Análise das condições de saúde e de vida da população urbana de Botucatu, SP (Brasil): II - Conhecimentos e opiniões da população sobre sintomas de doenças, 1983

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Data

1989-06-01

Autores

Carandina, Luana [UNESP]
Magaldi, Cecília [UNESP]

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Editor

Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Saúde Pública

Resumo

Com objetivo de verificar o grau de informação da população urbana de Botucatu sobre questões de saúde, foram pesquisados conhecimentos e opiniões a respeito da freqüência e gravidade de treze sintomas e sinais de doenças, em 1.005 famílias amostradas. As respostas foram analisadas segundo idade, sexo, escolaridade e estrato sócio-econômico e mostraram tendência compatível com os conhecimentos da medicina científica. Na comparação dos sexos, por idade, as mulheres (adultas jovens) valorizaram mais do que os homens a freqüência e a gravidade da maioria dos sintomas. Os escores altos conferidos para a gravidade tenderam a diminuir com o aumento da escolaridade para todos os sintomas. Houve variações, entre os sintomas, na valorização da freqüência, de acordo com os estratos sócio-econômicos, com tendência à diminuição dos escores altos para gravidade, com o aumento do nível sócio-econômico. O grau de informação encontrado na população contraria o preconceito ainda existente na área médica, a respeito do conhecimento dos leigos. Foi levantada a hipótese de que a amostra estudada teve acesso a múltiplas fontes de informação, entre as quais a extensa rede local de serviços médicos.
It was verified the extent of the information of the urban population of Botucatu, SP (Brazil) on health questions. Knowledge and opinions about frequency and severity of thirteen symptoms and signs of disease were researched in 1005 families sampled. The answers were analyzed according to age, sex, level of education and socio-economic level. They showed a tendency compatible with scientific medical knowledge. In the comparison of the sexes, by age, (young adult) women gave more value to the frequency and seventy of most of the symptoms than men. The high scores observed for severity showed a tendency to decrease with the increasing level of education for all the symptoms. There were variations among the symptoms in the appreciation of frequency according to the socio-economic level, with a tendency to a decrease in the high scores related to severity, according to the increase in socio-economic level. The degree of information observed in the population contradicts the prejudice, still existing in the medical area, about laymen's lack of knowledge. The hypothesis that the sample studied had access to several sources of information, among them the extensive local network of medical sevices, is put forward.

Descrição

Palavras-chave

Conhecimentos, Doença (sinais e sintomas), Educação em saúde, Atitude frente à saúde, Fatores sócio-econômicos, Knowledge, Disease (signs and symptoms), Health education, Attitude to health

Como citar

Revista de Saúde Pública. Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, v. 23, n. 3, p. 196-206, 1989.