Atividade citotóxica de amostras de própolis brasileira e cubana contra células tumorais humanas

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Data

2016-11-28

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Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

A própolis é um produto elaborado por abelhas a partir da matéria vegetal coletada ao redor da colmeia. Recentes pesquisas têm identificado o potencial terapêutico da própolis, tais como: antimicrobiano, antiviral, anti-inflamatório, antitumoral, cicatrizante, imunoestimulante, hepatoprotetor, entre muitos outros. Atualmente, muitos estudos que envolvem amostras de própolis de diferentes regiões têm focalizado a descoberta de candidatos promissores para o tratamento do câncer. Nesse sentido, o efeito antiproliferativo e citotóxico de amostras de própolis verde do Brasil (PB) e vermelha de Cuba (PC) foi avaliado em linhagens de células tumorais humanas de origem epitelial (A549, Hep-2, MDA-MB-231) e em células não tumorais (Vero) pelo ensaio com brometo de 3- (4,5-dimetil-2-tiazolil)-2, 5-difenil-2H-tetrazólio (MTT) e lactato desidrogenase (LDH). O mecanismo molecular envolvido na morte celular das linhagens tumorais como apoptose/necrose foi determinado por coloração fluorescente com laranja de acridina/brometo de etídio (LA/BE), diamidinofenilindol (DAPI), permeabilização da mitocôndria mediante alteração do potencial de membrana mitocondrial, e pela expressão dos genes pro-apoptóticos (TP53, CASP3, BAX, NOXA, PUMA, P21 e anti-apoptóticos (BCL2, BCL-XL) mediante transcrição reversa e reação em cadeia da polimerase (RTPCR). As células tumorais A549 e HEp-2 apresentaram redução significativa da viabilidade celular pela ação citotóxica de PB (IC50: 69,17 ± 11,28 μg/ml, IC50: 64,1 ± 14,6 μg/ml respectivamente). Esta amostra induziu morte celular por apoptose nas duas linhagens tumorais, evidenciado pela condensação da cromatina, alteração do potencial de membrana mitocondrial, aumento da expressão dos genes pro/apoptóticos e redução da expressão dos genes anti-apoptóticos. Referente à viabilidade da linhagem MDA MB- 231, esta não foi afetada pelo tratamento com PB. Os efeitos citotóxicos induzidos pela amostra PC nas linhagens HEp-2 e MDA MB-231 foram diferentes (IC50: 56,2 ± 9,2 μg/ml, IC50: 67,27 ± 12,8 μg/ml respectivamente). A morte celular por apoptose foi evidenciada na linhagem HEp-2 pela condensação da cromatina, aumento da expressão dos genes proapoptóticos, redução dos genes anti-apoptóticos, geração de espécies reativas do oxigênio e alteração do potencial de membrana mitocondrial. Porém, na linhagem MDA MB-231, foi evidenciada a morte celular por necrose com liberação da enzima LDH, Resumo geração de espécies reativas do oxigênio, afetação do potencial de membrana mitocondrial, interferência na migração celular, e redução da expressão dos genes proapoptóticos sem alteração das vias de sinalização PI3K/Akt ERK1/2. Nossos dados permitiram concluir que o efeito citotóxico e tipo de morte celular induzido pela própolis dependem da composição química, origem geográfica da amostra e fontes vegetais. Ainda são necessários estudos correlacionando a composição química com a atividade biológica, definindo cada tipo de própolis com a sua aplicação terapêutica para o tratamento de câncer.

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Palavras-chave

Própolis, Citotoxicidade, Apoptose, Necrose

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