AVA LAVAVANV UNESP UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA o FACULDADE DE ENGENHARIA DE ILHA SOLTEIRA PÓS­GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA "DISSERTAção DE MESTRADO * * EMAGRONOMIA| í | j ! "Caracterização Física e Química de Diferentes Substratos: Influência na Produção de Mudas ' de Cróton (Codiaeum variegatum Blume) e Acalifa .: (Acalypha wilkesiana M. Arg.) ' Aluna: Cristiane Santos da Silva Souza ; Orientadora: Marlene Cristina AlvesDu e— = meo ns mp po aa omnes preto opor qe ces ameno o moi cmnos E)­ CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E QUÍMICA DE. DIFERENTES SUBSTRATOS: INFLUÊNCIA NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE CRÓTON (Codiacum variegatum Blume) E ACALIFA (Acalypha wilkesiana M. Arco.) CRISTIANE SANTOS DA SILVA SOUZA Dissertação apresentada à Faculdade de Engenharia ­ UNESP­ Campus de Ilha Solteira, como parte dos requisitos para a obtenção do título de MESTRE EM AGRONOMIA ­ Área de Concentração em Sistemas de Produção. ilnee. 040/3001 unoo6slo, 1210001190 UNESP­"CAMPUS DE ILHA SOLTEIRA" DATA DE CHEGASTA | DATA DE TANDO É o O ELO TOfls2:2.0:oIlha Solteira ­ SP rMarço de 2001 0aNS ­ 190 AÇÃO Gmrtor AAA cem 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 13 14 15 16 17 18 “Caracterização Física e Química de Diferentes Substratos: Influência na Produção de Mudas de Cróton Codiaeum variegatum Blume e Acalifa Acalypha wilkesiana M.Arg.” Cristiane Santos da Silva Souza DISSERTAÇÃO APRESENTADA À FACULDADE DE ENGENHARIA ­ CAMPUS DE ILHA SOLTEIRA — UNESP COMO PARTE DOS REQUISITOS PARA OBTENÇÃO DO TÍTULO DE MESTRE EM AGRONOMIA COMISSÃO EXAMINADORA: dale Cub BomProf? Drº Marlene Cristina Álves Orientador Klic0 2h” Profº Drº Kátia Christina Zuffelato Ribas > ! : Aihiaa ­ Prof. Dr. Vinício Martins do Nascimento Ilha Solteira — SP março de 2001 AAA cem 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 13 14 15 16 17 18 UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA "JÚLIO DE MESQUITA FILHO" FACULDADE DE ENGENHARIA CAMPUS DE ILHA SOLTEIRA CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E QUÍMICA DE DIFERENTES SUBSTRATOS: INFLUÊNCIA NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE CRÓTON (Codiaeum variegatum Blume) E ACALIFA (Acalypha wilkesiana M. Arg.). Cristiane Santos da Silva Souza Orientadora: Profº. Drº Marlene Cristina Alves Co­Orientadora: Profº. Dr? Regina Maria Monteiro de Castilho Dissertação apresentada à Faculdade de Engenharia ­ UNESP­ Campus de Ilha Solteira, como sendo parte das exigências para a obtenção do título de MESTRE EM AGRONOMIA ­ Área de Concentração em Sistemas de Produção. ILHA SOLTEIRA ­ SP Março de 2001 EV AVAVAY cem 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 5 6 7 EV AVAVAY unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 AGRADECIMENTO ESPECIAL ADEUS,pela vida As professoras Marlene Oristina Álves e Regina Maria incentivo durante estes anos e principalmente pela amizade, EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 AGRADECIMENTOS A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo ­ FALBESE pela concessão du bolsa de Mestrado, para que este trabalho pudesse ser desenvolvido: Ao fiveiro de Mudas da Trofetara Municipal de Tha Solteira À Faculdade de Engenharia de Ilha Solicira (FEIS) bela doação das estacas de Acalifes (Acalypha wilkesiana M: Arg). A Destilaria Boneiros S/A situada na cidade de Sud Menuccii ABA Dº Maria Aparecida Anselmo Tarcitano pela orientação e 0 auxílio na análise econômica. Aos funcionários Sr aciano Noguera dos Santos e Sr. Lildívino­ rbd: fi | Ferreira e ao amigo Hemerson Fernandes Calgaro que mesmo de longe deram ­me o apoio que muitas vezes precise, As amigas Reila Cristiane Álves do Amaral e Elza Regina Avanso Ureudn pel amizado carinho e compreensão para comigo durante a força e incentivo; A todos que direta e indiretamente contribuiram para a realização deste trabalho; meus sinceros agradecimentos. AAA 2 3 4 5 6 7 unesp ” 13 14 15 16 17 18 LISTA DE QUADROS LISTA DE FIGURAS RESUMO SUMMARY 1. INTRODUÇÃO 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1. Botânica 2.2. Conceitos e funções dos substratos 2.3. Fatores físicos e químicos que influenciam o enraizamento de estacas 2.4. Conceito sobre compostagem 2.5. Escolha adequada dos resíduos 2.6. Fatores que influem na compostagem 2.7. Controle da decomposição 2.8. Tempo de decomposição 2.9. Uso agronômico dos compostos orgânicos 3, MATERIAL E MÉTODOS 3.1. Local de execução da pesquisa 3.2. Material botânico 3.3. Preparação dos substratos 3.4. Delineamento experimental 3.5. Análises físicas e químicas 3.6. Produção de Mudas EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 3.7. Características das plantas avaliadas 3.8. Análise estatística 4.1. Temperatura dos materiais vegetais 4,2. Análises físicas dos materiais vegetais antes e após a compostagem, e dos substratos na proporção 2:1 ...iissso44 4.3. Análises químicas dos materiais vegetais antes e após a compostagem 4,4. Condutividade elétrica e pH em água dos materiais vegetais, antes e apÓS à COMPOStagem. .....visisissarseransesrsrassros 54 4.5. Análises químicas dos substratos 4.6. Determinação de carboidratos estruturais presentes nas estacas de cróton (Codiaeum variegatum Blume) e acalifa (AÁcalipha wilkesiana M. ATZ.)venoso.65 Características fenológicas da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) . Características fenológicas da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. ATZ.)essas76 . Número de estacas enraizadas, altura das plantas e número de folhas das espécies cróton (Codiaeum variegatum Blume) e acalifa (Acalypha wilkesiana M. ATg.). .evncccciiessa. 89 4.10. Custo de produção e avaliação econômica 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 6. CONCLUSÕES EV AVAVAY cem 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 LISTA DE QUADROS QUADRO 1 ­ Valores de fósforo (P­resina), matéria orgânica (M.O.), índice de acidez (pHCaCl,), potássio, cálcio, magnésio, acidez potencial (H+Al), alumínio (Al), soma de bases (SB), capacidade de troca de catiônica (CTC) e saturação por bases (V%) do solo utilizado e dos substratos na proporção ANA33 QUADRO 2 ­ Teores totais de micronutrientes presente no solo utilizado na composição dos substratos QUADRO 3 ­ Análise granulométrica do solo utilizado para a mistura com os materiais vegetais QUADRO 14 ­ Temperatura média dos materiais vegetais na profundidade de 15 cm, durante o período de outubro/99 a fevereiro/00 QUADRO 5 — Médias e tesde de Tukey para porosidade e densidade dos materiais vegetais antes processo compostagem QUADRO 6 ­ Médias e tesde de Tukey para espaço de ar na capacidade de campo (EArCc), da água retida na capacidade de campo (ARCc), do espaço poroso total (EPT) e da densidade dos materiais vegetais antes e após a compostagem. QUADRO 7 ­ Médias e tesde de Tukey para porosidade e densidade dos substratos na proporção material vegetal) QUADRO8 ­ Teor de água dos materiais vegetais antes e após a compostagem. ............... 50 EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 QUADRO 9 ­ Macronutrientes presentes nos materiais vegetais antes e após a COMPpPOStageMm......iiíviissss To:52 QUADRO 10 ­ Micronutrientes presentes nos materiais vegetais antes e após a COMPOStagem......iisuscnannsiss52 QUADRO 11 ­ Médias e teste de Tukey para a condutividade elétrica (CE) dos materiais vegetais, antes e após a COMPpOStagem. ....isiississans 54 QUADRO 12 ­ Médias e teste de Tukey para pH em água dos materiais vegetais, antes e após a COMPpOStagem........sicisa nc55 QUADRO 13 ­ Valores de fósforo (P­resina), matéria orgânica (M.O.), índice de acidez (PHCaCb), potássio, cálcio, magnésio, acidez potencial (H+AD), alumínio (AI), soma de bases (SB), capacidade de troca de catiônica (CTC) e saturação — por bases (V%) dos substratos na proporção 0ENOOOAAAA60 QUADRO 14 ­ Valores de análises químicas para solo + fibra de coco (2:1). .....aaaos 61 QUADRO 15 ­ Valores de análises químicas para solo + bagaço de cana­de­açúcar QUADRO 16 ­ Valores de análises químicas para solo + acículas de Pinus (2:1). .....aÀoo 63 QUADRO 17 ­ Valores de análises químicas para solo + casca de arroz carbonizada QUADRO 18 ­ Valores da matéria seca (MS%) a 105ºC, hemicelulose (%), lignina (%) e celulose (%) das estacas das espécies ornamentais Cróton (Codiaeum variegatum Blume) e Acalifa (Acalipha wilkesiana M. ÁTS.),cn Tt65 EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 QUADRO 19 — Teste F, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para número de brotações da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos QUADRO 20 — Médias, teste de Tukey e diferenças mínimas significativas para Peso fresco das brotações da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos UADRO 21 ­ Médias, teste de Tukey e diferenças mínimas significativas paraç peso seco das brotações da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos QUADRO 22 ­ Médias, teste de Tukey e diferenças mínimas significativas para comprimento da raiz da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos. ....iisissicsaaa 70 QUADRO 23 ­ Médias, teste de Tukey e diferenças mínimas significativas para números de raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro Substratos. .....isss:71 QUADRO 24 ­ Médias, teste de Tukey e diferenças mínimas significativas para peso fresco das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos QUADRO 25 ­ Teste F, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para peso seco das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos QUADRO 26 ­ Teste F, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para peso fresco das estacas da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos. ......icissiaanaaaos 74 EV AVAVAY 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 QUADRO 27 QUADRO 28 ­ QUADRO 29 QUADRO 30 QUADRO 31 QUADRO 32 ­ Médias, teste de Tukey e diferenças mínimas significativas para peso seco das estacas da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos Teste F, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para relação peso da matéria seca da raiz/peso da matéria seca da parte aérea (R/PA) da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos ­ Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para número de brotações da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) cultivada em quatro SUbStratoS. ..icarsesesssaaararas asas asas aavessere vers serasassrasaaHos T7 Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para peso fresco das brotações da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) cultivada em quatro SUDbStIratos. ..iissssssrarsaeraraaraaerrcrereraeaerea re sesessssos asas aca aaNaos 79 Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para peso seco das brotações da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana : cultivada em substratos Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para comprimento da raiz da espécie acalifa (Acalypha wilkesina M. Arg.) cultivada em quatro SUbStratoS. ...iisissisrrrsrsssrsanreraraererrasreraeesaseara cessasans Caatea Mera traaaNTDos 82 EV AVAVAY 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 xiil QUADRO Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para números de raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) cultivada em quatro substratos QUADRO Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para peso fresco das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) cultivada em quatro SUbStratosS. ...vissiiasse o:84 QUADRO Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para peso seco das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) cultivada em quatro ES9 Lo os é 1º 70X NONO85 QUADRO Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para peso fresco das estacas da espécie acalifa (Acalypha wilkesianma M. Arg.) cultivada em quatro SUbStratoS....iisissressrsseasssascaseresaasarerarsrsrsrsrs aaaaranaos 86 QUADRO Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para peso seco das estacas da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) cultivada em quatro SUbStratoS. ...iissssssssrcsaserrassererssassesasaaSavers sans 87 QUADRO Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para relação peso da matéria seca da raiz/peso da matéria seca da parte aérea (R/PA) da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) cultivada em quatro substratos EV AVAVAY cem 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 QUADRO 39 — Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para número de estacas enraizadas das espécies ornamentais acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) e cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivadas em quatro substratos por um período de 120 dias. ....iisisnasnc:90 QUADRO 40 ­ Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para altura das mudas das espécies ornamentais acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) e cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivadas em quatro substratos QUADRO 41 ­ Teste F, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para número de folhas das espécies ornamentais acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) e cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivadas em quatro Substratos.......isisraoo92 QUADRO 42 ­ Estimativa de custo de produção de cróton (Codiaeum variegatum Blume) utilizando o substrato composto por fibra de coco, em Ilha Solteira ­ SP, Janeiro 2001 QUADRO 43 ­ Estimativa de custo de produção de cróton (Codiaeum variegatum Blume) utilizando o substrato composto por bagaço de cana­de­açúcar, em Ilha Solteira janeiro QUADRO 44 ­ Estimativa de custo de produção de cróton (Codiaeum variegatum Blume) utilizando o substrato composto por acículas de Pinus, em Ilha Solteira ­ SP, janeiro 2001 EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 QUADRO 45 ­ Estimativa de custo de produção de cróton (Codiaeum variegatum Blume) utilizando o substrato composto por casca de arroz carbonizada, em Ilha Solteira­SP, janeiro 2001 QUADRO 46 ­ Indicadores de produção, preços e rentabilidade da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro tipos de substratos, em Ilha Solteira ­ SP, em janeiro de 2001 QUADRO 47 ­ Indicadores de produção, preços e rentabilidade da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) cultivada em quatro tipos de substratos, em Ilha Solteira ­ SP, emJaneiro de 2001 EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 ­ Aspecto geral da espécie ornamental Acalypha wilkesiana M. Arg. (acalifa, crista­de­peru, rabo­de­mMacaco)......isicnnnaos FIGURA 2 ­ Aspecto geral da espécie ornamental Codiaeum variegatum Blume (cróton, louro­variegado, folha­imperial). ..cscscsnn cenas FIGURA 3 ­ Aspecto geral do material vegetal fibra de coco FIGURA 4 ­ Aspecto geral do material vegetal bagaço de cana­de­açúcar. ....iissssciaos 31 FIGURA 5 ­ Aspecto geral do material vegetal acículas de Pinus FIGURA 6 ­ Aspecto geral do material vegetal casca de arroz carbonizada.........elÍÂnlo 32 FIGURA 7 ­ Aspecto geral do substrato composto por solo + fibra de coco na proporção 2:11. ..iissisas Na33 FIGURA 8 ­ Aspecto geral do substrato composto por solo + bagaço de cana­de­ açúcar na proporção 2:1...iNo34 FIGURA 9 ­ Aspecto geral do substrato composto por solo + acículas de Pinus na proporção 2:1. .cvisisaa:34 FIGURA 10 ­ Aspecto geral do substrato composto por solo + casca de arroz carbonizada na proporção 2:1...iincsnnni35 FIGURA 11 ­ Aspecto geral das estacas ornamentais logo após a implantação do EXPETIMENtO. ....iiissnossa:39 EV AVAVAY 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 FIGURA 12 ­ Umidade dos materiais vegetais antes e após a compostagem FIGURA 13 ­ Condutividade elétrica e umidade dos materiais vegetais antes da COMPOStagemM......viisis NO.58 FIGURA 14 ­ Condutividade elétrica e umidade dos materiais vegetais após a COMPOStagem.....isisis 59 FIGURA 15 ­ Condutividade elétrica e pH dos materiais vegetais antes da COMPOStagem......isisiss TN59 FIGURA 16 ­ Condutividade elétrica e pH dos materiais vegetais após a COMPpPOStagem......ív2isssnao.60 FIGURA 17 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 30 dias, cultivada em substrato a base de fibra de coco........... 113 FIGURA 18 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 30 dias, cultivada em substrato a base de bagaço de Cana­de­açúcar...isso.113 FIGURA 19 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 30 dias, cultivada em substrato a base de acículas de VU a1777A DESA114 FIGURA 20 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 30 dias cultivada em substrato a base de casca de arroz Carbonizada....iissssaarrerraseeseanssreraeerascesssecissasanaaos 114 FIGURA 21 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 30 dias, cultivada em substrato à base de fibra de coco. ............. 115 EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 Xviil FIGURA 22 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 30 dias, cultivada em substrato à base de bagaço de cana­ de­açÚCar.....vcississ 115 FIGURA 23 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 30 dias, cultivada em substrato à base de acículas de Pinus FIGURA 24 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 30 dias, cultivada em substrato a base de casca de arroz Carbonizada....iicrraraasrraeeereaeraeasraarecassrrraarercraaçeros 116 FIGURA 25 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 60 dias, cultivada em substrato a base de fibra de coco......... 117 FIGURA 26 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 60 dias, cultivada em substrato a base de bagaço de Cana­de­açúCar.....cssiseniiii To.118 FIGURA 27 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 60 dias, cultivada em substrato a base de acículas de PINUS.vera raeeaseserereaararaanToss 119 FIGURA 28 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 60 dias, cultivada em substrato a base de casca de arroz Carbonizada.....iisenniecsarasrresreseserrseraaaaranaaoos 120 FIGURA 29 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 60 dias, cultivada em substrato a base de fibra de coco. ............. 121 EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 FIGURA 30 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 60 dias, cultivada em substrato a base de bagaço de cana­ de­açÚCar.....iisssismsasa 122 FIGURA 31 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 60 dias, cultivada em substrato a base de acículas de Pinus FIGURA 32 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 60 dias, cultivada em substrato a base de casca de arroz Carbonizada. ...issararesassesosasasararserereaareararaaaros 123 FIGURA 33 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 120 dias, cultivada em substrato a base de fibra de (a! oTo!oDENSO124 FIGURA 34 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 120 dias, cultivada em substrato a base de bagaço de Cana­de­açúcar. ...visisss sn124 FIGURA 35 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 120 dias, cultivada em substrato a base de acículas de PINUS.censo.125 FIGURA 36 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 120 dias, cultivada em substrato a base de casca de arroz carbonizada....iinasasssrercseraesesesesrseecessarersaasaaraniadaass 125 FIGURA 37 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 120 dias, cultivada em substrato a base de fibra de coco. ........... 126 EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 XX FIGURA 38 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 120 dias, cultivada em substrato a base de bagaço de cana­ de­açúÚcar.....isssssasn NT127 FIGURA 39 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 120 dias, cultivada em substrato a base de acículas de FIGURA 40 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 120 dias, cultivada em substrato a base de casca de arroz Carbonizada. ...iissrrararasraraaaereas129 FIGURA 41 ­ Aspecto geral das mudas de cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 120 dias de cultivo. ..iscossonscnnisnao. 130 FIGURA 42 ­ Aspecto geral das mudas de acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 120 dias de cultivo....is0cissiesniiii ao.131 EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E QUÍMICA DE DIFERENTES SUBSTRATOS: INFLUÊNCIA NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE CRÓTON (Codiaeum variegatum Blume) E ACALIFA (Acalypha wilkesiana M. Arg.) AUTORA: Cristiane Santos da Silva Souza ORIENTADORA: Profº Dr? Marlene Cristina Alves CO­ORIENTADORA: Profº Drº Regina M. M. de Castilho RESUMO O presente trabalho teve como principal objetivo a avaliação das características físicas e químicas de diferentes substratos, bem como a sua influência na produção de mudas de Cróton (Codiaeum variegatum Blume) e Acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.). O experimento foi conduzido na área aonde estão localizados os Departamentos de Ensino da Agronomia, da Faculdade de Engenharia, Campus de Ilha Solteira — SP, da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” ­ UNESP. Foram utilizadas estacas de Codiaeum variegatum Blume e de Acalypha wilkesiana M. Arg. A produção de mudas foi conduzida em casa de vegetação sob condições ambientais controladas. Utilizou­se, de cada espécie, um total de 600 estacas, com 15 cem de comprimento, sendo que as mesmas foram colocadas para enraizar em quatro substratos (solo + acículas de Pinus; solo + bagaço de cana­de­açúcar; solo + casca de arroz carbonizada e solo + fibra de coco), contendo as mesmas proporções (2:1). As estacas foram plantadas em saquinhos plásticos próprios para mudas com capacidade de 1 litro. A umidade foi mantida a 80% da capacidade de campo de cada substrato. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado com 5 repetições. Realizaram­ se análises físicas e químicas dos substratos antes e após a implantação das culturas, bem como a determinação de carboidratos estruturais das estacas. Coletaram­se dados referentes ao número de brotos, peso fresco e peso seco das brotações, comprimento das raízes, número de raízes, peso fresco e peso seco das raízes, peso fresco e peso seco das estacas e ainda, a relação peso da matéria seca da raiz / peso da matéria seca da parte aérea (R/PA) aos 30, 60 e 120 dias. Aos 120 dias EV AVAVAY 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 xXXxil coletaram­se informações referentes a altura das plantas e número de folhas e número de estacas enraizadas. Os resultados foram analisados através de análise de variância e teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade para comparação das médias. Realizou­se também o cálculo do custo operacional. Através dos resultados obtidos pode­se concluir que: quanto às características físicas os substratos estudados possuem comportamentos semelhantes; com relação às características químicas, ficou evidente que o substrato à base de acículas de Pinus apresenta valores que estão mais próximos do ideal para um substrato de cultivo, considerando­se as propriedades avaliadas; quanto à porcentagem de enraizamento para a espécie cróton, o substrato à base de bagaço de cana­de­açúcar e casca de arroz carbonizada, propiciaram uma maior taxa de enraizamento (82,00%, 75,33%, respectivamente); com relação a porcentagem de enraizamento para a espécie acalifa, o substrato à base de fibra de coco e acículas de Pinus, propiciaram uma maior e igual taxa de enraizamento (100,00%). Quanto ao custo operacional, este variou de R$ 84,82 (casca de arroz carbonizada) a R$ 117,82 (bagaço de cana­de­ açúcar) para ambas as espécies avaliadas. Palavras­chave: Acalypha wilkesiana M. Arg, Codiaeum variegatum Blume, estacas, enraizamento, substrato, custo operacional de produção. EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 XXI PHYSICAL AND CHEMICAL CHARACTERIZATION OF DIFFERENT MEDIA: INFLUENCE ON THE CUTTINGS PRODUCTION OF CRÓTON (Codiaeum variegatum Blume) AND ACALIFA (Acalypha wilkesiana M. Arg.) AUTHOR: Cristiane Santos da Silva Souza SUPERVISOR: Profº Drº Marlene Cristina Alves CO­SUPERVISOR: Profº Drº Regina M. M. de Castilho SUMMARY This work had as main objective the evaluation of physical and chemical characteristics of different media, as well as its influence on the cuttings production of Cróton (Codiaeum variegatum Blume) and Acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.). The cuttings production was carried out in a green house under controlled environmental conditions. A total of 600 cuttings, with 15 cm of length, of each species were used. These cuttings were rootings in four medias (soil + acículas of Pinus, soil + sugarcane trash, soil + carbonized peel of rice and soil + coconut fiber) with the same proportion (2:1). The cuttings were driven in plastic sacks with 1 liter of capacity. The humidity was maintained at 80% of the field capacity of each medium. The used experimental delineation was the entirely casual, composed of five repetitions. Physical and chemical analysis were carried out before and after the cultures implantation as well as the determination of structural carbohydrates of the cuttings. Data was collected referring to the number of sprouts, fresh weight and dry weight of the sprouts, root length, number of roots, fresh weight and dry weight of the roots, fresh weight and dry weight of the cuttings, and the relation between the weight of the dry matter of the root and the weight of the dry matter of the aerial part (R/PA) to the 30, 60 and 120 days. After 120 days information about the height of the plants and the number of leaves and rooted cuttings was collected. The results were analyzed through variance analysis and test of Tukey at the level of 5% of probability for comparison of the averages. The operational cost was also carried out. Through the results it could be concluded that: with relation to the physical characteristics the studied media presented similar behavior; with regard to the EV AVAVAY 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 xxiv chemical characteristics it was evident that the acículas of Pinus presented values closer to the ideal for a cultivation media; concerning to the rooting percentage for Cróton species, the sugarcane trash and the carbonized peel of rice media, propitiated a bigger rooting rate ( 82.00% and 75.33% respectively ); concerning to the rooting percentage for Acalifa species, the coconut fiber and acículas of Pinus media provided a bigger rooting rate ( 100.00% for both of them ). The operational cost varied from R$ 84.82 (carbonized peel of rice) to R$ 117.82 (sugarcane trash) for both evaluated species. Keywords: Acalypha wilkesiana M. Arg, Codiaeum variegatum Blume, cuttings, rooting, medium, operacional cost of production. EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E QUÍMICA DE DIFERENTES SUBSTRATOS: INFLUÊNCIA NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE CRÓTON (Codiaceum variegatum Blume) E ACALIFA (Acalypha wilkesiana M. Are.) CRISTIANE SANTOS DA SILVA SOUZA Dissertação apresentada à Faculdade de Engenharia ­ UNESP­ Campus de Ilha Solteira, como parte dos requisitos para a obtenção do título de MESTRE EM AGRONOMIA ­ Área de Concentração em Sistemas de Produção. Ilha Solteira ­ SP Março de 2001 EV AVAVAY cem 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E QUÍMICA DE DIFERENTES SUBSTRATOS: INFLUÊNCIA NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE CRÓTON (Codiaeum variegatum Blume) E ACALIFA (Acalypha wilkesiana M. Arg.) CRISTIANE SANTOS DA SILVA SOUZA DISSERTAÇÃO APRESENTADA À FACULDADE DE ENGENHARIA CAMPUS DE ILHA SOLTEIRA ­ UNESP ­ COMO PARTE DOS REQUISITOS PARA A OBTENÇÃO DO TÍTULO DE MESTRE EM AGRONOMIA COMISSÃO EXAMINADORA: Profº. Dr? Marlene Cristina Alves Orientadora Prof. Dr. Vinício Martins do Nascimento Profº. Drº Kátia Christina Zuffellato­Ribas Ilha Solteira ­ SP Março de 2001 EV AVAVAY 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA "JÚLIO DE MESQUITA FILHO" FACULDADE DE ENGENHARIA CAMPUS DE ILHA SOLTEIRA CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E QUÍMICA DE DIFERENTES SUBSTRATOS: INFLUÊNCIA NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE CRÓTON (Codiaeum variegatum Blume) E ACALIFA (Acalypha wilkesiana M. Arg.). Cristiane Santos da Silva Souza Orientadora: Profº. Dr? Marlene Cristina Alves Co­Orientadora: Profº. Drº Regina Maria Monteiro de Castilho Dissertação apresentada à Faculdade de Engenharia ­ UNESP­ Campus de Ilha Solteira, como sendo parte das exigências para a obtenção do título de MESTRE EM AGRONOMIA ­ Área de Concentração em Sistemas de Produção. ILHA SOLTEIRA ­ SP Março de 2001 EV AVAVAY cem 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 5 6 7 EV AVAVAY unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 AGRADECIMENTO ESPECIAL ADEUS,pela vida, As professoras Martene Oristina Álves e Regina Marta incentivo durante estes anos e principalmente pela amizade. EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 AGRADECIMENTOS À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo ­ PFALESE, pela concessão da bolsa de Mestrado, para que este trabalho pudesse ser desenvolvido Ao oco de Mudas da EPofíitara Municipal & Tha Joleira A Destilaria Poneiros SIA situada na cidade de Sud Menuceii pela doaçãodo bagaço de cana­de­açúcar: ABoAfDº Maria Aparecida Anselmo Tarcitano­pelau orientação e 0­auxílio na análise econômica. Aos funcionários Sr. Otaciano­ Noqguera dos Santos e Sr. Lirldivino Ao Sr João Tosué Barbosa pela colaboração nas referências pib fas | Ferreira e ao amigo Hemersorn Fernandes Calgaro que mesmo de longe deram ­me o apoio que muitas vezes precisei, As amigas FHeila Oristiane Álves do Amaral e Elza Regina Avanso Uranla pata amizado carinho e compreensão para comigo durante A todos que direta e indiretamente contribuíram para a realização AAA 2 3 4 5 6 7 unesp ” 13 14 15 16 17 18 LISTA DE QUADROS LISTA DE FIGURAS RESUMO SUMMARY 1. INTRODUÇÃO 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1. Botânica 2.2. Conceitos e funções dos substratos 2.3. Fatores físicos e químicos que influenciam o enraizamento de estacas 2.4. Conceito sobre compostagem 2.5. Escolha adequada dos resíduos 2.6. Fatores que influem na compostagem 2.7. Controle da decomposição 2.8. Tempo de decomposição 2.9. Uso agronômico dos compostos orgânicos 3. MATERIAL E MÉTODOS 3.1. Local de execução da pesquisa 3.2. Material botânico 3.3. Preparação dos substratos 3.4. Delineamento experimental 3.5. Análises físicas e químicas 3.6. Produção de Mudas EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 3.7. Características das plantas avaliadas 3.8. Análise estatística 3.9. Análise econômica 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1. 42. 43. 4.4. 4.5. 4.6. Temperatura dos materiais vegetais Análises físicas dos materiais vegetais antes e após a compostagem, e dos substratos na proporção 2:1cisco.44 Análises químicas dos materiais vegetais antes e após a compostagem Condutividade elétrica e pH em água dos materiais vegetais, antes e apÓS à COMPOStagem. ....isisssiia.54 Análises químicas dos substratos Determinação de carboidratos estruturais presentes nas estacas de cróton (Codiaeum variegatum Blume) e acalifa (Acalipha wilkesiana M. ATg.).css65 Características fenológicas da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) . Características fenológicas da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M.ATZ.)am sean aesso. 76 .9. Número de estacas enraizadas, altura das plantas e número de folhas das espécies cróton (Codiaeum variegatum Blume) e acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.).hei89 4.10. Custo de produção e avaliação econômica 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 6. CONCLUSÕES 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 8. ANEXOS EV AVAVAY 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 LISTA DE QUADROS QUADRO 1 ­ Valores de fósforo (P­resina), matéria orgânica (M.O.), índice de acidez (pHCaCl,), potássio, cálcio, magnésio, acidez potencial (H+Al), alumínio (AÍ), soma de bases (SB), capacidade de troca de catiônica (CTC) e saturação por bases (V%) do solo utilizado e dos substratos na proporção 2loose33 QUADRO 2 ­ Teores totais de micronutrientes presente no solo utilizado na composição dos substratos QUADRO 3 ­ Análise granulométrica do solo utilizado para a mistura com os materiais vegetais QUADRO 4 ­ Temperatura média dos materiais vegetais na profundidade de 15 cm, durante o período de outubro/99 a fevereiro/00 QUADRO 5 — Médias e tesde de Tukey para porosidade e densidade dos materiais vegetais antes Ô processo compostagem QUADRO 6 ­ Médias e tesde de Tukey para espaço de ar na capacidade de campo (EArCc), da água retida na capacidade de campo (ARCc), do espaço poroso total (EPT) e da densidade dos materiais vegetais antes e após a compostagem. QUADRO 7 ­ Médias e tesde de Tukey para porosidade e densidade dos substratos na proporção material vegetal) QUADRO 8 ­ Teor de água dos materiais vegetais antes e após a compostagem. ............... 50 EV AVAVAY cem 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 QUADRO 9 ­ Macronutrientes presentes nos materiais vegetais antes e após a COMPpPOStagem. ....ississsa52 QUADRO 10 ­ Micronutrientes presentes nos materiais vegetais antes e após a COMPOStagem......ivssisia52 QUADRO 11 ­ Médias e teste de Tukey para a condutividade elétrica (CE) dos materiais vegetais, antes e após a COMPpOStagem......isisisisssos 54 QUADRO 12 ­ Médias e teste de Tukey para pH em água dos materiais vegetais, antes e após à COMPpOStagem.......isiissiao.55 QUADRO 13 ­ Valores de fósforo (P­resina), matéria orgânica (M.O.), índice de acidez (PpHCaCLb)), potássio, cálcio, magnésio, acidez potencial (H+AJI), alumínio (AI), soma de bases (SB), capacidade de troca de catiônica (CTC) e saturação — por bases (V%) dos substratos na proporção 2:1 Cecosoconenereocaococenaee secesneessseocesseoscevecocodoces senao pescas asocascacencascesaesssasaracasssnasccsscaso 60 QUADRO 14 ­ Valores de análises químicas para solo + fibra de coco (2:1). ssa, 61 QUADRO 15 ­ Valores de análises químicas para solo + bagaço de cana­de­açúcar QUADRO 16 ­ Valores de análises químicas para solo + acículas de Pinus (2:1). ha63 QUADRO 17 ­ Valores de análises químicas para solo + casca de arroz carbonizada QUADRO 18 ­ Valores da matéria seca (MS%) a 105ºC, hemicelulose (%), lignina (%) e celulose (%) das estacas das espécies ornamentais Cróton (Codiaeum variegatum Blume) e Acalifa (Acalipha wilkesiana M. PENSEAA65 EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 QUADRO 19 — Teste F, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para número de brotações da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos QUADRO 20 — Médias, teste de Tukey e diferenças mínimas significativas para Peso fresco das brotações da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos QUADRO 21 ­ Médias, teste de Tukey e diferenças mínimas significativas para peso seco das brotações da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos QUADRO 22 ­ Médias, teste de Tukey e diferenças mínimas significativas para comprimento da raiz da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos. ....issseno.70 QUADRO 23 ­ Médias, teste de Tukey e diferenças mínimas significativas para números de raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos. ......iisaa71 QUADRO 24 ­ Médias, teste de Tukey e diferenças mínimas significativas para peso fresco das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos QUADRO 25 ­ Teste F, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para peso seco das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos QUADRO 26 ­ Teste F, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para peso fresco das estacas da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos. .......0isciisaaaçoo 74 EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 QUADRO 27 ­ QUADRO 28 ­ QUADRO 29 QUADRO 30 QUADRO 31 QUADRO 32 Médias, teste de Tukey e diferenças mínimas significativas para peso seco das estacas da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos Teste F, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para relação peso da matéria seca da raiz/peso da matéria seca da parte aérea (R/PA) da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro substratos ­ Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para número de brotações da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) cultivada em quatro SUbStratos. ...iirrrrrrasseerresasaessaraesraeseaserrar VeLreraaeresareraanoos T7 Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para peso fresco das brotações da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) cultivada em quatro SUbStratos....iisssrersasressrassessaaerasaraessreerenrerarrresarererareraesaaeraceraaaress 79 Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para peso seco das brotações da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. cultivada em substratos Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para comprimento da raiz da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) cultivada em quatro SUbStratosS. ...iiaserssecssrresssrsec rsrsrsrsrs ease araras arasereaaNars 82 EV AVAVAY 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 QUADRO 33 ­ Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para números de raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) cultivada em quatro substratos QUADRO Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para peso fresco das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesianma M. Arg.) cultivada em quatro SUbStratoS. ....i0siasarsssssaserrssaerraarerreesrerasrererrcessrsss essaseseea Les aaraneeas 84 QUADRO Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para peso seco das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) cultivada em quatro E$9 [9 é de Lo RNA85 QUADRO Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para peso fresco das estacas da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) cultivada em quatro SUbDStratos. ....i0sisiissssasarrrareraaarasvrraaerr saaeveseaaaanass 86 QUADRO Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para peso seco das estacas da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) cultivada em quatro SUbStratos. ...iisasrssrssressreraseraressesrerarrasaareroaerearesareverrccaraareaaaÃos 87 QUADRO Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para relação peso da matéria seca da raiz/peso da matéria seca da parte aérea (R/PA) da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) cultivada em quatro substratos EV AVAVAY cem 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 QUADRO 39 — Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para número de estacas enraizadas das espécies ornamentais acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) e cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivadas em quatro substratos por um período de 120dias...90 QUADRO 40 ­ Médias, teste de Tukey, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para altura das mudas das espécies ornamentais acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) e cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivadas em quatro substratos QUADRO 41 ­ Teste F, coeficiente de variação e diferenças mínimas significativas para número de folhas das espécies ornamentais acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) e cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivadas em quatro Substratos.......isisci a92 QUADRO 42 ­ Estimativa de custo de produção de cróton (Codiaeum variegatum Blume) utilizando o substrato composto por fibra de coco, em Ilha Solteira ­ SP, Janeiro 2001 QUADRO 143 ­ Estimativa de custo de produção de cróton (Codiaeum variegatum Blume) utilizando o substrato composto por bagaço de cana­de­açúcar, em Ilha Solteira janeiro QUADRO 44 ­ Estimativa de custo de produção de cróton (Codiaeum variegatum Blume) utilizando o substrato composto por acículas de Pinus, em Ilha Solteira ­ SP, janeiro 2001 EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 QUADRO 45 ­ Estimativa de custo de produção de cróton (Codiaeum variegatum Blume) utilizando o substrato composto por casca de arroz carbonizada, em Ilha Solteira­SP, janeiro 2001 QUADRO 46 ­ Indicadores de produção, preços e rentabilidade da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) cultivada em quatro tipos de substratos, em Ilha Solteira ­ SP, em janeiro de 2001 QUADRO 47 ­ Indicadores de produção, preços e rentabilidade da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) cultivada em quatro tipos de substratos, em Ilha Solteira ­ SP, em janeiro de 2001 EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 ­ Aspecto geral da espécie ornamental Acalypha wilkesiana M. Arg. (acalifa, crista­de­peru, rabo­de­mMacaco)......cisiaos5 FIGURA 2 ­ Aspecto geral da espécie ornamental Codiaeum variegatum Blume (cróton, louro­variegado, folha­imperial)....iisccssennene nas6 FIGURA 3 ­ Aspecto geral do material vegetal fibra de coco FIGURA 4 ­ Aspecto geral do material vegetal bagaço de cana­de­açúcar. .....viaaaaçaoo 31 FIGURA 5 ­ Aspecto geral do material vegetal acículas de Pinus FIGURA 6 ­ Aspecto geral do material vegetal casca de arroz carbonizada. .....cljliiinaoos 32 FIGURA 7 ­ Aspecto geral do substrato composto por solo + fibra de coco na proporção 2:1. ..iisar ro33 FIGURA 8 ­ Aspecto geral do substrato composto por solo + bagaço de cana­de­ açúcar na proporção 2:1....iissicr a34 FIGURA 9 ­ Aspecto geral do substrato composto por solo + acículas de Pinus na proporção2:11...34 FIGURA 10 ­ Aspecto geral do substrato composto por solo + casca de arroz carbonizada na proporção 2:1....iscis a:35 FIGURA 11 ­ Aspecto geral das estacas ornamentais logo após a implantação do EXPETIMENtO. ...vcvciscssss ao39 EV AVAVAY cem 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 xXvil FIGURA 12 ­ Umidade dos materiais vegetais antes e após a COompostagem.......iss£aos 52 FIGURA 13 ­ Condutividade elétrica e umidade dos materiais vegetais antes da COMPOStagem.....ivssssissss No:58 FIGURA 14 ­ Condutividade elétrica e umidade dos materiais vegetais após a COMPOSIagem......iirsiisssss aa:59 FIGURA 15 ­ Condutividade elétrica e pH dos materiais vegetais antes da COMPOStagem. ....iisisss Na.59 FIGURA 16 ­ Condutividade elétrica e pH dos materiais vegetais após a COMPOStagem.......iisisss ss60 FIGURA 17 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 30 dias, cultivada em substrato a base de fibra de coco........... 113 FIGURA 18 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 30 dias, cultivada em substrato a base de bagaço de Cana­de­açúcar. ...ivissssssiiisaaa 113 FIGURA 19 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 30 dias, cultivada em substrato a base de acículas de PINUS.veses114 FIGURA 20 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 30 dias cultivada em substrato a base de casca de arroz Carbonizada.... ii arascreasrecasaraaaesananaos 114 FIGURA 21 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 30 dias, cultivada em substrato à base de fibra de coco. ............. 115 EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 XViil FIGURA 22 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 30 dias, cultivada em substrato à base de bagaço de cana­ de­açúÚCar....issssss ans115 FIGURA 23 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 30 dias, cultivada em substrato à base de acículas de Pinus FIGURA 24 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 30 dias, cultivada em substrato a base de casca de arroz CarboniZada. ....iceeaeseraeereaseeraerrraaaaao 116 FIGURA 25 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 60 dias, cultivada em substrato a base de fibra de coco......... 117 FIGURA 26 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 60 dias, cultivada em substrato a base de bagaço de Cana­de­açúÚCar.....icssss o.118 FIGURA 27 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 60 dias, cultivada em substrato a base de acículas de USA 1717 K SONO119 FIGURA 28 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 60 dias, cultivada em substrato a base de casca de arroz CarboniZzada.....icissssaraeaassarecrssresessaresaaanenos 120 FIGURA 29 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 60 dias, cultivada em substrato a base de fibra de coco. ............. 121 EV AVAVAY cem 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 FIGURA 30 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 60 dias, cultivada em substrato a base de bagaço de cana­ de­açÚCar....isissnasno: 122 FIGURA 31 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 60 dias, cultivada em substrato a base de acículas de Pinus 122 FIGURA 32 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 60 dias, cultivada em substrato a base de casca de arroz Carbonizada....iisaaeraresserersssrsesssarara aaacaaranos 123 FIGURA 33 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 120 dias, cultivada em substrato a base de fibra de COCO.«iss rasa arraaees erre resases essas eeNCe Ses a ara assa NAT CIanas 124 FIGURA 34 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 120 dias, cultivada em substrato a base de bagaço de Cana­de­açúcar. ...iisisisna ss124 FIGURA 35 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 120 dias, cultivada em substrato a base de acículas de PINUS.seararasaven araasa a Care See sra aaa ICaTanTas 125 FIGURA 36 ­ Aspecto geral das raízes da espécie cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 120 dias, cultivada em substrato a base de casca de arroz carbonizada FIGURA 37 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 120 dias, cultivada em substrato a base de fibra de coco. ........... 126 EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 FIGURA 38 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 120 dias, cultivada em substrato a base de bagaço de cana­ de­açÚCar.....vsssisssssssa 127 FIGURA 39 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 120 dias, cultivada em substrato a base de acículas de FIGURA 40 ­ Aspecto geral das raízes da espécie acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 120 dias, cultivada em substrato a base de casca de arroz Carbonizada....iisso129 FIGURA 41 ­ Aspecto geral das mudas de cróton (Codiaeum variegatum Blume) aos 120 dias de cultivo....iscsicaooo 130 FIGURA 42 ­ Aspecto geral das mudas de acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.) aos 120 dias de cultivo. ..iscsscinoninie131 EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 CARACTERIZAÇÃO FÍSICA E QUÍMICA DE DIFERENTES SUBSTRATOS: INFLUÊNCIA NA PRODUÇÃO DE MUDAS DE CRÓTON (Codiaeum variegatum Blume) E ACALIFA (Acalypha wilkesiana M. Arg.) AUTORA: Cristiane Santos da Silva Souza ORIENTADORA: Profº Dr? Marlene Cristina Alves CO­ORIENTADORA: Profº Drº Regina M. M. de Castilho RESUMO O presente trabalho teve como principal objetivo a avaliação das características físicas e químicas de diferentes substratos, bem como a sua influência na produção de mudas de Cróton (Codiaeum variegatum Blume) e Acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.). O experimento foi conduzido na área aonde estão localizados os Departamentos de Ensino da Agronomia, da Faculdade de Engenharia, Campus de Ilha Solteira — SP, da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” ­ UNESP. Foram utilizadas estacas de Codiaeum variegatum Blume e de Acalypha wilkesiana M. Arg. A produção de mudas foi conduzida em casa de vegetação sob condições ambientais controladas. Utilizou­se, de cada espécie, um total de 600 estacas, com 15 cm de comprimento, sendo que as mesmas foram colocadas para enraizar em quatro substratos (solo + acículas de Pinus; solo + bagaço de cana­de­açúcar; solo + casca de arroz carbonizada e solo + fibra de coco), contendo as mesmas proporções (2:1). As estacas foram plantadas em saquinhos plásticos próprios para mudas com capacidade de 1 litro. A umidade foi mantida a 80% da capacidade de campo de cada substrato. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado com 5 repetições. Realizaram­ se análises físicas e químicas dos substratos antes e após a implantação das culturas, bem como a determinação de carboidratos estruturais das estacas. Coletaram­se dados referentes ao número de brotos, peso fresco e peso seco das brotações, comprimento das raízes, número de raízes, peso fresco e peso seco das raízes, peso fresco e peso seco das estacas e ainda, a relação peso da matéria seca da raiz / peso da matéria seca da parte aérea (R/PA) aos 30, 60 e 120 dias. Aos 120 dias EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 XXil coletaram­se informações referentes a altura das plantas e número de folhas e número de estacas enraizadas. Os resultados foram analisados através de análise de variância e teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade para comparação das médias. Realizou­se também o cálculo do custo operacional. Através dos resultados obtidos pode­se concluir que: quanto às características físicas os substratos estudados possuem comportamentos semelhantes; com relação às características químicas, ficou evidente que o substrato à base de acículas de Pinus apresenta valores que estão mais próximos do ideal para um substrato de cultivo, considerando­se as propriedades avaliadas; quanto à porcentagem de enraizamento para a espécie cróton, o substrato à base de bagaço de cana­de­açúcar e casca de arroz carbonizada, propiciaram uma maior taxa de enraizamento (82,00%, 75,33%, respectivamente); com relação a porcentagem de enraizamento para a espécie acalifa, o substrato à base de fibra de coco e acículas de Pinus, propiciaram uma maior e igual taxa de enraizamento (100,00%). Quanto ao custo operacional, este variou de R$ 84,82 (casca de arroz carbonizada) a R$ 117,82 (bagaço de cana­de­ açúcar) para ambas as espécies avaliadas. Palavras­chave: Acalypha wilkesiana M. Arg, Codiaeum variegatum Blume, estacas, enraizamento, substrato, custo operacional de produção. EV AVAVAY 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 XXI PHYSICAL AND CHEMICAL CHARACTERIZATION OF DIFFERENT MEDIA: INFLUENCE ON THE CUTTINGS PRODUCTION OF CRÓTON (Codiaeum variegatum Blume) AND ACALIFA (Acalypha wilkesiana M. Arg.) AUTHOR: Cristiane Santos da Silva Souza SUPERVISOR: Profº Drº Marlene Cristina Alves CO­SUPERVISOR: Profº Drº Regina M. M. de Castilho SUMMARY This work had as main objective the evaluation of physical and chemical characteristics of different media, as well as its influence on the cuttings production of Cróton (Codiaeum variegatum Blume) and Acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.). The cuttings production was carried out in a green house under controlled environmental conditions. A total of 600 cuttings, with 15 cm of length, of each species were used. These cuttings were rootings in four medias (so1l + acículas of Pinus, soil + sugarcane trash, soil + carbonized peel of rice and soil + coconut fiber) with the same proportion (2:1). The cuttings were driven in plastic sacks with 1 liter of capacity. The humidity was maintained at 80% of the field capacity of each medium. The used experimental delineation was the entirely casual, composed of five repetitions. Physical and chemical analysis were carried out before and after the cultures implantation as well as the determination of structural carbohydrates of the cuttings. Data was collected referring to the number of sprouts, fresh weight and dry weight of the sprouts, root length, number of roots, fresh weight and dry weight of the roots, fresh weight and dry weight of the cuttings, and the relation between the weight of the dry matter of the root and the weight of the dry matter of the aerial part (R/PA) to the 30, 60 and 120 days. After 120 days information about the height of the plants and the number of leaves and rooted cuttings was collected. The results were analyzed through variance analysis and test of Tukey at the level of 5% of probability for comparison of the averages. The operational cost was also carried out. Through the results it could be concluded that: with relation to the physical characteristics the studied media presented similar behavior; with regard to the EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 xxiv chemical characteristics it was evident that the acículas of Pinus presented values closer to the ideal for a cultivation media; concerning to the rooting percentage for Cróton species, the sugarcane trash and the carbonized peel of rice media, propitiated a bigger rooting rate ( 82.00% and 75.33% respectively ); concerning to the rooting percentage for Acalifa species, the coconut fiber and acículas of Pinus media provided a bigger rooting rate ( 100.00% for both of them ). The operational cost varied from R$ 84.82 (carbonized peel of rice) to R$ 117.82 (sugarcane trash) for both evaluated species. Keywords: Acalypha wilkesiana M. Arg, Codiaeum variegatum Blume, cuttings, rooting, medium, operacional cost of production. EV AVAVAY 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 1. INTRODUÇÃO A floricultura no seu sentido mais amplo visa o cultivo de flores e plantas ornamentais com variados fins, que vai desde a cultura de flores para o corte à produção de mudas arbóreas de porte elevado. Estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Ceará, Alagoas, Bahia, Pernambuco e Amazonas, apresentam­se com este tipo de atividade já consolidada, a qual vem sendo possuidora de grande importância econômica no mercado de flores brasileiro. Uma das suas principais características é ser praticada em pequenas propriedades, onde o uso da mão­de­obra familiar é marcante. Às taxas de crescimento da floricultura no Brasil foram da ordem de 15 a 20% no período de 1990 a 1997, o que é preocupante para um setor que não possui uma política definida (Instituto Brasileiro de Floricultura ­ IBRAFLOR, s/d). No Brasil, são representativos os três estados da Região Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e Ceará. O Estado de São Paulo é o maior produtor nacional de plantas ornamentais, com cerca de 60% a 70% EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 do total negociado no país. As cidades paulistanas que mais se destacam são Holambra, Atibaia, Campinas e Indaiatuba (Pimentel, 2000). Pimentel (2000) cita que a floricultura no Brasil emprega de 10 a 15 pessoas por hectare plantado, e que anualmente movimenta­se R$ 1,5 bilhão, considerado pouco ante o potencial que as plantas tropicais têm a ser explorado. O autor considera ainda que a média anual do consumo está entre US$ 4 e USS$ 5 por brasileiro; isso levando em conta os momentos de pico de demanda das datas comemorativas. E comum a média ultrapassar USS 150 per capita/ano; nos países europeus. Na Argentina, cada habitante consome cerca de USS$ 25 de flores por ano. Pode­se mencionar que o motivo dessa situação brasileira é a sazonalidade do consumo, ou seja, a flor ainda é vista no Brasil como um presente, ou usada apenas para decoração de festas, não sendo vista como um produto de consumo próprio. Castro (1998) relata que o Brasil possui vantagens para especializar­se na produção de flores, pois basta citar os microclimas privilegiados, disponibilidade de terra, água, energia e mão de obra disponível. Assim, para que todo o processo de formação de qualidade dos produtos se complete com sucesso, uma série de fatores são necessários como: a escolha adequada de espécies e variedades, material de propagação de excelente qualidade, estrutura de produção própria, bem como conhecimento das técnicas de produção e pós­colheita e um sistema eficiente de comercialização (Motos, 2000). No entanto, faz­se necessário testar os materiais vegetais que são considerados materiais de fácil aquisição, com exceção da fibra de coco, com espécies ornamentais consideradas de fácil enraizamento. No caso a propagação das espécies escolhidas se dá facilmente por estacas. Com relação aos materiais vegetais estudados, deve­se ressaltar que necessitam EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 serem avaliados criteriosamente quanto às características físicas e químicas, a fim de serem utilizados como meio de propagação visando um baixo custo de produção. Portanto, o trabalho desenvolvido teve como principal objetivo a avaliação das características físicas e químicas de diferentes substratos, bem como a sua influência na produção de mudas de cróton (Codiaeum variegatum Blume) e acalifa (Acalypha wilkesiana M. Arg.). EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1. Botânica A espécie ornamental Acalypha wilkesiana M. Arg. (acalifa, crista­ de­peru, rabo­de­macaco), originária das Ilhas do Pacífico e pertencente à família Euphorbiaceae, possui folhas de importância ornamental por ser de variadas cores e formatos, sendo assim, muito utilizada em paisagismo. Lorenzi & Souza (1995), descrevem a Acalypha wilkesiana M. Arg. como sendo um arbusto semi­lenhoso, perene, de 1,5­3,0 metros de altura, de folhagem vistosa, sendo cultivadas muitas variedades que apresentam colorido e forma variáveis nas folhas, destacando­se: A. hoffmanii Hort., com folhas retorcidas verdes e margens brancas, 4. marginata Hort.; com folhas vermelhas e margem rósea, 4. moorea Hort., com folhas bronzeadas muito escuras, 4. macrophylla Hort., com folhas grandes e manchas vermelho­escuras, 4. macafeana Hort., com folhas retorcidas, recurvadas com manchas vermelho­bronzeadas, entre outras. Tais variedades são cultivadas a pleno sol, isoladamente, em grupos ou renques sendo EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 necessário que o solo seja fértil. A propagação se dá facilmente através de estacas. Krebs (1983) descreve que a acalifa compreende aproximadamente umas 200 espécies, mas somente a Acalypha hispida e Acalypha wilkesiana são cultivadas como plantas de vaso. Na Dinamarca, plantas de Acalypha wilkesiana com folhagem em mosaico são cultivadas sob o nome de Acalypha musaica e incluem as cultivares multicoloridas Batik, Harlekin e Kankan. As híbridas Acalypha hispida e Acalypha wilkesiana são propagadas por estacas, as quais enraizam em 4 semanas a uma temperatura do solo de 22ºC, estando prontas para o mercado em 6 meses. A Acalypha hispida é podada somente uma vez, a fim de produzir plantas grandes, enquanto as híbridas Acalypha wilkesiana (Figura 1) devem ser podadas pelo menos duas vezes para produzirem plantas baixas e compactas não necessitando de tratamento com CCC (chlormequat). Dr iai DEE: RAI Catia noac FIGURA 1 ­ Aspecto geral da espécie ornamental Acalypha wilkesiana M. Arre. (acalifa, crista­de­peru, rabo­de­macaco). EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 A espécie ornamental Codiaeum variegatum Blume (cróton, louro­ variegado, folha­imperial) (Figura 2) é descrita por Lorenzi & Souza (1995), como sendo uma espécie da família Euphorbiaceae, originária da Índia, Malaia e Ilhas do Pacífico. Os autores descrevem que esta espécie possui de 2 a 3 metros de altura, de folhas pequenas ou grandes, espessas, coriáceas, inteiras, com recortes ou retorcidas, muito vistosas pelo variado colorido e formatos. As inflorescências são alongadas, porém não vistosas. São plantas clássicas de climas tropicais, pouco resistente ao frio, excelentes para renques ou conjuntos que não devem ser podados. Exigem solos ricos e de boa drenagem, podendo ser propagadas através de estacas ou alporques. variegatum Blume (cróton, louro­variegado, folha­ imperial). EV AVAVAY cem 1 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 Tillmann et al. (1994), compararam diversos substratos no enraizamento de estacas de cróton. Estacas apicais de Codiaeum variegatum, medindo em média 16 cm de comprimento, foram plantadas em substratos de areia, vermiculita de classe média, areta:vermiculita (75%:25%, 50%:50%, ou 25%:75%), espuma ou solo fenólico e mantidas em câmara úmida com uma umidade estável de março a junho de 1992. Depois de 50 dias, a avaliação do percentual de enraizamento, percentual de formação de botões, número de raízes/estaca, comprimento das raízes mais compridas e peso fresco das raízes mostraram que a vermiculita foi o meio mais apropriado para propagação, fornecendo uma porcentagem de enraizamento de 95%. Somente solo e arela foram totalmente insatisfatórios. Estacas enraizadas de Codiaeum variegatum cv. Petra e Acalypha podophyllum, com haste de 16 folhas e 7ecm e hastes com 9 folhas e 20cm, respectivamente, foram transplantadas em 21 meios de crescimento contendo várias proporções de argila expandida (de 3 tamanhos de partículas), turfas italianas e alemãs e folhas de faia trituradas. O melhor crescimento de C. variegatum (em termos de altura de plantas, número de folhas, número de raízes e peso seco dos brotos foi obtido com meio contendo 25% de argila com partículas de diâmetro de 2­3 mm + 45% de turfa de Verona ou Alemanha + 30% de folhas de faia (Pasini et al., 1984). 2.2. Conceitos e funções dos substratos O termo substrato se aplica, em horticultura, a todo material sólido distinto do solo in situ, seja ele natural, em decomposição ou residual, mineral ou orgânico, que colocado em um recipiente, em forma pura ou em mistura, permite um adequado desenvolvimento do sistema radicular, EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 desempenhando portanto, um papel de suporte para a planta. Também pode interferir no complexo processo da nutrição mineral da planta (Abad, 1991, Abad et al., 1996 citados por Abad Berjon & Noguera Murray (1998)). Uma das mais recentes definições sobre substrato é mencionada por Kâmpf (2000), a qual define o substrato para plantas como sendo o meio onde se desenvolvem as raízes das plantas cultivadas fora do solo. A autora cita que além de servir como suporte para as plantas, os substratos, podem ainda, regular a disponibilidade de nutrientes para as raízes. Sturion (1981), cita que a principal função de um substrato é de sustentar a planta e fornecer­lhe nutrientes necessários ao seu crescimento e desenvolvimento. Este é composto de partículas sólidas (partículas minerais e orgânicas) que contém poros ocupados por água e ar. O desenvolvimento e a eficiência do sistema radicular são muito influenciados pela aeração do solo, que depende da quantidade e do tamanho das partículas que definem sua textura. Assim, quando da escolha de um meio de crescimento, devem­se considerar suas características físico­químicas, o comportamento da espécie a ser propagada e os aspectos econômicos do processo (Campinhos JR. & Ikemori, 1983). Os mesmos autores citam que o substrato considerado ideal para a produção de mudas, seja de espécies florestais bem como espécies ornamentais, é aquele que apresenta uniformidade em sua composição, boa capacidade de retenção de água, aeração e drenagem e isenção de pragas, organismos patogênicos e ervas daninhas. EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 2.3. Fatores físicos e químicos que influenciam o enraizamento de estacas Entre as técnicas utilizadas no manejo de viveiros, destaca­se a seleção do substrato, uma vez que suas propriedades físicas e químicas são de fundamental importância no crescimento e desenvolvimento das plantas. Assim, para preparar um substrato, é preciso verificar a qualidade dos seus componentes, a partir da análise de suas propriedades físicas e químicas. Entre as propriedades físicas, Kâmpf (2000), cita a porosidade, a densidade, a disponibilidade de água e de ar. Quanto às propriedades químicas, incluem­se valores de pH, salinidade e capacidade de troca catiônica (CTC). Esta citação é concordante com Ansorena Miner (1994), aonde o autor cita a porosidade, a densidade e a capacidade de retenção de água como sendo as características físicas mais importantes quando se trabalha com substratos. O autor faz menção quanto às características químicas citando o pH, a salinidade e a CTC como sendo importantes quando pretende­se colocar espécies vegetais para enraizar. Um outro aspecto a ser abordado é quanto ao tipo dos substratos, ou seja, a composição física e sua importância quanto ao enraizamento e desenvolvimento de espécies ornamentais. Segundo Kãâmpf (1992), a maioria das plantas ornamentais em alguma fase do seu desenvolvimento, são cultivadas em recipientes quer seja em sementeiras, vasos, sacos plásticos ou latas. A qualidade do material que irá ser utilizado como meio de cultura pode definir o lucro ou o prejuízo do produtor. O crescimento e a eficiência do sistema radicular são muito influenciados pela aeração do solo, isto porque o crescimento é um EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 10 processo que requer muita energia obtida das células das raízes que, por meio da respiração, retiram o oxigênio do ar nos interstícios das partículas sólidas do substrato (Paiva & Gomes, 1996). Conforme Fonseca (1988), a deficiência do oxigênio no substrato causa, muitas vezes, a paralisação do crescimento radicular, com injúrias ou morte deste. Essa deficiência pode ser induzida por inundação, baixa drenagem ou compactação do substrato. Dentre as características que espera­se de um determinado substrato, quer seja para enraizamento ou para o cultivo de plantas ornamentais, pode­se considerar o seguinte: que ele seja disponível em grande quantidade e a baixo custo de aquisição; deve ter boa capacidade de retenção de água e boa capacidade de drenagem; ser livre de patógenos e propágulos de plantas daninhas; não possuir substância tóxica; ter valores de pH próximos da neutralidade; não alterar as propriedades físicas e químicas quando submetido a tratamentos próprios para esterilização; ser um material leve; firme; consistente; inodoro; apresentar boa estabilidade físico­química, não se alterando quando armazenado (Fonseca, 1988). Kâmpf (2000) e Asorena Miner (1994) citam que os materiais vegetais usados como componentes de substratos variam em densidade seca (a 105ºC), entre 100 kg m* (turfas, espumas fenólicas) até 1500 ke m”º (areia). Os autores mencionam que quanto mais alto for o valor da densidade, mais difícil será o cultivo em recipientes, quer por limitação no crescimento das plantas ou pela dificuldade no transporte dos vasos ou bandejas. Com relação à porosidade, vale lembrar que o pequeno volume do vaso leva a uma alta concentração de raízes, exigindo elevado suprimento de oxigênio e rápida remoção de gás carbônico formado. Assim, pode­se mencionar que o substrato deve ser o mais poroso possível, a fim de EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 permitir trocas gasosas eficientes, evitando falta de ar para a respiração das raízes e para as atividades dos microorganismos do meio (Kâmpf, 2000). De Boodt & Verdonck (1972) e Kâmpf (2000) consideram que o substrato ideal deve ter 85% de seu volume em poros. Tal volume pode ser designado por porosidade total, sendo de suma importância na descrição e definição do tipo de substrato a ser utilizado. Os poros podem ser divididos em macro e microporos. O primeiro está relacionado com as condições de aeração, ou seja, nesta condição os macroporos estão preenchidos com ar e o seu volume é caracterizado como Espaço de Aeração. Nas mesmas condições, os poros menores estão preenchidos com água, em volume que corresponde à capacidade de retenção hídrica do substrato. O pH é outro fator de grande importância para a utilização de um substrato e está ligado às características químicas. O termo pH refere­se à reação de alcalinidade ou acidez do meio de cultivo, em escala de 1 a 14. Sua importância segundo Kâmpf (2000) está relacionada com a sua influência na disponibilidade de nutrientes bem como no efeito sobre os processos fisiológicos da planta. Asorena Miner (1994) e Kâmpf (2000) citam que as plantas podem viver sem restrições, em uma faixa ampla de pH (4 a 8), sempre que as concentrações de nutrientes disponíveis se mantiverem em níveis suficientes. Em substratos orgânicos, a faixa ótima de pH para o crescimento das plantas está compreendida entre 5,0 a 5,5, aonde ocorre maior assimilação de N, P, Fe, B, Zn e Cu. No entanto, isto não exclui que, dependendo da espécie, essa possa viver satisfatoriamente fora deste intervalo (Asorena Miner, 1994). Para Kâmpf (2000), a faixa ideal de pH em um solo orgânico vai de 5,0 a 5,8. Quando o substrato for à base de solo mineral, esta faixa é de 6,0 a 6,5. Em meios com pH abaixo de 5,0 podem ocorrer sintomas de EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 deficiências de N, K, Ca, Mg e B. Problemas com a disponibilidade de P e micronutrientes são esperados em pH acima de 6,5. Folhas cloróticas podem ser sintomas de deficiências de Fe em meios alcalinos. Abad Berjon & Noguera Murray (1998) citam que as plantas podem sobreviver a um amplo intervalo de pH em substratos, sem sofrerem desordens fisiológicas aparentes, sempre que os nutrientes se mostrarem de forma assimilável. O pH exerce seus efeitos principais sobre a assimilabilidade de nutrientes, a capacidade de troca catiônica e atividades biológicas. Níveis de referência para o cultivo de ornamentais em recipientes segundo Abad Berjon & Noguera Murray (1998), compreendem a faixa de 5,2 a 6,3. A assimilação dos elementos nutritivos é afetada de modo marcante pelo pH. Com pH de 5,0 a 6,5, a maioria dos nutrientes mantém seu máximo nível de assimilação; pH abaixo de 5,0 pode ocasionar deficiências de N, K, Ca, Mg e B e pH acima de 6,5, pode diminuir a assimilação de P, Fe, Mn, B, Zn e Cu (Abad Berjon & Noguera Murray 1998). A salinidade ou Teor Total de Sais Solúveis (TTSS) ou ainda condutividade elétrica (CE) é outra característica química que deve ser mencionada. No entanto, deve­se esclarecer que o termo "sais solúveis" refere­se aos constituintes inorgânicos do meio, capazes de se dissolverem em água. Nessa avaliação, levam­se em conta todos os fons, nutrientes e não nutrientes. Tal característica tem como objetivo conhecer a concentração salina do meio onde irão crescer as raízes da planta. À sensibilidade a esta concentração varia conforme a espécie e a idade da planta; quanto mais jovem, mais sensível (Kampf, 2000). American Society of Civil Engineers ­ ASCE (1990) citada por Abad Berjon & Noguera Murray (1998), menciona que a resposta das plantas à salinidade depende da idade das mesmas, das condições ambientais, das EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 práticas de manejo de cultivo e das características da espécie. As fases de germinação e crescimento inicial são mais sensíveis aos sais que as fases de crescimento e desenvolvimento posterior. As plantas cultivadas em condições ambientais frescas e úmidas, ou durante a época mais amena do ano, são mais tolerantes à salinidade do que aquelas cultivadas durante os períodos mais quentes, ou com baixa umidade relativa, temperatura e radiação elevada. O valor da salinidade de um meio de cultivo é obtido com base na condutividade elétrica de seus fons dissolvidos. Especialmente na utilização de materiais alternativos, em misturas não industrializadas, é importante conhecer o nível de salinidade do substrato, a fim de evitar perdas na produção (Káâmpf, 2000). Segundo Bunt (1988), mencionado por Abad Berjon & Noguera Murray (1998), o nível ótimo da salinidade para o cultivo de ornamentais deve estar na faixa de 0,74 a 1,99 dS/m. Se a salinidade apresentar valores entre 2,00 a 3,49 dS/m, pode ser considerada satisfatória para a maioria das plantas, porém pode ocorrer redução de crescimento em algumas espécies sensíveis. Valores superiores a estes são considerados inviáveis para Oo cultivo. Gonçalves (1992), cita que dentre as substâncias mais utilizadas como substratos estão: a vermiculita, o xaxim, o esfagno, a casca do pinheiro, a serragem, o bagaço de cana, a areia, a turfa, esterco de aves e a casca de arroz carbonizada. Em relação aos tipos de substratos utilizados em floricultura e horticultura como meio de propagação, ou seja, meio no qual as raízes das plantas se desenvolvem, podemos citar: a casca de arroz carbonizada, argila expandida, casca de árvores, palha de amendoim, palha de café, serragem, dentre outros. EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 Paiva & Gomes (1996), descrevem que o bagaço de cana­de­açúcar pode ser utilizado na produção de mudas florestais na condição de composto orgânico, misturado com outros materiais. Não obstante, de acordo com a literatura, pouco ou nenhum trabalho tem sido realizado com a utilização do bagaço de cana­de­açúcar na produção de mudas ornamentais; porém, faz­se necessária tal investigação, pois o bagaço de cana é um material facilmente disponível, além de possuir um alto teor de matéria orgânica o que é de muita importância com relação às características físicas necessárias para um bom desenvolvimento das raízes. A mesma observação pode ser feita para o uso de acículas de Pinus. Devido a facilidade de obtenção e o baixo custo, pode­se utilizá­la como meio alternativo de substrato para enraizamento e produção de mudas ornamentais. A casca de arroz que após o beneficiamento é submetida a uma fonte de calor resultando na chamada casca de arroz carbonizada, nada mais sendo que um material em forma floculada, bastante leve e excelente como substrato, principalmente para o enraizamento de plantas (Gonçalves, 1992). O autor cita que a introdução da casca de arroz carbonizada como substrato deve­se aos japoneses, pois no Japão esta é utilizada há mais de um século. Dentre suas características principais, pode­se dizer que a casca de arroz carbonizada é extremamente leve, de fácil manuseio, possui grande capacidade de drenagem, pH ligeiramente alcalino, rico em minerais, principalmente cálcio e potássio, possui baixa capacidade de retenção de água além de ser um material estéril. Meerow (1994), relata que outro material que pode ser utilizado como sendo um meio de enraizamento e de produção de mudas para espécies ornamentais é a fibra de coco, nome dado ao material fibroso que constitui o mesocarpo espesso (camada média) do coco. EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 15 A fibra de coco é similar à turfa na aparência, sendo que sua cor varia de marrom claro a marrom escuro e consiste primariamente de lignina e partículas de celulose, variando de 0,2 a 2,0 mm (75% a 90%) em tamanho. Contrariamente à turfa sphagnum, ela não contém gravetos ou outra matéria estranha. A fibra de coco é hidrofílica em relação à turfa sphagnum e reidrata­se rapidamente. A fibra de coco possui várias qualidades, sendo assim, recomendada como um substituto da turfa: 1) alta capacidade de retenção de água, igual ou superior à turfa sphagnum: 2) excelente drenagem, igual à turfa sphagnum; 3) ausência de ervas daninhas e patógenos; 4) maior capacidade de recuperação física (resiste à compressão de melhor enfardamento) do que turfa sphagnum; 5) fonte renovável, sem desvantagens ecológicas para seu uso; 6) mais lenta decomposição do que turfa sphagnum; 7) pH aceitável, capacidade de troca catiônica (CTC) e condutividade elétrica e 8) mais fácil encharcamento do que a turfa (Meerow, 1994). Propriedades físicas e químicas selecionadas de dois resíduos de fibra de coco (fibra em pó mais fibras curtas) do México e do Sri Lanka foram avaliadas por Noguera et al. (s.d.) como componentes do meio de crescimento para plantas em vaso. Ambos os resíduos de fibra de coco foram avaliados como materiais de peso leve e apresentaram uma porosidade total particularmente alta. Fibras de coco apresentaram um conteúdo de ar muito alto, bem como um total moderadamente baixo e capacidade de retenção de água facilmente disponível. O pH foi ligeiramente ácido e as leituras de salinidade variaram entre moderada e alta. A capacidade de troca catiônica variou de 73 m.e./100g a 117 m.e./100g e a relação C/N teve uma média de 105. A quantidade de nutrientes naturais disponíveis foi baixa, especialmente nitrogênio mineral, cálcio e magnésio. EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 Nota­se assim, que a fibra de coco pode, aos poucos, ocupar seu espaço no mercado brasileiro. Porém, ainda falta muita pesquisa e, consequentemente, literaturas referentes a trabalhos realizados no Brasil, que forneçam mais informações sobre este material. A fibra de coco é facilmente encontrada em grandes quantidades, além de possuir baixo custo quando comparada a outros materiais tão divulgados, de difícil disponibilidade e alto custo. Abad et al. (s.d.) enfatizam que o objetivo de um bom meio de cultivo é de produzir planta de qualidade em um curto período de tempo e com um baixo custo de produção. Adicionalmente, a obtenção e o descarte de um substrato, uma vez que tenha sido utilizado, não deve provocar nenhum importante impacto ao meio ambiente. Os pesquisadores em seus estudos sobre a evolução agronômica dos substratos de cultivos, citam que os substratos passam por diferentes etapas. Em primeiro lugar, deve­se proceder a caracterização dos materiais, determinando suas propriedades físicas, físico­químicas, químicas e biológicas. A continuação desse tipo de estudo sobre as características dos substratos, deveria ser estudada criticamente, comparando­os com outros substratos considerados ideais. 2.4. Conceito sobre compostagem A fim de melhorar a disponibilidade de nutrientes contidos nos materiais vegetais puros, pode­se lançar mão do uso da compostagem, que terá a finalidade de melhorar as propriedades físicas, químicas e biológicas dos mesmos. A compostagem é uma prática bastante antiga, utilizada há longa data pelos agricultores de diversos países e regiões; porém, no Brasil, ela é ainda pouco conhecida, divulgada e principalmente aplicada, embora EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 apresente­se como uma das melhores soluções para a utilização de resíduos orgânicos de fontes diferentes (Costa et al., 19942). Kiehl (1998) menciona que a técnica da compostagem foi desenvolvida com a finalidade de se obter mais rapidamente e em melhores condições a estabilização da matéria orgânica. Na natureza, essa estabilização ou humificação dos restos orgânicos, que vão ter ao solo, se dá em prazo indeterminado, ocorrendo de acordo com as condições em que eles se encontram. No processo da compostagem, os restos são amontoados, irrigados, revolvidos e se decompõem em menor tempo, produzindo um melhor adubo orgânico. Conforme Fernandes et al. (1993), a compostagem é uma alternativa biotecnológica de tratamento de resíduos agrícolas, urbanos e industriais com finalidades agronômicas. Nakagawa (1992), define adubo orgânico como o resultado da fermentação e digestão de resíduos vegetais e animais, obtidos em montes sob ação de microrganismos, segundo processo Indore ou suas modificações que; quando bem preparado apresenta cor escura, rico em húmus e tem de 50 a 70% de matéria orgânica. Manhães (1993), relata que composto orgânico é o produto da fermentação de resíduos vegetais e animais, enriquecidos com produtos minerais, que contribuem para melhor desenvolvimento dos organismos responsáveis pela degradação dos materiais mais grosseiros. Costa et al. (1994b), menciona que a matéria orgânica ou adubo orgânico é todo produto proveniente de corpos organizados, ou qualquer resíduo de origem vegetal, animal, urbano ou industrial. Deve apresentar elevados teores de componentes orgânicos, compostos de carbono degradáveis. Do ponto de vista da agricultura, este termo é muito amplo, mas geralmente é utilizado para designar estes resíduos, de diferentes naturezas. Esses resíduos quando reciclados, podem ser aproveitados no EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 18 enriquecimento do solo, fornecendo além de carbono orgânico, nitrogênio, fósforo, cálcio, magnésio, etc; que são designados como sendo constituintes básicos da chamada parte orgânica do solo. Sobre os princípios da compostagem, pode­se dizer que sua metodologia consiste em facilitar a digestão de matéria­prima com balanço da relação C/N favorável aos microrganismos atuantes, controlando a umidade, aeração, temperatura, de acordo com o tipo de fermentação aeróbia ou anaeróbia (Kiehl, 1985). Kiehl (1998), cita que a compostagem é um processo controlado pelo fato de se poder acompanhar e controlar: * microrganismos presentes: os microrganismos predominantes diferem de acordo com as faixas de temperatura do material no processo de compostagem. No início, há produção de ácidos por meio dos microrganismos mesófilos; na fase termófila, ocorre decomposição de açúcares, amidos, proteínas e compostos orgânicos de fácil digestão por bactérias e decomposição de celulose e materiais mais resistentes por fungos na fase mais adiantada da compostagem; * decomposição microbiana: a transformação da matéria orgânica é realizada por ação de microorganismos. Para que ocorra fermentação, os microrganismos utilizam carbono e nitrogênio presentes nos resíduos. Materiais com relação C/N alta proporcionam aquecimento e fermentação lenta, portanto lenta decomposição; já em materiais com alto teor de nitrogênio e baixo de carbono (baixa C/N) ocorrem perdas de nitrogênio por desprendimento de amônia, caracterizado por forte odor (Costa et al. (1986) citados por Kiehl (1998)). Sendo assim, sabe­se que nenhum processo laboratorial ou industrial conseguiu até hoje produzir húmus artificialmente e que, para se obter uma compostagem rápida e eficiente, o EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 19 ideal é realizar uma mistura adequada de resíduos, de modo que a relação C/N seja uniforme no monte e esteja entre 25 e 35/1; * oxidação e oxigenação: a compostagem é conduzida em ambiente aeróbio (fermentação aeróbia), contendo oxigênio do ar atmosférico caracterizado pelo aumento da temperatura dentro da massa e desprendimento de gases inodoros, sendo esta fase essencial para a humificação da matéria orgânica. Já na fermentação anaeróbia, o processo ocorre em meio saturado ou imerso em água, não havendo aumento de temperatura e nem variações na umidade; ocorre desprendimento de gases e de odores desagradáveis; * temperatura: o primeiro sintoma que se nota, indicando o Ínicio da compostagem, é a elevação da temperatura, de 40 a 50ºC para 60 a 70ºC (fase mesófila para fase termófila) devido a multiplicação dos microrganismos, durante cerca de 15 dias, voltando em seguida para 40 a 50ºC, e na fase final de compostagem, a temperatura da pilha cai até próximo da temperatura ambiente (fase criófila). Há contradições entre vários autores com relação a qual fase seria a de maior atividade dos microrganismos em relação a decomposição mais ou menos rápida do composto, inatividade e eliminação dos microrganismos patogênicos e das sementes de plantas daninhas. Entretanto, pode­se dizer que a faixa ideal de temperatura para a compostagem é de 50 a 60ºC. Em caso de temperatura muito alta, deve­se revolver e irrigar a pilha, ou ainda reduzir as dimensões da mesma; EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 * nrodução de calor e desprendimento de dióxido de carbono e vapor d'água: características relacionadas ao metabolismo exotérmico dos microrganismos, à respiração dos mesmos, e à evaporação da água favorecida pela elevada temperatura, gerada no interior da massa em compostagem; * umidade: os microrganismos que decompõem a matéria orgânica só atuam intensamente na presença de suficiente quantidade de água; assim a umidade da pilha de composto, que varia em função do tamanho, composição e resistência à compactação das partículas, deve estar entre 40 e 60%, isto porque os fungos, actinomicetos e bactérias responsáveis pela decomposição exigem esta faixa de umidade. Para manter o equilíbrio da umidade é necessário que se executem regas periódicas, tendo­se cuidado para que não ocorra excesso de água, que pode levar à expulsão de líquido com perda de nutrientes, formando o chorume, de odor desagradável; * aeração: o revolvimento é o recurso utilizado para a aeração das pilhas de composto, fazendo com que camadas mais externas passem a ocupar a parte interna. O teor de oxigênio pode variar dentro da pilha, 1,8 a 2,6% na camada mais externa e 0,5 a 2,0% na base e centro da pilha. A troca de ar entre a pilha de composto e o ar atmosférico é proporcionada pela aeração da mesma, e a velocidade de troca depende da porosidade do composto (ideal de 30 a 36%) e da altura da pilha (1,5 a 1,8m). Kiehl (1998) e Fernandes & Koga (1996), citam que a medida que vão ocorrendo estes processos com a matéria­prima, ocorrem também algumas fases de importância para compostagem, que podem ser assim divididas: EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 * fase fitotóxica: caracterizada pela formação de ácidos orgânicos e toxinas de curta duração, geradas pelo metabolismo dos organismos existentes no substrato orgânico, peculiaridade do material cru ou imaturo; * fase de bioestabilização/semicura: quando o composto deixa de ser danoso às raízes das plantas e sementes, porém não apresenta ainda as características e propriedades ideais; * fase de maturação/humificação/cura: estádio final da degradação da matéria orgânica, quando o composto atinge auge das suas propriedades benéficas ao solo e às plantas; * mineralização: transformação bioquímica importantíssima da matéria orgânica, uma vez que as plantas só subsistem se alimentadas por sais minerais solúveis, que são produzidos nesta fase. Assim, como resultado da compostagem são gerados dois importantes componentes: sais minerais que contém nutrientes para as raízes das plantas, e o húmus, como condicionador e melhorador das propriedades físicas, físico­químicas e biológicas do composto. 2.5 Escolha adequada dos resíduos Quanto a escolha adequada dos resíduos, Peixoto (1988), menciona que os resíduos a serem utilizados no preparo do composto podem e devem ser os mais variados possíveis, obtendo­se com isso efeitos favoráveis como: EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 * melhoria da compostagem devido a um melhor equilíbrio da relação C/N, um desenvolvimento heterogêneo de organismos promovido pela presença de diferentes frações orgânicas; * composto mais completo em termos de teores de nutrientes; * composto com colóides orgânicos de diferentes graus de resistência (durabilidade) no solo, atuando de maneira mais completa nas propriedades químicas, físicas e biológicas, a curto, médio e longo prazo. Fernandes & Koga (1996), citam que na compostagem artesanal, a montagem da pilha e o revolvimento são manuais e não é realizado o preparo da matéria­prima; já na compostagem em grande escala, a matéria­ prima é preparada para adquirir características físicas e químicas adequadas ao processo de decomposição. Entre as correções da matéria­prima, está a adição de materiais ricos em nitrogênio (estercos, camas de animais, tortas vegetais, fertilizantes minerais nitrogenados) quando a mesma apresenta alta relação C/N; e adição de matertais celulósicos à matéria­prima rica em proteínas, como no caso de resíduos de animais (baixa relação C/N). 2.6. Fatores que influem na compostagem É importante que um acompanhamento da compostagem seja feito com determinações de parâmetros com a ajuda do maior número de equipamentos disponíveis, os quais devem medir a temperatura, índice pH, dióxido de carbono, oxigênio e metano. Dentre os principais fatores que influenciam na compostagem Fernandes & Koga (1996) e Kiehl (1998), mencionam os seguintes itens: EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 * Microorganismos As bactérias, fungos e actinomicetos são os principais responsáveis pela transformação da matéria orgânica crua em húmus. Participam também da degradação da matéria orgânica outros organismos como: algas, protozoários, nematóides, vermes, insetos e suas larvas. Contribuem para a degradação da matéria orgânica agentes bioquímicos tais como: enzimas, hormônios e vírus. A natureza da comunidade microbiana, o número, as espécies e a intensidade da atividade da decomposição dependem das condições favoráveis reinantes. Os microrganismos são considerados plantas inferiores não clorofiladas. Necessitam para a sua alimentação, assim como as plantas superiores, de macronutrientes ou nutrientes assimilados em maior quantidade, e de micronutrientes, aqueles que são absorvidos em menor proporção. Os macronutrientes carbono e nitrogênio são consumidos em maior quantidade. O carbono, fonte de energia, é oxidado na forma de CO, ou entra na composição de óleos, graxas e carboidratos; o nitrogênio, é o principal componente das proteínas a serem elaboradas. Amostras de matéria­prima a serem compostadas devem primeiramente ser levadas para um laboratório de análises para se conhecer os teores de N, P, K, Ca e Mg, que irão garantir a alimentação dos microorganismos (Fernandes & Koga (1996) e Kiehl (1998)). * Umidade A presença de água é imprescindível para as necessidades fisiológicas dos organismos, os quais não vivem na sua ausência. À umidade deve estar sempre acima de 40% e abaixo de 60%, sendo o valor ótimo 55% (Kiehl, 1998). EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 * Aeração Fator mais importante a ser considerado no processo de decomposição da matéria orgânica. Pode ser realizada por diversos mecanismos. O revolvimento tem por finalidade remover o excesso de gás carbônico da leira, introduzindo ar atmosférico rico em oxigênio; homogeneizar a massa em compostagem, para uniformizar a umidade e a comunidade de microorganismos; efetuar o controle sanitário da leira, uma vez que a fina camada de cobertura da leira, a mais externa, na espessura de uns 10 cm é ressecada, não se aquece, portanto não elimina os organismos patogênicos. Para que isso aconteça, é necessário que essa camada de cobertura, seja incorporada à massa aquecida por ocasião do revolvimento da leira (Fernandes & Koga (1996) e Kiehl (1998)). * Temperatura Os microorganismos possuem metabolismo exotérmico, isto é, realizam a decomposição da matéria orgânica gerando calor e elevando a temperatura da leira, graças às propriedades isolantes da massa de compostagem. As leiras de compostos apresentam diferentes temperaturas nas suas diversas regiões. Como regra, recomenda­se medir a temperatura das leiras, na profundidade de 40 a 60 cm, fazendo­a em diferentes posições e a meia altura da pilha para se ter valores médios representativos (Fernandes & Koga (1996) e Kiehl (1998)). EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 * Relação C/N A relação C/N inicial mais favorável para compostagem é de 30/1. Considera­se na prática, os valores entre 26/1 e 35/1 como os iniciais mais favoráveis para uma compostagem rápida e eficiente, assim o tempo de compostagem está condicionado, entre outros fatores, à relação C/N. Quanto mais elevada a relação, maior será o tempo necessário para se atingir a humificação da matéria orgânica (Fernandes & Koga (1996) e Kiehl (1998)). No entanto, Abad Berjon & Noguera Murray (1998) menciona que a relação C/N entre 20 e 40 é considerada ótima para o cultivo em substrato, sendo um índice de material orgânico maduro e estável. * Granulometria O tamanho e proporções relativas das partículas (textura) tem grande importância no processo de compostagem. A granulometria pode ser definida como a proporção relativa dos diferentes grupos de tamanho de partículas existentes e separáveis por peneiramento. À granulometria de um material a ser compostado influi nos seguintes parâmetros: aeração, controle da umidade, compactação, temperatura e microorganismos (Fernandes & Koga (1996) e Kiehl (1998)). 2.7. Controle da decomposição No que diz respeito ao controle da decomposição, é sabido que o grau de decomposição do produto depende do material a ser compostado e pode ser verificado por testes físicos e químicos realizados no campo. EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 A alteração de características do produto dá idéia do grau de maturação do composto. Ao final do processo de decomposição, observa­se redução de até 1/3 do volume inicial da pilha cuja coloração tende a ficar mais escura com o decorrer do processo. Há mudança no odor, típico para cada tipo de composto, e redução na umidade, que pode ser verificada apertando­se a massa nas mãos, a qual deve apresentar­se seca no final do processo. A temperatura do composto na última fase da compostagem entra em equilíbrio com a temperatura ambiente, indicando que o composto está humificado (Peixoto, 1988; Kiehl, 1998). Segundo Nakagawa (1992), os parâmetros físicos são de difícil determinação no campo, uma vez que a cor e odor apresentam­se diferentes em função da matéria­prima e o equilíbrio entre a temperatura da pilha e a temperatura ambiente não significam necessariamente o final da decomposição. Assim, pode­se lançar mão de outros testes físicos rápidos como o teste da vara de madeira e/ou o teste da mão. Em se tratando de testes químicos, pode­se identificar o final da decomposição através do pH do chorume, determinação do teor de húmus, teste do sulfeto, determinação do desprendimento de CO;,, teste de nitrato, teste do amido pelo iodo, teste para amido (Kiehl, 1998). Quanto aos métodos biológicos, o grau de maturação do composto pode ser determinado por contagem microbiana e teste de germinação (Nakagawa, 1992). 2.8. Tempo de decomposição Depende da relação C/N, teor de nitrogênio da matéria­prima, dimensões das partículas e das pilhas, aeração das pilhas, número e frequência de revolvimentos. É fato, que para obtenção de produto EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 bioestabilizado (C/N = 17/1) são necessários no mínimo 30 a 60 dias e 90 a 120 dias para produto humificado (C/N = 10/1) (Kiehl, 1998). 2.9. Uso agronômico dos compostos orgânicos Os compostos são produzidos em função da sua finalidade, que pode ser melhoria das propriedades físicas e/ou químicas do solo e melhoria da vida no solo. Para melhoria das propriedades físicas do solo, a matéria­prima utilizada para produção de composto deve ser rica em celulose, nutrientes e microrganismos, não havendo preocupação com o valor do fertilizante, mas sim na quantidade a ser produzida, uma vez que há necessidade de grandes volumes. Quando o objetivo é melhorar as propriedades físicas e químicas do solo, o composto deve ser rico em nutrientes, os quais devem ser adicionados à matéria­prima em função da necessidade da cultura de interesse. No caso de melhoria da biologia do solo, compostos orgânicos ricos em microrganismos e com teor médio de nutrientes auxiliam na recuperação da microflora e fauna do solo. Assim, segundo Fernandes & Koga (1996) pode­se verificar que a compostagem quando bem preparada e manuseada, propicia ao solo e as culturas, benefícios que vão desde a melhoria da vida microbiana no solo até aumento de produtividade, além de apresentar dois importantes aspectos: utilização/reciclagem de resíduos que são normalmente desprezados e diminuição da dependência de fertilizantes químicos. Porém, o agricultor que lançar mão desta ferramenta, deve estar consciente que os efeitos benéficos devido ao uso do composto, nas EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 propriedades físicas, químicas e biológicas do solo são cumulativos e não imediatos, obtendo­se respostas crescentes ao longo do tempo. E importante ressaltar que, devido este ser ainda um assunto pouco pesquisado, nota­se a escassez de trabalhos científicos, chamando a responsabilidade de pesquisar o assunto, pois deve­se existir a conscientização da necessidade de aprender a utilizar tal recurso, tão fácil e cuja a matéria­prima é tão abundante na natureza. Ainda não se sabe com certeza qual a participação de cada constituinte da matéria orgânica sobre as propriedades físicas e químicas dos solos mas, sua importância para o perfeito crescimento e desenvolvimento das diferentes espécies de plantas, sejam agrícolas, florestais ou ornamentais, já é conhecida desde as mais remotas eras. Em se tratando das propriedades físicas e químicas dos substratos, é sabido que há uma escassez de informações devido ao fato dos estudos com os mesmos serem recentes. Pesquisadores procuram desenvolver metodologias que se aplicam somente a determinações físicas e químicas de substratos, porém ainda, devido a escassez de informações, utilizam­se de técnicas de determinações físico­químicas utilizadas em solos. Se é correto fazer tal comparação, ainda não se sabe, sendo isto o fator que motiva trabalhos neste sentido. EV AVAVAY 2 3 4 5 6 7 unesp ” 12 13 14 15 16 17 18 3. MATERIAL E MÉTODOS 3.1. Local de execução da pesquisa O experimento foi conduzido na área aonde estão localizados os Departamentos de Ensino da Agronomia, da Faculdade de Engenharia, Campus de Ilha Solteira ­ SP, da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” ­ UNESP. A referida área está localizada à margem esquerda do Rio Paraná, com coordenadas 21º22” latitude Sul e 51º22” longitude Oeste de Greenwich, a uma altitude de 335 metros. A pesquisa foi realizada durante o período de outubro de 1999 a janeiro de 2001. Segundo a classificação de Kôóp