321 Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal - SP, Volume Especial, E. 321-327, Outubro 2011 FIRMEZA DE CAQUI ‘GIOMBO’ SUBMETIDO À APLICAÇÃO PÓS-COLHEITA DE CLORETO DE CÁLCIO1 MARIA ROSA DE MORAES2, ROGÉRIO LOPES VIEITES3, ÉRICA REGINA DAIUTO4, NAGELA FARIAS MAGAVE PICANÇO 5 RESUMO - Este trabalho teve por objetivo avaliar o efeito da aplicação pós-colheita do cloreto de cálcio na firmeza de caquis ‘Giombo’, destanizados ou não. Os frutos foram colhidos manualmente com aproxi- madamente 50% da coloração verde, transportados para o Laboratório, onde foram selecionados, higieni- zados e imersos em água (T1= controle), e em solução de cloreto de cálcio, por 10 minutos, nas seguintes concentrações: T2 =0,5% CaCl2; T3 =1,0% CaCl2; T4 =2,0% CaCl2; e T5 =3,0% CaCl2. Em seguida, foram acondicionados em bandejas de poliestireno expandido, revestidas por filme plástico de polietileno de baixa densidade (PEBD). O armazenamento foi a 0 ºC e 85-90% UR, por 35 dias, com análise a cada 7 dias quanto à perda de massa, firmeza e atividade das enzimas poligalacturonase (PG) e pectinametilesterase (PME). Os frutos da testemunha do caqui não destanizado apresentaram, em média, a menor perda de massa e a maior manutenção da firmeza. Os frutos submetidos às diferentes concentrações de cálcio apresentaram as maiores atividades de PME no final do período de avaliação, sem diferença entre os tratamentos. Frutos não destani- zados apresentaram menores atividades de PG quando comparados aos destanizados. A aplicação do cloreto de cálcio não apresentou incremento positivo na manutenção da qualidade e da firmeza dos caquis ‘Giombo’. Termos para indexação: Diospyrus kaki ., destanização, poligalacturonase e pectinametilesterase. FIRMNESS OF ‘GIOMBO’ PERSIMMON SUBMITTED TO THE POSTHARVEST APPLICATION OF CALCIUM CHLORIDE ABSTRACT- The effect postharvest application of calcium chloride was evaluated about the firmness of ‘Giombo’ persimmon. The fruits were harvest manually with the fruit ripe middle and with approximately 50% of the green coloration. The fruits without adstringency and adstringent were immersed in water (T1 = it controls), and in solution of calcium chloride for 10 minutes. The evaluated concentrations were: T2 =0.5% CaCl2, T3 =1.0% CaCl2, T4 =2.0% CaCl2 and T5 =3.0% CaCl2. The fruits were packed in expanded polystyrene (EPS) trays, covered by low densidy polyethylene (LDPE) and stored under refrigeration to the 0ºC (85-90%UR%). It was evaluated the weight loss, firmness, polygalacturonase (PG) and pectinam- etylesterase (PME) enzymes activity. The persimmon control fruits with adstingency, presented, on aver- age, to smallest weigth loss and the largest firmness The fruits submitted to the concentrations of calcium presented the largest PME activities in the end of the evaluations without difference among the treatments. Fruits with adstingency showed smaller PG activities of PG when compared to without adstingency. Cal- cium chloride application didn’t showed positive increment in the quality maintenance of the firmness ‘Giombo’ persimmon. Index terms: Diospyrus kaki L., adstringency, polygalacturonase, pectinametylesterase 1Trabalho Sinfruit 088 - Simpósio Internacional de Fruticultura - Avanços na Fruticultura (17 a 21 Outubro) 1Projeto Financiado pela FAPESP e CNPQ; 2Mestranda FCA/UNESP-Botucatu- Bolsista FAPESP. E-mail: mrmoraes@fca.unesp.br 3Prof. Titular, docente do Departamento de Gestão e Tecnologia Agroindustrial da Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP-Botucatu. E-mail: vieites@fca.unesp.br 4Pós doutoranda no Curso Horticultura FCA/UNESP-Botucatu. E-mail: erdaiuto@uol.com.br 5Doutora pelo curso Energia na Agricultura da FCA/UNESP-Botucatu Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal - SP, Volume Especial, E. 321-327, Outubro 2011 322 M. R. MORAES et al. INTRODUÇÃO O caqui apresenta particularidades que garan- tem sua boa aceitação no mercado (SIMÃO, 1998) e dentre elas podem-se citar o excelente sabor, a aparência atraente e a elevada qualidade nutricional, pois é boa fonte de fibras, carboidratos (VASCON- CELOS, 2000), vitaminas e sais minerais (WRIGHT; KADER, 1997), além do fato de a cultura deste fruto apresentar extraordinária adaptação às condições edafoclimáticas brasileiras (PENTEADO, 1986). No entanto, sua colheita é concentrada em três meses do ano, sendo que este fato e a falta de informações consistentes de como armazenar e transportar os frutos, tornam-se fatores limitantes da expansão da cultura, acarretando perdas no final do processo produtivo bem como durante a comercialização do fruto (DONAZZOLO; BRACKMANN, 2002). Campo-Dall’Orto et al. (1996) classificam o caqui ‘Giombo’ como pertencente ao grupo de- nominado “variável”, que inclui frutos de polpa taninosa e de cor amarelada, quando sem sementes, e não taninosa, parcial ou totalmente, quando com uma ou mais sementes. Na ausência de sementes, os frutos preservam a adstringência mesmo quando amadurecidos, necessitando de um processo artificial para a remoção da adstringência. Este processo é denominado destanização. O maior inconveniente de se acelerar o processo de amadurecimento, para promover a destanização dos frutos, é a diminuição da vida de prateleira do produto (EDAGI;KLUGE, 2009). Geralmente, os frutos de caqui ‘Giombo’ são expostos ao vapor do álcool etílico, que é um método prático de destanização, mas segundo Antoniolli et al. (2000) o processo pode comprometer a firmeza da polpa, quando armazenado por períodos prolongados. A utilização de práticas que atrasem a colheita dos frutos e prolonguem o armazenamento, pode ser uma alternativa para aumentar a rentabilidade da cultura. Dentre estas práticas, pode-se citar a utilização de armazenamento refrigerado, que mantém a qualidade dos mesmos por curto espaço de tempo (CHITAR- RA; CHITARRA, 2005). Outras técnicas propostas para o caqui, se aliadas ao armazenamento sob baixa temperatura, podem ser benéficas, como a utilização da atmosfera controlada (VIDRIH et al., 1990), o uso de cera (BLUM et al., 2008), a aplicação pós- -colheita de 1-MCP (BRACKMANN et al. ,2003) e na pré-colheita de ácido giberélico (DANIELE et al., 2002). As pulverizações com cálcio, durante as fases de pré-floração, floração e crescimento das frutas, têm sido recomendadas como forma de reduzir os índices de abortamento floral, os distúrbios fisioló- gicos pós-colheita, a taxa respiratória, a produção de etileno e de preservar a firmeza da polpa (PEREZ et al.,1995). O cálcio apresenta a capacidade de retardar os processos de amadurecimento e senescência das frutas (SCALON et al.,1996), ao diminuir a taxa res- piratória e a produção de etileno, controlar distúrbios fisiológicos, manter a integridade e a funcionalidade das membranas celulares, além de manter a firmeza da fruta ao formar ligações entre pectinas ácidas da parede celular e lamela média (POOVAIAH, 1986; GLENN et al., 1988). O objetivo deste trabalho foi avaliar o efei- to do cálcio aplicado em pós-colheita, em caquis ‘Giombo’, destanizados ou não, no armazenamento dos frutos sob atmosfera modificada e refrigerada. MATERIAL E MÉTODOS Frutos de caqui ‘Giombo’ foram adquiridos na Fazenda Sacramento Agropastoril Ltda., de Avaré (SP), localizada à latitude 23º05’56”S, longitude 48º55’33”W e altitude de 780 metros, com precipi- tação anual de 1.500 a 1.700 mm ano-1, temperatura anual entre 20ºC e 24ºC e solo classificado como Latossolo Roxo ( terra estruturada, terra roxa latos- sólica). Os frutos foram colhidos manualmente, no estádio 3 de maturação, fruto meio maduro e com aproximadamente 50% da coloração verde, sendo este o melhor período para a colheita dos frutos (PI- CANÇO, 2009). Para destanização, os frutos foram colocados em caixas plásticas e acondicionados em câmara a 25 ºC por 48 horas, e durante este período ficaram expostos ao vapor de álcool etílico na con- centração de 6,6 mL.kg-1 fruto (80 mL/12kg). Os frutos destanizados, ou não, foram imersos em água (T1= controle), ou em solução de cloreto de cálcio por 10 minutos. As concentrações avaliadas foram: T2 =0,5% CaCl2; T3 =1,0% CaCl2; T4 =2,0% CaCl2, e T5 =3,0% CaCl2. Os frutos foram acondicio- nados em bandejas de poliestireno expandido, com duas unidades, embalados com filme de policloreto de vinila 0,020 mm e armazenados sob refrigeração a 0±1ºC (85±5%UR). Segundo Picanço (2009); esta é a temperatura mais indicada para o armazenamento dos frutos e umidade controlada (85-90%) por 35 dias e analisados a cada 7 dias. Os frutos foram avaliados quanto à perda de massa, firmeza e atividade da poligalacturonase e da pectinametilesterase. A perda de massa fresca foi obtida pela pesagem das embalagens em balança analítica, con- siderando a massa inicial de cada amostra, com os resultados expressos em percentagem. A firmeza foi determinada com auxílio do Texturômetro (STEVENS – LFRA Texture Analyser) 323 Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal - SP, Volume Especial, E. 321-327, Outubro 2011 FIRMEZA DE CAQUI ‘GIOMBO’ SUBMETIDO À APLICAÇÃO PÓS-COLHEITA DE... com penetração de 10 mm, à velocidade de 2,0 mm seg-1, utilizando-se de ponteiro TA 9/1000. O valor obtido para se determinar a textura em grama15 força por centímetro quadrado ((gf/cm2) é definido como a força máxima requerida para que uma parte do ponteiro penetre na polpa do produto. A atividade da poligalacturonase (PG) e a da pectinametilesterase (PME) foram respectivamente avaliadas pelo método proposto por Albersheim at al. (1974) e Ahmed & Labavitch (1980). Os resultados foram submetidos à análise de variância segundo esquema fatorial, e teste de Tukey para comparação múltipla entre as médias, ao nível de 5% . RESULTADOS E DISCUSSÃO Não se observou ocorrência de interação dupla significativa entre os fatores (doses x tem- po), mas foi observada interação entre os fatores isolados (Tabela 1). Os frutos destanizados, quando submetidos à aplicação de cloreto de cálcio a 1,0% e 2,0%, apresentaram as menores perdas de massa e, portanto, com o maior potencial de conservação que os submetidos a 0,5% de CaCl2. Ao longo do armazenamento observou-se que a perda de massa acumulada nos frutos foi linear, com perda de massa, média, de 0,36% ao dia, que resultou em perda total de 1,80% após 35 dias de ar- mazenamento, que são semelhantes aos encontrados por Blum et al. (2008), ou seja, perda de massa de 0,34% ao dia nos caquis tratados com emulsão de cera de carnaúba. Observou-se interação dupla entre os fatores estudados (doses x tempo), com perda de massa do caqui ‘Giombo’ não destanizado de 0,60% ao dia, em média, resultando em perda total de 2,99% no final do período (Tabela 2).Essas perdas não foram capazes de causar notáveis murchamento e/ou en- rugamentos nos frutos, que pudessem comprometer sua qualidade. Entre os tratamentos, verifica-se que os frutos da testemunha apresentaram as menores perdas de massa. A máxima perda de massa tolerada para o não aparecimento de murcha e/ou enrugamento da superfície oscila entre 5% e 10% , para a maioria dos produtos hortícolas frescos (FINGER;VIERA, 2002), indicando que as perdas de massa do caqui ‘Giombo’, se encontram dentro de intervalo aceitável. O armaze- namento refrigerado e a atmosfera modificada, criada nas embalagens, podem ter contribuído para este fato. Não se observou interação dupla significativa entre os fatores estudados (doses x tempo) para a firmesa dos frutos (Tabelas 3 e 4), sendo que, para os frutos destanizados, ela não foi influenciada por nenhum dos tratamentos estudados durante o período de armazenamento refrigerado, com valores osci- lando entre 580,8 – 690,4 gf/cm-2 (Tabela 3). Para os frutos não destanizados, observou-se diferença estatística para os fatores isolados, sendo que, no decorrer das avaliações, houve decréscimo linear na firmeza dos frutos em todos os tratamentos (Tabela 4). A testemunha apresentou o maior valor médio de firmeza, diferenciando-se significativamente dos demais tratamentos. Izumi e Watada (1994) e Antoniolli et al. (2003) também observaram que os tratamentos com CaCl2 (0,5% e 1,0%) não apresentaram efeito sobre a firmeza dos frutos. Este efeito pode ser atribuído à insuficiente absorção do cálcio pelo tecido, devido ao tempo de imersão, ou pela estrutura da polpa do fruto. Verificou-se aumento na atividade da PME em todos os tratamentos, com interação dupla sig- nificativa entre os fatores estudados (doses x dias), tendo como exceção o 7º dia de armazenamento para os frutos destanizados e do 14º dia para os não destanizados, quando se observou decréscimo nos valores (Tabelas 5 e 6), o qual se ao estádio de ma- turação dos frutos e pelo efeito da amostragem para este método de análise que é destrutivo. Verifica-se, de maneira geral, que a atividade da PME dos frutos aumentou até o 21º dia para os frutos da testemunha, enquanto nos submetidos a 1,0% e 2,0% de CaCl2 este aumento foi verificado no 28º dia, quando a atividade desta se reduziu sig- nificativamente (Tabela 5). Nos frutos destanizados e submetidos a 0,5% e 3,0% de CaCl2 , o aumento da PME foi maior que nos demais tratamentos, no último dia de avaliação, enquanto nos frutos não destanizados, esse aumento também foi observado nas mesmas concentrações. Acréscimos na atividade da PME dos frutos, durante o período de armazenamento, também foram observa- dos por Xisto et al.(2004) em goiabas cv. Pedro Sato submetidas ao tratamento hidrotérmico com cloreto de cálcio e armazenadas em condições ambientais. Cheftel e Cheftel (1992) citam que a função da PME no processo de amaciamento dos frutos é desmetilar o C6 de cada unidade de protopectina, possibilitando o reconhecimento pela PG. Portanto, a atividade da PME deve preceder à atividade da PG, no sentido de facilitar a atividade desta última. De acordo com esses autores, a PG teria maior afinidade pelo substrato linear, desesterificado, após a atuação da PME. Essa hipótese pode ser comprovada com os resultados deste experimento, em que a atividade da PME dos frutos destanizados se elevou no 14º dia de armazenamento, enquanto a atividade da PG só Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal - SP, Volume Especial, E. 321-327, Outubro 2011 324 mostrou aumento no 21º dia (Tabela 7). Os frutos não destanizados (Tabela 8) apresentaram menor atividade que os destanizados. A atividade da poligacturonase (PG) nos frutos não destanizados foi menor, com os maiores valores em 879,4 U.E.min-1.g-1 de tecido fresco, com exceção da testemunha que apresentou 1.005,8 U.E.min-1.g-1 de tecido fresco, quando comparado aos frutos destanizados (Tabelas 7 e 8). Considerando-se a firmeza dos caquis ‘Giom- bo’, destanizados ou não, submetidos à aplicação de CaCl2 (Tabelas 3 e 4), correlacionou-se com a atividade das enzimas pectinolíticas (PME e PG), indicando que, quanto maior a atividade das enzimas citadas menor a firmeza dos frutos, confirmando a hipótese de que há uma ação conjunta destas enzimas na transformação das substâncias pécticas durante o amadurecimento do caqui. TABELA 1 - Perda de massa em caqui ‘Giombo’, destanizado ou não, e submetido à aplicação de CaCl2 antes de serem armazenados a 0ºC e 85% UR. Trat Dias de armazenamento Média 7 14 21 28 35 Test 0,34±0,33 0,77±0,31 1,08±0,28 1,36±0,25 1,66±0,23 1,05ab±0,53 0,5% 0,30±0,15 1,11±0,49 1,45±0,57 1,72±0,58 2,05±0,59 1,33a±0,752 1,0% 0,13±0,01 0,53±0,03 0,93±0,08 1,28±0,12 1,66±0,14 0,91b±0,56 2,0% 0,33±0,18 0,70±0,18 0,97±0,17 1,28±0,18 1,66±0,19 0,98b±0,49 3,0% 0,40±0,40 0,82±0,39 1,16±0,38 1,57±0,38 2,02±0,37 1,19ab±0,67 Média 0,303C±0,23 0,789B±0,33 1,123B±0,35 1,446A±0,34 1,811A±0,34 Médias seguidas pela mesma letra, minúscula na coluna e maiúscula na linha, não diferem significativamente entre si, a 5% de pro- babilidade, pelo teste de Tukey. TABELA 2 - Perda de massa em caqui ‘Giombo’, destanizado ou não, e submetido à aplicação de CaCl2 antes de serem armazenados a 0ºC e 85±5% UR, por 35 dias. Trat Dias de armazenamento Média 7 14 21 28 35 Test 0,14aE±0,04 0,67cD±0,05 1,11eC±0,04 1,63cB±0,18 2,32eA±0,19 0,98±0,84 0,5% 0,14aE±0,01 0,79cdD±0,02 1,40dC±0,04 1,85cB±0,13 2,62dA±0,13 1,14±0,95 1,0% 0,14aE±0,03 1,03abD±0,10 1,84abC±0,13 2,89aB±0,04 3,80aA±0,16 1,65±1,39 2,0% 0,14aE±0,01 0,96bcD±0,05 1,77bcC±0,10 2,43bB±0,18 2,95cA±0,15 1,38±1,14 3,0% 0,14aE±0,02 1,26aD±0,10 2,08aC±0,07 2,83aB±0,20 3,24bA±0,25 1,63±1,23 Média 0,24±0,11 0,94±0,22 1,64±0,36 2,33±0,55 2,99±0,55 Médias seguidas pela mesma letra, minúscula na coluna e maiúscula na linha, não diferem significativamente entre si, a 5% de pro- babilidade, pelo teste de Tukey. TABELA 3 - Firmeza (gf cm-2) de caqui ‘Giombo’destanizado e submetido à aplicação de CaCl2, armaze- nados a 0±1ºC e 85±5% UR, por 35 dias. Trat Dias de armazenamento Média 0 7 14 21 28 35 Test 670,8±47 706,7±29 627,3±105 724,3±69 603,3±108 566,8±90 649,9±88 0,5% 670,8±47 554,8±43 756,2±88 662,7±25 568,5±60 616,7±217 638,3±1112 1,0% 670,8±47 652,3±103 720,7±97 610,2±20 605,8±60 703,8±76 660,6±76 2,0% 670,8±47 641±54 725,5±57 624,8±63 560,8±169 552,3±89 629,2±98 3,0% 670,8±47 734,8±81 622,3±65 682,8±99 565,7±120 635,2±145 651,9±99 Média 670,8AB±47 657,9AB±86 690,4A±91 661,0AB±67 580,8B±96 615AB±126 Médias seguidas pela mesma letra, minúscula na coluna e maiúscula na linha, não diferem significativamente entre si, a 5% de pro- babilidade, pelo teste de Tukey. M. R. MORAES et al. 325 Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal - SP, Volume Especial, E. 321-327, Outubro 2011 TABELA 4 - Firmeza (gf cm-2) de caqui ‘Giombo’não destanizado e submetido à aplicação de CaCl2, ar- mazenados a 0±1ºC e 85±5% UR, por 35 dias. Trat Dias de armazenamento Média 0 7 14 21 28 35 Test 830,6±95 755,5±82 740,3±77 635,2±99 633,5±123 495,3±151 684,3a±147 0,5% 830,6±95 663,7±73 762,7±60 508,3±155 278,3±75 218,5±172 514,7b±233 1,0% 830,6±95 681,7±61 657,7±99 614±308 303,8±59 198±109 518,7b±237 2,0% 830,6±95 739,8±50 738,5±36 483,3±286 322,3±267 99,2±74 506,7b±283 3,0% 830,6±95 701,5±50 532,5±297 401±261 459,8±106 385,8±88 522,9b±197 Média 830,6A±95 708,4A±65 686,3A±153 528,36AB±250 399,54B±204 291,32B±181 Médias seguidas pela mesma letra, minúscula na coluna e maiúscula na linha, não diferem significativamente entre si, a 5% de pro- babilidade, pelo teste de Tukey. TABELA 5 - Pectinametilesterase (UE.min-1.g-1 de tecido fresco) em caqui ‘Giombo’destanizado e submetido à aplicação de CaCl2, armazenados a 0±1ºC e 85±5% UR, por 35 dias. Trat Dias de armazenamento 0 7 14 21 28 35 Test 1343,4aD 838,7bcE 2524,5bB 3368,4aA 2648,2cB 1626,9cC 0,5% 1343,4aE 646,6cF 2029,9cD 2392,8bC 3120,8bB 5709,5aA 1,0% 1343,4aB 987,6bcC 818,4eD 1503,8dB 3296,2bA 1482,6cB 2,0% 1343,4aE 1264,7aE 2886,3aC 1828,9cD 3746,9aA 3108,9bB 3,0% 1343,4aC 841,0bcE 1110,8dC 1470,2dC 1909,7dD 5887,0aA Médias seguidas pela mesma letra, minúscula na coluna e maiúscula na linha, não diferem significativamente entre si, a 5% de pro- babilidade, pelo teste de Tukey. TABELA 6 - Pectinametilesterase (UE.min-1.g-1 de tecido fresco) em caqui ‘Giombo’não destanizado e submetido à aplicação de CaCl2, armazenados a 0±1ºC e 85±5% UR, por 35 dias. Trat Dias de armazenamento 0 7 14 21 28 35 Test 1339,8aB 1151,5cC 957,4cC 769,0cD 2486,4dAB 3211,1cA 0,5% 1339,8aB 2084,9aB 392,19dD 910,0cC 11869,2aA 11281,0aA 1,0% 1339,8aB 1850,5aB 2420,3bB 1034,8bB 3450,3cB 10433,6aA 2,0% 1339,8aB 1690,6bB 1069,36cC 2408,3aB 7393,0bA 8471,9bA 3,0% 1339,8aB 1276,9cB 4695,5aB 787,1bC 10433,6aA 11000,7aA Médias seguidas pela mesma letra, minúscula na coluna e maiúscula na linha, não diferem significativamente entre si, a 5% de pro- babilidade, pelo teste de Tukey. TABELA 7 - Poligalacturonase (UE.min-1.g-1 de tecido fresco) em caqui ‘Giombo’destanizado e submetido à aplicação de CaCl2, armazenados a 0±1ºC e 85±5% UR, por 35 dias. Trat Dias de armazenamento 0 7 14 21 28 35 Test 889aB±143 464,2abC±56 520,8aC±40 793,3bB±134 1494,6aA±81 1283,0aA±47 0,5% 889aA±143 484,8aB±59 327,1aB±61 923,7abA±13 1052,5bA±187 1044,8bA±46 1,0% 889aB 143 262,7bC±132 535,9aC±109 1011,9aA±45 705,2cBC±167 625,2cC±57 2,0% 889aA±143 456,3abB±57 530,1aB±97 1051,1aA±26 1106,8bA±64 1051,6bA±24 3,0% 889aA±143 483,2aB±56 540,1aB±95 1040,1aA±29 1108,5bA±64 1059,6bA±25 Médias seguidas pela mesma letra, minúscula na coluna e maiúscula na linha, não diferem significativamente entre si, a 5% de pro- babilidade, pelo teste de Tukey. FIRMEZA DE CAQUI ‘GIOMBO’ SUBMETIDO À APLICAÇÃO PÓS-COLHEITA DE... Rev. Bras. Frutic., Jaboticabal - SP, Volume Especial, E. 321-327, Outubro 2011 326 TABELA 8. Poligalacturonase (UE.min-1.g-1 de tecido fresco) em caqui ‘Giombo’não destanizado e subme- tido à aplicação de CaCl2, armazenados a 0±1ºC e 85±5% UR, por 35 dias. Trat Dias de armazenamento 0 7 14 21 28 35 Test 211,5aE±83 1005,8aA±9 501,8aCD±54 732,2aB±141 670,0aBC±61 426,8bD±93 0,5% 211,5aB±83 247,1cB±68 192,1bcB±51 489,9bA±135 561,1aA±52 442,7bA±10 1,0% 211,5aB±83 836,4bA±31 116,5cB±51 114,7cB±47 722,4aA±36 879,4aA±32 2,0% 211,5aC±83 337,2cB±33 346,3abB±79 73,7cC±65 268,0aB±60 552,1bA±35 3,0% 211,5aC±83 186,7cC±36 208,5bcC±99 442,4bA±97 384,4bAB±46 237,3cC±37 Médias seguidas pela mesma letra, minúscula na coluna e maiúscula na linha, não diferem significativamente entre si, a 5% de pro- babilidade, pelo teste de Tukey. CONCLUSÃO A aplicação do cloreto de cálcio não apre- sentou incrementos positivos na manutenção da qualidade pós-colheita do caqui ‘Giombo’. AGRADECIMENTOS À FAPESP e ao Conselho Nacional de De- senvolvimento Científico e Tecnológico. REFERÊNCIAS ANTONIOLLI, L. R.; BENEDETTI, B. C.; SOUZA, FILHO, M.de S. Efeito do cloreto de cálcio na quali- dade de abacaxi ‘Pérola’ minimamente processado. 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