Efeitos da pressão limite (25 cmH2O) e mínima de "selo" do balonete de tubos traqueais sobre a mucosa traqueal do cão

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data

2003-12-01

Orientador

Coorientador

Pós-graduação

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Sociedade Brasileira de Anestesiologia

Tipo

Artigo

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: As lesões da mucosa traqueal em contato com o balonete do tubo traqueal são proporcionais à pressão exercida pelo balonete e ao tempo de exposição. O objetivo foi estudar as eventuais lesões da mucosa do segmento traqueal em contato com o balonete do tubo traqueal insuflado com volume de ar suficiente para se obter pressão de "selo" ou com a pressão limite de 25 cmH2O, abaixo da pressão crítica de 30 cm de água para produção de lesão da mucosa traqueal. MÉTODO: Dezesseis cães foram submetidos à anestesia venosa e ventilação artificial. Os cães foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos de acordo com a pressão no balonete do tubo traqueal (Portex Blue-Line, Inglaterra): Gselo (n = 8) balonete com pressão mínima de "selo" para impedir vazamento de ar durante a respiração artificial; G25 (n = 8) balonete insuflado até obtenção da pressão de 25 cmH2O. A medida da pressão do balonete foi realizada por meio de manômetro digital no início (controle) e após 60, 120 e 180 minutos. Após o sacrifício dos cães, foram feitas biópsias nas áreas da mucosa traqueal adjacentes ao balonete e ao tubo traqueal para análise à microscopia eletrônica de varredura (MEV). RESULTADOS: A pressão média do balonete em G25 manteve-se entre 24,8 e 25 cmH2O e em Gselo entre 11,9 e 12,5 cmH2O durante o experimento. As alterações à MEV foram pequenas e não significantemente diferentes nos grupos (p > 0,30), mas ocorreram lesões mais intensas nas áreas de contato da mucosa traqueal com o balonete do tubo traqueal, nos dois grupos, em relação às áreas da mucosa adjacentes ou não ao tubo traqueal (p < 0,05). CONCLUSÕES: No cão, nas condições experimentais empregadas, a insuflação do balonete de tubo traqueal em volume de ar suficiente para determinar pressão limite de 25 cmH2O ou de "selo" para impedir vazamento de ar determina lesões mínimas da mucosa traqueal em contato com o balonete e sem diferença significante entre elas.

Resumo (espanhol)

JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: Las lesiones de la mucosa traqueal en contacto con el balón del tubo traqueal son proporcionales a la presión ejercida por el balón y al tiempo de exposición. La finalidad fue estudiar las eventuales lesiones de la mucosa del segmento traqueal en contacto con el balón del tubo traqueal insuflado con volumen de aire suficiente para obtener presión de "sello" o con la presión limite de 25 cmH2O, abajo de la presión crítica de 30 cm de agua para producción de lesión de la mucosa traqueal. MÉTODO: Diez y seis canes fueron sometidos a anestesia venosa y ventilación artificial. Los canes fueron distribuidos aleatoriamente en dos grupos de acuerdo con la presión en el balón del tubo traqueal (Portex Blue-Line, Inglaterra): Gsello (n = 8) balón con presión mínima de "sello" para impedir vaciamiento de aire durante la respiración artificial; G25 (n = 8) balón insuflado hasta la obtención de la presión de 25 cmH2O. La medida de la presión del balón fue realizada por medio de manómetro digital en el inicio (control) y después de 60, 120 y 180 minutos. Después del sacrificio de los canes, fueron hechas biopsias en las áreas de la mucosa traqueal adyacentes al balón y al tubo traqueal para análisis de microscopio electrónico de barredura (MEV). RESULTADOS: La presión media del balón en G25 se mantuvo entre 24,8 y 25 cmH2O y en Gsello entre 11,9 y 12,5 cmH2O durante el experimento. Las alteraciones a la MEV fueron pequeñas y no significantemente diferentes en los grupos (p > 0,30), pero ocurrieron lesiones más intensas en las áreas de contacto de la mucosa traqueal con el balón del tubo traqueal, en los dos grupos, en relación a las áreas de la mucosa adyacentes o no al tubo traqueal (p < 0,05). CONCLUSIONES: En el can, en las condiciones experimentales empleadas, la insuflación del balón de tubo traqueal en un volumen de aire suficiente para determinar presión limite de 25 cmH2O o de "sello" para impedir vaciamiento de aire, determina lesiones mínimas de la mucosa traqueal en contacto con el balón y sin diferencia significante entre ellas.

Resumo (inglês)

BACKGROUND and OBJECTIVES: Injuries of tracheal mucosa in contact with tracheal tube cuff is a function of cuff pressure and exposure time. This study aimed at analyzing injuries of tracheal mucosa in contact with tracheal tube cuff inflated to reach "seal" pressure or limit 25 cmH2O pressure, below critical 30 cmH2O, to prevent tracheal damage. METHODS: This study involved 16 dogs submitted to intravenous anesthesia and artificial ventilation. Dogs were randomly distributed into two experimental groups according to tracheal tube cuff pressure (Portex Blue Line, UK): Gseal (n = 8) cuff with minimum "seal" pressure to prevent air leakage during artificial ventilation; G25 (n=8) cuff inflated to 25 cmH2O. Cuff pressure was measured with a digital manometer at the beginning of the experiment (control) and 60, 120 and 180 minutes later. Animals were sacrificed and tracheal mucosa areas adjacent to the tracheal tube cuff were biopsed by scanning electronic microscopy (SEM). RESULTS: Mean cuff pressure was maintained between 24.8 and 25 cmH2O in G25 and between 11.9 and 12.5 cmH2O in Gseal. SEM changes were mild and not significantly different between groups (p > 0.30), with more severe injuries to tracheal areas in contact with the cuff as compared to areas adjacent or not to tracheal tube (p < 0.05). CONCLUSIONS: In dogs under our experimental conditions, tracheal tube cuff inflation to 25 cmH2O limit or to "seal" pressure to prevent air leakage has determined minor injuries to the tracheal mucosa in contact with tracheal tube cuff, without significant differences between groups.

Descrição

Idioma

Português

Como citar

Revista Brasileira de Anestesiologia. Sociedade Brasileira de Anestesiologia, v. 53, n. 6, p. 743-755, 2003.

Itens relacionados

Financiadores