Efeito da estimulação táctil em um peixe territorial

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Data

2017-02-24

Autores

Bolognesi, Marcela Cesar [UNESP]

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Editor

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

Resumo

Peixes que apresentam relações de cooperação respondem a estimulação táctil (como massagens) reduzindo o estresse em uma interação entre cliente-limpador. Neste trabalho, nós testamos o efeito da estimulação táctil sobre a resposta ao estresse em um peixe territorial, a tilápia-do-nilo. Nós desenvolvemos um aparato formado de hastes verticais com cerdas de silicone nas laterais, que foi posicionado no meio do aquário, formando uma fileira de hastes. O peixe precisava passar pelas cerdas para acessar a comida (posicionada no lado oposto que o peixe se encontrava no aquário), recebendo assim a estimulação táctil. O estimulador foi eficiente, pois os peixes passaram espontaneamente pelo aparato na ausência de comida. Peixes isolados foram submetidos à estimulação táctil durante 7 dias e, em seguida, destinados a um dos dois tipos de estressor: não social (confinamento) e social (interação agressiva). Cada tratamento teve um controle sem o estimulador táctil. Após serem estressados os peixes aumentaram o número de atravessamentos pelas cerdas, que foi maior após o estresse social, sugerindo que eles buscaram pela estimulação táctil. Além disso, nós observamos que o número de iterações agressivas em duplas de machos diminuiu comparado ao controle. Entretanto, nós não observamos uma diminuição nos níveis de cortisol imediatamente após o estresse não social e social. Nós concluímos que a estimulação táctil aparentemente causa um efeito positivo no bem-estar de peixes territoriais reduzindo a motivação agressiva, mas não reduzindo a resposta imediata ao estresse.
Cooperative fish respond to tactile stimulation (like massage) by reducing stress in a cleanerclient interaction. In this work, we tested the effect of tactile stimulation on the stress response of a territorial fish, Nile tilapia. We developed an apparatus formed by vertical sticks with silicone bristles in their sides, which was positioned in the middle of the aquarium, forming a row of sticks. Fish had to pass through bristled sticks to access food (placed in the opposite location of the fish in the aquarium), thus receiving tactile stimulation. The stimulator was efficient because fish pass through the apparatus spontaneously after trials, i.e. in the absence of feed. Isolated fish were submitted to the tactile stimulation during 7 days and afterwards they were assigned to one out of 2 types of stressors: non-social (confinement) and social stress (aggressive interaction). Each treatment had a control without the stimulator apparatus. After being stressed, fish increased the number of crosses in between the bristles, which was higher after social stress, suggesting fish sought for tactile stimulation. In addition, we observed that the number of aggressive interactions in male pairs decreased when compared to control. However, we did not observe a decrease in plasma cortisol levels immediately after stress either for social or non-social stress treatment. We conclude that tactile stimulation does not have an immediate effect on stress, but it reduces aggression in males of Nile tilapia. Therefore, tactile stimulation seems to cause a positive effect in the welfare of territorial fish by reducing aggressive motivation, but not by reducing acute stress responsiveness.

Descrição

Palavras-chave

Bem-estar animal, Massagem, Cortisol, Confinamento, Comportamento social, Agressividade

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