PAVERS INTERTRAVADOS Estudo e proposição de formas de para áreas e passeios públicos Marcos Antonio Serafim Bauru | 2010 Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho | Unesp PAVERS INTERTRAVADOS Estudo e proposição de formas de para áreas e passeios públicos Marcos Antonio Serafim Bauru | 2010 Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho | Unesp i PAVERS INTERTRAVADOS Estudo e proposição de formas de para áreas e passeios públicos Marcos Antonio Serafim Bauru | 2010 Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho | Unesp Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Design da Faculdade de Ar- quitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, cam- pus de Bauru, como exigência para obtenção do título de Mestre em Design. Área de concentração: Planejamento de Produto Orientação: Profa. Dra. Aniceh Farah Neves ii PAVERS INTERTRAVADOS Estudo e proposição de formas de para áreas e passeios públicos Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Gradu- ação em Design da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, campus de Bauru, como exigência para obtenção do título de Mestre em Design. Área de concentração: Planejamento de Produto. Bauru | 2010 Banca examinadora: Prof. Dra. Aniceh Farah Neves - Orientadora PPGDI | FAAC | UNESP Prof. Dr. Roberto Alcarria do Nascimento PPGDI | FAAC | UNESP Prof. Dr. Eduardo Quinteiro Faculdade de Administração e Artes de Limeira iii Dedico este trabalho em memória de iv Começo agradecendo a Deus. Tenho certeza que foi ele quem me deu forças quando já não mais as tinha para seguir em frente e nunca pensar em desistir. Por falar em força, registro meu profundo agradecimento à minha orientadora Profa. Aniceh Farah Neves, que em um momento tão delicado de sua vida encontrou tempo para se dedicar à minha orientação. Do fundo do coração eu a agradeço. À minha família: minha mãe Maria e minhas irmãs Andréia e Ariane, agradeço a preocupação constante, ainda que distantes. É por vocês que quero ser melhor. A todos meus amigos, que compreenderam minhas ausências e me incentivaram nessa empreitada. À direção do Centro Cerâmico do Brasil que de bom grado cedeu meu tempo de trabalho para que eu pu- desse cumprir meus créditos nas disciplinas. Às minhas queridas amigas do PPGDI, Patrícia e Raquel, que compartilharam das mesmas angústias comigo: morar longe, trabalhar em tempo integral e ainda conciliar a docência numa instituição de ensino e a discên- cia no PPGDI em Bauru. Aos meus queridos alunos do curso de Design de Produto da Faculdade de Administração e Artes de Limeira (FAAL), que participaram da pesquisa. agradecimentos v Lista de Figuras viii Lista de Tabelas xi Resumo xii Abstract xiii Introdução 01 Calçadas brasileiras: algumas considerações históricas 04 sumário 1 vi Considerações sociais e formais sobre o estado atual dos passeios públicos A interferência de atores sociais nos passeios públicos Iniciativas públicas para a melhoria das calçadas São Paulo: Programa Passeio Livre Blumenau: Programa Calçadas de Blumenau Londrina: Programa Calçadas para Todos Pisos Intertravados - Função, forma e desenho universal Princípios do desenho universal Pisos intertravados Criando módulos e malhas geométricas Procedimentos de pesquisa Planejamento em sala de aula Contextualização Proposição e conceituação preliminar Conceitos e desenvolvimento das estruturas 2 3 4 11 11 14 14 19 22 27 27 31 39 40 40 40 41 44 vii Malhas e módulos Pavimentação Simetria Repetição Escher e malhas deformadas Notas sobre o processo de extrusão Resultados Trabalho 1 Trabalho 2 Trabalho 3 Trabalho 4 Análise dos resultados Referências Anexos 5 44 46 48 51 52 54 56 57 59 61 63 65 67 68 71 viii 05..... 05..... 05..... 06..... 06..... 06..... 08..... 09..... 09..... 13..... 14..... 15..... 16..... 18..... 18..... 18..... 18..... 19..... 19..... Figura 1: Calçada da cidade de Elvas em Portugal com aplicação de petit-pavé Figura 2: Calçada da cidade de Faro em Portugal com aplicação de petit-pavé Figura 3: Calçada da cidade de Coimbra em Portugal com aplicação de petit-pavé Figura 4: Calçada da cidade de Lisboa em Portugal com aplicação de petit-pavé Figura 5: Calçada em Macau com aplicação de petit-pavé Figura 6: Calçada em Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil com aplicação de petit-pavé Figura 7: Calçada da cidade de Tupã com a aplicação da logomarca da DKW-Vemag após a restauração e a rampa de acessibildiade Figura 9: À esquerda, proposta de Mirthes S. Pinto para o calçamento paulista e à direita o resultado com alguns anos de deterioração Figura 10: Rua 25 de março – São Paulo/SP Figura 11: Exemplos de rebaixos para acesso veicular - São Paulo/SP Figura 12: Ilustração demonstrando o tamanho padrão para as calçadas de São Paulo Figura 13: Ilustração demonstrando as 3 faixas de acesso programa Passeio Livre Figura 15: Foto da praça da República – São Paulo/SP Figura 16: Sede da Subprefeitura de São Miguel – São Paulo/SP Figura 17: Exemplo de calçada na Vila Mariana – São Paulo/SP Figura 18: Ilustração para espaço de circulação de pessoas com mobilidade restrita Figura 19: Ilustração para módulo de projeção da cadeira de rodas lista de figuras Pág. ix Figura 20: Ilustração que dimensiona as calçadas e suas respectivas áreas Figura 21: Modelos de materiais e processos de colocação e assentamento recomendados Figura 22: Exemplo de calçada apresentado no Programa Calçadas em Blumenau Figura 23: Rua XV de Novembro, Blumenau/SC - nidos pelo Programa Figura 25: Modelo de calçada ecológica com as medidas mínimas exigidas Figura 26: Modelo esquemático para aplicação de concreto alisado Figura 27: Modelo esquemático para aplicação de piso intertravado Figura 28: Modelo esquemático para aplicação de piso hidráulico Figura 29: Modelo esquemático para aplicação de petit-pavet Figura 30: Mapa com delimitação para aplicação de piso tátil na região central de Londrina Figura 31: Foto do calçadão de Londrina/PR com o petit-pavet original Figura 32: Ilustração de ambiente urbano segundo as diretrizes do Desenho Universal Figura 33: Tipologias de blocos intertravados tipo CP Figura 34: Exemplo de deslocamento horizontal Figura 35: Modelos de peças que proporcionam o intertravamento vertical Figura 36: Exemplo de deslocamento vertical Figura 37: Exemplo de deslocamento giratório Figura 38: Sistema de assentamento para blocos intertravados Figura 39: Paginação em “espinha de peixe” Figura 40: Exemplos de paginação com diferentes tipologias de pisos intertravados Figura 41: Tipos de Pisograma Figura 42: Modelos de pisos intertravados da Geckostone Figura 43: Obras de M. C. Escher Figura 44: Exempo de ilustração do livro “Tramas” Figura 45: Malhas regulares compostas por quadrados, hexágonos regulares e triângulos 20..... 21..... 21..... 21..... 22..... 23..... 24..... 24..... 24..... 24..... 25..... 25..... 30..... 32..... 34..... 34..... 34..... 35..... 36..... 36..... 36..... 37..... 38..... 42..... 43..... 44..... x Figura 46: Malha semi-regular composta por quadrados, hexágonos regulares e triângulos Figura 47: Exemplos de poliminós Figura 48: Janelas do Palácio de Alhambra - Granada, Espanha Figura 49: Sequencia de polígonos em justaposição formando uma pavimentação parcial do plano Figura 51: Simetria rotacional Figura 52: Simetria translacional Figura 53: Plano chapado Figura 54: Plano que exibe detalhes Figura 55: Linhas Figura 56: Linhas e planos Figura 57: Formato texturizado Figura 59: Repetição - sequencia em quatro sentidos Figura 60: Repetição - sequencia em seis sentidos Figura 61: Equivalência Figura 62: M. C. Escher - pavimentação em paralelogramos Figura 63: M. C. Escher - pavimentação hexagonal Figura 64: M. C. Escher - pavimentação com triângulos equiláteros Figura 65: Detalhe da saída da massa cerâmica da extrusora Figura 66: Formas geométricas que devem ser evitadas na conformação por extrusão Figura 67: Trabalho 1 - Módulo Figura 68: Trabalho 1 - Esboços Figura 69: Trabalho 1 - Malha Figura 70: Trabalho 1 - Ambientação Figura 71 - Trabalho 2 - Módulos Figura 72 - Trabalho 2 - Malha 45..... 45..... 46..... 47..... 48..... 49..... 50..... 51..... 51..... 51..... 51..... 51..... 52..... 52..... 52..... 52..... 53..... 53..... 53..... 54..... 54..... 57..... 57..... 58..... 58..... 59..... 60..... xi Figura 73 - Trabalho 2 - Ambientação Figura 74 - Trabalho 3 - Módulo Figura 75 - Trabalho 3 - Modulação Figura 76 - Trabalho 4 - Módulo e vistas ortogonais Figura 77 - Trabalho 4 - Ambientação e modulação Figura 78 - Exemplo de forma incompatível com extrusão Figura 79 - Exemplo de forma incompatível com extrusão Tabela 2: Relação da expessura em função das cargas suportadas para blocos intertravados lista de tabelas 60..... 61..... 62..... 63..... 64..... 66..... 66..... 17..... 33..... xii A pesquisa propõe uma investigação de formas para o desenvolvimento de pisos intertravados para pavimentação de áreas e passeios públicos. Levando em conta a importância dos passeios públicos nas cidades e a pouca variedade de materiais utilizados nos pavimentos das calçadas, a presente pes- quisa apresenta apontamentos históricos que demonstram a relevância cultural, social e estética dos calçamentos na paisagem urbana. Essa compreensão histórica pontual leva ao estudo do estado atual das calçadas, onde os fatores sociais demonstram grande relevância nesse contexto e as condições físicas e materiais do sistema dos passeios urbanos, demandam iniciativas públicas de participação popular, que empenham a padronização e normalização das calçadas no intuito de colaborar na preservação e acessibilidade dos calçamentos. Dentre os programas investigados é detectado o uso do piso intertravado cimentício como sendo um dos materiais mais recomendados na pavimentação das calçadas, por isso, a pesquisa elabora um estudo formal do intertravamento e dos produtos ci- mentícios existentes. Essas bases conceituais serviram como contextualização do objeto de estudo – o piso intertravado – o que leva a pesquisa a investigar as possibilidades estéticas, propondo o estudo de formas, através de proposições geométricas e modulações que evidenciem e ressaltem o caráter do intertravamento. Tal estudo foi elaborado em sala de aula por alunos do curso de Design dos 7º e 8º semestres da Faculdade de Artes e Administração de Limeira na disciplina de Modelos Cerâmicos. Palavras-chave: piso intertravado, design cerâmico, calçadas, modulação, paisagem urbana. resumo xiii T Taking into account the importance of public tours in the cities and little variety of materials used in paving the sidewalks, this research provides insights that demonstrate the historical relevance, social and cultural aesthetics of sidewalks in the urban landscape. This understanding leads to occasional historical study of the current state of the sidewalks, where social factors have important relevance in this context and the physical and material conditions of the system of urban rides, public demand for popular participation initiatives, which engage the standardization and normalization of sidewalks in intention to collaborate in the preservation and accessibility material most recommended for paving the sidewalks, so the search prepares a formal study of the interlocking and existing cementitious products. These served as the conceptual basis of the context object of study - the by propositions and geometrical modulations that evidence and underscore the character of the interlock. This study was prepared in the classroom for students of Design of 7 and 8 semesters of the Faculty of Arts and Administration of Limerick in the discipline of Ceramic Models. Keywords: interlocked paver, ceramic design, sidewalks, modulation, urban landscape. abstract 1 Totalmente cimentadas ou concretadas, mosaicos em pedras portuguesas, chão batido, gramado, placas cimentícias ou pisos intertravados. Esses são alguns dos diversos processos utilizados para pavimentação das em sua maioria pelo plano de urbanização do município, especialmente no que diz respeito à acessibilidade e na composição da paisagem urbana e, ao longo da introdução 2 - - tuais para o desenvolvimento de novos produtos para pavimentos do tipo cerâmico intertravado, levando - contribuam para grandes espaços de acesso público. - cam-se: - um estudo conceitual que demonstre a importância das calçadas na paisagem urbana e sua relevância no contexto histórico, social e cultural das sociedades; - vam o intertravamento . descritiva. apresentaram os estudos históricos, normativos e concei- tuais em que são estruturados os estudos dessa pesquisa. história quanto de estudos atuais. Na pesquisa descritiva desenvolveu-se uma investi- - produção de blocos cerâmicos por extrusão. Como o - proposto aos discentes da - cas que respeitassem a capacidade de intertravamen- resultados apresentados pelos alunos poderão servir como base para o desenvolvimento de pisos intertra- vados obtidos pelo processo de extrusão. A preocupação pela escolha do processo de con- - volvimento de pisos intertravados aproveitando-se o - Em sua grande maioria são empresas de pequeno e - tos. - Essas empresas geram grande quantidade de cacos cerâmicos que podem ser incorporados num novo produto. - Não há pisos intertravados no Brasil de material ce- 3 - - ais por eles utilizadas na obtenção de possibilidades - tertravados. produtos de empresas produtoras de blocos e telhas. estudo, bem como os procedimentos adotados para - - são apresentados estudos que apontam a relevância histórica e urbanística das cal- çadas em algumas cidades brasileiras. - - sal” como conceito prático no estudo dos passeios públicos, descrevendo suas diretrizes e como os pisos - cípios. - tricas - apresenta a pesquisa descritiva aplicada nos - 4 A águas pluviais. Não havia, no entanto, nenhuma distinção do espaço destinado à circulação de pessoas, cavalos ou qualquer veículo tracionado por animais, e, à -se que a calçada surge no Brasil a partir da necessidade de criar um espaço que mais bem aplicável. Calçadas brasileiras algumas considerações históricas1 5 comum no revestimento de calçadas: os chamados - te pretas, brancas ou vermelhas e mais raramente cas- de calcetaria, totalmente artesanais em suas colônias. A exímia arte dos calceteiros portugueses – um patrimônio da nação lusitana – se consolidou no século XIX e hoje se espalha pelo mundo, com ampla aplicação, sobretudo no Brasil e nas antigas colônias d’além-mar. (CALÇADAS PORTUGUESAS, 2008) - - nias: Figura 1 – Calçada da cidade de Elvas em Portugal com aplicação de petit-pavé (fonte: www.nossoskimbos.net) Figura 2 – Calçada da cidade de Faro em Portugal com aplicação de pedra portuguesa (fonte: www.nossoskimbos.net) Figura 3 – Calçada da cidade de Coimbra em Portugal com aplicação de pedra portuguesa (fonte: www.nossoskimbos.net) 6 - No Brasil, as primeiras rochas de calcário e basalto - - veniente: “Assim, num primeiro momento, o mosaico português vai se popularizando nas calçadas e residências, permitindo-se a cada qual o desenho que quisesse, resultando, como não poderia deixar de ser, na falta de unidade que caracteriza também a arquitetura. Mas os in- convenientes maiores só surgiriam mais tar-rr de, quando cidade e cidadão, incapazes de promover a manutenção ou acompanhar os reparos em cima de obras de infra-estrutura nos passeios, resultando num continuum de remendos.” g p ção de pedra portuguesa (fonte: www.nossoskimbos.net) 6 – Calçada em Copacabana, Rio de Janeiro, om aplicação de pedra portuguesa www.nossoskimbos.net) Figura 4 – Calçada em Macau com aplicação de pedra portuguesa (fonte: www.nossoskimbos.net) 7 - possuem o mesmo desenho em mosaico, o que su- - garagens, e ainda, com a disseminação do automóvel tornou-se necessário delimitar o espaço para a circu- que antes se restringia ao entorno de sítios públicos, - - - tuguesa de calcetamento, onde cada cidade passou a criar seus próprios desenhos em pedra portuguesa. - - ram nitidamente utilizados ao longo da história curiti- bana e paranaense na pavimentação dos passeios por pedras portuguesas. - - - - tender ainda mais o passado. - - - para desenvolver a indústria automobilística no Brasil. - - símbolo, quase despercebido pela maioria dos mora- dores da cidade, ganhou destaque quando uma obra no calçamento, prevendo uma rampa de acessibilida- moradores e o legislativo do município, indignados - 8 - çadas na preservação da história das cidades e da in- - dãos, criando uma conectividade entre a vida social - - do espaço público, deixou de assumir o papel que teve outrora como suporte e condição a interação social [...]” - não exerce mais um papel importante na vida social das pessoas. A calçada, antes reduto das conversas com os vizinhos, espaço lúdico para as crianças e um elo de conexão entre o espaço privado e o espaço pú- blico, volta a sua condição primária: espaço distinto do leito carroçável para trânsito de pedestres. - turalmente com a calçada e as cidades são os emblemá- ticos casos do calçamento da praia de Copacabana no - como um dos símbolos visuais do próprio país, ora - - atuais sinuosas e provocantes curvas com as modestas - - - - Figura 7 – Calçada da cidade de Tupã com a aplicação da logomarca da DKW-Vemag após a restauração e a rampa de acessibildiade p p gg (Foto do autor da pesquisa) p 9 - a. No início, as curvas do calçamento eram - boa parte da orla, e durante a reconstrução - ântica, sua duplicação e um primoroso traba- da praia de Copacabana ganhou os contornos atuais. ondas do mar e aos contornos das montanhas cario- Um contraponto à sinuosidade do calçamento de Co- pacabana pode ser observado no calçamento paulis- paulista: em contraste com as curvas do mar e das montanhas da calçada de Copacabana, a geometria Aqui, abri-se uma exceção aos pavimentos em pedra portuguesa para o relato de um calçamento igual- mente emblemático ao calçadão de Copacabana: os - branca, uma preta e uma bran- ca e preta, dividida na diagonal - - - u-se vencedora num concurso da praia de copacabana. Fonte: http://mosaicosdobrasil.tripod.com/id4.html Figura 9 – À esquerda, proposta d Mirthes S. Pinto para o calçamen paulista e à direita o resultado co alguns anos de deterioraçã 10 - das iniciativas públicas, os ladrilhos caíram no gosto - - como um ícone paulista. - ram esse caráter simbólico tornando-se mensagens visuais no contexto urbano, ou, um veículo de comu- nicação visual. - al ocorre por meio de mensagens visuais. A calçada, - um domingo. Transeuntes, ambulantes, lixo e todas - - çamento que pavimenta os passeios deve ser um elo de conexão que integra os espaços numa cidade. - tratamento dado às calçadas atualmente, sua relação - na nos passeios públicos, iniciativas públicas de con- 11 N construção dos atuais passeios públicos. 2.1. - A interferência de atores sociais nos passeios públicos - “uma prática que instala uma tipologia de ocupação determinada pelas relações comerciais e domésticas, e que funciona diferentemente, na forma de interdição, para os usuários (pedes- tres), os ocupantes (proprietários de imóveis e moradores), que fazem delas uma extensão do acesso ao passeio público”. Considerações sociais e formais sobre o estado atual dos passeios públicos2 12 - públicos e os não permitidos, como os mobiliários e todo o tipo de interdição à passagem dos pedestres de ocupação não permitida os ambulantes, popula- com os passeios urbanos. Especialmente nos grandes centros, os espaços urba- nos estão cada vez mais reduzidos e disputados. Sen- - minam-se responsabilidades de uso privado, cria-se esses questionamentos, que, no entanto, não são exa- tamente conclusivos. A primeira autora, textualmente, - - cação e manutenção das calçadas?” Cita o exemplo Cidade”: - - tros e meio de altura, em bem assim calça- dos em toda a extensão de sua frente, com pedras ou tijolos, com espaço para o passeio geral [...]. O infrator será punido com a multa de dez a vinte mil réis ou com cinco dias a dez de prisão. Art. 4º - A Câmara mandará fazer todos os aterros e benefícios que julgar necessários para beleza e asseio das ruas e praças da ci- dade, assim como tudo o que estiver nas suas atribuições [...] - - impenhoráveis. Apóia ainda o uso comercial de locais serviços ambulantes nas vias de logradouros públicos. os direitos e deveres sobre o uso e manutenção das quando se estabelece deveres públicos ao proprietá- - - - - - - ambulantes. E são inúmeros os casos de cidades brasileiras com re- sua ocupação desordenada e sua má conservação. calçadas da capital paulista: 13 com desníveis e revestidas com materiais di- ferentes, as calçadas paulistanas são estrei- tas e ocupadas de maneira absolutamente desordenada por sinais de trânsito, postes, lixeiras, pontos de ônibus, luminárias, anún- cios, bancas de jornal, orelhões, bueiros des- tampados (tampa roubada) e pela praga dos ambulantes”. - - , aproveitando o sucesso - dade das calçadas”, concluindo ainda que: “Nas cidades desenvolvidas, ao caminhar as pessoas olham para a frente, os arquitetos para os edifícios e os paisagistas para o chão. Aqui no Brasil devemos ser todos paisagistas porque, se não formos, é fratura certa.” - um caso extremo em que calçada, rua, pedestre, am- de espaço, mas, apesar de estar em maior número, - desse espaço. Figura 10 – Rua 25 de março – São Paulo/SP Fonte: http://static.panoramio.com/photos/origi- nal/9995860.jpg 1 - LEI Nº 14.223, DE 26 DE SETEMBRO DE 2006 Dispõe sobre a ordenação dos elementos que compõem a paisagem urbana do Município de São Paulo. CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS, DIRETRIZES, ESTRATÉGIAS E DEFINIÇÕES Art. 1º. Esta lei dispõe sobre a ordenação dos ele- mentos que compõem a paisagem urbana, visíveis a partir de logradouro público no território do Município de São Paulo. (PREFEITURA DE SÃO PAULO. Disponível em: . Acesso em: 09/04/2010) 14 - ção de casas e que são muito relevantes no processo de obstrução das calçadas: nos bairros das cidades que as entradas e os rebaixos ntradas de carros, ocupam total- - - ”. Segundo ele, a qualidade da çada para pedestres pode ser ndo que a problemática da - ipalmente pela descontinuida- de das calçadas agravada pelos rebaixos irregulares de acessos com rebaixos, possivelmente, irregulares, que impe- Em tempo, muitos são os problemas e os atores exter- - tância e sua relevância na vida citadina urbana há e buscam melhorias na construção e conservação das calçadas. 2.2 - Iniciativas públicas para a melhoria das calçadas há os casos de iniciativas públicas que promovem sua 2. 2. 1 - São Paulo Programa Passeio Livre - sobre a importância de construir, recuperar e manter as calçadas da cidade em bom estado de conserva- - sagem urbana, a acessibilidade, o resgate do passeio público pela calçada e a socialização dos espaços - para acesso veicular - São Paulo/SP Fonte: Foto de Marcelo Isidoro Alves, 2007 15 Art. 1º. Passeio público é a parte da via pú- blica, normalmente segregada e em nível di- ferente, destinada à circulação de qualquer pessoa, independente de idade, estatura, li- mitação de mobilidade ou percepção, com autonomia e segurança, bem como à implan- tação de mobiliário urbano, equipamentos de infra-estrutura, vegetação, sinalização e - - - - ma paulistano. - ção de árvores, rampas de acesso para veículos ou Figura 12 – Ilustração demonstrando o tamanho padrão para as calçadas de São Paulo Fonte: MELHEM (2005) 16 de pedestres, portanto deve estar livre de quaisquer - antiderrapante sob qualquer condição; - possuir largura mínima de 1,20m; - ser contínua, sem qualquer emenda, reparo - ção o piso deve ser reparado em toda a sua largura seguindo o modelo original. - - vel ou terreno, onde pode estar a vegetação, rampas, toldos, propaganda e mobiliário móvel - cio e serviços com a delimita- - ço, livre e de acesso. - te dedicado exclusivamente ao trânsito livre de pe- de outros componentes que não os pedestres e que o mobiliário urbano, os rebaixos de acessibilidade e acesso de veículos, mesas e cadeiras de bares e res- taurantes e outros itens. - nutenção, conservação e a instalação de mobiliário III - desenho adequado: o espaço dos pas- seios deverá ser projetado para o aproveita- mento máximo dos benefícios, redução dos custos de implantação e manutenção, respei- pertinentes e do Código de Trânsito Brasilei- ro - CTB, garantindo um desenho adequado da via que privilegie o trânsito de pedestres e observando os aspectos estéticos e harmô- nicos de seu entorno, além da fachada das - terizar o entorno e o conjunto de vias com identidade e qualidade no espaço, contri- Figura 13 – Ilustração demonstrando as 3 faixas Fonte: Ilustração do pesquisador baseada em ilus- trações da cartilha Passeio Livre. MELHEM (2005) 17 e na adequada geometria do sistema viário; - - preocupação em caracterizá-lo com relação ao seu - que criam uma unidade e provocam uma identidade no entorno e vias lindeiras às calçadas. - - Com exceção dos pisos especiais, os demais pisos são - - dos, assentados sobre colchão de areia, travados atra- - - das peças. Seu desempenho deve levar em conta a - Art. 29. Os materiais empregados na cons- trução, reconstrução ou reparo dos pas- seios, especialmente do pavimento, enten- dido este como um sistema composto de base, subbase e revestimento, da faixa livre, deverão apresentar as seguintes caracterís- ticas: e não escorregadia sob qualquer condição; II - evitar vibrações de qualquer natureza que prejudiquem a livre circulação, princi- palmente de pessoas usuárias de cadeira de rodas; III - ter durabilidade garantida ou mínima de 5 (cinco) anos;2 - Adjetivo de linde sm. Limite (Mini-Aurélio, 2000) Tabela 1 Fonte: Cartilha Passeio Livre. MELHEM (2005) Configuração das calçadas de acordo com o tipo de via TIPO DE VIA MATERIAL ADEQUADO Local Todos pavimentos Coletora Todos pavimentos Coletora c/ comércio - Concreto pré-moldado - Bloco de concreto intertravado - Ladrilho hidráulico Estrutural - Concreto pré-moldado - Bloco de concreto intertravado - Ladrilho hidráulico Estrutural c/ comércio - Concreto pré-moldado - Bloco de concreto intertravado - Ladrilho hidráulico 18 IV - possuir resistência à carga de veículos quando os materiais forem utilizados na faixa de acesso de garagens e estacionamentos e no rebaixamento de guia para veículos; V - os pavimentos utilizados para faixa de ser-rr viço e de acesso deverão, sempre que possí-íí vel, ser permeáveis e fazer parte de sistema drenante que encaminhe as águas para a dre- nagem pública existente. utiliza-se dos pisos intertravados de concreto como A iniciativa paulistana demonstra a preocupação com cenário urbano, elevando a ele quesitos como con- - lidade ambiental. Figura 17: Exemplo de calçada na Vila Mariana – São Paulo/SP Fonte: http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/passeiolivre/album.asp que ilustra as 3 faixa Fonte: http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/passeiolivre/album.asp Fonte: http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/passeiolivre/album.asp Figura 16 - Sede da Subprefeitura de São Miguel – São Paulo/SP Fonte: http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/passeiolivre/ album.asp 19 2.2.2 - Blumenau Programa Calçadas de Blumenau - “Conscientizar e mobilizar instituições, di- rigentes de associações, moradores, comer- arquitetura, engenharia, urbanismo, proprie- tários e demais responsáveis pelos imóveis para a construção e reforma das calçadas”. (BLUMENAU, 2005, p. 5) - - me o seu passeio!”, um dos argumentos mais utiliza- urbana sustentável, motivada por uma política públi- ca preocupada com a integração entre os cidadãos desse ambiente, possibilita qualidade de vida e bem- - os espaços necessários para uma mobilidade adequa- Nos casos que requerem uma atenção especial aos - - - Figura 19: Ilustração para módulo de projeção da cadeira de rodas. Fonte: Blumenau (2005) Figura 18: Ilustração para espaço de circulação de pessoas com mobilidade restrita. Fonte: Blumenau (2005) 20 - - recomendada de passeio li- urbanísticos busquem aten- der a algumas características como: - qualidade espacial, que identidade e qualidade no espaço”; deve ser uma rota acessível ao usuário, caminho contí- as pessoas para a interação social na área pública”. - sociabilização devem ser levadas em consideração - - de reurbanização e manuten- - sim, os materiais apontados na - podotáteis que devem ser de - vel e antiderrapante sob qual- quer condição, atendendo aos - sentado no programa Calçadas em Blumenau com a utilização do paver intertravado e o piso podotátil. - passeios públicos ou calçadas no município de Blu- - iniciativas públicas e privadas, uma vez que as cal- çadas são de uso público, mas de responsabilidade dos proprietários, que devem arcar com os custos de detentor de um grande número de imóveis deve dar o exemplo, e, como em Blumenau, deve incentivar renovado a cada cinco anos.” - banizadas em Blumenau, tornaram-se exemplos de 21 Figura 21: Modelos de materiais e processos de colocação e assentamento recomendados Fonte: Cartilha “Calçadas em Blumenau” Figura 22: Exemplo de calçada apresenta- do no Programa Calçadas em Blumenau Fonte: Blumenau (2005) Figura 23 – Rua XV de Novembro, Blumenau/SC Fonte: http://www.abcp.org.br/hot_site_intertravados/galeria_fotos.htm# 22 2.2.3 - Londrina Programa Calçada para Todos - - - “a essas pessoas deve ser garantido o direito de ir e vir com liberdade e autonomia, possi- bilitando que seus deslocamentos para o tra- balho, estudo, lazer, entre outras atividades cotidianas, sejam realizados com indepen- dência e segurança”. (IPPUL, 2004) - al estado das calçadas da cidade: “[...] buracos, pedras e pisos soltos, degraus, desníveis ou saliências, piso escorregadio, irregular ou trepidante, raízes expostas de ár- vores inadequadas, veículos em cima do pas- seio, materiais de construção, entulho, lixo, produtos de lojas em exposição, vendedores ambulantes, ou ainda equipamentos urbanos mal localizados.” (IPPUL, 2004) - - qualquer meio, o livre trânsito de pedestres nas cal- Todos. - - conservadas e recuperadas. - - - - Programa baseado na Norma Brasileira de Acessibildiade Fonte: Fonte: http://www.londrina.pr.gov.br/ippul/calcada- paratodos 23 - - - teriais para pavimentação das calçadas levando em conta as tipologias que possibilitem aos passeios: - derrapante em qualquer condição climática, executados sem mudanças abruptas de nível dos pedestres.” (IPPUL, 2004) - - de concreto que recebe acabamento de ar- - - - ou rebarbas, devem ter cantos vivos e cor - calinidade do cimento, à exposição aos raios - - dráulico podem ser encontradas em diversas - tas de cimento, pó de mármore e pigmentos, Em todos os exemplos são citados os procedimentos Figura 25: Modelo de calçada ecológica com as medidas mínimas exigidas Fonte: IPPUL (2004) 24 Figura 26: Modelo esquemático para aplicação de concreto alisado Fonte: IPPUL (2004) Figura 27: Modelo esquemático para aplicação de piso intertravado Fonte: IPPUL (2004) Figura 28: Modelo esquemático para aplicação de piso hidráulico Fonte: IPPUL (2004) Figura 29: Modelo esquemático para aplicação de petit-pavet Fonte: IPPUL (2004) 25 - bilidade, incluindo e delimitando no programa uma área para a colocação obrigatória dos pisos especiais, - pessoas por dia, entre segunda e sexta-feira, o Calçadão de Londrina começa a passar por uma ampla reforma que pretende transfor-rr má-lo em modelo de mobilidade urbana no Brasil. (SANTOS, 2009) E ainda prossegue: A reurbanização do Calçadão de Londrina está a cargo do IPPUL (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) e deve- 2010. O projeto está adequado à NBR 9050 – norma brasileira de acessibilidade revisada em 2004 – e ao manual de procedimentos para construção de calçadas em Londrina, intitulado de Projeto Calçada Para Todos. (SANTOS, 2009) - - Figura 30: Mapa com delimitação para aplica- ção de piso tátil na região central de Londrina Fonte: IPPUL (2004) Figura 31 – Foto do calçadão de Londri com o petit-pavet o Fonte: http://picasaweb.google.com/lh/p wxnoQy4cEaQn0S4-EU 26 - - guma, pois todas apresentam o direito constitucional de ir e vir livremente, uma das premissas básicas dos orientação dos materiais, onde todos mencionaram dos pisos hidráulicos e o pavimento de cimento ali- sado. No entanto, uma das características apontadas por todos os programas como desempenho dos novos nesse sentido somente o piso intertravado e o petit-pa- - - Calçadas”, promovidos nos estados e municípios. A - - rial cimentício. intertravado de cimento, atende a todas as normas es- municipais de urbanização e que não há no mercado - ticas e desempenho. - ras sobre o Desenho Universal e como os pisos in- tertravados aparecem como exemplo desse conceito. - 27 T 3.1 - Princípios do desenho universal - dutos e ambientes a serem utilizados por todas as pessoas, na sua máxima extensão possível, sem a necessidade - todas as pessoas, num aspecto realmente universal. de arquitetura e design, inclusive de produtos. Pisos intertravados função, forma, uso e desenho universal3 28 - - inclusive algumas leis brasileiras que regulamentavam o acesso para todos e garantiam os mesmos direitos a todos os cidadãos, incluindo a parcela da população - - Carolina do Norte, nos Estados Unidos, no Center - de criar os produtos que são acessíveis para todas as pessoas, independente de suas características pesso- descritos pelo CUD descrevem conceitos adotados - dutos e sistemas que envolvam a interação humana, para qualquer tipo de pessoa. Nesse sentido, a calça- segurança o deslocamento de pedestres deve ser pla- como diretrizes básicas do Desenho Universal e des- : 1º - Igualitário ou uso eqüitativo - - nando os ambientes iguais para todos, evitando a segregação ou estigmatização de qualquer usuário, atraente a todos os usuários. dos ambientes possam ser alteradas. Criar ambientes ou sistemas construtivos que permitam atender às ne- 29 3º - Óbvio ou de uso simples e intuitivo possa compreender, independentemente de sua ex- ou nível de concentração. Eliminar complexidades desnecessárias e ser coerente com as expectativas e intuição do usuário. 4º - Conhecido ou informação de fácil percepção - - - de comunicação com contraste adequado, maximizar uso do espaço ou equipamento. 5º - Seguro ou tolerância ao erro dos materiais de acabamento e outros produtos, de- vem ser previstos de maneira a minimizar os riscos e intencionais, como a utilização de recursos como corrimãos e equipamentos eletromecânicos que mi- nimizem os riscos de acidentes. 7º - Dimensionamento de espaços para acesso e uso abrangente - ços devem ser apropriados ao acesso, alcance, mani- pulação e o uso, independente do tamanho do corpo, - - nuseio e contato para usuários com as mais variadas A partir dos princípios do Desenho Universal, que - tos de calçadas devem contemplar todas as diretrizes mais variados de pessoas com os mais diversos graus de mobilidade. 30 - - - - mando o sonho das calçadas acessíveis em realidade”. pretensão de ser considerado universal, deve atender a todos os usuários para que cheguem a todos os lugares da cidade, possam a aplicação desses requisitos possibilitará ao usuário ter mobilidade, acessibilidade e pleno uso da cidade, contemplando aspectos como - Figura 32: Ilustração de ambiente urbano segun- do as diretrizes do Desenho Universal Fonte: TRANI(2010) 31 3.2 - Pisos intertravados como alternativa aos blocos de argila utilizados ante- - Brasil, o uso de pavimentação iniciou-se por blocos com os pavimentos de paralelepípedos e os calça- - - - Atualmente o emprego desse tipo de pavimentação encontra nos programas de urbanização, decretos e leis, como grandes aliados de incentivo ao uso desse - - cem materiais alternativos e ainda equilíbrio entre os aspectos ambientais, tecnológicos e econômicos. - - muito bem assentados. Como visto, os blocos intertravados ou pavers, pos- públicas. - terísticas importantes dos blocos intertravados: - permitem o uso imediato do pavimento logo após seu assentamento; do subleito; - 32 - veis, baixa manutenção; - - ser o pavimento mais permeável, o que proporciona a microdrenagem das águas pluviais. Todas as características relatadas acima são conside- radas para pisos intertravados compostos de material . Existem várias tipologias de blocos intertravados do - - laterais podem ser retas, curvilíneas ou poli- criação de detalhes dos pavimentos. - - - - tertravados. Figura 33: Tipologias de blocos intertravados tipo CP Fonte: ABCP – Manual de pavimento intertravado: passeio públi- co, (2009) - matos variados que possibilitam uma diversidade de - - são produzidos 3 - Nome dado pelo construtor inglês Joseph As- pdin a um pó formado de pedras calcárias e argilas, que após secar tornava-se dura como rochas e que não se dissolvia em água. A mistura foi patenteada em 1824 com o nome de Cimento Portland em homenagem à ilha britânica de Portland. ABCP (As- sociação Brasileira de Cimento Portland) Disponível em: Acesso em: 25 de abril de 2010. 33 - - teto ou engenheiro determina qual o tamanho mais - suras de subleito e base - - estruturalmente o subleito das cargas externas, evitando - cia, acelerar o processo de deterioração do pavimento. cargas máximas suportadas para cada bloco e as in- esse tipo de pavimentação uma de suas características A capacidade que os blocos adquirem de re- sistir a movimentos de deslocamento indivi- dual, seja ele vertical, horizontal ou de rota- ção em relação a seus vizinhos. [...] Para que se consiga o intertravamento duas condições são indispensáveis: contenção lateral e junta preenchida com areia. - ção de um sistema de assentamento das peças, e para que ele ocorra, todo esse sistema deve estar integrado - vamento que permitem que os blocos resistam aos do intertravamento como: - de deslocamento horizontal de uma peça em relação às peças vizinhas, em todo tipo de de assentamento das peças sobre a camada de areia, está diretamente relacionado a esse - - Tabela 2 Fonte: Revista Equipe de Obra. MEDEIROS (2008) 4 - Constituído de solo natural ou proveniente de troca de solo. Deve ser compactado em camadas de aproximadamente 15 cm, o que depende das condições locais. (ABCP, 2009, p. 18) 5 - Camada constituída de material granular com 10 cm de espessura que deve ser compactada após Resistência 35 MPa Resistência 35 MPa Espessura Peso (kg/m2) Aplicação Espessura Peso (kg/m2) Aplicação 6 cm 120 kg - Tráfego leve (pedestres e automóveis) - Calçadas e ruas internas de condomínios - - - 8 cm 162 kg - Tráfego médio (caminhões de até três eixos) - Leito carroçável 8 cm 175 kg - Tráfego médio (caminhões de até três eixos) - Leito carroçável 10 cm 202,50 kg - Tráfego pesado (carretas e veícu- los especiais) - Pátios de descarga, postos de gasolina e terminais por- tuários 10 cm 215 kg - Tráfego pesado (carretas e veícu- los especiais) - Pátios de descarga, postos de gasolina e terminais por- tuários 34 - mento horizontal. - - ças ao movimento vertical em relação às pe- - entre as peças e a capacidade estrutural das - carga vertical sobre a peça existe um contato - tipo de intertravamento vertical que indepen- - de areia bem compactados lateralmente e a estabilidade estrutural do colchão de areia - Figura 34: Exemplo de des- locamento horizontal Fonte: Ilustração do autor Figura 35: Modelos de peças que pro- porcionam o intertravamento vertical Fonte: CRUZ (2003, p. 20) Figura 36: Exemplo de deslocamento vertical Fonte: Ilustração do autor 35 restrição da capacidade da peça girar em relação ao seu próprio eixo em qualquer di- - - vizinhas, bem como o tipo e qualidade de ilustra o que acontece com o pavimento sem o intertravamento giratório. de cada um dos componentes constituintes desse sis- - - vamento atribui aos blocos de concreto a capacida- distribuição de cargas vai melhorando com o uso do - do, progressivamente, um estado de travamento total, onde a camada de rolamento passa a adquirir maior Figura 37: Exemplo de deslocamento giratório Fonte: Ilustração do autor 36 rigidez e os blocos deixam de constituir meramente a - - mentos que constituem a pavimentação para blocos sendo: subleito, base, camada de assentamento e ca- mada de revestimento. A camada de assentamento - modar as peças de concreto, proporcionando corre- - tamento, e que recebe diretamente a ação de rolamento - - - Figura 38: Sistema de assentamento para blocos intertravados. Fonte: ABCP, 2009, p. 18 Figura 39: Paginação em “espinha de peixe”. Fonte: ABCP, 2009, capa. Figura 40 MEDEIROS (2010) 37 - - das para uso em áreas gramadas, mas não possuem contribuir nos encaixes. Suas principais característi- cas são a alta permeabilidade de águas pluviais e a - ne . - - tos das peças no desempenho do sistema de pavimen- - - - vimento e a escolha do tipo de bloco deve levar em consideração a melhor capacidade de distribuição de - - Nesse sentido, são relevantes para o intertravamento tanto a contenção lateral da pavimentação quanto o - A capacidade de intertravar, sobretudo, verticalmen- - suportada. Tendo em vista estes apontamentos, serão se adequem à paisagem urbana, com características e que auxiliem na capacidade de intertravamento do pavimento. modelos apropriados às características exigidas para Figura 41: Tipos de Pisograma Fonte: CRUZ (2003, p. 18) 6 - Empresa especializada em produtos de concreto assinados por John August. Disponível em: < http://www.geckostone.com> Acesso em 30 de abril de 2010. Disponível em: Acesso em 30 de abril de 2010. 38 Figura 42: Modelos de pisos intertra- vados da Geckostone Fonte: http://www.geckostone.com 39 A produtos intertravados. estruturas poligonais diversas, possibilitando a pavimentação por blocos cerâmicos para piso. Este processo de - - - Neste capítulo será descrito o processo metodológico utilizado em sala de aula e os resultados gerados a partir - Criando módulos e malhas geométricas 4 40 4.1 - Procedimentos de pesquisa - - o corpus - - modelos e teorias que orientarão a coleta e interpre- tação dos dados. 4.1.1 - Planejamento em sala de aula - - râmico, contextualização da situação das calçadas e passeios públicos, principais vantagens desse tipo de - - - - e aplicação numa pavimentação plana. Em seguida serão apresentadas as etapas de desenvol- vimento do trabalho elaborado com os alunos: os alunos sobre a necessidade de se repensar pavi- - mando conceitos importantes como calçada, passeio público, intertravamento, design cerâmico e ainda, a indústria de cerâmica vermelha, principais pólos pro- dutores, principais produtos e seu contexto atual em 41 atuação envolvendo materiais cerâmicos para cons- trução. calçadas e os produtos mais utilizados atualmente, especialmente os pavers intertravados cimentícios, apresentando suas principais características, desem- - Como os alunos são oriundos de variadas cidades no puderam expressar realidades distintas sobre o uso das calçadas, o que enriqueceu a contextualização do tema. B – Proposição e conceituação preliminar Após contextualizá-los, houve a proposição do traba- - tricas para desenvolvimento de blocos intertravados apresentada anteriormente, ainda havia muitas dúvi- das sobre o produto e o desenvolvimento do trabalho. conceitos que norteariam o desenvolvimento das pro- - - - conceituadas. Como exemplos, que posteriormente apresentados aos alunos alguns trabalhos da segun- - e visão detalhista, Escher busca regularidade produ- - - sas imagens serviu para apontar múltiplas possibilida- des para a pavimentação de áreas como as calçadas. 42 Figura 43 – Obras de M.C. Escher 43 Figura 44: Exemplo de ilustração do livro “Tramas” (MELO, 1989) 44 C – Conceitos e desenvolvimento das estruturas - - - borar os conceitos que os norteariam no desenvolvi- mento de suas próprias estruturas. - Módulos e malhas como de era de se esperar, os alunos demonstra- - - partir do módulo que as estruturas mais comple- xas são geradas, por isso um estudo detalhado do passarem para o ambiente digital, era imprescin- dível que eles gerassem estruturas manualmente. quadriculada, papel colorido e tesoura, onde eles - como sendo um espaço aberto entre os nós, sen- do que os nós situados num plano se interligam por segmentos de reta e os espaços abertos entre - gulares e as semi-regulares. As malhas regulares são a malha quadrada, malha triangular e malha tipo de polígono regular. Figura 45: Malhas regulares compostas por quadrados, hexágonos regulares e triângulos 45 “... qualquer tipo de malha plana pode ser em uma das direções ou em ambas, seja mo- - nam-se novas malhas regulares”. - As malhas semi-regulares podem ainda ser simples, - -regulares”, concluindo que as malhas regulares são duais de si mesmas. A malha quadrada utilizada no processo de obtenção - drados congruentes conectados pelo menos por um - - nós, o que colaborou com os alunos no exercício de se conseguir os primeiros módulos e malhas planas. Figura 46 – Malha semi-regular composta por quadrados, hexágonos regulares e triângulos. Figura 47 – Exemplos de poliminó (BARBOSA, 1993) 46 - drados. Então, nada mais óbvio que se possam co- - mente em gerar quadrados na malha quadrada, mas - Pavimentação que possibilitaram a exploração de um novo - telo de Alhambra na Espanha. - - damente a arquitetura, sobretudo na Espanha, - - Figura 48 – Janelas do Palácio de Alhambra - Granada, Espanha. 47 - - - - - - - chada do plano”. Conclui que acrescentando polígo- sem deixar vazios e sem cruzamentos, tem-se uma pavimentação do plano. - - - cional abordadas a seguir. Figura 49 – Seqüência de polígonos em justaposição formando uma pavimentação parcial do plano (BARBOSA, 1993, p. 3) A B C D E 48 - Simetria - - É a mais clássica das simetrias, Barbosa - mas características de seu par, como se houvesse um - uso de dois produtos distintos. P P P P 50.1 50.2 na ilustração de Melo (1989) - 50.1 o módulo e 50.2 o resultado da simetria. 49 rotação se dá quando se tem um centro de rotação e - Melo (1989) – 51.1 o módulo e 51.2 o resultado da simetria. P P P P P P 51.1 51.2 O 50 de translação ou translacional se dá quando a uma - - uma linha que pode ser reta ou curva ou de outra - - Repetição P P P P P P 52.1 52.2 na estrutura de Melo (1989) – 52.1 o módulo e 52.2 o resultado da simetria. 51 Se usarmos a mesma forma mais de uma vez em um desenho, nós a usamos em repetição. A repetição constitui o método mais simples em desenho. Colunas e janelas em arquite- tura, os pés em uma peça de mobiliário, o padrão nos tecidos, ladrilhos no piso consti- tuem exemplos óbvios de repetição. - ção de unidades geralmente transmite uma sensação textura, direção, posição, espaço e gravidade. - desenhos, ou esboços que criam uma unidade re- - dispostos e organizados em alguma ordem matemá- tica. - - Esses conceitos devem ser levados em consideração quando desenvolvidos polígonos que se destinarão a obtenção de uma pavimentação plana, onde não num bloco para piso, os conceitos de repetição da - mas singulares, plurais e compostas são apresentados dois sentidos”, que seria a composição mais simples que envolve a disposição das unidades em dois senti- - cal, horizontal ou qualquer ângulo determinado, não 52 - - - - Escher e malhas deformadas - tura desde que se mantenha a mesma área - de B. Figura 61: Área de A é igual a área de B - - saicos intrigantes. - - - ilustrados alguns esboços de obras de Escher com as - Figura 58 Fonte: Wong (1998) Figura 59 Fonte: Wong (1998) Figura 60 Fonte: Wong (1998) A B 53 vimentação com paralelogramos. Nota-se que o uso dos - - alunos da disciplina como norteamento de possibilida- - trema importância na obtenção de polígonos que resul- - - da aos alunos, o intertravamento deveria ser promovido polígono em si, valendo-se por exemplo de áreas equi- Figura 62 – Fonte (www.mcescher.com) Figura 63 54 - - - sa cerâmica que reproduzisse os blocos intertravados, pesquisa. sendo utilizada na produção de produtos cerâmicos - industrial associada a uma elevada produtividade, principalmente para produtos de seção transversal essencial nas indústrias cerâmicas de blocos e telhas. - duzindo um bloco cerâmico no detalhe da saída da - a secção, ou corte, determinará a altura do produto. são apoiadas por esteiras que conduzem o produto - senhos devem ser evitados quando pensados nesse - de produção, como curvas acentuadas, ângulos, al- massa cerâmica. - - sempenho e elevados rendimentos dos produtos cerâ- da preparação da massa cerâmica, a velocidade de extrusão e a adequação e qualidade do molde ao tipo de material extrudado. Figura 65 – Detalhe da saída da massa cerâmica da extrusora Figura 66 – Algumas formas geométricas que de- vem ser evitadas para a conformação por extrusão em função do alto risco de deformação durante o processo 55 - - nos. Com esses conceitos esclarecidos, os alunos pu- de eleger a mais conveniente e adequada ao propósito do trabalho. No próximo capítulo serão apresentados 56 F Resultados5 57 - - - Figura 67 Fonte: Tâmara Lais dos Santos Figura 68 Fonte: Tâmara Lais dos Santos 58 59 - dulos de composição e módulos que serviriam para criar produtos de acabamento. um novo módulo que possibilita somente um tipo auxiliariam o caráter do intertravamento, essencial para esse tipo de desenho que servirá de base para o desenvolvimento de um paver intertravado. As peças do módulo principal. - encaixes em ambientes.M. Pinto 60 - saico proposto. - na como piso intertravado. Figura 72 Fonte: William V P M Pinto Figura 73 Fonte: William V. P. M. Pinto 61 - - - Figura 74 Fonte: André Luis Ambrozetto 62 a 75 e: André Luis Ambrozetto 63 ais corretas para promover o encaixe. - da com os encaixes não sendo totalmente - 64 Figura 77 Fonte: Rafael de Araújo 65 - - - - que não atenderia tecnicamente uma produção in- importante observar o recurso de simetria por rota- 66 Figura 79 Fonte: Tiago Izaltino Figura 78 Fonte: Vinicius F. Gurjão 67 A encontrados, o ineditismo do tema - especialmente sob o ponto de vista do Design. intertravamento. - A proposta de se pensar um produto cerâmico para extrusão dá início a uma nova pesquisa, onde há a neces- sidade da realização de ensaios laboratoriais de massas que incorporem cacos cerâmicos e testes industriais - para o Design. Considerações finais 68 - - - - Urbano. Cartilha: Calçadas em Blumenau. Blume- - - > - - - blocos de concreto para pavimentação intertravada com adição de resíduos de borracha provenientes da - - - referências 69 - - - . > - - - - - - çadas 70 - - - - -Curitiba-revelada-em-uma-antiga-calcada>. Acesso - > . - - - - 71 anexos Tr ab alh os d os a lun os Pla no d e En sin o pl an o de e ns in o fa al i – id en tif ic aç ão d a di sc ip lin a no m e M O D E LO S II I - C E R Â M IC O S E C O M P Ó S IT O S cu rs o D E S IG N - P R O JE TO D O P R O D U TO có di go 26 8 nº h or as / a ul a 80 an o 20 10 pe rí od o 8° s em es tr e di as e h or ár io s se xt as - f ei ra s - d as 1 9h 15 à s 22 h3 0 pr of es so r M A R C O S A N TO N IO S E R A FI M em ai l se ra fim @ cc b. or g. br ii – ob je tiv os ge ra l P ro po rc io na r c on he ci m en to d as té cn ic as , t ec no lo gi as e p ro ce ss os d e m od el ag em d e pr od ut os e m c er âm ic os e c om pó si to s. C on he ce r d iv er so s pr oc es so s de a ca ba m en to . es pe cí fic os - op er ac io na liz ad os Le va r o a lu no a : - C on he ce r e e xp lo ra r o s pr oc es so s pr od ut iv os d e ce râ m ic as p ar a re ve st im en to (c n) . - I de nt ifi ca r d ife re nt es ti po lo gi as d e re ve st im en to s ce râ m ic os (c p) . - C ria r e d es en vo lv er p ro je to s de D es ig n pa ra re ve st im en to s ce râ m ic os , t en do e m v is ta c on ce ito s m er ca do ló gi co s, c ul tu ra is e te nd ên ci as p ro du tiv as (a p) , ( an ). - P ro je ta r o bj et os u til iz an do m at er ia is c om pó si to s ag re ga nd o os c on he ci m en to s em m at er ia is c er âm ic os (s n) , ( av ). iii – e m en ta Té cn ic as , t ec no lo gi as e p ro ce ss os d e m od el ag em d e pr od ut os . M od el os c om m at er ia is c er âm ic os . M od el os c om C om pó si to s. Fo rm as d e ac ab am en to . iv – c on te úd o pr og ra m át ic o da ta co nt eú do bi bl io gr af ia r ec om en da da • 0 5/ 02 • A pr es en ta çã o da D is ci pl in a C on te úd o: H is tó ri a do R ev es tim en to C er âm ic o • G IO V A N N IN I, R . T ile F as hi on a nd D es ig n - V en t'a nn i d i p ro ge tt i e d i d ec or az io ni n el le c er am ic he d' ar ch ite tt ur a. F ae nz a: G ru po E di to ri al e Fa en za E di tr ic e, 2 00 0. • 1 2/ 02 • T ex to : " O D es ig n C er âm ic o se v ol ta p ar a a de co ra çã o" - C er âm ic a In fo rm aç ão n º 5 2, p ág , 3 7 a 41 C on te úd o: M et od ol og ia d e Pr oj et o em D es ig n C er âm ic o • G IO V A N N IN I, R . T ile F as hi on a nd D es ig n - V en t'a nn i d i p ro ge tt i e d i d ec or az io ni n el le c er am ic he d' ar ch ite tt ur a. F ae nz a: G ru po E di to ri al e Fa en za E di tr ic e, 2 00 0. • 1 9/ 02 • P av er - de fin iç ão , p ri nc ip ai s c on ce ito s g eo m ét ri co s ( m ód ul os , m al ha s, si m et ri a, r ep et iç ão ), re fe rê nc ia s e st ét ic as (M .C .E sc he r, T ra m as ) p ro bl em at iz aç ão M od ul aç õe s - e st ud o da fo rm a • G IO V A N N IN I, R . T ile F as hi on a nd D es ig n - V en t'a nn i d i p ro ge tt i e d i d ec or az io ni n el le c er am ic he d' ar ch ite tt ur a. F ae nz a: G ru po E di to ri al e Fa en za E di tr ic e, 2 00 0. W A L L N E R , L . I nt ro du cc io n a la C er am ic a. M ad ri d: L in de W al ln er , 1 99 7. • 2 6/ 02 • C on te úd o: - M et od ol og ia d e Pr oj et o em D es ig n C er âm ic o - C on he ce nd o as ti po lo gi as d e re ve st im en to c er âm ic o - T en dê nc ia s e D es ig n de R ev es tim en to C er âm ic o - P ro po si çã o de P ro je to : D es en vo lv im en to d e R ev es tim en to C er âm ic o e D es en vo lv im en to d e "P av er " C er âm ic o - P es qu is a co nc ei tu al p ar a Pr oj et o em D es ig n de R ev es tim en to C er âm ic o - P ro ce ss os d e co nf or m aç ão c er âm ic a - p re ns ag em , e xt ru sã o, m ol de , c ol ag em • G IO V A N N IN I, R . T ile F as hi on a nd D es ig n - V en t'a nn i d i p ro ge tt i e d i d ec or az io ni n el le c er am ic he d' ar ch ite tt ur a. F ae nz a: G ru po E di to ri al e Fa en za E di tr ic e, 2 00 0. • 0 5/ 03 • P ro je to e m D es ig n de R ev es tim en to C er âm ic o - P es qu is a e de fin iç ão c on ce itu al d o pr oj et o C on te úd o - C on ce ito s b ás ic os so br e te cn ol og ia d e re ve st im en to s c er âm ic os - P ro po si çã o de fo rm as p ar a pa ve rs c er âm ic os • B A R B A , A .; B E L T R Á N , V .; FE L IU , C .; G A R C IA , J. ; G IN É S, F .; SÁ N C H E Z , E .; SA N Z , V . M at er ia s pr im as p ar a la fa br ic ac ió n de so po rt es d e ba ld os as ce rá m ic as . C as te lló n: In st itu to d e T ec no lo gí a C er ám ic a- A IC E , 1 99 7. • 1 2/ 03 • D es en vo lv im en to d e Pr oj et o C er âm ic o - C ar ac te rí st ic as e p ro pr ie da de s d os r ev es tim en to s c er âm ic os - O ri en ta çã o de p ro je to s - D es en vo lv im en to d e Pa ve r C er âm ic o • B A R B A , A .; B E L T R Á N , V .; FE L IU , C .; G A R C IA , J. ; G IN É S, F .; SÁ N C H E Z , E .; SA N Z , V . M at er ia s pr im as p ar a la fa br ic ac ió n de so po rt es d e ba ld os as ce rá m ic as . C as te lló n: In st itu to d e T ec no lo gí a C er ám ic a- A IC E , 1 99 7. G IO V A N N IN I, R . T ile F as hi on a nd D es ig n - V en t'a nn i d i p ro ge tt i e d i d ec or az io ni n el le c er am ic he d' ar ch ite tt ur a. F ae nz a: G ru po E di to ri al e Fa en za E di tr ic e, 2 00 0. • 1 9/ 03 • D es en vo lv im en to d e Pr oj et o C er âm ic o - p ré - p ro du çã o de p ro tó tip os c er âm ic os - o ri en ta çã o de p ro je to s • G IO V A N N IN I, R . T ile F as hi on a nd D es ig n - V en t'a nn i d i p ro ge tt i e d i d ec or az io ni n el le c er am ic he d' ar ch ite tt ur a. F ae nz a: G ru po E di to ri al e Fa en za E di tr ic e, 2 00 0. C O M IN A T T O , B . F az en do A rt e co m C er âm ic a Pl ás tic a. S ão P au lo : D is al , 2 00 5 • 2 6/ 03 • D es en vo lv im en to d e Pr oj et o C er âm ic o - D es en vo lv im en to d e Pr ot ót ip os • G IO V A N N IN I, R . T ile F as hi on a nd D es ig n - V en t'a nn i d i p ro ge tt i e d i d ec or az io ni n el le c er am ic he d' ar ch ite tt ur a. F ae nz a: G ru po E di to ri al e Fa en za E di tr ic e, 2 00 0. C O M IN A T T O , B . F az en do A rt e co m C er âm ic a Pl ás tic a. S ão P au lo : D is al , 2 00 5 • 0 2/ 04 • F er ia do - Se xt a- fe ir a Sa nt a • • 0 9/ 04 • R ev is ão p ar a pr ov a A pr es en ta çã o e E xp os iç ão d os P ro je to s - T 1 - P av er s C er âm ic os • G IO V A N N IN I, R . T ile F as hi on a nd D es ig n - V en t'a nn i d i p ro ge tt i e d i d ec or az io ni n el le c er am ic he d' ar ch ite tt ur a. F ae nz a: G ru po E di to ri al e Fa en za E di tr ic e, 2 00 0. C O M IN A T T O , B . F az en do A rt e co m C er âm ic a Pl ás tic a. S ão P au lo : D is al , 2 00 5 • 1 6/ 04 • A va lia çã o te ór ic a • G IO V A N N IN I, R . T ile F as hi on a nd D es ig n - V en t'a nn i d i p ro ge tt i e d i d ec or az io ni n el le c er am ic he d' ar ch ite tt ur a. F ae nz a: G ru po E di to ri al e Fa en za E di tr ic e, 2 00 0. C O M IN A T T O , B . F az en do A rt e co m C er âm ic a Pl ás tic a. S ão P au lo : D is al , 2 00 5 • 2 3/ 04 • C on te úd o: C om pó si to s Pr op os iç ão d e Pr oj et os : U til itá ri os e B ijo ut er ia s E st ud o de fo rm a e ob je to s; • C O M IN A T T O , B . F az en do A rt e co m C er âm ic a Pl ás tic a. S ão P au lo : D is al , 2 00 5 • 3 0/ 04 • P es qu is a C on ce itu al d e Pr oj et os Pr op os iç ão d e m at er ia is , c er âm ic os + : - f ib ra s n at ur ai s - m ad ei ra - m et ál ic os • M A Z U M B A R , S . C om po si te s M nu fa ct ur in g: M at er ia ls , P ro du ct , a nd P ro ce ss E ng in ee ri ng . N ew Y or k: C R C P re ss L L C , 2 00 2 G A Y , D .; H O A S .; T A I, S. W . C om po si te m at er ia ls : de si gn a nd a pl ic at io ns . N ew Y or k: C R C P re ss L L C , 20 02 . • 0 7/ 05 • C ri aç ão e D es en vo lv im en to d e pr oj et os c om m at er ia is c om pó si to s D es en vo lv im en to d e Pr oj et os - m od el ag em • M A Z U M B A R , S . C om po si te s M nu fa ct ur in g: M at er ia ls , P ro du ct , a nd P ro ce ss E ng in ee ri ng . N ew Y or k: C R C P re ss L L C , 2 00 2 G A Y , D .; H O A S .; T A I, S. W . C om po si te m at er ia ls : de si gn a nd a pl ic at io ns . N ew Y or k: C R C P re ss L L C , 20 02 . • 1 4/ 05 • D es en vo lv im en to d e Pr oj et os e o ri en ta çã o - a ca ba m en to s • M A Z U M B A R , S . C om po si te s M nu fa ct ur in g: M at er ia ls , P ro du ct , a nd P ro ce ss E ng in ee ri ng . N ew Y or k: C R C P re ss L L C , 2 00 2 G A Y , D .; H O A S .; T A I, S. W . C om po si te m at er ia ls : de si gn a nd a pl ic at io ns . N ew Y or k: C R C P re ss L L C , 20 02 . • 2 1/ 05 • D es en vo lv im en to d e Pr oj et os e o ri en ta çã o - a pl ic aç ão d e m at er ia is n ão c er âm ic os • M A Z U M B A R , S . C om po si te s M nu fa ct ur in g: M at er ia ls , P ro du ct , a nd P ro ce ss E ng in ee ri ng . N ew Y or k: C R C P re ss L L C , 2 00 2 • 2 8/ 05 • F in al iz aç ão d e pr oj et os • M A Z U M B A R , S . C om po si te s M nu fa ct ur in g: M at er ia ls , P ro du ct , a nd P ro ce ss E ng in ee ri ng . N ew Y or k: C R C P re ss L L C , 2 00 2 • 0 4/ 06 • F er ia do - C or pu s C hr is ti • • 1 1/ 06 • A pr es en ta çã o de p ro je to s e r ev is ão d e co nt eú do • M A Z U M B A R , S . C om po si te s M nu fa ct ur in g: M at er ia ls , P ro du ct , a nd P ro ce ss E ng in ee ri ng . N ew Y or k: C R C P re ss L L C , 2 00 2 • 1 8/ 06 • A va lia çã o T eó ri ca • M A Z U M B A R , S . C om po si te s M nu fa ct ur in g: M at er ia ls , P ro du ct , a nd P ro ce ss E ng in ee ri ng . N ew Y or k: C R C P re ss L L C , 2 00 2 • 2 5/ 06 • P re pa ra çã o pa ra e xa m e • M A Z U M B A R , S . C om po si te s M nu fa ct ur in g: M at er ia ls , P ro du ct , a nd P ro ce ss E ng in ee ri ng . N ew Y or k: C R C P re ss L L C , 2 00 2 • 0 2/ 07 • E xa m es fi na is • V – M E T O D O L O G IA D E E N SI N O • 1 - A ul a ex po si tiv a 2- R ec ur so s A ud io V is ua is 3- A ul as P rá tic as e m la bo ra tó ri o 4- L ei tu ra e d is cu ss ão d e te xt os V I – A V A L IA Ç Ã O In st ru m en to s d e av al ia çã o A a va lia çã o é re al iz ad a m ed ia nt e os se gu in te s i ns tr um en to s: • A va lia çã o te ór ic a, e sc rit a bi m es tra l A pr es en ta çã o or al , i m pr es sa e d e pr ot ót ip os d os p ro je to s C rit ér io s p ar a ap ro va çã o • C um pr ir to da s as e ta pa s do d es en vo lv im en to d os p ro je to s at é a ap re se nt aç ão fi na l n as fo rm as o ra l e e sc rit a, 6 0% d e ac er to n as p ro va s es cr ita s e pa rti ci pa çã o pr es en ci al n as a ul as . V II – B IB L IO G R A FI A B ás ic a M A ZU M B A R , S . C om po si te s M nu fa ct ur in g: M at er ia ls , P ro du ct , a nd P ro ce ss E ng in ee rin g. N ew Y or k: C R C P re ss L LC , 2 00 2 LE S K O , J . D es ig n In du st ria l: m at er ia is e p ro ce ss os d e fa br ic aç ão . S ão P au lo : E dg ar d B lü ch er , 2 00 4 LÖ B A C H , B er nd . D es ig n In du st ria l: ba se s pa ra a c on fig ur aç ão d os p ro du to s. S ão P au lo : E dg ar d B lü ch er , 2 00 1 C om pl em en ta r