4º Congresso de Extensão Universitária Meio Ambiente 241 - O SISTEMA DE COLETA SELETIVA DO CAMPUS DA UNESP SOROCABA Jonas Age Saide Schwartzman (Sorocaba, UNESP, Sorocaba), Sandro Donnini Mancini (Sorocaba, UNESP, Sorocaba), Alex Rodrigues Nogueira (Sorocaba, UNESP, Sorocaba), Dennis Alira Kagohara (Sorocaba, UNESP, Sorocaba), Fernando Salles Rosa (Sorocaba, UNESP, Sorocaba), Tatiane Real de Arruda (Sorocaba, UNESP, Sorocaba) - jonas_unesp@yahoo.com.br Introdução: A UNESP Sorocaba iniciou em 2004, um gerenciamento de seus resíduos com base na coleta seletiva, conscientização e incentivo à participação da população do campus. Para o funcionamento desta coleta, os funcionários da limpeza são responsáveis pela segregação e venda para comércio de sucatas dos materiais coletados. Objetivos: O objetivo desse trabalho é apresentar resultados do sistema de coleta seletiva da UNESP Sorocaba, com vistas a aprimorá-lo cada vez mais e tornar o campus um ponto de coleta de diferentes resíduos (como já é para óleo de fritura usada, pilhas e baterias), servindo de modelo para a sociedade. Métodos: Para que fosse possível o aprimoramento do gerenciamento dos resíduos, foi necessário um diagnóstico de seu funcionamento, onde levantou-se as principais falhas e aspectos do sistema que poderiam ser aprimorados. Resultados: Foi possível verificar a falta de estímulo por parte das funcionárias da limpeza, que estavam ganhando pouco dinheiro na venda dos materiais. Realizou-se então uma pesquisa de mercado entre vários comércios de sucatas, alcançando preços até 10 vezes maiores de compra dos resíduos. Os materiais vendidos são papel arquivo, papel misto, sucatas ferrosas, alumínio e PET. A primeira venda ocorrida no mês de julho gerou uma renda de cerca de R$100, 00 para as funcionárias a partir de 404 kg de materiais separados. Os plásticos (à exceção do PET) e vidros, gerados em pequena quantidade, são doados para catadores da região. Verificou-se a necessidade de um local fechado para armazenamento dos resíduos no campus, o que está sendo negociado. Em julho, cerca de 50 kg de pilhas e baterias – considerados perigosos- foram encaminhados para o tratamento adequado, pago pela empresa Flextronics International Tecnologia Ltda, parceira do campus. Estabeleceu-se um novo item à esta parceria e, a partir de julho, a empresa ficou responsável pela destinação adequada das lâmpadas fluorescentes descartadas (também consideradas resíduos perigosos) pelo campus, pagando pelo seu tratamento. Neste mês, foram coletadas 70 lâmpadas queimadas, sendo essa a previsão de geração mensal desse resíduo. Está em trâmite com a empresa e com a Cetesb, um estudo sobre a compostagem dos resíduos de restaurante e de jardim da Flextronics, que visa beneficiar a comunidade com o composto (espécie de adubo) gerado. A empresa Retióleo, também parceira da UNESP-Sorocaba, retirou em fevereiro de 2007 e encaminhou para a reciclagem 100 litros de óleo de fritura usado, sendo prevista a retirada de mais 100 litros até o final de agosto. Para a obtenção destes resultados, os alunos participaram ativamente do planejamento e execução do projeto relacionado a este trabalho, em especial do contato com todos os envolvidos, do campus ou não.