Resistência da madeira de várias espécies de eucalipto a organismos xilófagos e intemperismo após tratamento com ccb por substituição de seiva

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Data

2017-12-06

Orientador

Severo, Elias Taylor Durgante

Coorientador

Pós-graduação

Agronomia (Energia na Agricultura) - FCA

Curso de graduação

Título da Revista

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Tese de doutorado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

É cada vez maior a busca pelo uso coerente de florestas plantadas uma vez que a disponibilidade de espécies nativas de alta resistência biológica é cada vez mais escassa. O reflorestamento com eucalipto reduz os riscos de diminuição dos estoques de madeira nativa, porém, madeiras oriundas de reflorestamento tendem a apresentar durabilidade natural reduzida quando comparadas a algumas espécies de madeira nativa. Devido à sua origem natural, a madeira é bastante suscetível à degradação por agentes físicos, químicos ou biológicos sendo importante selecionar espécies alternativas, que sejam mais tolerantes a esses fatores, mas com boa tratabilidade química. A madeira exposta às intempéries sofre um processo complexo de decomposição física, química e mecânica denominado de fotodegradação. Contudo, dentre os agentes degradadores, os mais severos são de origem biológica onde se destacam fungos e cupins. Assim, objetivo desse estudo foi realizar a caracterização colorimétrica da madeira, avaliar a resistência natural a organismos xilófagos e ao intemperismo do cerne e do alburno de Eucalyptus spp. tratados com o produto CCB (Borato de cobre cromatado) com 2% de concentração de ingredientes ativos. Foram utilizadas 8 espécies de Eucalyptus spp. provenientes de um povoamento com 20 anos de idade, em um plantio localizado na Fazenda Experimental Lageado – UNESP – Botucatu, SP. Após o tratamento por substituição de seiva, os toretes foram processados mecanicamente para a obtenção de tábuas perfeitamente orientadas em relação aos anéis de crescimento. Foram realizados testes de resistência biológica do cerne, do alburno sem tratamento e do alburno tratado das madeiras de Eucalyptus spp. aos fungos Pycnoporus sanguineus e Gloeophyllum trabeum e ao cupim da madeira seca Cryptotermes brevis, de resistência ao intemperismo do material estudado, além da caracterização colorimétrica dos lenhos das madeiras das 8 espécies de eucalipto. Os resultados demonstram que para o teste de resistência biológica houve diferença entre os lenhos onde o alburno sem tratamento apresentou maior perda de massa (6,59% a 28,63%) que o cerne (entre 0,48% a 4,82%) e o alburno tratado (0,02% a 1,19%), para os dois fungos utilizados. As espécies E. camaldulensis, E. cloeziana e E. urophylla apresentaram maior resistência natural aos fungos G. trabeum e para o fungo P. sanguineus as espécies que apresentaram maior resistência natural foram E. camaldulensis, E. cloeziana e E. grandis. No teste da resistência ao cupim Cryptotermes brevis, não houve diferença significativa entre o cerne o alburno sem tratamento, sendo o alburno tratado mais resistente que os dois lenhos. As espécies E. torelliana, E. saligna e E. grandis apresentaram maior resistência natural ao cupim da madeira seca. Em relação à caracterização colorimétrica, não houve diferença significativa entre o cerne e o alburno sendo a madeira desses lenhos classificadas como amarelo avermelhado pois apresentam certa claridade e presença marcante do pigmento amarelo; o alburno tratado apresentou redução dos pigmentos vermelho e amarelo, tornando se mais esverdeada. No ensaio de resistência ao intemperismo verificou-se que o cerne e o alburno sem tratamento apresentaram redução do brilho e dos pigmentos amarelo e vermelho e o alburno tratado apresentou redução do brilho, aumento do pigmento vermelho e redução do pigmento amarelo, tornando-se mais amarronzada. As espécies C. citriodora e E. grandis foram as espécies mais resistentes à ação do intemperismo após 1200 horas de ensaio.

Resumo (português)

There is a growing search for the coherent use of planted forests since the availability of native species of high biological resistance is increasingly scarce. Reforestation with Eucalyptus reduces the risks of reduction native wood stocks. However, wood from reforestation tends to have reduced natural durability when compared to some native wood species. Due to its natural origin, wood is quite susceptible to degradation by physical, chemical or biological agents and it is important to select alternative species that are more tolerant to these factors but with good chemical treatability. The wood exposed to the elements goes through a process a complex process of physical, chemical and mechanical decomposition denominated photodegradation. However, among the agents of degradation, the most severe are of biological origin, and fungi and termites are the most important. Thus, the objective of this study was to evaluate the natural resistance to xylophagous organisms and to the weathering of the core and sapwood of Eucalyptus spp. treated with the product CCB (Chromate copper borate) with 2% concentration of active ingredients. Were used Eucalyptus spp. from a 20 years old settlement, at a planting located at the Experimental Farm Lageado - UNESP - Botucatu, SP. After the treatment by sap displacement method by radial transpiration, the logs were mechanically processed to obtain perfectly oriented boards in relation to the growth rings. Were done on biological resistance tests of the core, the untreated sapwood and the treated sapwood of the Eucalyptus spp. to the fungi Gloeophyllum trabeum and Pycnoporus sanguineus and to the wood dry termite Cryptotermes brevis; resistance to the weathering of the studied material and besides the colorimetric characterization of the different types of wood of the 8 species of Eucalyptus. The results showed that for the biological resistance test there was a difference between the woody areas where the untreated sapwood presented greater mass loss (6.59%to 28.63%) than the core (0.48% to 4.82%) and the treated sapwood (0.02% to 1.19%), for the two uses used. The species E. camaldulensis, E. cloeziana and E. urophylla presented greater natural resistance to the fungus G. trabeum and to P. sanguineus the species that presented the greatest natural resistance were E. camaldulensis, E. cloeziana and E. grandis. In the test of resistance to the termite Cryptotermes brevis, there was no significant difference between the core and the untreated sapwood, being the treated sapwood more resistant than the other woody areas. The species E. torelliana, E. saligna and E. grandis presented greater natural resistance to the dry wood termite. Regarding the colorimetric characterization, there was no significant difference between the core and the sapwood being the wood of these woody areas classified as reddish yellow because they present some clarity and marked presence of the yellow pigment. The preservative treatment promoted the reduction of the brightness increase of the red pigment and reduction of the yellow pigment, leaving the wood more brownish. In the test of resistance to weathering, it was verified that the core and the untreated sapwood presented reduction of the brightness and the yellow and red pigments and the treated sapwood presented reduction of the brightness, increase of the red pigment and reduction of the yellow pigment, becoming more brownish. The species C. citriodora and E. grandis were the species most resistant to the weathering action after 1200 hours of test

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Português

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