A puella na elegia de Ovídio

dc.contributor.advisorPrado, João Batista Toledo [UNESP]
dc.contributor.authorVansan, Jaqueline [UNESP]
dc.contributor.institutionUniversidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.date.accessioned2021-09-15T16:08:41Z
dc.date.available2021-09-15T16:08:41Z
dc.date.issued2021-07-05
dc.description.abstractO gênero elegíaco latino, desenvolvido em Roma no século I a. C. e representado pelas obras supérstites de Tibulo, Propércio e Ovídio, caracterizava-se principalmente pela metrificação em dísticos elegíacos – estrofe que alternava um hexâmetro datílico (verso de seis pés métricos) e um pentâmetro datílico (verso de cinco pés métricos) – e pela temática lamentosa, que girava em torno da paixão de um eu elegíaco, nomeado como o próprio poeta, por uma jovem mulher, identificada por um nome grego e descrita, na maior parte das vezes, como perversa e corruptível. A puella, nesse sentido, é uma das personagens principais a povoar o mundo elegíaco, sendo com frequência associada, pela crítica do século XIX, a amantes reais daqueles que se dedicavam a cantá-las. Diferente dos demais elegíacos, cuja existência das amadas passou a ser questionada mais efetivamente a partir dos anos 1950, Ovídio parece fugir desse paradigma concebido pelos estudos biografistas ao não esconder a ficcionalidade da figura de sua amada em Amores, atribuindo a inclinação ao gênero de temática amorosa a uma imposição do deus Cupido e não à paixão avassaladora a uma jovem. O poeta originário de Sulmona também é responsável por trabalhar, de forma ampla, a elegia romana em perspectiva diferente da usual, nas Heroides, ao substituir voz poética masculina pela de mulheres míticas. Tendo em vista a relação das figuras femininas com a tendência ovidiana em variar, dentro daquilo que a tradição do gênero pregava, a elegia amorosa romana, a presente tese tem o objetivo de investigar, a partir de revisão bibliográfica e análise de poemas, a forma como Ovídio se vale da puella em suas composições e demonstrar como essa personagem torna-se importante elemento tanto para a celebração do ofício poético quanto para a exaltação do gênero elegíaco a domínios da literatura considerada mais elevada. Nesse sentido, constatam-se traços de metalinguagem, nos Amores, que identificam a puella, bem como o ardor por essa garota, com a própria elegia e a dedicação integral à produção dos dísticos. Ademais, observa-se, nas Heroides, a sobreposição de Ovídio, como autor implícito, ao eu elegíaco feminino, proveniente de fontes literárias elevadas, como a tragédia e a épica, que permite explorar a elegia em perspectivas pouco habituais, principalmente pela inversão de lugares comuns do gênero, e materializar o império do gênero elegíaco romano ao se fundir às tramas austeras.pt
dc.description.abstractThe Latin elegiac genre, developed in Rome in the 1st century BC and represented by the surviving works of Tibulus, Propertius and Ovid, was characterized mainly by the metrification in elegiac couplets – stanza that alternated a dactylic hexameter (a six-foot verse) and a dactylic pentameter (a five-foot verse) – and by the love theme, which revolved around the passion of a lyrical subject, named after the poet himself, for a young woman, identified by a Greek name and described, in most cases, as perverse and corruptible. The puella, thus, is one of the main characters to inhabit the elegiac world, often associated, by nineteenth-century critics, with real lovers of those who dedicated themselves to making poetry about them. Different from other elegiac poets, whose lovers’ existence started being questioned more effectively in the 1950’s, Ovid seems to escape from this paradigm conceived by biographist studies, by not hiding the fictionality of his beloved’s figure in Amores, attributing the inclination to the genre of love themes to an imposition of the god Cupid and not to the overwhelming passion for a young woman. The poet from Sulmona is also responsible for, in a broad way, working with the Roman elegy in a perspective that is different from the usual one in Heroides, by replacing the male poetic voice with that of mythical women. Considering the relationship of female figures with the Ovidian tendency to vary within the tradition preached by the Roman love elegy genre, this thesis aims to investigate, from a bibliographical review and analysis of poems, how Ovid makes use of the puella in his compositions and to demonstrate how this character becomes an important element both for the celebration of the poetic work and for the elevation of the elegiac genre to the domains of higher literature. In that regard, there are traces of metalanguage, in Amores, that identify the puella, as well as the ardor for this girl, with the elegy itself and the complete dedication to the production of couplets. Moreover, in Heroides, it is possible to observe Ovid’s overlapping, as an implicit author, with the female lyrical subject that comes from high literary sources, such as the tragedy and epic texts, which allows the exploration of the elegy in unusual perspectives, mainly due to the inversion of commonplaces of the genre, and the materialization of the empire of the Roman elegiac genre when merging with austere plots.en
dc.identifier.capes33004030016P0
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11449/214415
dc.language.isopor
dc.publisherUniversidade Estadual Paulista (Unesp)
dc.rights.accessRightsAcesso aberto
dc.subjectElegia amorosa romanapt
dc.subjectOvídiopt
dc.subjectPuellapt
dc.subjectAmorespt
dc.subjectHeroidespt
dc.subjectRoman love elegyen
dc.subjectOviden
dc.titleA puella na elegia de Ovídiopt
dc.title.alternativeThe puella in Ovid's Elegyen
dc.typeTese de doutorado
unesp.campusUniversidade Estadual Paulista (Unesp), Faculdade de Ciências e Letras, Araraquarapt
unesp.embargoOnlinept
unesp.examinationboard.typeBanca públicapt
unesp.graduateProgramEstudos Literários - FCLARpt
unesp.knowledgeAreaTeorias e crítica da literaturapt
unesp.researchAreaTeorias e crítica da poesiapt

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