Metodologia para quantificar ricina em sementes de mamona com o uso de Caenorhabditis elegans

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Data

2008-08-15

Orientador

Zanotto, Maurício Dutra
Auld, Dick

Coorientador

Pós-graduação

Agronomia (Agricultura) - FCA

Curso de graduação

Título da Revista

ISSN da Revista

Título de Volume

Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Tipo

Tese de doutorado

Direito de acesso

Acesso abertoAcesso Aberto

Resumo

Resumo (português)

A mamona pode ser utilizada para mais de 700 finalidades diferentes, porém a sua toxidez é o limitante principalmente para o uso restrito da torta originada após a extração do óleo. Para as análises utilizou-se um organismo com o modo de reação a medicamentos e toxinas semelhante ao ser humano, o nematóide Caenorhabditis elegans, o qual tem sido amplamente utilizado pela indústria farmacêutica. O trabalho teve inicio com ensaios preliminares os quais se utilizaram culturas de C. elegans. Estas foram expostas às toxinas que foram colocadas em pequenas cavidades no meio de cultura, porém, devido à falta de praticidade do método, à difícil leitura e sua degradação pela E. coli, passou-se a realizar os testes em placas de 24 poços transparentes contendo apenas água, o nematóide e a toxina. Os resultados mostraram que o teste utilizando placas de 24 poços para exposição do nematóide, e a extração feita através da homogeneização, seguida por banho-maria seguida por centrifugação se mostrou eficiente para medir a ricina sendo semelhantes aos obtidos pelos testes de radioimunodifusão e Elisa, testes bastante específicos, porém de custo mais elevado. O presente trabalho teve por objetivo desenvolver um bioensaio para quantificar a ricina tóxica da mamona, pois a relação entre as análises realizadas por diferentes métodos de quantificação existentes, nem sempre refletem a toxidez real, podendo ocorrer que sementes analisadas por estes métodos, apresentem menor teor de ricina, embora sejam mais tóxicas do que outras sementes que tenham maior teor de ricina quando analisada pelo método. Isto se deve aos métodos empregados que medem além da ricina o RCA Ricinus Communis Aglutimina, um composto menos tóxico do que a ricina pura.

Resumo (inglês)

The castor oil can be used to 700 different products but its toxicity limits mainly the use of the castor bean cake, the product you have after extract the oil. The present reseach developed a bioassay to quantify the ricin content on castor bean seed because the relationship between the analyses performed by different quantifying methods not always reflect the actual toxicity, witch can occur that seeds analysed by these methods have lower ricin levels although are more toxic than other seeds, because when it test not only the ricin but also the complex ricin + RCA Ricinus Communis Algutimin is measured and the RCA is less toxic than the pure ricin. That is why it was used an organism that has similarities in the way the human body reacts to drugs and toxin, choosing to use the Caenorhabditis elegans that has been used to the pharmaceutical industry. This assay started with preliminary assays using C. elegans colonies that were exposed to the toxins placed in small holes did in the media , but it was hard to read and the E. coli degradation, the method changed to the 24 well plates with water, nematode and the ricin. The results showed the method is efficient to measure ricin and very similar to the radio-imuno-diffusion and the Elisa, very specific tests, but expensive with some operational problems.

Descrição

Idioma

Português

Como citar

DEMANT, Carlos Alberto Rauer. Metodologia para quantificar ricina em sementes de mamona com o uso de Caenorhabditis elegans. 2008. viii, 48 f. Tese (doutorado) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu, 2008.

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