UNESP - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação Departamento de Comunicação Social Relatório de produção - Grande reportagem - Programa Unesp para o Desenvolvimento Sustentável de São Luiz do Paraitinga Tássia Tieko Murasawa Bauru – SP 2011 2 UNESP - Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação Departamento de Comunicação Social Relatório de produção - Grande reportagem - Programa Unesp para o Desenvolvimento Sustentável de São Luiz do Paraitinga Tássia Tieko Murasawa Projeto experimental desenvolvido pela aluna Tássia Tieko Murasawa, do curso de Comunicação Social - habilitação em Jornalismo - apresentado ao Departamento de Comunicação Social da Faculdade de Arquitetura , Artes e Comunicação, da Universidade Estadual Paulista " Júlio de Mesquita Filho”, atendendo à resolução 002/84 do Conselho Estadual de Educação, para obtenção do grau de Bacharel em Jornalismo. Orientadora: Profa. Ms. Maria Helena Gamas Bauru – SP 2011 3 Dedico este trabalho ao Prof. Dr. José Xaides de Sampaio Alves que, apesar dos empecilhos e da longa distância entre Bauru e São Luiz do Paraitinga, não desistiu de trabalhar pelo o que acredita. Mesmo com algumas críticas mútuas, foi para mim um grande mestre. 4 Agradeço aos meus pais, Hélio e Nair, que com muito amor sempre me apoiam nas conquistas, ao meu namorado Douglas Almeida, que me deu força nos momentos mais tensos do trabalho, e à orientadora Maria Helena Gamas, pelo incentivo à carreira. 5 Sumário Introdução ................................................................................................................................ 6 1.Tema ...................................................................................................................................... 7 1.1 O que é projeto de extensão .................................................................................. 7 1.2 São Luiz do Paraitinga, a cidade ...........................................................................7 1.3 A reportagem ........................................................................................................ 8 2. Linguagem ........................................................................................................................... 9 3. Produção ............................................................................................................................ 10 3.1 Conhecendo São Luiz do Paraitinga................................................................... 10 3.2 Reportagem sobre o projeto de arquitetura ..................................................... 11 3.3 Projeto Ágora 21 e a comunicação dentro do Programa...................................12 3.4 As entrevistas ....................................................................................................... 13 3.5 Pesquisa de material ............................................................................................ 14 3.6 Equipamentos ...................................................................................................... 14 3.7 Elaboração do Roteiro......................................................................................... 15 3.8 Edição ................................................................................................................... 16 3.8.1 Entrevistas excluídas .............................................................................17 4. Ficha técnica .......................................................................................................................17 5. Roteiro ................................................................................................................................19 6. Considerações finais .......................................................................................................... 47 7. Anexos ................................................................................................................................ 48 Anexo 1 – Proposta de aprovação do Programa Unesp para o Desenvolvimento Sustentável de São Luiz do Paraitinga 6 Introdução Esse trabalho é o relatório de produção da reportagem especial sobre o Programa Unesp para o Desenvolvimento Sustentável de São Luiz do Paraitinga, projeto de extensão criado em 2010 sob aval direto da reitoria da universidade que se propôs a auxiliar a reconstrução de uma cidade histórica que foi destruída por uma enchente. O objetivo dessa grande reportagem é informar sobre tudo o que foi feito pelo Programa Unesp e suas onze frentes de trabalho. A primeira parte deste relatório de produção trata da escolha do tema da reportagem. A motivação da pauta e o encaminhamento dado ao trabalho se devem à relevância da cidade de São Luiz do Paraitinga como um patrimônio histórico brasileiro, a tragédia que a atingiu e a dimensão de um programa de trabalho que mobilizou diversos professores e alunos da Unesp em uma única causa: reconstruir. A segunda parte trata da linguagem desse produto de comunicação social: grande reportagem para televisão. As teorias e técnicas que basearam toda a produção da reportagem e sua relevância como produto jornalístico. O processo produção da reportagem está descrito na terceira parte deste relatório. Desde o pré-roteiro, as primeiras filmagens, as entrevistas, as dificuldades técnicas, o texto e a edição, provando que é possível fazer uma boa produção sem equipamentos de primeira qualidade e com uma equipe reduzida, na maioria das vezes, a uma única pessoa. Em seguida, na quarta parte do relatório, encontra-se a ficha técnica da grande reportagem (créditos de imagens, produção e entrevistas) e também o roteiro completo, o qual guiou todo o processo de edição. Nele é possível observar a organização das informações técnicas e de conteúdo, com as entrevistas, os textos de off, as passagens, os inserts etc. Nas considerações finais, encontra-se o meu parecer a respeito de todo o trabalho que realizei sobre São Luiz do Paraitinga, tendo a grande reportagem como o produto final, mas que não restringe a experiência vivida dentro dos mais de onze meses de convivência, que resultaram em um aprendizado que vai muito além do acadêmico, e que também geraram oportunidades para a minha futura e já iniciada carreira de jornalista. Por último, encontram-se os anexos, nos quais é possível consultar algumas matérias jornalísticas que complementam a produção realizada para a grande reportagem e também a proposta oficial do Programa Unesp para o Desenvolvimento Sustentável de São Luiz do Paraitinga, de abril de 2010. 7 1. Tema 1.1 O que é projeto de extensão O Artigo 8° da Resolução Unesp 102, de 29/11/2000, define “Extensão Universitária”, nos seguintes termos: Art.8º Entende-se por extensão as ações desenvolvidas sob a forma de programas, subprogramas, projetos e atividades, inseridos nas 11 (onze) áreas temáticas (Comunicação, Cultura, Direitos Humanos, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia, Trabalho, Ciências Agrárias e Veterinárias, Espaços Construídos e Política e Economia), em consonância com as orientações do Plano Nacional de Extensão Universitária, visando: I - Integrar o ensino e a pesquisa com as demandas da sociedade, buscando o comprometimento da comunidade universitária com interesses e necessidades da sociedade, em todos os níveis, estabelecendo mecanismos que relacionem o saber acadêmico ao saber popular. II - Democratizar o conhecimento acadêmico e a participação efetiva da sociedade na vida da Universidade. III - Incentivar a prática acadêmica que contribua para o desenvolvimento da consciênc ia social e política, formando profissionais -cidadãos. IV - Participar criticamente das propostas que objetivem o desenvolvimento regional, econômico, social e cultural. V - Contribuir para reformulações de concepções e práticas curriculares da Universidade, bem como para a sistematização do conhecimento produzido. §2º Os Projetos devem ser entendidos como AÇÕES PROCESSUAIS contínuas de caráter educativo, cultural, científico e tecnológico. 1.2 São Luiz do Paraitinga São Luiz do Paraitinga fica no interior paulista, a 170 quilômetros de São Paulo, no Vale do Paraíba, entre as cidades de Taubaté e Ubatuba. Possui uma população de aproximadamente dez mil habitantes. Sua economia gira em torno da agropecuária e do turismo. A cidade foi fundada no final do século XVII e até hoje preserva os casarões típicos daquela época, que hoje são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional 8 (IPHAN) e também pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT). Por conta dessa arquitetura e também pelas tradições culturais, São Luiz do Paraitinga é uma estância turística, ou seja, recebe uma verba estadual especial para investir nesse setor. A cidade possui muitas atrações. Entre a história e o cotidiano, durante todo o ano a cidade vive um vasto calendário de manifestações religiosas e profanas, que têm seus pontos altos no Carnaval e na Festa do Divino Espírito Santo. Além disso, São Luiz do Paraitinga possui fama de terra dos músicos, de um povo ordeiro e contente com espírito vivo nas festas de forte tradição histórica e cultural. A cidade também é muito procurada pelos praticantes de esportes de aventura. Há trilhas para mountain bike, caminhada e cavalgada, trechos de prática do arborismo e rafting. 1.3 A reportagem “Eu posso dizer que a Unesp foi a nossa grande parceira, em todos os sentidos (...) Foram os parceiros da reconstrução mesmo, daqueles que a gente nunca mais vai esquecer” – Ana Lúcia Billard, prefeita de São Luiz do Paraitinga, em entrevista no dia 21 de outubro de 2011. São Luiz do Paraitinga é uma cidade histórica que foi inundada no início de 2010 em decorrência das fortes chuvas dessa época do ano. A cidade já sofria regularmente com pequenas enchentes, mas, dessa vez, o nível do rio Paraitinga subiu mais de dez metros e destruiu muitos prédios tombados pelo patrimônio histórico estadual, inclusive a Igreja Matriz, construção do século XVIII, símbolo religioso e identitário da cidade. Além disso, a enchente deixou centenas de pessoas desabrigadas e comprometeu a vida de todos os moradores. Logo após a tragédia, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) foi convocada pela prefeitura de São Luiz do Paraitinga para auxiliar na gestão e aplicação do Plano Diretor Participativo da cidade, isso porque a universidade já havia ajudado na elaboração do Plano muito antes da enchente, num processo que teve início em 2005. Com o aval do então reitor Herman Voorwalt, foi criado o Programa Unesp para o Desenvolvimento Sustentável de São Luiz do Paraitinga, composto por 11 frentes de trabalho com a participação de diversos campus da Universidade atuantes em diferentes áreas, todas 9 voltadas para a reconstrução da cidade, não apenas em aspectos materiais e estruturais que surgiram na emergência da crise, mas também na parte humana e política. O Programa atuou por quase dois anos e agora, em dezembro de 2011, chega ao fim, já que se cessa o subsídio que recebeu da reitoria. Porém, o trabalho da Unesp em São Luiz do Paraitinga não se encerra por aí. O trabalho realizado nesses dois anos foi reconhecido pela cidade e a Câmara Municipal aprovou, em novembro, a lei que permite que a Prefeitura arque com os gastos das viagens dos alunos e professores até São Luiz em 2012 e, assim, o Programa vai continuar existindo. Além disso, os coordenadores do Programa tentam encontrar recursos externos à Unesp para dar continuidade aos projetos, como, por exemplo, através da Fapesp e outras agências de financiamento de pesquisas. Um Centro de Pesquisa está em fase de estruturação a partir da integração de mais uma colaboradora, a Prof. Rosangella Leotte, do Instituto de Artes, Câmpus São Paulo, em parceria com outras universidades nacionais e internacionais. 2. Linguagem “O conteúdo transmitido pela TV e pelo vídeo é a verdadeira síntese da criatividade e da tecnologia, além de ser o melhor meio para se divulgar uma ideia.” (KELLISON, 2007, p. XIX) Partindo dessas duas ideias que o formato vídeo jornalístico foi escolhido como a melhor e mais efetiva maneira de reportar o trabalho realizado pelo Programa Unesp para o Desenvolvimento Sustentável de São Luiz do Paraitinga. De acordo com Guilherme Jorge de Rezende, no livro Telejornalismo no Brasil – Um perfil editorial, dentro dos conteúdos telejornalísticos, é possível identiticar alguns formatos mais comuns: nota, reportagem, entrevista, indicadores econômicos, editorial, comentário e crônica. Como o objetivo da produção é informar sobre o trabalho de reconstrução que foi realizado pela Unesp em São Luis do Paraitinga e mostrar a atuação de cada uma das onze frentes de trabalho nos quase dois anos de atuação, o formato escolhido foi a reportagem. “Em geral, o formato reportagem põe o repórter em evidência, narrando um assunto e fazendo entrevistas. Utilizado em todas as categorias, os vários gêneros aplicam o formato reportagem em programas de auditório, de esportes, políticos e educativos. Tem lugar 10 garantido nos programa de categoria informação. A reportagem é um exemplo de formato que pode usar outros, como depoimento, narração em off e legendado” (SOUZA, p.174) Por oferecer ao telespectador informações detalhadas sobre o Programa Unesp e também por não ser o tipo de reportagem que seria veiculada dentro da grade de um telejornal comum - por conta da sua longa duração - a produção é classificada, dentro do formato reportagem, como uma grande reportagem, ou reportagem especial. Segundo a definição de Miguel Peres Calderon, a grande reportagem é a análise e a síntese de um fato ou acontecimento de interesse nacional ou internacional. A grande reportagem tem o caráter noticioso, abordando em profundidade e extensão, o fato que ainda está ocorrendo, facilitando ao telespectador conhecer, de forma mais completa, os aspectos e as circunstâncias referentes ao acontecimento. 3. Produção 3.1 Conhecendo São Luiz do Paraitinga Até 2009, São Luiz do Paraitinga para mim era uma cidade para onde muitos dos meus amigos iam pular carnaval. Por ser perto da minha cidade natal, São José dos Campos, o pessoal costumava organizar excursões, dessas que vão e retornam no mesmo dia. Todos falavam muito bem da festa, de que lá só tocava marchinhas e que as ruas ficavam lotadas de gente. De tanto ouvir propagandas dessa festa, decidi que, em 2010, conheceria São Luiz e lá seria o destino do meu carnaval. Mas, infelizmente, no início de 2010 aconteceu a enchente, e a minha expectativa foi a zero. Nunca imaginaria que, de fato, nesse mesmo ano eu conheceria a cidade, ainda mais da forma e na intensidade como aconteceu. Em maio de 2010, eu integrava a equipe da Web TV FAAC – projeto de extensão que produz um telejornal periódico sobre notícias da universidade e de Bauru – e, durante um levantamento de pautas, eu e meu então colega Gabriel Duarte encontramos uma pequena matéria no site da faculdade que falava que a Unesp estava ajudando na reconstrução de São Luiz do Paraitinga e que um dos coordenadores desse projeto era da FAAC, o professor José Xaides, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo. O assunto logo despertou nosso interesse para a produção de uma entrevista para a Web TV e entramos em contato com o professor Xaides. A entrevista foi marcada e foi na casa do docente que eu e Gabriel pudemos visualizar a dimensão do projeto do professor de 11 arquitetura e também das outras frentes de trabalho que estavam atuando na cidade. A entrevista foi editada e encontra-se, quase que na íntegra, como quase 12 minutos de duração, no canal da Web TV no Youtube. Em novembro do mesmo ano, o professor Xaides solicitou à Web TV a produção de uma reportagem especial sobre o projeto do grupo de arquitetura. Assim, com subsídios do Programa Unesp, eu e Gabriel viajamos com o professor até São Luiz do Paraitinga, no dia 11 de novembro, quando foram realizadas as primeiras gravações. O professor Xaides nos levou para fazer um “tur” pela cidade. Mostrou-nos as áreas mais afetadas, explicou as razões naturais e humanas da enchente, falou sobre os planos da Unesp e sobre os projetos. Nessa primeira viagem, fiquei impressionada com a cidade. Ao mesmo tempo em que era bela, por conta dos casarões do centro histórico, era também triste. As “cicatrizes” da enchente ainda estavam lá. Os escombros da igreja matriz, as marcas do nível ao qual o rio chegou estampandas nas paredes de alguns sobrados, as paredes de pau a pique claramente judiadas pela enchente. Mas a impressão melancólica logo mudou assim que conheci alguns luizenses. Todos com quem conversei tinham alguma história sobre a enchente, mas nenhuma foi contada de forma trágica, as vozes transpareciam uma esperança admirável. Eu e o Gabriel participamos de algumas reuniões com os assessores municipais – que exercem cargos equivalentes ao de secretários e diretores em outras cidades – e, assim, pudemos ter uma dimensão maior dos problemas que a cidade enfrentava e que, grande parte deles, já existia desde antes da enchente, mas que, com a tragédia, intensificaram-se. Por exemplo, a questão do turismo. 3.2 Reportagem sobre o projeto de arquitetura Nessa primeira etapa, foram produzidas mais de dez horas de gravações na cidade e também em Bauru. Em São Luiz, para onde eu e o Gabriel viajamos duas vezes, somando ao todo cinco dias de gravação, entrevistamos gestores municipais, membros de conselhos municipais e o professor Maurício Delamaro, da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, Câmpus de Guaratinguetá, que é coordenador-geral do Programa junto com o Prof.Xaides. Além dessas entrevistas oficiais, fizemos muitas imagens da cidade, entrevistamos moradores e artistas locais, como os poetas Ditão do Virgílio e Benito Campos, dona Cinira, que era 12 viúva do músico Elpídio dos Santos e falesceu em maio deste ano. Creio que a entrevista que fizemos foi uma das últimas que dona Cinira gravou em vídeo. Em Bauru, entrevistamos o Prof. Xaides, os estudantes de arquitetura que são bolsistas do projeto e também gravamos os textos de off e as passagens. O objetivo dessa primeira reportagem foi abordar o conceito do Programa Unesp como um todo e dar foco às ações realizadas pela frente de arquitetura, responsável pela gestão do Plano Diretor Participativo da cidade, coordenada por Xaides. Para as filmagens, utilizamos uma câmera da Web TV, um tripé, um microfone de mão e um microfone de lapela, que nem sempre funcionava. Utilizamos dez fitas mini-DV compradas com a verba do projeto do professor Xaides, que, depois das gravações, nos rendeu dez horas de capturação de vídeo no Laboratório de Televisão da faculdade. A digitalização das fitas foi armazenada em um HD externo da Web TV e, posteriormente, foi passado para um dos computadores da salinha da Web TV. Como já estávamos em meados de novembro, tivemos pouco tempo para produzir a reportagem, já que o ano letivo estava chegando ao fim. Assim, eu e o Gabriel passamos muitas horas dentro da Web TV editando a reportagem e, por mais de duas vezes, chegamos a ficar até de madrugada trabalhando na Unesp. No fim, todo esse trabalho reudeu uma reportagem de aproximadamente 20 minutos de duração, que teve considerável repercussão dentro da reitoria da Unesp, já que, até então, era o único produto audiovisual sobre o Programa Unesp, que se tornou um dos mais extensos projetos de extensão da universidade. 3.3 Projeto Ágora 21 e a comunicação dentro do Programa Unesp O sucesso da primeira reportagem especial, que foi produzida através da Web TV FAAC, possibilitou uma aproximação da produção jornalística com o Programa e, no início de março, recebi a proposta do Xaides para participar de uns de seus projetos, o Ágora 21. O nome ágora é uma referência à praça pública da pólis grega, onde eram realizadas discussões de interesse público, feiras livres, tribunais populares etc. O objetivo desse projeto é fomentar a participação popular dentro da gestão pública, promovendo reuniões de bairro e audiências públicas, e transformar esses eventos em produtos audiovisuais, como programas para televisão, site de notícias etc, de forma a divulgar essas ações. 13 O projeto Ágora 21 já existia há cerca de três anos, mas, só a partir de 2011 é que foi beneficiado com duas bolsas PROEX. Assim, fui convidada a pleitear uma dessas bolsas de extensão. Desvinculei-me da Web TV e, a partir de março, passei a participar de quase todas as viagens que o professor Xaides fazia junto com os alunos de arquitetura para São Luiz do Paraitinga. As viagens geralmente eram de van e duravam cerca de sete horas, já que percorríamos uns 500 quilômetros de estrada a cada 15 dias. Em São Luiz, eu acompanhava os trabalhos do grupo de arquitetura e também documentava as reuniões dos conselhos municipais. Para registrar as ações, passei a utilizar uma handy cam e um tripé, ambos pertencentes aos projetos do Xaides. Também montei um blog, que leva o nome original do Programa, no endereço: unespsaoluiz.wordpress.com. No blog, há matérias e boletins sobre os trabalhos realizados pela Unesp na cidade. Um dos registros mais importantes que fiz foi a gravação da audiência pública sobre obras emergenciais no Rio Paraitinga, realizada no dia 29 de abril de 2011. O vídeo na íntegra pode ser encontrado no acervo digital da Unesp, junto ao MHAR, Museu de História e Arte Regional de São Luiz do Paraitinga. 3.4 As entrevistas Para poder reportar o trabalho das onze frentes do Programa Unesp, não bastaria ler a proposta de atuação oficial (em anexo) e conversar com os professores Xaides e Delamaro, que são os coordenadores gerais do projeto. Por isso, desde o início houve um grande esforço para conseguir entrevistar todos os professores da Unesp e gestores municipais envolvidos. As perguntas básicas que guiaram as entrevistas com os professores foram: qual é a sua atuação dentro do Programa Unesp; qual o objetivo do trabalho; qual a relevância dele; quais foram os entraves; quais foram os resultados. Já com os gestores municipais foram questionados a respeito da sua atuação dentro da reconstrução e também a relevância do projeto da Unesp dentro das áreas específicas. Como todos os gestores munipais também são luizenses, ou seja, também foram afetados pela enchente, os instiguei a contar suas experiências pessoais do dia da tragédia. Foram realizadas mais de 20 entrevistas, dentre professores, moradores, gestores municipais, estudantes e artistas, como os poetas Ditão do Virgílio e Benito Campos, e 14 também a viúva do músico Elpídio dos Santos, dona Cinira dos Santos, que falesceu em maio deste ano. Como a ideia inicial era seguir um modelo mais documental, procurei guiar a entrevista de modo que os entrevistados dessem respostas completas, ou seja, repetissem o enunciado da pergunta na introdução de suas respostas. 3.5 Pesquisa de material O trabalho de arrecadar e organizar materiais, tanto de conteúdo quanto ilustrativos, foi demorado e incessante. Hoje, o meu HD externo pessoal tem cerca de 300 G de memória só em arquivos relacionados ao Programa Unesp para o Desenvolvimento Sustentável de São Luiz do Paraitinga. Dentre os arquivos, há a gravação bruta de todas as entrevistas realizadas – foram cerca de 20 entrevistados -, a decupagem das entrevistas, fotos, vídeos, apresentações de slide, animações, mapas, projetos etc. O meu HD é praticamente um acervo digital do Programa Unesp. Parte desse material é de produção própria, mas a grande maioria são arquivos que foram cedidos a mim por professores, bolsistas do projeto, gestores municipais, artistas e fotógrafos. Muitos deles podem ser acessados e também baixados do acervo digital da Unesp, no MHAR (Museu de História e Arte Regional de São Luiz do Paraitinga). Para fazer a edição do vídeo, tive que assimilar todo o material disponível, de modo a ilustrar as informações o máximo possível. 3.6 Equipamentos Os equipamentos utilizados nessa produção foram variados, desde equipamentos profissionais, semi-profissionais e até câmeras domésticas, tipo Cyber Shot, da Sony. Só quem trabalha com vídeo sabe a dificuldade que é fazer uma boa gravação de áudio e vídeo com equipamentos não-profissionais ou profissionais ultrapassados, o cuidado que se deve ter com os detalhes técnicos e a paciência para lidar com imprevistos tecnológicos. As primeiras gravações para a produção da grande reportagem foram feitas como uma câmera profissional Panasonic, que grava em fitas mini-DV. A qualidade da filmagem é boa, 15 porém, para poder editar as imagens, é preciso digitalizá-las, o que toma muito tempo e também espaço de memória. Sem contar a bateria, que precisava ser recarregada de tempos em tempos, pois já estava “viciada”. O microfone era de mão e muitas vezes o cabo estava com mau contato, o que ocasionava ruídos à gravação. Caso fosse necessário utilizar o microfone de lapela, era preciso carregar muitas baterias de nove volts, porque se gastava muito, mesmo em filmagens curtas. Os ruídos nas gravações ocasionados pelo mau contato dos cabos, fez com que eu não pudesse aproveitar parte das entrevistas na produção do vídeo. Muitas vezes realizei gravações com esses equipamentos sem o auxílio de outra pessoa. Só a câmera Panasonic pesa cerca de três quilos. O tripé deve pesar cerca de quatro quilos, além de não ser muito portátil. Ou seja, utilizar o equipamento profissional se tornou inviável depois de um certo tempo de produção. Ainda mais porque em São Luiz do Paraitinga tive que andar muito pela cidade junto com os bolsistas de arquitetura. Com a chegada dos equipamentos requisitados através do professor Xaides, passei a utilizar uma handy cam e um tripé de alumínio. Ambos devem pesar, juntos, menos de três quilos. Porém, a desvantagem desse equipamento mais portátil é que a câmera não tem entrada para microfone externo. Ou seja, se o ambiente da gravação não estivesse silencioso, e sem ventos, de nada adiantava. A gravação ficava ruim por conta do áudio. Sem contar que, o programa que utilizo para editar os vídeos (Adobe Premiére), não suporta os formatos que a handycam utiliza, o que me obrigou a converter muitos arquivos. Para tentar driblar essas dificuldades com os equipamentos, nas últimas gravações, ousei utilizar uma câmera doméstica com o auxílio de um gravador de voz digital. A qualidade máxima de gravação da câmera doméstica não decepcionou. Em minha opinião, o casamento da imagem da câmera com o áudio do gravador durante a edição ficou satisfatória, o que prova que é possível produzir vídeos legais sem o uso de super equipamentos. 3.7 Elaboração do roteiro Antes de começar todas as gravações e entrevistas, já havia um pré-roteiro da produção na minha mente. Porém, na hora de sentar e escrever o roteiro, tive dificuldades em sintetizar a grande quantidade de informações. São ao todo onze frentes de trabalho atuantes dentro do Programa Unesp, sendo uma delas responsável pela coordenação das demais. O primeiro desafio foi elencar a ordem de 16 apresentação dos projetos e também introduzir o vídeo com uma contextualização histórica, no caso, a tragédia da enchente, que é a protagonista da razão do Programa Unesp existir. Cada uma das frentes por si só renderiam uma grande reportagem, pois todas realizaram trabalhos de grande relevância na cidade. Porém, o intuito do vídeo não era esse, logo, busquei sintetizar as informações de modo a não focar demais em nenhum projeto, mas também sem deixar de falar os pontos principais de cada um. A princípio, o vídeo produzido não teria o formato de grande reportagem, mas sim algo mais documental, no qual os personagens falam por si e não há inserções de fala de narrador. Porém, com o excesso de informações e a dificuldade de aproveitar falas concisas e objetivas dos entrevistados, fui orientada a modificar o formato e deixá-lo mais jornalístico, mais próximo do que assistimos na TV, utilizando informações em off. 3.8 Edição Como a mudança do gênero documental para o de reportagem veio depois que o primeiro roteiro já estava definido, não foi simples adaptar a edição de vídeo, que também já estava previamente pronta. A edição de vídeo requer muita paciência. Além de fazer os cortes necessários, é preciso ajustar o áudio e o vídeo, e isso dá muito trabalho. Foram semanas e mais semanas só de edição, o que acabou se tornando mais cansativo do que gravaçõe. Para mim, a grande dificuldade da edição é lidar com a parte técnica. Trabalhar com vídeo exige muito da capacidade do computador, e isso é um aspecto que muitas vezes foge do controle de quem edita, pois os softwares podem de repente travar, os arquivos se corromperem e você perder todo o trabalho. Isso aconteceu com o meu projeto mais de uma vez e, a única coisa que pude fazer foi refazer o trabalho. O lado bom disso é que toda vez que precisei refazer algo, acabei criando coisas novas, além de que, melhorei minha agilidade no uso do computador e das ferramentas de edição. 17 3.8.1 Entrevistas excluídas Muitas entrevistas que gravei para o Programa Unesp não foram incluídas neste trabalho por uma questão de escolha editorial. Preferi não incluir os depoimentos dos alunos porque senão teria que entrevistar pelo menos um aluno de cada projeto, o que era inviável. É claro que é interessante saber o que o aluno tem a dizer sobre o projeto, mas isso deixaria o vídeo ainda mais extenso. Já o parecer dos moradores seria interessante para mostrar o lado de quem sofreu a tragédia da enchente e quer ter suas reclamações ouvidas, porém, a proposta do vídeo não é pôr em checagem o Programa Unesp. O vídeo tem caráter institucional, é para ser didático e explicar o que cada uma das frentes de trabalho fez. Mesmo que a intenção da reportagem fosse explorar o lado social do projeto, não caberia elencar a população como fonte primária, isso porque o Programa Unesp não é assistencialista. Alguns projetos lidaram diretamente com a população, como por exemplo, o grupo de psicologia do Câmpus de Assis. Mas, na verdade, os professores do Programa são orientadores de gestores. A Unesp não subsidiou nada além das viagens dos participantes e alguns equipamentos. Ela funcionou como uma mão, quase que invisível, aos olhares comuns, e que direcionou o trabalho dos gestores na reconstrução da cidade. A responsável pela execução dos projetos propostos é a Prefeitura junto com o Estado. As entrevistas com os gestores municipais suprem a necessidade jornalística de mostrar “o outro lado”. 4. Ficha técnica Nome: Grande reportagem - Programa Unesp para o Desenvolvimento Sustentável de São Luiz do Paraitinga Ano: 2011 Duração: 40 minutos Gênero: Grande reportagem Objetivo: Informar sobre o trabalho das onze frentes da Unesp que atuaram na reconstrução de São Luiz do Paraitinga, cidade no interior paulista devastada por uma enchente em janeiro de 2010. Direção: Tássia Tieko Murasawa 18 Produção: Tássia Tieko Murasawa, Gabriel Ferreira Duarte Barbosa e Laís Restivo Semis Edição: Tássia Tieko Murasawa Cinegrafista: Tássia Tieko Murasawa, Gabriel Ferreira Duarte Barbosa e Laís Restivo Pós-produção: Tássia Tieko Murasawa e Diogo Yudi Azuma Fotografias: Maurício Delamaro, Jerry Rodrigues, Tássia Tieko Murasawa, José Bento Ferreira, Frente de Psicologia da Unesp de Assis, Músicas: - Anjos – Banda Estrambelhados - Rainha Maricota – Banda Estrambelhados - Bloco do Caipira- Banda Estrambelhados Entrevistados em ordem alfabética: Arminda Campos Ana Lúcia Billard Cristiane Bittencourt Cristiane Inácio de Campos Eduardo Coelho José Carlos de Oliveira José Luis Bizelli José Xaides de Sampaio Alves Juliana Costez Barbosa Manuel Joaquim da Silva Maurício César Delamaro Natalia Moradei Netto Campos Sérgio Costa Soraia Georgina Ferreira de Paiva Cruz 19 5. Roteiro ROTEIRO Grande reportagem – Programa Unesp para o Desenvolvimento Sustentável de São Luiz do Paraitinga Tempo: 32 „ Repórter: Tássia Tieko Murasawa IMAGEM SOM Imagens da enchente acompanham o ritmo do sino *** BADALAR DO SINO – faixa seis Anjos *** Fotos da cidade destruída ** 1 OFF ** NO DIA PRIMEIRO DE JANEIRO DE 2010, A CIDADE DE SÃO LUIZ DO PARAITINGA, A 170 QUILÔMETROS DE SÃO PAULO, FICOU DEBAIXO D‟AGUA./ O NÍVEL DO RIO PARAITINGA SUBIU MAIS DE DEZ METROS ACIMA DO NORMAL.// A ENCHENTE DEIXOU CENTENAS DE PESSOAS DESABRIGADAS E DESTRUIU A CIDADE QUE É DONA DE UM DOS MAIORES CONJUNTOS ARQUITETÔNICOS TOMBADOS PELO PATRIMÔNIO HISTÓRICO DO ESTADO.// Fotos das primeiras visitas dos alunos na cidade *** SOBE BG** ** 2 OFF ** APÓS A ENCHENTE, ALUNOS E PROFESSORES DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA SE MOBILIZARAM PARA AUXILIAR A RECONSTRUÇÃO DA CIDADE./ FORAM FORMADAS 11 FRENTES DE TRABALHO./ ESSAS FRENSTE INTEGRARAM O PROGRAMA UNESP PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DE SÃO LUIZ DO PARAITINGA.// GC título: “Programa Unesp para o Desenvolvimento Sustentável de São Luiz do Paraitinga” **SOBE BG VINHETA** **DESCE BG ** 20 GC: Tássia Tieko **PASSAGEM** Mais de um ano se passou desde a criação do Programa muito trabalho foi feito, em diversas áreas: arquitetura, urbanismo, direito, administração pública, turismo, história e engenharia. /Um bom exemplo de como a universidade pública pode retornar à sociedade o investimento que é dado a ela, aliando pesquisa, ensino e extensão.// Agora você conhecer um pouco da atuação dessas frentes, começando pelo grupo responsável pela gestão do plano diretor participativo da cidade, que é o que deu origem à presença da Unesp em São Luiz do Paraitinga.// GC: Gestão do Plano Diretor Participativo ** SOBE VINHETA** Fotos e imagens das ruas da cidade Foto do Xaides Foto do Bizelli ** 3 OFF ** O PRIMEIRO CONTATO DA UNESP COM A CIDADE FOI EM 2005, COM UM PROJETO COORDENADO PELOS PROFESSORES JOSÉ XAIDES, DO CAMPUS DE BAURU, E JOSÉ LUIS BIZELLI, DE ARARAQUARA. // GC: José Xaides de Sampaio Alves – coordenador geral – Unesp / Bauru **SONORA – XAIDES – 40” ** Nós fomos para lá por conta de São Luiz estar situado num contexto de região de baixo índice de desenvolvimento humano. Fotos da cidade ** 4 OFF** ALÉM DE SLP, OUTROS QUINZE MUNICÍPIOS COM BAIXO IDH DO ESTADO RECEBERAM O AUXÍLIO DOS PROFESSORES NA ELABORAÇÃO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA CIDADE./ A PARTIR DE 2006, ALGUNS DOS MUNICÍPIOS SOLICITAR AM A AJUDA DA UNESP NA ELABORAÇÃO DE UM PLANO DIRETOR./ UM DELES FOI SÃO LUIZ DO PARAITINGA.// 21 GC: NATÁLIA MORADEI - assessora de obras Imagens dos mapas com zoneamentos **SONORA – NATÁLIA MORADEI** A principal função do plano era ordenar o uso e a ocupação do solo, criando zoneamentos e áreas de interesse social, para resolver os problemas que o município já enfrentava antes, criar áreas de expansão urbana. Fotos das reuniões de bairro ** 5 OFF ** O PLANO DIRETOR PARTICIPATIVO FOI ELABORADO JUNTO COM OS GESTORES MUNICIPAIS E COM A POPULAÇÃO NO PERÍODO DE 2005 A 2009// Fotos das reuniões de bairro **SONORA – NATALIA MORADEI ** Um diferencial do Plano de São Luiz é que ele aborda a questão rural que, na época eu lembro que foi bastante participativo, principalmente pelas pessoas poderem falar realmente do seu bairro. Como foram bem localizadas, todas elas puderam expor as necessidades, o que elas pretendiam os problemas também da região que precisavam ser resolvidos.// Fotos da enchente **6 OFF ** A CÂMARA MUNICIPAL APROVOU O PLANO DIRETOR EM DEZEMBRO DE 2009, 15 DIAS ANTES DE A ENCHENTE ACONTECER.// GC: Cristiane Bittencourt – assessora municipal do planejamento GC: Sansão do Plano Diretor Participativo – 07/01/2010 ** SONORA – CRISTIANE BITTECOURT – 20” ** Era uma ideia fazer um convênio para a gestão do plano diretor com a Unesp antes da enchente. E aí era o momento, a Unesp ter que vir, ela conhece a cidade. Ninguém melhor do que a Unesp que já planejou com a gente antes e nos assessorou na elaboração do plano diretor para concretizar a gestão dele e nos assessorar nessa gestão. ** 7 OFF ** 22 Foto do Diário Oficial do dia 10/02/2010 AS 11 FRENTES DE TRABALHO FORAM CRIADAS DE ACORDO COM AS DEMANDAS DA CIDADE./ A PROPOSTA FOI APRESENTADA AO REITOR DA UNESP, PROFESSOR HERMAN VOORWALD, QUE APROVOU O PROGRAMA UNESP NO DIA 10 DE FEVEREIRO DE 2010.// Imagens do grupo de arquitetura trabalhando ** SONORA – XAIDES – 25” ** Essa proposta nasce de uma maneira mais contundente, inclusive com a participação do reitor, mas ela abrigou também projetos PROEX que estavam nas mãos desses professores que foram para lá. Imagens dos conselhos municipais no Ceresta **OFF E PARA QUE TODAS AS AÇÕES DO PLANO DIRETOR PUDESSEM TER UMA GESTÃO PARTICIPATIVA, QUE É OBRIGATÓRIA POR LEI NO ESTATUTO DAS CIDADES, FORAM CONSTITUÍDOS CONSELHOS MUNICIPAIS.// GC: NATALIA MORADEI – assessora municipal de obras **SONORA – NATALIA MORADEI ** No momento da enchente, todo mundo percebeu que aquela participação e aquele trabalho que foi bem elaborado, feito com planejamento, serviram de subsídio pra gente estar gerindo essa crise. Porque se a gente não tivesse um plano, a gente não teria para onde ir, não teria diretrizes a serem seguidas depois da enchente. A própria área onde foi instalado o conjunto do CDHU. Foi discutido esse zoneamento. As pessoas chegaram num acordo de que aquela seria uma área de expansão. Imagens do pessoal de arquitetura trabalhando no CDHU **SONORA COBERTA– XAIDES ** Uma das características desse projeto foi dar resolutibilidade absoluta às carências de uma cidade que tinha passado por uma tragédia. E que, portanto, a maneira de nós estarmos colaborando era, de fato, sermos efetivos, de ter resolução a colaborar com a gestão na execução dos projetos, no orçamento desses projetos, no 23 envio daqueles projetos para os órgãos estaduais e federais para conquistar o recurso necessário. ** SONORA – NATÁLIA MORADEI ** Então o Xaides e os bolsistas de arquitetura tiveram um papel fundamental. Eles auxiliaram nessa elaboração de projetos, no detalhamento. Então a gente criava o conceito juntos e eles ajudavam a detalhar, a desenvolver. A gente até conseguiu, além desses, apresentar projetos novos em editais e eles também participaram da elaboração, os projetos foram aprovados GC: Projeto da Rua da Música e Escola da Música **Vídeo – Rua da Música – 33” ** GC: Soluções hidráulicas para proteção de áreas de risco **SOBE VINHETA** Imagens do rio Fotos da enchente ** 9 OFF** ENCHENTES DE PEQUENO PORTE SÃO FREQUENTES EM SÃO LUIZ NAS ÉPOCAS DE CHUVA/ MAS A ENCHENTE DE 2010 FOI UM FENÔMENO ATÍPICO./ DE ACORDO COM ANÁLISES DO GEÓGRAFO LUIZENSE, AZIS AB SABER, ESSE FENÔMENO É CÍCLICO E PODE ACONTECER DE NOVO DENTRO DE ONZE OU DOZE ANOS.// Xaides no alto do morro explicando as possíveis razões da enchente ** SONORA – XAIDES – 42” ** Esses escorregamentos que ocorreram agora têm a ver com toda a chuva que ocorreu. Aí você fala “será que foi a cidade que casou isso?”. Em parte sim. Mas se você olhar esse morro todo aqui, se você olhar a morfologia do terreno natural, você já percebe que isso aqui teve escorregamentos sucessivos ao longo de 100 anos, 200 anos, 300, 400 anos, pelo formato do morro. Então, na verdade é o que o professor Azis fala que essa situação em que a cidade foi feita, olha: num vale, com o centro histórico no rio... 24 Isso aqui é considerada uma cidade que está num local que já sofreu n enchentes, n problemas de desmoronamento de morros. Imagens do gabião, do rio e do muro de contenção ** 10 OFF** UMA POSSÍVEL SOLUÇÃO PARA PROTEGER O CENTRO HISTÓRICO DE ENCHENTES É REALIZAR OBRAS NO RIO PARAITINGA./ MAS SÓ AS OBRAS NÃO RESOLVEM O PROBLEMA./ É PRECISO RESTAURAR AS CONDIÇÕES AMBIENTAIS DA REGIÃO.// O PROFESSOR DE ENGENHARIA CIVIL, MANUEL DA SILVA, ESTUDOU SOLUÇÕES HIDRÁULICAS PARA PROTEGER A CIDADE SEM DESCARACTERIZAR A ÍNTIMA RELAÇÃO DELA COM O RIO./ / Mostrar matéria que saiu no jornal Folha **11 OFF ** A EMPRESA LICITADA PELA PREFEITURA PARA REALIZAR OBRAS EMERGENCIAIS APRESENTOU A PROPOSTA DA CONSTRUÇÃO DE UM MURO DE PROTEÇÃO ÀS MARGENS DO RIO/ O MURO CAUSOU POLÊMICA NA AUDIÊNCIA PÚBLICA REALIZADA EM ABRIL DE 2011. / A AUDIÊNCIA CONTOU COM A PARTICIPAÇÃO DE REPRESENTANTES DE DIVERSOS ÓRGÃOS ESTADUAIS E MORADORES, COMO ESSE LUIZENSE, QUE TENTOU MOSTRAR COMO É A RELAÇÃO DA POPULAÇÃO COM O RIO.// GC: Audiência pública sobre obras emergenciais de curto prazo no rio Paraitinga – 29/04/2011 ** VÍDEO AUDIÊNCIA – MORADOR ** Eu conheço o rio da nascente à foz. Conheço todas as suas curvas. Eu me lembro quando as duas colunas da ponte eram ilhadas. Hoje se encontram assoreadas. Será que existe a possibilidade de usar esse dinheiro que vai deixar as margens cinzas, deixar as margens verdes? 25 Imagens do professor Manuel durante a audiência pública ** 12 OFF** NA AUDIÊNCIA PÚBLICA, O PROFESSOR MANUEL APRESENTOU SUGESTÕES PARA O PLANO DE OBRAS DA EMPRESA./ ELE DEFENDEU A AMPLIAÇÃO DAS AÇÕES DE DRENAGEM PARA OS AFLUENTES DO PARAITINGA E OUTRAS PEQUENAS MUDANÇAS AO LONGO DO TRAJETO DO RIO QUE PODEM MELHORAR SUA VAZÃO// **SONORA – MANUEL ** A universidade não visa lucro. Ela visa simplesmente à melhoria das condições do rio. E as empreiteiras, elas têm outro tipo de conceito de como fazer isso daí. ** PASSAGEM** A economia de São Luiz do Paraitinga gira em torno do turismo e da agropecuária./ com o objetivo de melhorar o acesso ao meio rural e a eficiência do transporte da produção agrícola, o professor José Bento Ferreira, da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, coordenou o trabalho de perenização das estradas rurais. GC: Perenização das estradas rurais **SOBE SOM VINHETA** Imagens das montanhas **13 OFF ** METADE DA POPULAÇÃO DE SÃO LUIZ DO PARAITINGA VIVE NA ZONA RURAL./ EM ÉPOCAS DE CHUVA, ESSA POPULAÇÃO SOFRE COM AS MÁS CONDIÇÕES DAS ESTRADAS DE ACESSO E CHEGAM A FICAR ILHADAS.// **14 OFF** O PROFESSOR BENTO FEZ UM LEVANTAMENTO DAS CONDIÇÕES DAS ESTRADAS VICINAIS E ESTUDOU FORMAS DE MELHOR UTILIZÁ-LAS. // **14 OFF** O PROFESSOR BENTO FEZ UM LEVANTAMENTO DAS CONDIÇÕES DAS ESTRADAS VICINAIS E ESTUDOU FORMAS DE MELHOR UTILIZÁ-LAS. // 26 GC: BENTO FERREIRA – Unesp/Guaratinguetá ** SONORA – BENTO FERREIRA – 23” ** Estrada de terra em época seca você passa com uma carreta de dez eixos super carregada e não acontece nada. Agora, a mesma estrada que na seca você passava com uma carreta, na chuva nem um fusca com correnta na roda traseira passa. Mas será que isso tem que existir? Você não precisa ter transporte na época da chuva? Precisa. A população tem que ter inclusive segurança. ** 15 LOC OFF** GARANTIR A QUALIDADE DAS ESTRADAS VICINAIS É TAMBÉM UMA FORMA DE EVITAR O ÊXODO DA POPULAÇÃO RURAL.// **SONORA – BENTO FERREIRA – 30” ** Então, se você quer fixar a população na zona rural - sempre se fala isso – a primeira coisa que você tem que garantir pra ela é a segurança. A segurança de que ele vai ter acesso à escola, vai ter acesso ao posto de saúde, vai ter acesso até ao lazer. Imagens da cidade e dos casarões antigos ** 16 OFF ** E A CULTURA DE SÃO LUIZ DO PARAITINGA NÃO ESTÁ APENAS NO CENTRO HISTÓRICO. A RELAÇÃO ENTRE ESSE NÚCLEO E A POPULAÇÃO RURAL FAZ PARTE DA IDENTIDADE LOCAL.// **SONORA – BENTO FERREIRA** Se você permitir o êxodo dessa população, a personalidade da cidade vai ficar enfraquecida. Não vai ser mais a mesma São Luiz, pode ser uma São Luiz caricata, quer dizer, você preserva a memória, preserva casarões, mas, a alma, a 27 personalidade vai ter mudado. ** 17 OFF** DURANTE O TRABALHO DE LEVANTAMENTO DAS ESTRADAS, OUTRO PROBLEMA FOI CONSTATADO, E QUE É RECORRENTE EM ÁREAS RURAIS: AS CONDIÇÕES DAS PONTES.// ** SONORA – BENTO FERREIRA – 18” ** Primeiro que a maior parte não é metálica. É feita de madeira e essa madeira se deteriora fácil. É a chamada madeira roliça. E, normalmente, para economizar o vão, se estrangula o leito do rio. Quando ele enche, ele carrega tudo. São Luiz perdeu 70 pontes. ** 18 OFF ** UM MODELO DE PONTE MODULAR FOI DESENVOLVIDO NO CAMPUS DE GUARATINGUETÁ E SERÁ MONTADO EM SÃO LUIZ PARA TESTES.// **PASSAGEM** OUTRAS DUAS FRENTES TAMBÉM SE PREOCUPARAM COM A ECONOMIA DA CIDADE// GC: Informações para retomada das atividades econômicas e estímulo ao turismo sustentável ** SOBE VINHETA** ** 19 OFF ** DURANTE TODO O ANO, SÃO LUIZ DO PARAITINGA É PALCO DE DIVERSAS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS QUE ATRAEM TURISTAS.// GC: Netto Campos – Assessor da Cultura ** SONORA – NETTO CAMPOS - 20” ** São Luiz se tornou estância turística faz pouco tempo, faz nove ou dez anos, e o grande ícone para a cidade se tornar 28 estância turística, sem sombra de dúvida, foi a questão cultural da cidade. Seja através da sua musicalidade, seja através dos seus grupos folclóricos ouseja através dos seus eventos. **20 OFF** DE ACORDO COM OS INDICADORES SOCIAIS, SÃO LUIZ É UM MUNICÍPIO POBRE, E O TURISMO SE DESTACA NA CRIAÇÃO DE EMPREGOS.// GC: Eduardo Coelho – assessor do Turismo Imagens da época do ouro, café etc **SONORA – DUDU - 26” ** O turismo hoje é uma das principais fontes de renda, que traz um desenvolvimento para a cidade e marca um novo ciclo para São Luiz do Paraitinga. **21 OFF ** CERCA DE 400 MIL PESSOAS POR ANO VISITAM SÃO LUIZ NOS 25 EVENTOS OFICIAIS REALIZADOS PELA PREFEITURA.// GC: Eduardo Coelho – assessor do Turismo **SONORA – EDUARDO COELHO – 25” ** O mais marcante em número de pessoas é o Carnaval que chega a trazer para São Luiz do Paraitinga cerca de 150 mil pessoas em cinco dias. Vale a pena lembrar que na cidade nós temos cinco mil habitantes. Então é um número muito significativo que traz algumas coisas boas, como de fato o turismo traz, mas também deixa algumas sequelas, então há um impacto tanto positivo quanto negativo. **22 OFF** O CRESCIMENTO DESCOORDENADO DO TURISMO E A ENCHENTE FIZERAM COM QUE OS GESTORES MUNICIPAIS PERCEBESSEM QUE ERA PRECISO FAZER UM PLANEJAMENTO. 29 ** SONORA – SÉRGIO COSTA – 10” ** Porque a cidade percebeu o quanto o turismo é importante, porque os turistas desapareceram em função da enchente, pensando que a cidade tinha acabado e, na realidade, não acabou. **23 OFF ** PENSANDO NO PLANEJAMENTO DO TURISMO QUE OS PROFESSORES DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO DE GUARATINGUETÁ, MAURÍCIO DELAMARO E ARMINDA CAMPOS, AJUDARAM NA REESTRUTURAÇÃO DO CONTUR – CONSELHO DE TURISMO, QUE ESTAVA DESATIVADO.// OS PROFESSORES REALIZARAM PESQUISAS DE SATISFAÇÃO COM OS TURISTAS NA FESTA DO DIVINO DE 2010, QUATRO MESES APÓS A ENCHENTE. // GC: MAURÍCIO DELAMARO engenharia de produção – Unesp / Guaratinguetá **SONORA – MAURÍCIO DELAMARO – 50” ** Então a gente já tinha feito isso no Carnaval 2009 e na Semana da Canção 2008. Fizemos uma pesquisa com uma amostra de 400 pessoas na Festa do Divino 2010, em maio de 2010. Essa pesquisa eu acho que foi um marco da reconstrução, porque os visitantes ficaram encantados com a cidade destruída e a energia das pessoas conseguirem fazer uma festa maravilhosa como foi. E, quando a gente apresentou a pesquisa pra cidade também foi importante. É como se fosse um espelho para a cidade se ver e se reconhecer e perceber a importância que a cidade tem na vida das pessoas que visitam a cidade. GC: ARMINDA CAMPOS engenharia de produção – Unesp / Guaratinguetá **SONORA – ARMINDA CAMPOS – 27” ** Eu acho, acho não, tenho certeza que, hoje, São Luiz do Paraitinga tem informações sobre o visitante e sobre como o visitante avalia os serviços da 30 cidade que poucas cidades paulistas e poucas cidades brasileiras desse porte têm. Porque essas pesquisas são custosas. Nem toda prefeitura tem condições de fazer e, aqui, graças ao trabalho da Unesp, a gente teve condições de fazer junto com a cidade. Fotos das meninas trabalhando **24 OFF ** O CURSO DE TURISMO DO CAMPUS DE ROSANA FOI INTEGRADO AO PROGRAMA EM 2011/ DUAS ALUNAS PASSARAM A MORAR EM SÃO LUIZ PARA DESENVOLVEREM PESQUISAS, FAZEREM PROJETO DE EXTENSÃO E ESTÁGIO NA PREFEITURA. / O OBJETIVO FOI BUSCAR FORMAS SUSTENTÁVEIS DE DESENVOLVER O TURISMO.// GC: PATRÍCIA RAMIRO – Unesp Rosana ** SONORA – PATRICIA RAMIRO – 13” ** O que falta dentro do planejamento turístico é inclusão social.É a gente conseguir pensar num modelo aqui de turismo que inclua de fato as pessoas, o que seria algo extremamente inovador no Brasil. Foto das alunas de turismo **25 OFF ** COM A ORIENTAÇÃO DA PROFESSORA PATRÍCIA E DO PROFESSOR SERGIO DOMINGOS DE OLIVEIRA, AS ALUNAS ATUARAM EM DUAS FRENTESDE PESQUISA PARA O DESENVOLVIMENTO DO TURISMO, UMA NO BAIRRO DO ALTO DO CRUZEIRO E OUTRA NO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DO MAR/ Imagens do Alto do Cruzeiro **SONORA – PATRÍCIA RAMIRO – 40” ** O Alto do Cruzeiro ele é um morro, então ele traz esse estigma da ideia de favela. É onde se aglomera uma população carente, que tem demandas específicas, existem pessoas em situação de pobreza ali e que não se sentem incluídas no processo 31 turístico da cidade. Não é aceitável que a gente precisa de uma tragédia para começar a incluir as pessoas. Eu acho que o turismo tem sim essa condição de tentar redistribuir melhor a verba. Foto do Parque Estadual ** SOBE SOM DA MATA** ** 27 OFF ** NO NÚCLEO SANTA VIRGÍNIA DO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DO MAR, A FRENTE DE TURISMO JUNTO COM OUTROS PROFESSORES ESTUDANTES TRABALHAM NA CONSTRUÇÃO DE UM PLANO DE MARKETING PARA O PARQUE E O TURISMO DE AVENTURA COM O RAFTING.// ** SONORA – MAURICIO DELAMARO ** Como mostrar seus atrativos, quais são os produtos que podem ser implentados e que hoje não existem, como fazer o acompanhamento e o planejamento da cara do parque para visitação e, claro, não é a gente que tem que fazer o plano de marketing, são as pessoas envolvidas. A gente só vai sugerir, dar um passo inicial para ter um plano de marketing mais bem elaborado. **OFF OUTRO PROJETO ELABORADO POR MAIS DE UMA FRENTE DE TRABALHO FOI O CIT ** PASSAGEM ** CIT significa Centro de Informações Turísticas, um projeto proposto pelas professoras do curso de engenharia industrial madeireira do câmpus de Itapeva. 32 GC: Construções alternativas em madeira ** SOBE VINHETA ** Fotos do local e do projeto do CIT **29 OFF** O LOCAL ESCOLHIDO PARA A CONSTRUÇÃO DO CIT FOI A ENTRADA DA CIDADE, NA RODOVIA OSWALDO CRUZ./ É UM PONTO ESTRATÉGICO, POIS 14O MIL PESSOAS POR MÊS PASSAM POR ESSA ESTRADA.// ** 30 OFF ** ALÉM DE DIVULGAR O TURISMO DA CIDADE, O CIT SERÁ UM EXEMPLO DE CONSTRUÇÃO QUE UTILIZA TÉCNICAS DIFERENCIADAS.// GC: CRISTIANE CAMPOS **SONORA – CRISTIANE CAMPOS ** A construção em madeira não é tão conhecida no Brasil, assim como o nosso curso. Então a gente procura, a partir de projetos inovadores como esse, estar divulgando a construção em madeira e, como no curso eles têm disciplinas voltadas para a construção, eles podem estar praticando o que eles viram em sala de aula. Fotos do projeto do CIT e de wood frame **SONORA – JULIANA ** E não é só madeira. Tem uma combinação com gesso, com lã de rocha, com placa cimentícia. Na verdade vão aparecer alguns elementos em madeira, mas as paredes dão a impressão de que é uma alvenaria. **SONORA – CRISTIANE CAMPOS ** Destaca-se que, o material que a gente tá propondo pra esse projeto é totalmente renovável. Então é madeira de reflorestamento, nada de madeira nativa, totalmente madeira disponível na região. Então isso foi um diferencial que a gente 33 procurou enfatizar bastante nesse projeto, procurando tornar a obra o quanto mais sustentável possível. ** SONORA – JULIANA ** E outra grande vantagem é a rapidez de montagem. ** PASSAGEM ** Em meio à situação de crise, a prefeitura de São Luiz do Paraitinga teve que lidar com uma série de processos que, por um pequeno descuido, poderiam se tornar problemas jurídicos./ Dar assessoria na área de direito público e privado foi o papel da frente de trabalho coordenada pelo professor José Carlos de Oliveira do câmpus de Franca.// GC: Assessoria em direito público e privado **SOBE VINHETA ** ** 31 OFF** APÓS A ENCHENTE, A PREFEITURA DE SÃO LUIZ RECEBEU RECURSOS DO GOVERNO PARA SEREM APLICADOS EM OBRAS EMERGENCIAIS/ PORÉM, A URGÊNCIA DAS OBRAS NÃO COMPORTAVA O TEMPO DE ESPERA COMUM DE TODAS AS FASES DE UM PROCESSO LICITATÓRIO./ POR ISSO É QUE A ASSESSORIA EM DIREITO PÚBLICO E PRIVADO FOI FUNDAMENTAL// **SONORA – JOSÉ CARLOS - 30” ** Em muitos casos, o administrador de boa fé pode esbarrar na lei. Às vezes a pessoa que está dentro da administração pública não consegue visualizar esses deslizes. E quem está fora da administração na maioria das vezes consegue identificar e orientar em um dado sentido. ** 32 OFF** PARECERES TÉCNICOS E ADMINISTRATIVOS FORAM FEITOS 34 Imagem da capa da cartilha de violência Imagem da capa da cartilha de emprendedorismo PARA REGULARIZAR LOTEAMOS QUE EXISTEM HÁ ANOS, MAS QUE ESTÃO DENTRO DE ZONAS DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL./ ALÉM DA ASSESSORIA, ESSA FRENTE TAMBÉM DESENVOLVEU MATERIAIS DIDÁTICOS COMO A CARTILHA SOBRE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA// ELA TRAZ ORIENTAÇÕES DE COMO PROCEDER EM CASOS DE AGRESSÃO.// TAMBÉM FOI DESENVOLVIDO UM MATERIAL DE ORIENTAÇÃO AOS PRODUTORES DE ALIMENTOS ARTESANAIS.// ** SONORA – JOSÉ CARLOS ** Pra você ter uma ideia, uma pessoa que vende artesanalmente um produto alimentício sem a observância das regras, está sujeita a uma pena de detenção quase o dobro de uma pena de homicídio culposo. Então as pessoas não conhecem a dimensão criminal dessa atuação, digamos assim, artesanal. Porque uma coisa é fazer brinquedinhos artesanais, outra coisa é fazer alimentos. ** 34 OFF ** O PROFESSOR EXPLICA QUE TER O REGISTRO JUNTO À VIGILÂNCIA SANITÁRIA É VANTAJOSO TANTO PARA O PRODUTOR QUANTO PARA O CONSUMIDOR.// ** SONORA – JOSÉ CARLOS – 45” ** As pessoas que comprar um determinado produto alimentício, ela precisa ter a certeza que aquele produto foi manipulado, foi processado com todas as regras de higiene. Do outro lado, nós temos a questão de empresa. A pessoa para ser um pequeno empreendedor, um micro- empresário, ela precisa estar regularizado. E sendo regularizada ela vai sair da 35 informalidade. Claro, ela vai pagar tributos. Mas nesse modelo criado pelo governo federal, os tributos não passam de 50 a 60 reais por mês. É um valor que a pessoa pode pagar para estar regularizada. A prefeitura ganha, a comunidade ganha porque essa pessoa pode ter um funcionário registrado, e no final ela pode se aposentar também. Então essa é a ideia do empreendedorismo voltado para o Direito. **PASSAGEM ** Organizar a população, principalmente os jovens em torno dos problemas trazidos pela enchente e fazer dessa discussão uma forma de superar a crise. Esse foi o objetivo do trabalho da professora de psicologia Soraia Georgina, do câmpus de Assis. Mas, como dar suporte a uma população traumatizada? Investindo no que ela tem de melhor: a cultura. GC: Novas formas de habitar **SOBE VINHETA** ** 35 OFF** O GRUPO DE PSICOLOGIA RE ALIZOU ATIVIDADES COM AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES DA FANFARRA, COM FAMÍLIAS DESABRIGADAS E COM OS IDOSOS DO ASILO VILA SÃO VICENTE DE PAULA. ** SONORA – SORAIA GIORGINA ** O pessoal da fanfarra, os jovens, ficaram extremamente infelizes, porque eles diziam assim que, quando houve a enchente, eles viram seus instrumentos irem embora com a enchurrada. E tinham perdido a quadra onde eles ensaiavam. Eles ficaram totalmente perdidos, porque a música é uma fonte de inspiração muito grande para eles, tanto para as crianças quanto para os jovens. 36 **36 OFF ** A PARTIR DA PERCEPÇÃO DA IMPORTÂNCIA DA FANFARRA, O GRUPO DE PSICOLOGIA ELABOROU ATIVIDADES PARA AJUDAR OS JOVENS E CRIANÇAS A SUPERAR A TRISTEZA CAUSADA PELA ENCHENTE.// Fotos das oficinas no asilo ** 37 OFF** FORAM REALIZADAS OFICINAS DE VÍDEO, DE DESENHO, DE CONFECÇÃO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS E DE TÉCNICAS CIRCENSES COM OS JOVENS// MAS O OBJETIVO PRINCIPAL DESSAS OFICINAS NÃO FOI ENSINAR TÉCNICAS ARTÍSTICAS// **SONORA – SORAIA CRUZ – 50” ** A gente compreende o sujeito como um corpo vibrátil, um corpo que é afetado pelas forças históricas. Que, quanto menos você fizer ele dobrar pra dentro, mais compromisso ele tem com o público, com o espaço da cidade, estabelece relação com o outro. E o enfrentamento dos problemas é um enfrentamento político. Não é um enfrentamento que você faz disso uma depressão, um problema seu. É um problema do coletivo. Então o coletivo tem que se ligar e tentar superar junto. ** 38 OFF ** NO ASILO VILA SÃO VICENTE DE PAULA, OS IDOSOS PARTICIPARAM DE ATIVIDADES QUE EXPLORARAM SEUS POTENCIAIS DE CRIAÇÃO.// Sequência de fotos das atividades no asilo ** SONORA – SORAIA GEORGINA – 45-” ** Se tem um discurso médico muito forte, da psicologia e da medicina, que diz que o velho perde a memória, que o velho tem arteriosterose, que o velho mostra pra gente a finitude humana, de que a morte está próxima. E vai havendo uma 37 degenerecência do cérebro, uma degenerecência corporal. A gente, baseadas em Spinosa, Faucout e Deleuse, a gente veio com essa ideia: não, vamos ver no que essa pessoa é potente ainda. **SOBE SOM ** Então vamos propagar atividades que elas consigam perceber que elas são capazes e potentes para criar. Para não ficar só dormindo o dia inteiro ou ficar no portão da vila o dia inteiro. São pequenas coisas, são detalhes micro- políticos que fazem uma diferença na vida. GC: Memorial da Reconstrução **SOBE VINHETA ** Imagens das ruas sujas e dos arquivos do cartório cheios de lama ** 39 OFF ** A ENCHENTE DESTRUIU GRANDE PARTE DOS ARQUIVOS DA PREFEITURA, DOS CARTÓRIOS E TAMBÉM DOCUMENTOS PESSOAIS DOS MORADORES, COMO CERTIDÕES E FOTOGRAFIAS./ O CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E MEMÓRIA DA UNESP, O CEDEM, AUXILIOU A PREFEITURA NA IMPLANTAÇÃO DE PROGRAMAS DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO DOCUMENTAL // GC: Solange de Souza – historiadora do CEDEM ** “SONORA – SOLANGE DE SOUZA - 22” ** Muito se fala do patrimônio edificado, que a gente vê, que a gente passa do lado. Mas o patrimônio de documentos e de registros que, muita gente perdeu, era esse que a gente queria também orientar a prefeitura no sentido de que ela implantasse programas que preservassem seu patrimônio documental. **40 OFF ** O CEDEM, EM PARCERIA COM O CURSO DE ARQUIVOLOGIA DA UNESP DE MARÍLIA, TAMBÉM FEZ A LIMPEZA E 38 ORGANIZAÇÃO DE DOCUMENTOS QUE RESTARAM/ **SONORA – SOLANGE DE SOUZA – 32” ** Nós tiramos todas aquelas caixas que estavam acumuladas, higienizamos, identificamos, demos uma organização mínima. Se não fosse essa ação deles, aquelas caixas ainda estariam naquelas duas salinhas e provavelmente lá iriam fenecer. Imagens e fotos do seminário GC: 31/05/2011 – Ceresta /São Luiz do Paraitinga **41 OFF ** POR CONTA DESSE TRABALHO, A PREFEITURA LOCOU UM ESPAÇO PARA QUE O ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL COMECE A SER FORMADO .// E PARA QUE ESSE ARQUIVO OBEDEÇA ÀS REGRAS DE ORGANIZAÇÃO DE DOCUMENTOS, O CEDEM REALIZOU UM SEMINÁRIO PARA ORIENTAR OS FUNCIONÁRIOS DA PREFEITURA E OUTROS ÓRGÃOS SOBRE A IMPORTÂNCIA DE UM ARQUIVO PÚBLICO MUNICIPAL BEM ESTRUTURADO.// O EVENTO CONTOU COM A PARCERIA DO IPHAN, INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL, E DO ARQUIVO PÚBLICO DO ESTADO.// Foto da capacitação dos conteudistas do MHAR Fotos do MHAR **42 OFF ** O CEDEM TAMBÉM ORIENTOU A POSTAGEM DE ARQUIVOS DENTRO DO MUSEU DE HISTÓRIA E ARTE REGIONAL DE SÃO LUIZ DO PARAITINGA/ O MHAR, COMO É CHAMADO, É UM ESPAÇO DIGITAL ONDE É POSSÍVEL ACESSAR TODOS OS DOCUMENTOS PRODUZIDOS PELOS AGENTES DA UNESP NO PERÍODO DA RECONSTRUÇÃO DE SÃO LUIZ.// 39 ** SONORA – SOLANGE DE SOUZA – 18” ** A gente tem uma concepção de que memória não é uma coisa do passado. Memória é um trabalho no presente. É no presente que a gente decide o que a gente vai deixar para que as próximas gerações saibam o que a gente fez, o que a gente pensou,o que a gente decidiu, o que a gente errou, o que a gente acertou. ** PASSAGEM ** E na parte de administração pública, o professor José Luis Bizelli, do câmpus de Araraquara, coordenou o trabalhou de acompanhamento e assessoria aos gestores municipais.// GC: Sistemas de informação para a administração pública **SOBE VINHETA** GC: JOSÉ LUÍS BIZELLI administração pública – Unesp / Araraquara ** SONORA – BIZELLI - 27” ** O evento das enchentes também foi um momento de checagem, vamos dizer assim, de como é que as pessoas, como é que os gestores enfrentaram essa crise. Então, o nosso trabalho nesse último ano tem sido trabalhar sob os depoimentos dos gestores, sobre como eles vinham atuando, como eles atuaram no momento da crise e como eles continuaram atuando no período da reconstrução. **44 OFF ** AS ENTREVISTAS REALIZADAS COM OS GESTORES FORAM ANALISADAS E O RESULTADO FOI O FILME “GOVERNANÇA E CRISE: O PAPEL DOS GESTORES NA RECONSTRUÇÃO DE SÃO LUIZ DO PARAITINGA”.// **SONORA – BIZELLI – 12” ** Esse vídeo deve ser um material que deve servir para os gestores de São Luiz do 40 Paraitinga, mas, também, para as nossas pesquisas e até para a sala de aula. Imagens do evento Foto da capa do livro Foto de Aziz Ab‟Sáber Foto do reitor Herman ** 45 OFF ** O FILME FOI LANÇADO JUNTO COM O LIVRO “GESTÃO EM MOMENTOS DE CRISE”./ A PUBLICAÇÃO REÚNE ARTIGOS DOS DIVERSOS PERSONAGENS QUE ATUARAM NA RECONSTRUÇÃO DA CIDADE./ O LIVRO TRAZ TAMBÉM UM PARECER DO GEÓGRAFO AZIZ AB´SÁBER E DO REITOR DA UNESP, PROFESSOR HERMAN VOORWALD , ATUAL SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO.// **SONORA – MAURICIO DELAMARO – 44” ** As crises e catástrofes estão pipocando pelo Brasil todo e a gestão desses momentos é uma coisa que nós, da sociedade civil como um todo, não está preparada, ou ainda pouco preparada para esses momentos. Então, discutir isso é uma coisa que nós da Unesp, por termos vivenciado e ter tido essa experiência, podemos – é claro, não ensinar nada para ninguém – mas podemos compartilhar algumas boas experiências e alertar para alguns tipos de erro que a gente cometeu e que outros atores cometeram. Mas, certamente nós temos lições aprendidas e boas práticas aprendidas. GC: Coordenação, monitoramento e avaliação de resultados ** SOBE VINHETA ** ** SONORA – XAIDES ** Nós tivemos uma experiencia, e eu como coordenador posso dizer, de envolver dez frentes da Unesp, inclusive de campi diferentes, de professores que sequer se conheciam, mas que a questão da emergência e do caráter social do projeto aproximou pessoas que tinham a abordagem muito semelhantes e que 41 colocava também o papel social da universidade como um ponto de partida para as suas pesquisas, para as extensões e também para o ensino dos alunos. ** 46 OFF ** TODAS AS FRENTES DE TRABALHO UNIRAM PRÁTICA, ENSINO E PESQUISA.// ** SONORA – XAIDES ** Você não precisa necessariamente ter uma pesquisa feita por longos anos para depois aplicar. Mas ao contrário, você pratica e faz uma reflexão crítica em cima do próprio objeto que você está trabalhando naquele momento. ** SONORA – XAIDES ** Os conhecimentos populares e o conhecimento dos gestores interagindo com o dos professores e o dos alunos, eles logicamente possibilitaram reflexões e projetos que trouxeram avanços muito importantes nas diversas áreas. Imagens dos alunos trabalhando (arquitetura, psicologia etc) ** SONORA – MAURICIO DELAMARO ** A dinâmica da cidade com grau avançado de validação democrático participativa as ações e do planejamento é uma coisa rara (...) maior contribuição para a carreira deles. Além de poder exercer na prática coisas que se vê na teoria. **SONORA – XAIDES ** O foco maior que a gente teve desde o Plano Diretor, ou antes até, (...) uma cidade que anteriormente imperava um modelo centralizado e tecnocrático de gestão. ** SONORA – BIZELLI ** 42 Nós tivemos banhos de imersão em processos participativos..e isso forma. ** SONORA - XAIDES ** Essa questão da implantação da democracia participativa ela é hoje uma luta nacional. Ela foi uma luta social (...) hoje o Estatuto da Cidade é uma lei federal que obriga os gestores (...) mas é um grande objetivo do planejamento nacional. INSERT ** INSERT – CRISTIANE BITTENCOURT EM REUNIÃO** Tivemos muitas reuniões, e eu tenho controlação de todas as reuniões, apesar de ter tanto trabalho e de estarmos sobrecarregados com a crise, a gente garantiu (...) mas porque a gente acredita que o planejamento é muito mais eficáz com a participação mesmo das pessoas da comunidade. ** 48 OFF ** O PROGRAMA SE ENCERRA OFICIALMENTE NO DIA 30 DE NOVEMBRO DE 2011./ MAS O TRABALHO DA UNESP CONTINUA.// ** SONORA – ANA LUCIA BILLARD ** Acho que a Unesp já foi muito parceira, acho que agora é a nossa vez (...) a gente já mandou um projeto de lei para a câmera para que esse projeto continue. ** SONORA – ANA LUCIA BILLARD ** Então eu acho que tem que continuar, a gente que continuar e quer fazer muito mais. Eu acho que não dá pra ir embora não, tem que ficar. GC: Evento de lançamento do livro e do filme produzidos pela Unesp – 21/10/2011 **INSERT – DISCURSO ANA LUCIA BILLARD ** “A gente nunca vai esquecer de vocês, eu 43 Instituto Elpídio dos Santos / São Luiz do Paraitinga tenho certeza disso”. GC: www.acervodigital.unesp.br/mhar- slp **PASSAGEM ** Para acessar as pesquisas, projetos, fotos, vídeos e muito mais de tudo o que foi produzido pelo programa unesp, e também para conhecer a riqueza da cidade, acesse o mhar, museu de história e arte regional de São Luiz do Paraitinga, através do acervo digital da unesp, no www.acervodigital.unesp.br.// GC dos créditos finais ** SOBE SOM ** 6. Considerações finais Conhecer São Luiz do Paraitinga e fazer parte do Programa Unesp para o Desenvolvimento Sustentável de São Luiz do Paraitinga, para mim, com certeza foi a grande realização dos quatro anos da graduação. Não essencialmente pela repercussão ou grandeza do projeto, mas sim pelo tempo que dediquei a ele e o quanto aprendi com isso. 44 É possível que a leitura deste relatório ou a reportagem em si não seja suficiente para representar quão grande é o aprendizado que tive neste último ano. Muitas foram as vezes que tive que abrir mão de compromissos pessoais para poder viajar até lá e também conciliar (ou não) outras atividades, como trabalhos da faculdade, curso de línguas, amigos, esportes etc. Por ficar conhecida, entre os professores, como uma aluna que trabalha com jornalismo e produção de vídeos, algumas oportunidades surgiram no decorrer na produção. Fui convidada pelas historiadoras do Centro de Documentação e Memória da Unesp (CEDEM) a registrar o I Seminário Arquivo, Documento e Memória, realizado no dia 1 de junho de 2011, no Ceresta, em São Luiz do Paraitinga. Com o equipamento do projeto Ágora (uma handycam e um tripé), filmei todo o evento e também o reportei para o Portal Unesp. Em uma das viagens que fiz a São Luiz do Paraitinga, tive a oportunidade de conhecer o repórter da assessoria de comunicação e imprensa da reitoria, Daniel Patire. A part ir do contato dele, tive a oportunidade de fazer um breve estágio durante as minhas férias de julho. Trabalhei por uma semana na ACI da reitoria, onde produzi matérias para o Portal Unesp. Na época, estava para ser lançado o Museu de História e Arte de São Luiz do Paraitinga (MHAR), projeto inserido no Programa Unesp. Por estar totalmente integrada ao histórico do desenvolvimento do MHAR e também ser a autora de alguns dos textos de apresentação do museu virtual, recebi a tarefa de escrever o relise que seria mandado para a grande imprensa via ACI Reitoria e, no dia do evento, acompanharia o trabalho do repórter responsável, no caso, seria o Patire. Porém, um dia antes do evento, Patire teve problemas de saúde e não pode ir até São Luiz do Paraitinga cobrir o evento do lançamento. Assim, recebi a responsabilidade de ser a repórter da ACI da reitoria. E isso aconteceu mais de uma vez. Ao final de novembro, recebi a proposta de integrar a equipe da ACI em São Paulo. Essa é apenas uma das conquistas concretas que tive ao participar do Programa Unesp e também de produzir a grande reportagem sobre ele. Mesmo com os sacrifícios, principalmente na hora de entregar o produto e esse relatório, e alguns pesares que fogem do controle, sinto-me plenamente satisfeita com o trabalho. Com certeza aprendi muito sobre jornalismo. Não necessariamente a produção jornalística em si, mas sim sobre a dimensão das relações sociais. É no momento de crise, como ocorreu em São Luiz, que os problemas se catalizam e nos fazem perceber quão importante é saber lidar com pessoas, com sentimentos e identidades. Valores que, na maioria das administrações públicas e na política, não são levados em conta. 45 O envolvimento com esse universo de gestão participativa me incentivou a buscar mais conhecimento na área. Em 2012, começarei a estudar as leis e trabalharei com jornalismo jurídico. 7. Referências ARONCHI DE SOUZA, José Carlos. Gêneros e formatos na televisão brasileira. São Paulo: Summus, 2004 REZENDE, Guilherme Jorge de. Telejornalismo no Brasil – Um perfil editorial. São Paulo: Summus, 2000. PATERNOSTRO, Vera Íris. O texto na TV: manual de telejornalismo. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006 – 3ª reimpressão. YORKE, Ivor. Telejornalismo. Ed. Original em inglês revisada por Ray Alexander; [tradução Luiza Lusvargui, colaboração da tradução Julia Aidar]. São Paulo: Rocca, 2006. KELLISON, Cathrine. Produção e direção para TV e vídeo: uma abordagem prática. / Cathrine Kellison; tradução de Natalie Gerhardt. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. Sitiografia Museu de História e Arte Regional de São Luiz do Paraitinga. Disponível em: www.acervodigital.unesp.br/mhar-slp http://www.acervodigital.unesp.br/mhar-slp 46 8. Anexos CONSOLIDAÇÃO DAS PROPOSTAS DE ATUAÇÃO Fernando Andrade Fernandes José Xaides de Sampaio Alves Maurício César Delamaro ABRIL DE 2010 47 48 SUMÁRIO 1 Apresentação 49 2 Antecedentes 49 3 Princípios e Funcionamento do Programa 50 4 Frentes Propostas 52 4.1 Gestão do Plano Diretor Participativo 52 4.2 Estímulo ao empreendedorismo para o turismo sustentável 53 4.3 Perenização das estradas rurais 55 4.4 Informações para a retomada das atividades econômicas 57 4.5 Memorial da reconstrução e desenvolvimento 59 4.6 Direito público e privado 61 4.7 Construções alternativas em madeira 63 4.8 Sistema de informação 64 4.9 Novas formas de habitar 66 4.10 Soluções Hidráulicas para a Proteção de Áreas de Riscos 67 4.11 Coordenação, monitoramento e avaliação de resultados 68 5 Estimativa geral dos investimentos 70 6 Anexos 73 6.1 Anexo 1: Portaria de nomeação da comissão 74 6.2 Anexo 2: Memória da reunião para definição das frentes do Programa 74 49 Apresentação Este documento apresenta as propostas de atuação consolidadas pelo “Grupo Gestor das Atividades da Unesp Voltadas à Reconstrução e Desenvolvimento do Município de São Luiz do Paraitinga – SP”. Propõe-se a criação do Programa UNESP para o Desenvolvimento Sustentável de São Luiz do Paraitinga Antecedentes A trágica enchente sofrida pelo município de São Luiz do Paraitinga destruiu boa parte do patrimônio arquitetônico e urbanístico tombado pelo CONDEFHAT e IPHAN. Gerou, sobretudo, inúmeros problemas sociais, econômicos, ambientais e de infra-estrutura. Mas, mesmo antes da enchente, a UNESP vinha realizando significativos trabalhos de pesquisa, extensão e ensino na cidade. Mais particularmente, nos últimos anos, atuam na cidade, com projetos de pesquisa e de extensão, os professores José Xaides de Sampaio Alves, do Departamento de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo do câmpus de Bauru e Maurício Delamaro, do Departamento de Produção do câmpus de Guaratinguetá. As áreas de atuação têm sido, planejamento estratégico municipal, levantamento e tratamento de informações para o desenvolvimento sustentável e promoção do empreendedorismo. No referente ao planejamento estratégico, os trabalhos de pesquisa e extensão estão inseridos num esforço mais amplo da UNESP em contribuir com cidades com baixo IDH e baixo IPRS, no Estado de São Paulo. Foram já elaborados 16 Planos Estratégicos de Desenvolvimento Saudável e Sustentável (PEDESS) locais, 3 PEDESS Regionais e 8 Planos Diretores Participativos (PDP) municipais; contando com as parcerias com a FUNDUNESP, a Secretaria da Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo, a Secretaria de Ciência e Tecnologia, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas, alem das Prefeituras dessas cidades. No caso de São Luiz do Paraitinga, o Plano Diretor Participativo elaborado nos últimos anos, sob coordenação da UNESP, foi fundamental já para o enfrentamento da atual crise. Tendo sido aprovado em 15 de dezembro de 2009, foi sancionado pela Prefeita Municipal em meio já à crise das enchentes. Isso deu condições imediatas para que diferentes órgãos de governo estadual e federal tomassem atitudes imediatas, seguras e organizadas para enfrentamento emergencial dos problemas, como foi o caso da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), que para atender às necessidades urgentes de construção de habitação popular, encontrou aprovado as Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS), previstas no PDP. De forma similar, outras definições do PDP mostram-se importantes para a retomada do município, no momento: criação de uma ZICS (Zona de Industriais, Comércio e Serviços) integrando a cidade à Rodovia Oswaldo Cruz para aproveitar a potencialidade da circulação de turistas que se dirigem ao litoral; criação de um Distrito Agroindustrial também na Rodovia Oswaldo Cruz, pensado para incrementar o desenvolvimento e agregar valor à produção agropecuária e agroecológica; criação de ZPEs (Zonas de Projetos Especiais) pensadas para um conjunto de urbanizações e equipamentos de diferentes naturezas (turísticos, ambientais, de lazer, de esporte de aventuras e facilidades de articulação viária e de mobilidade). A implantação dessas zonas e 50 de seus equipamentos podem contribuir para o desenvolvimento econômico e geração de renda e trabalho em São Luiz do Paraitinga. Alguns exemplos desses equipamentos especiais: estão previstas as construções de mirante e teleférico de integração entre o Alto do Cruzeiro e a cidade; construção do Centro Cívico, criação do Parque Integrado do Rio Paraitinga; criação de vias marginais e novas conexões urbanas junto ao Parque Integrado do Rio Paraitinga; criação de áreas de lazer, esporte, saúde e educação nos locais diagnosticados como necessários pelo PDP. Uma das propostas de médio prazo, elaboradas pelo PDP são as criações das Agrovilas, buscando integrar os produtores rurais com as atividades comerciais e turísticas urbanas. Além disso, está prevista a implantação da agroecologia, associada à defesa do meio ambiente, especialmente da Mata Atlântica. Está ainda prevista no PDP, a criação do Plano Agroecológico sustentável, integrando a produção de alimentos, a promoção do reflorestamento, a preservação e recuperação das APPs, das unidades de conservação, com criação de corredores ecológicos e incentivos ao desenvolvimento da pequena e média propriedade rural. Já o levantamento de dados para o planejamento sustentável analisou, primeiramente, o grau de sustentabilidade da cidade como destino turístico, apontando seus pontos fortes e vulneráveis. Isso incluiu o levantamento dos perfis dos visitantes da cidade em eventos de grande afluxo de turistas (Semana da Canção e Carnaval). Complementarmente, foi elaborada e implementada uma pesquisa de opinião com a população sobre o Carnaval, na cidade, que começava a apresentar aspectos deletérios. Tais dados estavam sendo e poderão ser importantes para planejar o turismo da cidade e sustentar a atuação do Conselho Municipal de Turismo – COMTUR – os investimentos do Fundo Municipal de Turismo - FUMTUR. Desses estudos, ficou evidente que o êxodo dos jovens em busca de oportunidades de trabalho em outras cidades e o perigo de crescente entrada de empreendedores não locais no mercado turístico eram pontos vulneráveis da sustentabilidade do turismo da cidade. Para tanto, no ano de 2009, foi desenvolvido um projeto piloto de capacitação em empreendedorismo para o turismo sustentável de São Luiz do Paraitinga. Princípios e Funcionamento do Programa Embasados na experiência e na convivência na região, buscou-se ampliar a atuação da UNESP em São Luiz do Paraitinga. Para tanto, o magnífico reitor Professor Herman Jacobus Cornelis Voorwald criou o “Grupo Gestor das Atividades da UNESP Voltadas à Reconstrução e Desenvolvimento do Município de São Luiz do Paraitinga – SP”. O grupo ficou responsável por articular professores, pesquisadores, alunos e técnicos para trabalhar em diversas frentes de apoio ao município. Oficializado por portaria de 9 de fevereiro de 2010, publicada pelo Diário Oficial, o grupo realizará ações com a Secretaria da Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo. A portaria deu posse aos professores José Xaides de Sampaio Alves, da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC), câmpus de Bauru, Mauricio César Delamaro, da Faculdade de Engenharia (FE), câmpus de Guaratinguetá, e Fernando Andrade Fernandes, vice-diretor da Faculdade de História, Direito e Serviço Social, câmpus de Franca. (Ver anexo 1). A orientação do Professor Herman foi a de que as frentes desenvolvessem ações que unissem pesquisa e extensão universitárias e que fossem relevantes para o município, no 51 momento atual. Mais do que contribuir com a recuperação e o desenvolvimento sustentável da cidade, as intervenções devem propiciar aprendizado para a própria universidade, gerando conhecimento que poderá e deverá ser mobilizado em outras situações similares. Conforme essas diretrizes, o Grupo designado promoveu encontro em São Luiz do Paraitinga, com docentes e técnicos de campus e centros da UNESP, gestores municipais e representantes de organizações não governamentais da cidade. (Ver anexo 2). Além de propiciar um aclaramento da situação da cidade, o encontro apontou as frentes possíveis de atuação da UNESP e aprovou os seguintes encaminhamentos: As ações poderiam assumir o formato de projetos ou de assessorias técnicas; Cada frente poderia apresentar mais de um projeto e ou assessoria, de forma a deixar bem claros seus objetivos; Os responsáveis pelas frentes deveriam utilizar formulário previamente disponibilizado para apresentar os objetivos, as equipes, estratégias de atuação, parcerias, e investimentos envolvidos. Além dos itens constantes do roteiro, os proponentes deveriam indicar, também, quais as formas que as ações poderão ser avaliadas; As ações deveriam sempre ter como protagonistas principais os gestores, os conselhos e a sociedade organizada local; O horizonte de planejamento inicial deveria ser de 1 ano; Propôs-se a realização de dois encontros de avaliação, no período de 1 ano, reunindo responsáveis por todas as frentes. A avaliação geral das ações deveria ser apresentada como uma frente de atuação; À coordenação do grupo ficou a incumbência de criticar os projetos enviados e consolidar um documento síntese para apresentação à reitoria. 52 Frentes Propostas São apresentadas a seguir as principais informações de cada frente: título completo, objetivos, coordenação, resumo do orçamento e observações importantes. Gestão do Plano Diretor Participativo Título completo: Assessoria Técnica e Projetos para a Gestão Municipal do Plano Diretor Participativo de São Luiz do Paraitinga (Gestão Emergencial da Crise, Gestão do Plano Diretor Participativo, Execução de Projetos Urbanos e Implantação de Programas Previstos no Período Emergencial e no PDP). Objetivos: Assessorar a Administração Municipal na Gestão do Planejamento Urbano e Regional no Período Emergencial. Assessorar a Administração Municipal na Gestão da Implantação e Atualização do Plano Diretor Participativo (PDP) Desenvolvido pela UNESP. Executar Projetos Urbanísticos, Arquitetônicos e Paisagísticos para a São Luiz do Paraitinga. Desenvolver projetos e ações em busca da sustentabilidade econômica, social, ambiental, cultural, turística, física e territorial voltadas para o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida da população. Coordenação: José Xaides de Sampaio Alves, FAAC – Bauru. Resumo do orçamento: 1 Recursos materiais 7.000,00 2 Bolsas 20.880,00 3 Recursos humanos – não bolsistas 23.760,00 4 Diárias 20.900,00 5 Transporte em R$ 19.250,00 6 Outras despesas 7.520,00 TOTAL GERAL 99.310,00 Bolsas de extensão contempladas pela Proex (4) -13.920,00 TOTAL PARA O PROGRAMA 85.390,00 53 Estímulo ao empreendedorismo para o turismo sustentável Título completo: Projeto de estímulo ao empreendedorismo, para contribuir com as ações visando à retomada e a sustentabilidade econômica. Objetivo geral: Contribuir com as ações visando à retomada da atividade econômica, por meio de atividades de estímulo e capacitação em empreendedorismo para o desenvolvimento sustentável. Objetivos específicos: Capacitar um grupo de pessoas em técnicas de planejamento relacionadas ao empreendedorismo para o desenvolvimento sustentável. Apoiar grupos e iniciativas já em andamento que necessitam elaborar planos de negócio. Fomentar e selecionar idéias de empreendimento para o desenvolvimento sustentável, por meio de concurso. Coordenação: Maurício César Delamaro, FEG – Guaratinguetá. Resumo do orçamento: 1 Recursos materiais 3.510,00 2 Bolsas 6.960,00 3 Recursos humanos – não bolsistas 11.760,00 4 Diárias 5.700,00 5 Transporte em R$ 3.063,00 6 Outras despesas 1.520,00 TOTAL GERAL 32.513,00 Bolsas de extensão contempladas pela Proex (1) -3.480,00 Recursos fornecidos pela PROEX -1.500,00 TOTAL PARA O PROGRAMA 27.533,00 Observação: 54 Já foram identificados grupos ou iniciativas locais interessados em capacitação em empreendedorismo e elaboração de planos de negócios. São eles: Associação do Produtores Rurais do Bairro do Mato Dentro, Promotores da Seresta que percorre a cidade aos finais de semana, grupo de moradores do bairro da Catuçaba interessado em desenvolver o turismo rural, grupo de moradores do bairro do Alto do Cruzeiro interessado em turismo, Secretaria de Turismo interessada na instalação de um Ponto de Informações Turísticas. 55 Perenização das estradas rurais Título completo: Planejamento para perenização das estradas rurais do município. Objetivo geral: Definir e planejar as ações visando a perenização das estradas rurais. O desenvolvimento rural depende da eficiência do transporte da safra agrícola e de um melhor acesso da estrutura administrativa municipal ao meio rural. Objetivos específicos: Levantamento das estradas vicinais (que já em fase de conclusão pela secretaria de agricultura do município). Hierarquização das vias (a ser realizada pelas secretarias municipais da Agricultura, da Educação e da Saúde, representantes da comunidade, ONGs e membros da equipe técnica da UNESP). Levantamento das características físicas das vias (a ser realizada por técnicos da Prefeitura e equipe da UNESP). Desenvolvimento de propostas para perenização das vias (etapa a ser desenvolvida pela equipe técnica da UNESP, com apoio de técnicos locais). Este objetivo inclui o projeto específico de pontes para estradas vicinais e o planejamento do monitoramento e gerenciamento das vias. Treinamento da equipe da prefeitura, visando treinar adequadamente os encarregados e operários responsáveis pelos serviços de recuperação, conservação, monitoramento e gerenciamento das vias. Será desenvolvido material didático específico para tanto. Coordenação: José Bento Ferreira, FEG – Guaratinguetá. 56 Resumo do orçamento: 1 Recursos materiais 15.000,00 2 Bolsas 7.800,00 3 Recursos humanos – não bolsistas 14.700,00 4 Diárias 3.800,00 5 Transporte em R$ 3.878,00 6 Outras despesas 1.520,00 TOTAL 46.698,00 Observações: Os custos são referentes ao período de 1 ano, ao final do qual teremos implantado um sistema de gerenciamento de estradas vicinais. Esse sistema poderá servir de modelo pode ser implantado pelo Governo do Estado em todas as pequenas cidades do Estado de São Paulo. Teremos ainda treinado equipes da prefeitura na execução dos serviços de conservação e recuperação de estradas vicinais e também teremos desenvolvido projetos de pontes padronizados, preferencialmente de madeira com reforços metálicos de alta durabilidade (aço patinável), que podem ser produzidas localmente com velocidade, absorvendo mão de obra local e sendo de fácil manutenção ou substituição, quando da ocorrência de enchentes ou outro tipo de evento. 57 Informações para a retomada das atividades econômicas Título completo: Assessoria técnica voltada para proporcionar informações que auxiliem o planejamento de ações visando a retomada e a sustentabilidade econômica. Objetivo geral: Contribuir com o planejamento de ações visando a retomada da atividade econômica, por meio de assessoria técnica relacionada à obtenção e análise de informações, tendo como principal foco as necessidades de fóruns locais de desenvolvimento social e econômico, como o CONTUR e o Conselho Municipal de Planejamento. Objetivos específicos: Manter interlocução e auxiliar o funcionamento com fóruns locais de desenvolvimento social e econômico e acompanhar sua atuação. Proporcionar informações e análises que possam contribuir para fundamentar o planejamento de ações por parte dos fóruns locais de desenvolvimento. Essas informações deverão ser obtidas a partir de dados coletados por pesquisas de dados secundários e primários. Os métodos para obter dados primários serão entrevistas, surveys e observação direta. Os dados secundários serão obtidos de pesquisa documental e bibliográfica. Comunicar as informações e análises aos interlocutores indicados. Acompanhar e apoiar a atuação dos fóruns locais de desenvolvimento social e econômico, por meio da participação em reuniões e organização de eventos e dinâmicas. Impulsão de projetos em desenvolvimento na comunidade. Nucleação de um grupo de pesquisas de opinião e de mercado, localmente. Coordenação: Arminda Campos, FEG – Guaratinguetá. 58 Resumo do orçamento: 1 Recursos materiais 6.000,00 2 Bolsas 6.960,00 3 Recursos humanos – não bolsistas 26.760,00 4 Diárias 5.500,00 5 Transporte em R$ 3.063,00 6 Outras despesas 1.520,00 TOTAL 49.803,00 Observações: Sempre que possível, as equipes contarão não apenas com integrantes da UNESP (professores e alunos), mas também com estudantes (Ensino Médio e Superior) e professores residentes em São Luiz do Paraitinga. Isso permitirá manter um elo de comunicação mais forte com as instâncias locais e poderá ainda proporcionar algum nível de capacitação de habitantes locais em técnicas de pesquisa, análise de informações e planejamento. A nucleação de um grupo capaz de realizar pesquisas de opinião e de mercado depende disso. 59 Memorial da reconstrução e desenvolvimento Título completo: Memorial da Reconstrução e das Ações para o Desenvolvimento de SLP Objetivo geral: Mapeamento, cadastramento e descrição das ações e iniciativas desenvolvidas por entidades, públicas ou privadas, ou por pessoas físicas, voltadas para a reconstrução e o desenvolvimento de SLP, reunindo e produzindo, sempre que possível, documentos ou conjuntos documentais a elas referentes. Neste mapeamento, considerando uma das especialidades técnicas do CEDEM, serão contemplados os acervos documentais públicos e privados de São Luiz do Paraitinga, parte deles bastante comprometida pela última enchente que abalou o município. O projeto manterá estreitas relações com o governo municipal e com as áreas de trabalho do Grupo Unesp que, em diversas situações de acompanhamento já previstas, estarão coletando ou produzindo documentos e informações, necessárias à composição do Memorial. Nesse sentido, será desenvolvida uma metodologia para que a articulação necessária resulte em benefícios para todos os envolvidos, evitando duplicação de esforços para finalidades idênticas. Objetivos específicos: Pesquisa retrospectiva das matérias e notícias já publicadas na mídia a partir dos eventos das enchentes na região de SLP e pesquisa diária, para o acompanhamento das ações e iniciativas em andamento; Coleta de informações e de documentos junto às entidades responsáveis pelo processo de salvaguarda, restauro e requalificação do patrimônio artístico e arquitetônico local como as igrejas, edifícios públicos e edifícios particulares; Produção, por meio do mapeamento dos acervos sobreviventes, de um retrato do patrimônio documental arquivístico e bibliográfico do município, visando à elaboração de um programa de ação para sua recuperação, bem como ao planejamento de atividades para implantar a política municipal de gestão e preservação do patrimônio documental; Realização de entrevistas com os principais grupos de agentes do programa de reconstrução, visando ao registro de suas concepções, diretrizes, problemas, conflitos, realizações e resultados; Produção de artigos de divulgação e publicações específicas; Alimentação (com notícias, matérias e documentos) do site que será desenvolvido pela área de Comunicação; Capacitação de profissionais locais, nas áreas de conhecimento e gestão afetas ao projeto. 60 Coordenação: Solange de Souza, CEDEM – Centro de Documentação e Memória da UNESP/Vice- Reitoria. Resumo do orçamento: 1 Recursos materiais 3.500,00 2 Bolsas 2.320,00 3 Recursos humanos – não bolsistas 52.740,00 4 Diárias 25.150,00 5 Transporte em R$ 16.845,00 6 Outras despesas 1.520,00 TOTAL 102.075,00 61 Direito público e privado Título completo: Assessoria Técnica em Direito Público e Privado: Objetivo: Assessorar o Gabinete da Prefeitura e a Secretaria dos Negócios Jurídicos e de Meio Ambiente no planejamento e nas decisões administrativas em relação à gestão pública, nas áreas: Bens públicos. Intervenção do Estado na Propriedade (servidão, requisição, ocupação, limitação, tombamento). Desapropriação. Licitação. Contrato Administrativo. Servidores públicos. Ato administrativo. Poder de polícia. Processo administrativo. Controle da Administração Pública. Serviços Públicos. Concessão, permissão de serviços públicos. Parcerias público-privadas. Responsabilidade civil do Estado. Bens ambientais. A poluição hídrica, o Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos e o Aqüífero Guarani. A poluição do solo, desmatamento e erosão, resíduos sólidos, depósito em aterro sanitário. Zoneamento ambiental. Espaços territoriais especialmente protegidos. Unidades de conservação e Unidades de Uso sustentável. Avaliação de impactos ambientais, Licenciamento ambiental e Seguro ambiental. Meio ambiente artificial, Política de desenvolvimento urbano, Estatuto da Cidade, Plano diretor e Parcelamento do solo urbano. Flora, tutela das áreas de preservação permanente, reserva florestal legal e reflorestamento Atividades financeiras do município. Receitas Públicas. Despesas Públicas. Orçamento. Créditos Públicos. Lei de Responsabilidade Fiscal. Contribuições de Melhoria. Crédito Tributário (suspensão de exigibilidade, extinção, exclusão, garantias e privilégios). Defesa dos Direitos Públicos e /ou Privados em relação à reconstrução, restauro, modificação do Patrimônio Arquitetônico. Assessorar juridicamente as pessoas, as empresas e o governo municipal em relação às perdas patrimoniais devido à enchente. Coordenação: José Carlos de Oliveira, FHSDD – Franca. 62 Resumo do orçamento: 1 Recursos materiais 0,00 2 Bolsas 6.960,00 3 Recursos humanos – não bolsistas 0,00 4 Diárias 17.325,00 5 Transporte em R$ 19.479,00 6 Outras despesas 5.020,00 TOTAL 48.784,00 63 Construções alternativas em madeira Título completo: Repasse e capacitação em método de baixo custo de construção em madeira. Objetivo geral: Repasse de métodos para construção em madeira. Para tanto, será elaborado um projeto demonstrativo de construção alternativa de madeira. O projeto a ser desenvolvido, a partir de demandas identificadas com atores locais, será de um prédio onde funcionaria um Posto de Informações Turísticas e uma Loja para produtos da cidade a ser empreendida por associação local. Coordenação: Cristiane Inácio de Campos, CEI – Itapeva. Juliana Cortez Barbosa, CEI – Itapeva. Resumo do orçamento: 1 Recursos materiais 2.550,00 2 Bolsas 10.440,00 3 Recursos humanos – não bolsistas 1.000,00 4 Diárias 11.910,00 5 Transporte em R$ 3.732,80 6 Outras despesas 6.520,00 TOTAL 36.152,80 Observações: A idéia inicial para o prédio a ser construído prevê uma área coberta e fechada de 30 m² e uma área coberta não fechada de aproximadamente 60 m². Com a participação de aproximadamente 30 alunos da UNESP que auxiliarão na pré-fabricação dos painéis em Itapeva e montagem dos mesmos em São Luiz do Paraitinga, estima-se o valor em aproximadamente R$ 27.000,00. Este valor NÃO está incluso no orçamento desta frente. Os custos com insumos para a execução das construções em madeira poderão ser financiadas por fontes diversas que estão sendo captadas para a reconstrução de São Luiz do Paraitinga (Ministério da Cultura, Ministério da Educação, Ação Social), bem como por empresas do setor. 64 Sistema de informação Título completo: Sistema de Informações para a Gestão Municipal Objetivo geral: Coordenar a execução de três ações estratégicas que objetivam dotar o município de um sistema de informações que sirva de ferramenta para o processo transparente e democrático de tomada de decisão em âmbito local e regional, a saber: Recuperar e atualizar a malha geo-referenciada da Cidade, o Banco de Dados Multifinalitário Único e os Sistemas Administrativos (Cadastro de Pessoas, Cadastro de Atividades Econômicas, Cadastro Imobiliário, Saúde, Educação, Promoção Social, Dívida Ativa e Execução Fiscal, Administração de Materiais e Câmara Virtual), recursos que foram consolidados no município através do PROGAM – Programa de Apoio à Governança Municipal, cuja patente está sob a guarda do Professor Doutor José Luís Bizelli (FCL-CAr/Unesp). Acompanhar, assessorar e integrar as soluções do PROGAM ao projeto Paraitinga Digital, conforme projeto existente no município, facilitando a negociação entre Empresas, Governos e a Administração Local. O objetivo é implantar o modelo de Cidade Digital, conforme características específicas, em São Luiz do Paraitinga. Formar agentes públicos – do governo local ou da comunidade – em ferramentas de TICs e em estratégias de Gestão Pública, para facilitar os processos de participação democrática e de empoderamento de lideranças locais. A estratégia utilizada, neste caso, será a de Educação para o Trabalho e Formação Continuada, conforme método desenvolvido dentro do PROGAM, admitindo intervenções através de EaD. Paralelamente – ainda na busca de ações que ampliem os horizontes de formação para o cidadão, principalmente os jovens, de São Luiz do Paraitinga – atuar na mediação com o Governo Estadual para trazer ensino formal superior à cidade – como, por exemplo, a instalação de uma Unidade no modelo FATEC – buscando traçar um novo perfil profissional que contemple atuação voltada à gestão de crises/catástrofes como a que atingiu o Município. Auxiliar na construção de perfil para um profissional que atue dando apoio à Gestão Municipal, à Defesa Civil ou a equipes de salvamento em momentos de crises/catástrofes dentro e fora do país. Coordenação: José Luís Bizelli, FCL-CAr – Araraquara. 65 Resumo do orçamento: 1 Recursos materiais 4.000,00 2 Bolsas 6.960,00 3 Recursos humanos – não bolsistas 11.760,00 4 Diárias 9.500,00 5 Trans