Toxicidade residual de alguns agrotóxicos recomendado na agricultura sobre Neoseiulus californicus (McGregor) (Acari: Phytoseiidae)

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Data

2007-04-01

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Sociedade Brasileira de Fruticultura

Resumo

O objetivo do trabalho foi avaliar a toxicidade residual de alguns agrotóxicos utilizados em citros sobre Neoseiulus californicus (McGregor) em condições de laboratório. O método de bioensaio adotado foi o de contato residual. Folhas de citros da variedade Pêra, acondicionadas em arenas, foram pulverizadas em torre de Potter. A toxicidade residual dos produtos foi avaliada duas horas e 1; 3; 5; 7; 10; 14 e 21 dias após a aplicação. em cada arena, foram transferidas dez fêmeas adultas de N. californicus, juntamente com uma quantidade suficiente de Tetranychus urticae, como fonte de alimento. As avaliações de mortalidade foram realizadas 72 horas após a transferência dos ácaros para as arenas. Os agrotóxicos acrinathrin, deltamethrin, dinocap, enxofre, fenpropathrin, óxido de fenbutatin e propargite não causaram mortalidades significativas em adultos de N. californicus. Foram registradas mortalidades de 29,8; 24,0 e 34,1% para ácaros N. californicus expostos a resíduos de duas horas de idade de abamectim, azocyclotin e cyhexatin, respectivamente. Dicofol, pyridaben e chlorfenapyr causaram 100% de mortalidade aos ácaros predadores expostos aos resíduos tóxicos dos acaricidas, com duas horas de idade. Abamectin provocou mortalidade significativa por um período inferior a um dia. Resíduos dos acaricidas azocyclotin, cyhexatin, dicofol, pyridaben e chlorfenapyr provocaram mortalidades significativas por períodos de 1; 1; 10; 10 e 21dias, respectivamente. Os resultados obtidos no presente experimento servem de subsídio para a escolha adequada dos agrotóxicos a serem utilizados em pomares de citros nos quais N. californicus esteja presente ou naqueles em que o predador venha a ser liberado. Esses resultados também servem para a escolha do momento mais favorável para a liberação dos ácaros predadores dessa espécie no campo, após a aplicação de agrotóxicos nos pomares. Estudos conduzidos em condições de campo ainda são necessários para se compreender melhor o efeito desses agrotóxicos sobre o ácaro predador.
This study was carried out to evaluate the residual toxicity of some pesticides used in citrus orchards, on Neoseiulus californicus (McGregor) under laboratory conditions. The residual contact bioassay method was adopted. Citrus leaves of the variety Pêra were sprayed in a Potter tower. The products' residual toxicity was evaluated at two hours and 1, 3, 5, 7, 10, 14 and 21 days after treatment. Ten adult females of N. californicus were transferred to each arena together with an enough amount of Tetranychus urticae to feed the predator. Mortality evaluations were performed at 72 hours after transferring the predaceous mites to the arenas. The pesticides acrinathrin, deltamethrin, dinocap, sulphur, fenpropathrin, fenbutatin oxide and propargite did not cause significant mortalities to the adults of N. californicus. Abamectim, azocyclotin and cyhexatin caused mortalities of 29.8, 24.0 and 34.1%, respectively, for N. californicus adults exposed to two-hour pesticide residues. Dicofol, pyridaben and chlorfenapyr caused 100% of mortality to the predators exposed to the two-hour acaricide residues. Abamectin provoked significant mortalities for a period shorter than one day. Residues of azocyclotin, cyhexatin, dicofol, pyridaben and chlorfenapyr caused significant mortalities for periods of 1, 1, 10, 10 and 21 days, respectively. The results of this study provided basic information for choosing the adequate pesticides to be used in citrus orchards in which N. californicus is present, or in those the predator will be released. The results are also useful for the decision of the best releasing time for N. californicus in the field, after pesticide applications. Studies carried out in the field are still necessary to understand better the effect of these pesticides under the predaceous mite.

Descrição

Palavras-chave

predatory mite, Citrus, Biological control, sensibility to agrochemicals, Ácaro predador, Controle biológico, sensibilidade a agrotóxicos

Como citar

Revista Brasileira de Fruticultura. Sociedade Brasileira de Fruticultura, v. 29, n. 1, p. 85-90, 2007.