biomaterials... (Complete abstract click electronic access below)

Descrição

Palavras-chave

Borracha, Latex, Biocompatibilidade, Membranas (Biologia), Materiais biomédicos, Rubber

Como citar

FLORIANO, Juliana Ferreira. Estudos sistemáticos de biocompatibilidade e potencial osteogênico de membranas bioativas em coelhos machos. 2013. 102 f. Tese (doutorado) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Ciências de Bauru, 2013.