A América Latina, de Manoel Bomfim, e Ariel, de José Enrique Rodó: ensaios de interpretação latino-americana

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Data

2011-01-13

Orientador

Cairo, Luiz Roberto Velloso

Coorientador

Pós-graduação

Letras - FCLAS

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Dissertação de mestrado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

A presente dissertação centra-se no estudo de A América Latina e Ariel, dois ensaios importantes no contexto latino-americano da passagem do século XIX para o século XX. Seus autores, o brasileiro Manoel Bomfim (1868-1932) e o uruguaio José Enrique Rodó (1871- 1917), revelam pontos de convergência e pontos de divergência ao longo de suas análises. Enquanto o primeiro se detém com maior atenção nas características e consequências da colonização ibérica em solo americano, o segundo se volta contra um possível processo de recolonização via Estados Unidos da América. Contudo, apesar dessa focalização distinta, ambos os autores tecem, em seus ensaios, relações de base antitética. Assim, Ariel/Caliban, para José Enrique Rodó, e os parasitas/parasitados, para Manoel Bomfim, são representações antagônicas que simbolizam alternativas desejáveis e indesejáveis para os povos latinoamericanos. O intuito inicial do trabalho é traçar uma breve apreciação biográfica dos autores, seguida de um exame da recepção crítica das obras, de uma análise das questões mais centrais de cada ensaio e, por fim, de uma investigação dos personagens simbólicos criados ao longo das narrativas. Com base nesse cotejo entre as obras, pretendemos compreender melhor o quanto elas contribuem para a construção identitária do imaginário latino-americano

Resumo (inglês)

The presented dissertation revolves around the study of A América Latina and Ariel, two important essays in the Latin American context of the passing of the nineteenth to the twentieth century. The writers of these essays, the Brazilian Manoel Bomfim (1868-1932) and the Uruguayan José Enrique Rodó (1871-1917), reveal convergence and divergence points all over their analysis. While the former dwells on the characteristics and consequences of the Iberian colonization in American ground, the latter turns against a possible process of resettlement via the United States of America. However in despite of this distinct focalization both writers draw, in their essays, antithetical-based relationship. Hence, Ariel/Caliban of Rodó and parasite/parasitized of Bomfim are antagonistic representations that symbolize desirable and undesirable alternatives for the peoples of the Latin America. The first purpose of the text is to draw a brief biographical appreciation of the authors, followed by an examination of the critical reception of their works, an analysis of the most central questions of each essay and, at last, an investigation about the symbolic characters created along the narratives. Based in the confrontation of the two texts, we shall understand better how much they contribute for the identity construction of the Latin American imaginary

Descrição

Idioma

Português

Como citar

SANTOS, Davi Siqueira. A América Latina, de Manoel Bomfim, e Ariel, de José Enrique Rodó: ensaios de interpretação latino-americana. 2011. 146 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e Letras de Assis, 2011.

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