Isótopos estáveis na rastreabilidade de farinha de origem animal na alimentação de frangos de corte

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Data

2010-01-18

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Existe a possibilidade de se detectar a utilização de subprodutos de origem animal em dietas de frango de corte por meio da aplicação técnica dos isótopos estáveis de carbono e nitrogênio em seus tecidos. O presente trabalho tem como objetivo analisar sangue e penas, para detectar a presença de farinha de vísceras (FV) na alimentação de frangos de corte por meio da técnica dos isótopos estáveis de carbono (13C/12C) e nitrogênio (15N/14N) por espectrometria de massas. Foram utilizados 720 pintos de corte machos, Cobb, submetidos aos tratamentos: ração vegetal à base de milho e farelo de soja de 1 a 42 dias de idade; ração com 8% de farinha de vísceras de frango (FV) de 1 a 42 dias de idade; ração vegetal de 1 a 21 dias e ração com 8% de FV de 22 a 42 dias; ração vegetal de 1 a 35 dias e ração com 8% de FV de 36 a 42 dias; ração com 8% de FV de 1 a 21 dias e ração vegetal de 22 a 42 dias; ração com 8% de FV de 1 a 35 dias e ração vegetal de 36 a 42 dias. Foram colhidas amostras de penas do peito e de sangue de 4 aves/tratamentos aos 7, 14, 21, 28, 35 e 42 dias, as quais foram submetidas à análise isotópica. Para determinar o percentual estimado de participação da farinha de vísceras na composição desses tecidos, foi empregado o modelo de diluição isotópica de duas fontes e dois isótopos (13C e 15N) na formação do produto. Os dados obtidos pela análise isotópica foram submetidos à análise multivariada de variância (MANOVA). Conclui que a aplicação da técnica dos isótopos estáveis de carbono e nitrogênio em penas de frango de corte pode detectar a utilização de farinha de vísceras na alimentação de frangos de corte por um período de até 21 dias após a retirada desse ingrediente da dieta, ou após 21 dias da inclusão da FV na dieta. No caso do sangue, o período máximo para detecção do uso da farinha de vísceras na dieta...
Utilization of animal by-products in broilers diets can be detected by using the technique of the stable isotopes of carbon and nitrogen in their tissues. The present paper was aimed at detect the presence of poultry viscera meal (VM) in the diet of broilers, utilizing the technique of the stable isotopes of carbon (13C/12C) and nitrogen (15N/14N) by mass spectrometry, blood and feathers. We used 720 broiler chicks from Cobb, of treatments: vegetable diet based on corn and soybean meal from 1 -42 days old, diet with 8% poultry viscera meal from 1-42 days, vegetable diet 1-21 days and diet with 8% VM 22 -42 days, vegetable diet 1-35 days and diet with 8%VM 36-42 days, diet with 8%VM 1-21 days of vegetable diet and 22-42 days, diet with 8% VM 1 -35 days of vegetable diet and 36 -42 days. Samples were collected breast feathers and blood of 4 birds / treatment at 7, 14, 21, 28, 35 and 42 days, which were submitted to isotopic analysis. To determine the estimated percentage of participation of poultry meal in the composition of these tissues, we used the model of isotopic dilution of two sources and two isotopes (13C and 15N) in the formation of the product. The data obtained by isotopic analysis were submitted to multivariate analysis of variance (MANOVA) with the aid of the GLM procedure of SAS ® (SAS Institute, 2000). We conclude that the technique of stable isotopes of carbon and nitrogen in feathers of broiler can detect the use of poultry viscera meal (VM) in feed for broiler for a period of up to 21 days after removal of this ingredient diet or 21 days after the inclusion of VM in the diet. In the case of blood, the maximum period to detect the use of poultry viscera meal in the diet of broilers is lower, only 7 days for broilers in the initial creation, due to the high growth rate, and 14 days for broilers in stages of growth and end.

Descrição

Palavras-chave

Frango de corte, Isotopos, Nitrogenio, Carbono-13, Carbon-13, Certification, Nitrogen-15, Poultry viscera meal

Como citar

ARAÚJO, Priscila Cavalca de. Isótopos estáveis na rastreabilidade de farinha de origem animal na alimentação de frangos de corte. 2010. vi, 49 f. Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Botucatu, 2010.